Academia de Polícia Militar do Guatupê

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Academia de Polícia Militar do Guatupê
Entrada da APMG.jpg
Posto de controle de entrada da APMG.
País  Brasil
Estado  Paraná
Corporação Bandeira PMPR.png PMPR
Subordinação Diretoria de Ensino
Missão Ensino militar
Denominação Academia Policial Militar do Guatupê
Sigla APMG
Criação 1971
Aniversários Curso de oficial - 1919 (99 anos)
Unidade de Ensino - 1931 (87 anos)
Academia PMPR - 1971 (47 anos)
Insígnias
Brasão APMG
APMG PMPR.PNG
Brasão da 2ª EsFAEP
PMPR EsFAEP.png
Sede
Sede São José dos Pinhais
Bairro Guatupê
Endereço Rodovia BR 277, KM 72
Internet 2ª EsFAEP

A Academia de Polícia Militar do Guatupê (APMG) é um instituição de ensino superior[1] da Polícia Militar do Paraná; responsável por ministrar os cursos de formação, aperfeiçoamento e especialização aos policiais militares da corporação.

Histórico[editar | editar código-fonte]

No período do Império o efetivo era reduzido e eram poucos os cargos de comando da corporação; sendo estes preenchidos por oficiais comissionados, oriundos do Exército e da Guarda Nacional.

Pela Lei 679, de 27 de setembro de 1882, registra-se a primeira regulamentação interna:

Em 1908 foi criado o Exame Prático[2] pelo então Comandante-geral, Coronel João Cândido da Silva Muricy. Esse exame era obrigatório para a promoção dos oficiais até o posto de major.

Em 1919 foi criada pelo Presidente do Estado, Afonso Camargo, a Escola da Força Militar[3] para a formação dos oficiais da corporação.

Lei 1.844, de 19 de Março de 1919.

O Congresso Legislativo do Estado do Paraná, decretou e eu sancciono a lei seguinte: (sic)

  • Art 1° - É o Governo autorisado a crear uma Escola, na Força Militar, com a denominação de "Escola da Força Militar", destinada a ministrar às praças os conhecimentos necessarios ao desempenho das funcções de Official.
§ 1° - A duração do curso da Escola da Força será de 4 annos.
  • Art 2° - O ensino na Escola da Força Militar constará de 2 cursos, um fundamental e outro propriamente militar.
§ único. O curso fundamental constará dos preparatórios necessarios ao estudo do curso militar.
  • Art 3° - Na Escola da Força Militar não será permitida a matrícula de Officiaes.
  • Art 4° - Serão professores, Officiaes da propria Força Militar, o Instructor Militar, Official do Exercito, e professores Normalistas.
§ único. Os professores Officiaes da Força não terão vantagens de vencimentos.
  • Art 5° - Na Escola da Força Militar, será reservado um certo numero de vagas à civis uma vez que verifiquem praça por ocasião da matricula.
  • Art 6° - O effectivo da Escola da Força Militar será de 30 alumnos.
§ único. Os alumnos farão parte do proprio effectivo da Força Militar.
  • Art 7° - Constituída a primeira turma de aspirantes a Official o Governo poderá fechar a Escola pelo tempo que julgar conveniente.
  • Art 8° - O Governo, expedirá o Regulamento necessário, para a execução desta lei.

O Secretário de Estado dos Negócios do Interior, Justiça e Instrucção Publica, a faça executar.
Palácio da Presidencia do Estado do Paraná, em 19 de Março de 1919.

Affonso Alves de Camargo
Enéas Marques dos Santos

Em 1930, no segundo mandato de Afonso Camargo, foi autorizada a criação da Escola Profissional Militar,[4] para a preparação de candidatos ao oficialato da Força Militar do Paraná.

E em 1931, ao ser estabelecido o Plano de Organização da Força Militar,[5] a Escola passou a constar como Centro de Preparação Militar (CPM); no qual seriam reunidos os principais cursos realizados na corporação:

Entretanto, por motivos financeiros, em julho do mesmo ano o CPM foi transformado em Companhia Escola,[6] e o único curso que passou a funcionar ininterruptamente foi o de recrutas. Os demais cursos eram realizados apenas ocasionalmente, de acordo com as necessidades imediatas da instituição.

