Academia Campinense de Letras

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Academia Campinense de Letras
(APL)
Palacete que sedia a Academia Campinense de Letras. Na entrada do prédio está datado o ano de conclusão: MCMLXXVI (1976).
Lema "Ad immortalitatem
Rumo à imortalidade"
Tipo Associação literária
Fundação 17 de maio de 1956 (63 anos)
Sede Campinas, SP
Membros Ver: lista
Línguas oficiais Português

A Academia Campinense de Letras (ACL) é um órgão linguístico e literário brasileiro localizado em Campinas e fundado em 17 de maio de 1956.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Em 1956, o linguista Francisco Ribeiro Sampaio, então secretário municipal de Educação e Cultura e titular da cadeira de filologia portuguesa na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, fundou a Academia Campinense de Letras (ACL), com o objetivo de reunir os literatos da cidade. A sessão de posse e instalação ocorreu em 22 de novembro do mesmo ano, tendo sido eleito como primeiro presidente o próprio prof. Sampaio, para um mandato de dois anos. Seguindo os moldes da Academia Brasileira de Letras, a ACL é composta de quarenta cadeiras de provimento vitalício. Foram escolhidos, na ocasião de sua fundação, 16 nomes para formar o corpo acadêmico dos fundadores. Esses, por sua vez, elegeram outros 24 intelectuais para compor o primeiro quadro de imortais.

O primeiro corpo de acadêmicos fundadores foi constituído pelos intelectuais: prof. Francisco Ribeiro Sampaio, Dr. Paulo Mangabeira Albernaz, Dr. Theodoro de Souza Campos Júnior, prof. Armando dos Santos, Sr. Heládio Brito, Dr. Herculano Gouvêa Neto, prof. Stênio Pupo Nogueira, Dr. Carlos Francisco de Paula, prof. Mário Gianini, Dr. Valdemar César da Silveira, jornalista Luso Ventura, prof. Benedito Sampaio, monsenhor Emílio José Salim, Dr. Carlos Foot Guimarães, Dr. Antônio Leite Carvalhaes, prof. José Roberto do Amaral Lapa. A esses nomes posteriormente se acrescentaram, por votação, os seguintes: Dr. Francisco José Monteiro Sales, Dr. Edmundo Barreto, Dr. José Emanuel Teixeira de Camargo, Dr. Plínio do Amaral, Sr. José de Castro Mendes, Dr. Paulo de Castro Pupo Nogueira, Dr. Mílton Duarte Segurado, prof. Francisco Galvão de Castro, tenente-coronel Waldomiro de Vasconcelos Ferreira, e Sr. Celso Maria de Melo Pupo, Dr. Lycurgo de Castro Santos Filho, o Sr. Rafael de Andrade Duarte, Dr. Camilo Geraldo de Souza Coelho, Sr. Sebastião Alvarenga, Dr. Francisco de Assis Iglesias, Dr. Nélson Noronha Gustavo Filho, Dr. Paulo da Silva Pinheiro, prof. Adalberto Prado e Silva, prof. Norberto de Sousa Pinto, Dr. Mário Erbolato, e prof. Guilherme Leanza e , por último, o deputado Ruy de Almeida Barbosa, em substituição ao dr. Antônio da Costa Neves Júnior, que declinou da indicação. Posteriormente, declinaram também, os jornalistas Luso Ventura e Mário Erbolato.

O jornalista Luso Ventura, antigo editor-chefe do Diário do Povo, jornal hoje publicado pela Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), teria se desentendido com Francisco Ribeiro Sampaio e recusou-se a tomar posse. “Os motivos da desavença não são claros até hoje. Tudo indica que Ventura não aceitou o fato de o poeta Paranhos de Siqueira não ter sido indicado para a academia. (...). Também são misteriosos os motivos que levaram à não-nomeação de Paranhos de Siqueira. Tratava-se de um poeta importante à época. É inconcebível que não estivesse entre os 40. O verdadeiro motivo é: eles exigiam o diploma de curso superior, o que era uma imposição elitista e Siqueira, assim como a maioria da população da época, não o tinha”, conta o escritor Sérgio Caponi.[1]

Em 11 de novembro de 1970, 14 anos após a criação da Academia Campinense de Letras, Luso Ventura foi um dos fundadores de outra academia, a Academia Campineira de Letras e Artes, juntamente com o poeta Paranhos de Siqueira, o jornalista e escritor Rubem Costa e o poeta, historiador e radialista Jolumá Brito. No campo das Letras Campinas possui, portanto, duas academias literárias: a Academia Campinense de Letras e a Academia Campineira de Letras e Artes.

Galeria dos Imortais[editar | editar código-fonte]

  1. Leopoldo Amaral
  2. Dom João Nery
  3. Carlos de Laet
  4. Afrânio Peixoto
  5. João Lourenço Rodrigues
  6. César Bierrenbach
  7. Euclides da Cunha
  8. Hildebrando Siqueira
  9. Monteiro Lobato
  10. Pe. Leonel França
  11. Júlio de Mesquita
  12. Francisco de Moraes Júnior
  13. Castro Alves
  14. Bernardo de Souza Campos
  15. Ruy Barbosa
  16. Tomaz Alves
  17. Afonso de Taunay
  18. Arnaldo Vieira de Carvalho
  19. Amadeu Amaral
  20. Rodrigues de Abreu
  21. Artur Segurado
  22. Oliveira Viana
  23. Alberto de Oliveira
  24. Benedito Otávio
  25. João Batista Pupo de Moraes
  26. Ricardo Gumbleton Daunt
  27. Custódio Manuel Alves
  28. Pelágio Álvares Lobo
  29. Paulo Álvares Lobo
  30. Humberto de Campos Veras
  31. Plínio Barreto
  32. Vital Brasil
  33. Sud Menucci
  34. José de Sá Nunes
  35. D. Francisco de Aquino Correia
  36. Carlos William Stevenson
  37. Francisco Quirino dos Santos
  38. Manuel Ferraz de Campos Sales
  39. José de Anchieta
  40. Antônio Álvares Lobo

Notas

  1. MAGALHÃES, Renan. Imortais: Campinas viveu "dérbi das letras". Clipping eletrônico – Departamento de comunicação, PUC – Campinas, em 10/02/08. Fonte: Correio popular

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

VÁRIOS (abril de 2007). Revista ACL. Campinas: Academia Campinense de Letras 1 ed. [S.l.: s.n.] 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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