Achtung Baby

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Achtung Baby
Álbum de estúdio de U2
Lançamento 18 de novembro de 1991
Gravação Outubro de 1990–Setembro de 1991
Estúdio(s) Hansa Studios (Berlim, Alemanha)  · STS Studios (Dublin, Irlanda)  · Elsinore "Dog Town" (Dublin)  · Windmill Lane Studios (Dublin)
Gênero(s) Rock alternativo
Duração 55:45 (edição padrão)
6:08:25 (edição deluxe)
Gravadora(s) Island
Produção Daniel Lanois  · Brian Eno
Cronologia de U2
Rattle and Hum
(1988)
Zooropa
(1993)
Singles de Achtung Baby
  1. "The Fly"
    Lançamento: 21 de outubro de 1991
  2. "Mysterious Ways"
    Lançamento: 25 de novembro de 1991
  3. "One"
    Lançamento: 2 de março de 1992
  4. "Even Better Than the Real Thing"
    Lançamento: 8 de junho de 1992
  5. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses"
    Lançamento: 23 de novembro de 1992

Achtung Baby é o sétimo álbum de estúdio da banda de rock irlandesa U2. Lançado em 18 de novembro de 1991, foi produzido por Daniel Lanois e Brian Eno através da gravadora Island Records. Após o grupo ser bastante criticado pelo álbum anterior, Rattle and Hum (1988), a banda optou mudar seu estilo musical para o rock alternativo, música industrial e EDM. Tematicamente o álbum é mais obscuro e introspectivo, sendo mais irreverente que os trabalhos anteriores. Naquele período, caracterizou-se pela utilização da multimídia nos concertos durante a turnê Zoo TV Tour (1992–93), sendo um marco à reinvenção da banda naquela década, substituindo a imagem de "fechados" para "descontraídos e auto-depreciativos" frente ao público.

Inicialmente, buscando novas inspirações na véspera da reunificação alemã, o grupo começou a gravar Achtung Baby no Hansa Studios, localizado na cidade de Berlim, em outubro de 1990. As sessões foram repletas de tensões, com os membros questionando o novo estilo musical e qualidade de seu material. Após semanas de conflitos, por fim o grupo conseguiu realizar avanços na escrita das músicas. O grupo retornou para Dublin em 1991, aumentando a confiança da equipe e concluindo a maioria das canções. Para confundir as expectativas dos fãs, optaram um nome pouco convencional para o título do álbum, simultaneamente a uma capa com várias imagens.

Atualmente é um dos álbuns mais reverenciados do U2, recebendo muitas críticas favoráveis e estreando na primeira posição na Billboard 200, nos Estados Unidos; ao mesmo tempo, esteve no topo das paradas musicais de outros países. O álbum gerou cinco singles: "The Fly", "Mysterious Ways", "One", "Even Better Than the Real Thing" e "Who's Gonna Ride Your Wild Horses". Vendeu mais de 18 milhões de cópias mundialmente, ganhando um Prêmio Grammy em 1993 de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais". Também é regularmente citado na lista dos "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos" pela revista Rolling Stone. Em outubro de 2011, o álbum foi reeditado para comemorar o 20º aniversário de seu lançamento; em julho de 2018, foi relançado em formato LP.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O músico B. B. King teve participação na turnê Lovetown Tour, em 1989

O lançamento do álbum The Joshua Tree (1987) e a turnê de apoio trouxeram muitas aclamações da crítica e sucesso comercial.[1] Entretanto, tanto Rattle and Hum quanto o filme (1988) provocaram uma reação negativa por parte dos avaliadores musicais.[2] Embora ele tenha vendido 14 milhões de cópias e tido um bom desempenho nas paradas musicais,[3] os críticos desmereceram ambas, rotulando a exploração da música americana por parte banda como "pretensiosa, equivocada e extravagante."[4][5] A grande exposição do grupo e a reputação de serem muito sérios, levaram a acusações de grandiosidade e hipocrisia.[2][4]