Em 1948 que o CPM foi reativado,[7] por iniciativa do Coronel Dagoberto Dulcídio Pereira, e posto sob o comando do Tenente-coronel José Scheleder.[8]

Em 1954 o CPM passou a denominar-se Centro de Preparação Profissional[9] (CPP).

Em 1955 o CPP passou a designar-se como Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA).[10]

E em 1971 recebeu a atual designação de Academia Policial Militar do Guatupê.[11]

Etimologia e origem da designação Guatupê[editar | editar código-fonte]

A etimologia da palavra guatupê (ou guaxupé) é incerta. O vocábulo é de origem tupi-guarani, sendo-lhe atribuído a significação de "caminho das abelhas" ou "caminho de guaxe", dentre outras.[12] O termo também designa uma variedade de abelha nativa, conhecida como Irapuã.

No século XIX toda a região, da Serra do Mar ao Rio Iguaçu, onde atualmente se situa a APMG, já era conhecida como Colônia Guatupê. Posteriormente, no local que hoje compreende a Vila São Judas Tadeu, Município de São José dos Pinhais, foi estabelecida uma ampla fazenda com mais de quinhentos e cinquenta alqueires, a qual recebeu a denominação de Fazenda Guatupê.

Em 1938, com o falecimento do proprietário desse imóvel, Sr. Thomaz Carmeliano de Miranda, a fazenda foi confiscada pelo Interventor do Estado, Manuel Ribas, e repassada aos funcionários do Departamento de Geografia de Terras e Colonização (DGTC). A família somente foi, parcialmente, indenizada pelo Governador Moisés Lupion em 1945; sendo então instalada numa parte do terreno, uma granja para a criação de frangos e produção de ovos, com a designação de Granja Guatupê.

Com a desativação dessa granja, em 1966, foi no local instalada a Academia da Polícia Militar do Paraná; a qual herdou a denominação e passou a ser conhecida como Academia Policial Militar do Guatupê.[13]

Brasões[editar | editar código-fonte]

O primeiro brasão da Escola de Oficiais da PMPR foi o do Centro de Preparação Profissional (CPP); o qual foi substituído por outro em 1964, do Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA).

Em 1970 foi criado o brasão da Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), pelo Cadete de 5° ano do CFO, Valter Wiltemburger Pontes. Na primeira versão desse brasão ainda constava a sigla CFA, que em 1971 acabou abolida. Em 1996, Valter Wiltemburger Pontes, então coronel e comandante da APMG, alterou o brasão; substituíndo os paquifes por suportes com leões rampantes.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

As instalações da APMG encontram-se no Bairro Guatupê, do Município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba; ao lado da BR 277 (km 72, sentido litoral).

Suas instalações constam de:

Desfile da Escola de Oficiais - APMG - 2012.
  • Amplo pátio de formaturas com 35.000 metros quadrados;
  • Três blocos, com trinta e seis apartamentos em cada um, para quatro ou seis pessoas;
  • Trinta salas de aula, além das seções técnicas especiais;
  • Instalações médicas e odontológicas;
  • Salão cerimonial;
  • Biblioteca;
  • Refeitório para seiscentas pessoas;
  • Ginásios de esporte, de fisioterapia, de condicionamento, e campos de futebol, basquete e voleibol;
  • Três estandes de tiro (armas longas, armas curtas, e de combate em edificações);
  • Pista de obstáculos;
  • Além de uma estação independente para o tratamento de água.

Cursos[editar | editar código-fonte]

Desfile da Escola de Oficiais - APMG - 2012.

Funcionam na APMG os seguintes cursos:

  • Curso Superior de Polícia;
  • Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais;
  • Curso de Formação de Oficiais;
  • Curso Especial de Oficiais;
  • Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos;
  • Curso de Formação de Sargentos;
  • Curso de Formação de Cabos;
  • Curso de Formação de Soldados;
  • Assim como diversos cursos de especialização.

Departamentos de Ensino[editar | editar código-fonte]

Os departamentos de ensino foram criados para congregar disciplinas afins num único departamento tendo como objetivos:

  • Produzir material didático-pedagógico de apoio ao ensino e instrução;
  • Buscar a constante atualização e implementação de conceitos e procedimentos;
  • Eliminar injustificáveis sobreposições de assuntos em diferentes disciplinas, num mesmo curso;
  • Promover estudos e pesquisas científicas, etc.

