Academia Tocantinense de Letras

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O primeiro movimento para a criação da Academia Tocantinense de Letras, com a sigla ATL, surgiu em 1986, na cidade de Gurupi, na então região do médio norte de Goiás, hoje, base territorial do estado do Tocantins. Em 17 de outubro daquele ano, capitaneado pelo poeta e jornalista Zacarias Martins, aconteceu uma reunião com vários intelectuais na Câmara Municipal que, à época, funcionava no próprio prédio da prefeitura, com o objetivo de criar a Academia Tocantinense de Letras, tendo sido eleita uma diretoria provisória tendo como presidente, Zacarias Martins e vice-presidente Nânio Tadeu Gonçalves. A então primeira-dama do município, Maria das Dores Braga Nunes, conhecida carinhosamente como Dolores Nunes foi escolhida como secretária da entidade, enquanto que Rômulo Rezende Filho, marido da escritora Ednéa Rezende, ficou como tesoureiro.

A recém-criada Academia Tocantinense de Letras representou um grande avanço para época e chegou a publicar alguns livros de autores locais, porém, não tinha muita representatividade, vez que não conseguiu congregar escritores de outras localidades devido as dificuldades financeiras da entidade para manter a expansão de suas atividades. Com a criação do estado do Tocantins em 5 de outubro de 1988 e a posse do primeiro governador eleito do estado, José Wilson Siqueira Campos, em 1º de janeiro de 1989, juntamente com os 24 deputados estaduais, oito federais e três senadores, Zacarias Martins buscou um novo rumo à ATL. Manteve conversações com o escritor e desembargador José Liberato Costa Póvoa, presidente do Tribunal de Justiça do estado do Tocantins, cuja capital provisória era Miracema do Tocantins.

Zacarias Martins propôs a José Liberato Costa Póvoa que tomasse as rédeas da Academia Tocantinense de Letras, pois devido ao importante cargo que desembargador ocupava e o fato de morar na capital do estado, entendia que seria bem mais fácil consolidar a ATL, que até então não tinha personalidade jurídica. Liberato Póvoa dissera que não dispunha de tempo para mais essa missão, principalmente, devido ao acúmulo de serviço no Judiciário por causa da criação da nova Unidade da Federação, que dava seus primeiros passos.

Porém, a ideia de se oficializar a fundação da Academia Tocantinense de Letras não caiu no esquecimento. A capital provisória do Tocantins ficava movimentada a cada dia que passava com a chegada de novos habitantes vindos das mais diferentes localidades do país. O governador Siqueira Campos nomeara a escritora e historiadora Ana Braga para o cargo de Coordenadora Estadual de Cultura do Tocantins. Mulher de fibra, idealista e amante das artes, Ana Braga buscou desempenhar suas funções com competência, mas também esbarrava nas dificuldades encontrada para administrar a Pasta, pois no estado recém-criado, tudo estava por fazer.

Em contatos com vários intelectuais em Miracema do Tocantins, a ideia da criação da Academia Tocantinense de Letras ganhava corpo. E foi assim, por iniciativa de Ana Braga, José Liberato Costa Povoa e Juarez Moreira Filho, numa reunião realizada em 12 de dezembro de 1990, no escritório de Juarez, em Porto Nacional, deu-se a troca de ideias que culminou com a criação da Academia de Letras do Estado do Tocantins, que tinha por sigla as letras ALET, vez que, antes mesmo da criação do estado do Tocantins, Zacarias Martins tivera a iniciativa de fundar a Academia Tocantinense de Letras – ATL.

Como a denominação de Academia de Letras do Estado do Tocantins e a sua digla ALET não caíram no agrado da maioria dos acadêmicos, meses depois de fundada, foi aprovada a mudança estatutária do sodalício, que passou a se denominar de Academia Tocantinense de Letras, com a sigla ATL.

A sessão solene de instalação da Academia Tocantinense de Letras, com a posse de seus 25 membros fundadores aconteceu na noite de 12 de dezembro de 1990, no auditório do Colégio do Sagrado Coração de Jesus, em Porto Nacional.

Primeira diretoria[editar | editar código-fonte]

A primeira diretoria executiva da ATL, cujo mandato foi de 4 de janeiro de 1991 a 2 de abril de 1993, estava assim constituída:

Presidente: José Liberato Costa Póvoa Vice-Presidente: Juarez Moreira Filho 1º Secretário: Fidêncio Bogo 2º Secretária:Mary Sônia Matos Valadares Tesoureiro: Nícia Vieira Araújo 1º Orador: José Cardeal dos Santos 2º Orador: Antônio Luiz Maya

Os fundadores[editar | editar código-fonte]

Participaram da fundação da Academia Tocantinense de Letras os seguintes escritores:

#Osmar Casagrande Campos

Nota: O então senador da República João da Rocha Ribeiro não chegou a tomar posse na Academia. Havia sido convidado para ocupar cadeira de número 7, cujo patrono é o escritor, geógrafo e coronel aviador Lysias Augusto Rodrigues, mas ele não compareceu à sessão de posse e jamais participou de uma reunião da academia, tendo sido posteriormente desligado definitivamente da instituição.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, Mário Ribeiro. Retrato da Academia Tocantinense de Letras. Goiânia-GO, Ed. Kelps. 2006.
  • MARTINS, Zacarias. Pinga-Fogo. Gurupi-TO., Edições AGL, 2004
  • MOREIRA FILHO, Juarez. Perfil da Academia Tocantinense de Letras.Goiânia-GO., Ed. Bandeirante, 2005
  • PÓVOA, Osvaldo Rodrigues. História do Tocantins. Goiânia-GO., Ed. Kelps, 1990.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]