Apesar da popularidade, o grupo estava insatisfeito com sua criatividade e o vocalista, Bono, acreditava que eles estavam musicalmente despreparados para o sucesso.[2][6] O baterista, Larry Mullen Jr., afirmou: "Nós éramos os maiores, mas não os melhores"; enquanto que a turnê Lovetown Tour tinha tornado-se monótona, por tocarem só os maiores sucessos da banda.[2][7] O U2 acreditava que o público não entendia a participação de músicos do gênero blues, como B. B. King na canção "When Love Comes to Town" (1989), descrevendo a situação como "uma turnê se deparando num beco sem saída."[8][9] Em retrospectiva, Bono disse que estava ouvindo a música negra com mais frequência, permitindo-lhes criar uma obra como Achtung Baby, enquanto que, concomitantemente, sua experiência com a música folclórica ajudava a desenvolver-se como compositor.[9] No final da turnê Lovetown, o vocalista anunciou no palco que era "o fim de algo para o U2 [...] necessitando irem embora e voltar a sonharem novamente." Sendo assim, começaram um maior número de apresentações públicas e lançamentos de álbuns.[10]

Reagindo ao próprio senso de estagnação musical e de seus críticos, a banda procurou um novo terreno musical.[2][11] Ao compor a canção "God Part II", perceberam que eles tinham perseguido exageradamente a nostalgia em suas composições. A música tinha um toque mais contemporâneo, com Bono alegando que estavam se "aproximando de uma musicalidade inovadora."[12] Outras indicações de mudanças, foram duas gravações que fizeram em 1990: a primeira, foi uma versão cover de "Night and Day" (1932) para o primeiro lançamento do álbum Red Hot + Blue.[13] Pela primeira vez, utilizaram batidas derivadas da música eletrônica e elementos do hip hop.[14] A segunda indicação de mudança, foram as contribuições de Bono com o guitarrista The Edge, na trilha sonora da adaptação teatral de A Clockwork Orange.[15] Boa parte do material que escreveram, foi experimental.[16] As ideias consideradas impróprias para tocarem foram postas de lado, pois durante aquele período, Bono e The Edge começaram a compor de forma mais estreita, sem a presença de Larry Mullen e do baixista Adam Clayton.[16]

Desenvolvimento e gravação[editar | editar código-fonte]

Daniel Lanois (acima) e Brian Eno (abaixo) foram os produtores musicais do álbum

Em meados de 1990, Bono havia pegado o material que havia escrito durante a turnê Lovetown Tour e gravado versões demos no STS Studios, na cidade de Dublin.[17][18] Após sua permanência no estúdio, Bono e The Edge receberam a tarefa de continuarem trabalhando nas letras e melodias até que o grupo se reunisse novamente.[19] Iniciando as sessões do álbum, a banda queria mudar completamente o estilo do trabalho anterior. Entretanto, estavam inseguros com relação em obter sucesso com um gênero musical que não estivessem acostumados.[20] O surgimento do movimento madchester, no Reino Unido, os deixaram confusos de como iriam se encaixar em qualquer cenário musical.[18]

O grupo contratou Daniel Lanois e Brian Eno a produzirem o álbum, com base nos trabalhos anteriores da dupla com a banda — como em The Unforgettable Fire (1984) e The Joshua Tree (1987).[21] Lanois foi o principal produtor, juntamente com Mark "Flood" Ellis — como engenheiro de áudio.[11] Eno assumiu um papel auxiliar, trabalhando com o grupo nos estúdios por uma semana e revendo as canções antes de viajar por aproximadamente dois meses.[11][22] Eno afirmou que seu papel seria "entrar e apagar qualquer coisa que soasse como o U2 tradicional".[23] Quando Eno não estava presente nas sessões de gravação, dava atenção ao grupo, notando que os membros estavam mais animados com as novas perspectivas sobre o material em gravação.[24] O produtor explicou: "Eu deliberadamente, não escutei o material entre as sessões para que eu pudesse ser imparcial".[25] Uma vez que eles buscassem um álbum com batidas mais fortes durante um show ao vivo, Lanois "muitas vezes, cobrava um árduo desempenho ao ponto de ser imprudente".[26] A equipe Lanois-Eno usavam o método do pensamento lateral e uma abordagem filosófica – popularizada por Eno, de estratégias oblíquas — que contrastava com o estilo direto e retrô do produtor musical Jimmy Iovine.[27]

Sessões em Berlim[editar | editar código-fonte]

Inicialmente a banda gravou o álbum em um antigo salão ligado ao Partido Nazista, no final de 1990 em Berlim