Os departamentos possuem, para cada disciplina, material de apoio didático que pode ser consultado através da Divisão de Ensino da APMG, cuja finalidade é agilizar e modernizar o ensino ministrado em todos os níveis, que visam formar, especializar e aperfeiçoar oficiais e praças da Polícia Militar do Paraná.

Administração[editar | editar código-fonte]

Bombeiro Militar[editar | editar código-fonte]

Cultura Jurídica[editar | editar código-fonte]

Educação Física[editar | editar código-fonte]

Ensino Complementar[editar | editar código-fonte]

Ensino Militar[editar | editar código-fonte]

Expressão Oral Escrita e Metodologia[editar | editar código-fonte]

Operações Policiais Militares e Processos Decisórios[editar | editar código-fonte]

Sobrevivência Policial[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Técnica Policial Militar[editar | editar código-fonte]

Escola de Formação de Oficiais - EsFO[editar | editar código-fonte]

O curso insígnia da APMG é o Curso de Formação de Oficiais (CFO). Até 1951 ele ocorria apenas esporadicamente e foi somente a partir dessa data que passou a ser anual e constante, com a designação de Curso de Formação de Oficiais Combatentes (CFOC). A primeira turma formou-se no mesmo ano das comemorações do centenário da Emancipação Política do Paraná (1953). Nessa época o curso funcionava no Quartel do Comando Geral (QCG), no Bairro Rebouças, Curitiba. A partir de 1960 o curso passou a ser realizado em um prédio alugado na Avenida Vicente Machado. E foi somente em 1969 que passou a funcionar na atual estrutura da APMG, mesmo antes dela ser oficialmente inaugurada em 1971.

Ao ingressar na APMG o Cadete assume o compromisso moral e ético de defender e cumprir o Código de Honra do Cadete da Polícia Militar do Paraná, constante do Manual do Cadete, passando a pautar sua vida pessoal e profissional pela verdade, pela honra, pela coragem e pelo cumprimento fiel às Leis e Normas.

Batalhão EsFO[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Cadetes é estruturado como um Batalhão de Polícia Militar, subdividido em companhias. Este Batalhão recebe a denominação de Batalhão EsFO. Como coroamento anual das atividades de ensino e estágios operacionais, o Batalhão EsFO realiza entre os meses de novembro e dezembro a Operação Academia; na qual os Cadetes participam de todo o planejamento operacional, logístico, do comando e da execução das ações policiais e bombeiros-militares. Essa operação é realizada na área de abrangência de um dos Batalhões PM e de um dos Grupamentos BM da Capital do Estado ou de sua região metropolitana.

Cerimonial de entrega do espadim.

Uniforme de Cadete[editar | editar código-fonte]

Até 1954 os alunos do CFO usavam os mesmos uniformes dos oficiais; sendo apenas acrescentado os respectivos emblemas, insígnias e distintivos. Para a diferenciação do ano de curso eram usadas barras horizontais sobre um triângulo azul, similar às divisas dos praças.

O primeiro uniforme exclusivo de cadete foi instituído em 1954.[14] Nesse uniforme o ano letivo era identificado pela cor do fourragère: verde para o primeiro ano; amarelo para o segundo; e vermelho para o terceiro. Desde então, todos os Regulamentos de Uniformes da PMPR preveem fardamentos exclusivos para os cadetes.

Diretório Acadêmico do Guatupê[editar | editar código-fonte]

O Diretório Acadêmico do Guatupê foi criado em 19 de abril de 1951, como Centro Cultural e Desportivo dos Cadetes (CCDC), e seu primeiro presidente eleito foi o Cadete Leônidas Cruz Valle. Em 1961 o CCDC passou a denominar-se Diretório Acadêmico da Escola de Formação de Oficiais (DAEO), e em 1971, com a criação da APMG, recebeu a atual designação de Diretório Acadêmico do Guatupê (DAG).

O DAG é uma entidade jurídica de direito privado e seus objetivos são:

  • Unir os alunos entre si para que disto resulte uma força capaz de sublimar o ideal do militar brasileiro, eivado neste patriotismo tão nobre que nos é exemplificado pelos antepassados;
  • Zelar pelo nome da Polícia Militar do Paraná, para sua maior glória, e preservar e incentivar a unidade de classe em torno de um ideal comum;
  • Dar o necessário apoio à crítica sã, à liberdade de pensamento, de opiniões e de consciência dos alunos;
  • Manter luta constante pela preservação dos princípios do direito e da justiça, lutar pelo respeito às liberdades fundamentais da pessoa humana, pugnando pela igualdade de direitos e deveres de todos perante a lei, independente de raça, cor, sexo, consciência política ou credo;
  • Impedir que questões político-partidárias concorram para a desunião da classe e que no seio dela tenham vida ideologias de carácter totalitário;
  • Pregar o princípio de honra ao mérito, só permitindo a ascendência de valores reais;
  • Organizar competições esportivas com a finalidade de incrementar e evidenciar o valor da EsFO;
  • Organizar competições e concursos literários de ideais diversos, aumentando com isso o patrimônio cultural;
  • Lutar em favor da melhoria do ensino e pela sua moralidade.

Estrutura do DAG[editar | editar código-fonte]

Assembléia Geral
Órgão mais alto do DAG, o qual se reune a cada três meses para decidir sobre sua atuação.

Conselho Administrativo
Órgão executivo e coordenador das atividades e realizações do DAG. Ele é constituído por:

Backup of LOGO-DAG.png

Conselho Deliberativo
Órgão supervisor do Conselho Administrativo, representado por um cadete de cada um dos seguintes cursos:

Espadim Tiradentes[editar | editar código-fonte]

Os espadins surgiram na França, no século XVII,[15] para servirem como arma de defesa pessoal pela classe aristocrática ("nenhum cavalheiro está adequadamente vestido sem sua espada"),[15] como uma opção leve para as pesadas e desajeitadas espadas de combate. Por esse motivo logo se tornaram símbolo de status social, pois somente a nobreza podia portar armas ostensivamente. Como nessa época os oficiais eram escolhidos entre a nobreza, o espadim permaneceu como uma tradição militar nos uniformes de gala. O espadim Tiradentes (tecnicamente uma adaga) da Escola de Formação de Oficiais da PMPR foi regulamentado em 04 de agosto de 1954[14] e é entregue aos cadetes no primeiro ano de curso.

Espadim Tiradentes.PNG
Na lâmina do espadim está gravado o lema
PRO LEGE VIGILANDA (Para a Vigilância da Lei).

Juramento prestado na cerimônia de entrega do espadim:

Pelotão Alpha Crucis[editar | editar código-fonte]

O Pelotão Alpha Crucis (estrela da constelação Cruzeiro do Sul) é um pelotão formado por cadetes dos três anos da Escola de Oficiais, constituído para realizar apresentações de ordem unida sem comando e representar a Escola de Formação de Oficias da PMPR. Desde sua criação tornou-se tradicional apresentarem-se nas festas cívicas do Paraná, especialmente no desfile militar de 7 de setembro, Independência do Brasil, e no 10 de agosto, aniversário da Polícia Militar do Paraná. Para participar deste pelotão os cadetes passam por intenso treinamento. Dentro da apresentação tem as posições denominadas "solo", "giro", "corredor". Os cadetes ao entrarem na Escola de Oficiais passam por um período de adaptação e são selecionados. Posteriormente os voluntários são chamados, permanecendo apenas os com melhor desempenho nos movimentos de Ordem Unida. Os movimentos são baseados no Regulamento de Ordem Unida do Exército Brasileiro, com modificações em sua execução. As apresentações são realizadas com o Fuzil Mauser M968, calibre 7,62mm.

Canção da Academia Policial Militar do Guatupê[editar | editar código-fonte]

Letra: Coronel PM Rubens Mendes de Moraes
Melodia: 2° Tenente PM Músico Antônio Alberto Ramos

Escola de Praças[editar | editar código-fonte]

No período do Império o treinamento dos recrutas era dado concomitantemente ao dos veteranos, pois a instrução da tropa era diária e contínua. No início o recruta só cumpria funções internas (serviços gerais, faxina, guarda, etc.), e somente passava a cumprir missões externas após ser considerado apto pelo comando.

Em 1908 foi criada a Escola Regimental da corporação;[16] assumindo a diretoria o Alferes João Alexandre Busse. O mesmo decreto de criação também estabeleceu a aplicação de um Exame Prático para a promoção dos sargentos ao posto de oficial.

Em agosto de 1912 o funcionamento da escola foi prejudicado devido a mobilização do efetivo pela eclosão do Conflito do Contestado.

Distintivo da Escola Regimental, usado na gola do uniforme, 1930.

Em 1913 foi fundada a Biblioteca do Regimento,[17] adida à Escola Regimental e com funcionamento das 06:00h às 18:00h.

Cita o Artigo 1º de seu Regulamento Interno[18]:

Atualmente essa biblioteca conta com doze mil volumes,[19] sem incluir o acervo da Biblioteca do Museu da Polícia Militar (anexo à APMG) ou outras bibliotecas da corporação.

Em 1916 a Escola Regimental foi subdividida em dois cursos: ensino básico, destinado à alfabetização dos recrutas, e ensino militar, destinado à instrução de infantaria e cavalaria aos novos soldados.

Em agosto de 1918 a Escola passou também a atender o efetivo do Corpo de Bombeiros.[20]

Em 1924 as aulas foram interrompidas devido a Revolta Paulista, somente retornando à normalidade em 1927.

Em 1928 a Escola passou a denominar-se Escola Regimental Comandante Manoel Eufrásio de Assumpção. Uma homenagem ao oficial que mais tempo permaneceu no comando da corporação (12 Abr 1857 a 08 Fev 1881). Nessa mesma época o curso de alfabetização passou a funcionar após o final do expediente, das 18:00h às 19:00h.[21]

Em 1930 a Escola Regimental foi incorporada à Escola Profissional Militar.[4] E em 1931, ao ser estabelecido o Plano de Organização da Força Militar,[5] a Escola passou a constar como parte do Centro de Preparação Militar (CPM); no qual seriam reunidos os principais cursos realizados na corporação. Entretanto, devido as revoluções de 1930 e 1932, as aulas foram suspensas nesse período.

Em 20 abril de 1933 o curso destinado à alfabetização recebeu a denominação de Escola Coronel Dulcídio, composta pelos professores normalistas: Antonio Eleodoro da Silva, Adolfo do Nascimento Brito, Orlando Busnardo, Eras Piloto e Elizia Checchia; atuando como supervisor dos militares o 2º sargento Sebastião Machado Borges. E o curso militar recebeu a designação de Escola Capitão Busse; tendo como instrutores os capitães Raimundo Almir Mendes Mourão, José Scheleder e Miguel Balbino Blasi, e os tenentes Renato Câmara, Lauro Gentil Portugal Tavares, Boleau Wan-Dick da Silva Cidreira, Manuel Alves do Amaral e Manuel Diniz.

Em 1935 não foram realizados os exames devido a prontidão desencadeada pela Intentona Comunista, na capital e norte do país.

Antiga sede do Colégio da Polícia Militar.

Em 1940 a escola recebeu a denominação de Escola Elementar da Força Policial, subdividida em quatro cursos: Curso de Alfabetização, Curso de Educação Física, Curso Técnico (mecânico, marceneiro, ferreiro, tipógrafo, etc.) e Curso Militar.

A partir da década de 1950 ficou vetado o alistamento de analfabetos na corporação.[22] E em 1958 o Curso de Alfabetização foi transformado em Ginásio da Polícia Militar, atual Colégio da Polícia Militar.

Em 1976 a Escola Elementar foi transformada no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP).[23]

E em 2010 o CFAP passou a designar-se Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (EsFAEP).[24] Atualmente existem duas EsFAEPs em atividade: EsFAEP I, em São José dos Pinhais, e EsFAEP II, em Maringá.

Escolas de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças[editar | editar código-fonte]

As EsFAEPs destinam-se à formação, aperfeiçoamento, especialização, e atualização do efetivo de praças da PMPR, de outras corporações policiais militares e bombeiros militares da federação; bem como, quando for o caso, de oficiais militares federais e civis que trabalhem na área de defesa social. Destinam-se ainda ao desenvolvimento de estudos e pesquisas técnicas e científicas no setor de defesa e segurança social.

Estrutura das EsFAEPs[editar | editar código-fonte]

Estado Maior

  • P/1 - Administração - responsável pela administração do quadro de pessoal, bem como assuntos relativos à aplicação das Leis e Regulamentos;
  • P/2 - Informações (serviço de inteligência) - responsável pela levantamento e verificação de informes que gerem informações a serem utilizadas pelo EsFAEP;
  • P/3 - Operações - Seção de planejamento, estudos e análise estatística;
  • P/4 - Logística - Seção de apoio logístico;
  • P/5 - Relações públicas - Seção de relações públicas do EsFAEP.

Corpo de Alunos[editar | editar código-fonte]

  • CAS - Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos;
  • CFS - Curso de Formação de Sargentos;
  • CFC - Curso de Formação de Cabos;
  • CFSd - Curso de Formação de Soldados.

Missão das EsFAEPs[editar | editar código-fonte]

Pelo Artigo 138, do Regulamento Interno e dos Serviços Gerais da Polícia Militar do Paraná (RISG), cabe ao EsFAEP:[25]

  • Executar as atividades de formação, aperfeiçoamento e especialização de praças da Corporação;
  • Apoiar a Diretoria de Ensino no controle das atividades de ensino dos núcleos de formação de praças nas unidades, quando lhe forem delegadas pelo Diretor de Ensino;
  • Realizar propostas ao plano geral de ensino a ser elaborado;
  • Confeccionar os documentos e relatórios de ensino;
  • Controlar, coordenar e fiscalizar a execução das atividades de ensino que lhe forem delegadas pelo Diretor de Ensino nos núcleos de formação de praças;
  • Manter registro das atividades escolares desenvolvidas no EsFAEP e nos núcleos de formação de praças.

Simulador de Confrontos Armados[editar | editar código-fonte]

Exemplo de simulador de confronto armado.

O simulador de confrontos armados é um equipamento/software utilizado na PMPR desde a década de 1980, capaz de reproduzir e simular o comportamento do policial militar em situações de confrontos armados.

Na APMG o simulador é usado como meio de avaliação do treinamento, pois suas reações podem ser vistas e analisadas através de um check-up ao qual o aluno é submetido após o exercício. No simulador é possível observar os conhecimentos adquiridos nas instruções; tais como: noções de abordagem policial, busca e identificação de suspeitos, jurisprudência, habilidade no manuseio do armamento, tiro de combate, etc.. Bem como algumas alterações físicas que se assemelham às sofridas por policiais em situações de combate real; como por exemplo: a perda da visão periférica, situação onde o combatente perde a noção espacial e passa a ter visão do "tipo túnel"; aumento da pressão arterial; e aumento da força e sudorese.

Observação: o simulador de confrontos armados não é utilizado como meio de treinamento absoluto, mas sim como um método de avaliação dos conhecimentos ministrados aos policiais. Consequentemente, ele é apenas um meio capaz de aferir e auxiliar o aprendizado do corpo discente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Academia de Polícia Militar do Guatupê

Notas e referências

  1. Lei Estadual 16.575, de 28 de Setembro de 2010. Capítulo III - Dos Órgãos De Apoio, Art. 29.
  2. Lei Estadual 752, de 21 de março de 1908.
  3. Lei 1.844, 19 de março de 1919.
  4. a b Lei Estadual 2.753, de 31 de março de 1930.
  5. a b Decreto nº 1.380, de 18 de junho de 1931.
  6. Lei n° 1.711, de julho de 1931.
  7. Lei nº 63, de 20 de fevereiro de 1948.
  8. Decreto Estadual 2.162, de 24 de março de 1948.
  9. Lei Estadual 1.642, de 5 de janeiro de 1954.
  10. Lei Estadual 2.526, de 9 de dezembro de 1955.
  11. Decreto n° 22.653, 9 de março de 1971.
  12. Página oficial da Prefeitura Municipal de Guaxupé, Minas Gerais.
  13. Academia Policial Militar do Guatupê; do Capitão Rogério de Oliveira Azevedo; publicação da Associação da Vila Militar;Curitiba, PR; 2001.
  14. a b Decreto nº 13.744, de 4 de agosto de 1954
  15. a b Wikipedia - Small sword.
  16. Decreto Estadual nº 304, de 22 de Abril de 1908.
  17. Ordem do Dia nº 223, de 23 de Junho de 1913.
  18. Ordem do Dia nº 241, de 11 de julho de 1913.
  19. Página oficial a Polícia Militar do Paraná - Histórico da APMG.
  20. Ordem do Dia n° 54, de 27 de agosto de 1918.
  21. Boletim nº 167, de 24 de setembro de 1928.
  22. Boletim Geral nº 53, de 01 de março de 1950.
  23. Lei Estadual nº 6.774, de 1976.
  24. Lei Estadual nº 16.575, de 28 de Setembro de 2010.
  25. Regulamento Interno e dos Serviços Gerais da Polícia Militar do Paraná. Decreto n° 7.339, de 08 de Junho de 2010. Publicado no Diário Oficial na mesma data.