A banda acreditava que a domesticidade era uma "inimiga do rock", precisando desvincular-se da velha imagem do grupo, perante o público. Na época, com a "Nova Europa" emergindo no final da Guerra Fria, decidiram gravar na cidade de Berlim, servindo como fonte de inspiração para se adquirir uma influência musical ao estilo europeu.[2][21][28] As gravações iniciaram-se no Hansa Studios, um ano após a queda do Muro de Berlim.[29][30] Vários outros álbuns de artistas foram feitos neste estúdio, incluindo os dois primeiros álbuns da trilogia de Berlim, por David Bowie com a colaboração de Brian Eno: Low e Heroes (ambos, 1977); e Iggy Pop em seu álbum solo, The Idiot (1977).[18] O U2 chegou no dia 3 de outubro de 1990, na antiga Berlim Oriental, às vésperas da reunificação alemã.[18] Com a expectativa de novos estímulos, presenciaram uma cidade deprimente e sombria.[20] A queda do Muro de Berlim resultara em um estado de mal-estar na Alemanha. Enquanto isso, em termos musicais, os membros encontravam-se estagnados durante o início das gravações, somado ao fato de estarem gravando em um antigo salão da organização Schutzstaffel (SS), ainda "soando as vibrações ruins" da guerra.[20][31]

Com o tempo, a situação foi se deteriorando durante as sessões, pois a banda estava trabalhando a longos dias e não conseguia entrar em consenso a um novo estilo musical.[31] The Edge ouvia algumas bandas de música eletrônica e música industrial, como Einstürzende Neubauten, Nine Inch Nails, The Young Gods e KMFDM. Tanto Edge quanto Bono defendia novas edições musicais ao longo dessa linha de raciocínio. Em contrapartida, Mullen queria um rock clássico, como Blind Faith, Cream e Jimmy Hendrix, onde ele estava aprendendo a "brincar de batidas";[2][16] assim também como Clayton, que estava mais confortável ao som mais semelhante ao álbum anterior, resistindo às inovações propostas.[2][20] O interesse de The Edge na mixagem e bateria eletrônica fez Mullen se sentir deixado de lado como baterista.[20] Lanois estava esperando uma banda mais "textural, emocionante e cinematográfica" do que The Unforgettable Fire e The Joshua Tree, não conseguindo entender as expressões mencionadas: "inutilidade e irrelevância".[2] Agravando mais a interação, houve uma mudança no comportamento da banda com os compositores de longa data; Bono e The Edge estavam trabalhando de forma mais estreita, com um material escrito de forma isolada do resto dos integrantes.[16][32][33]

Durante as gravações do álbum, The Edge (esquerda) e Bono (direita) começaram a trabalhar mais juntos nas composições

Ao perceberem que eles ainda não estavam preparados ou bem ensaiados, suas ideias não criavam nenhum progresso para concluir as canções.[20] Pela primeira vez, o grupo não conseguia encontrar um consenso, percebendo que não estavam seguindo em frente.[20] Particularmente, Bono e Lanois discutiram ao ponto de poder causar agressões físicas durante a escrita da canção "Mysterious Ways".[34] Na sensação de que estavam andando sem rumo, eles estavam bastante divididos.[35] Eno os visitou por alguns dias, compreendendo a tentativa do fim da banda. Entretanto, deu garantias que o grupo fez "grandes progressos, melhores do que eles imaginavam".[35][36] Ao adicionar os incomuns efeitos sonoros, Eno mostrou que a busca do guitarrista por um novo território sonoro não era compatível com o estilo de Mullen e do "desejo de persistir com as sólidas estruturas musicais" de Lanois.[35] Em dezembro, um avanço foi conquistado durante a escrita da canção "One", com The Edge combinando duas progressões de acordes, encontrando inspiração.[37] Com isso, rapidamente improvisaram a maioria das outras canções, promovendo confiança e reavaliando suas posições habituais como "uma página em branco", escrevendo e gravando juntos novamente.[37][38]

Sessões em Dublin[editar | editar código-fonte]

Bono representando o personagem The Fly, em 1992. Criou este papel durante as sessões de gravação em Dublin

Em dezembro de 1990, voltaram a Dublin para discutir os ensaios musicais e visando unificar o profissionalismo do grupo. Revendo as fitas ensaiadas, concordaram que as gravações soaram melhor do que pensavam inicialmente.[39] Brevemente, o grupo retornara para Berlim em janeiro de 1991, concluindo o material no Hansa Studios.[40] Apesar de apenas duas canções terem sido finalizadas durante dois meses na Alemanha,[36] The Edge alegou que "o trabalho não poderia ser mais produtivo e inspirador, do que o final".[26][37] A banda mudou seu habitat musical, proporcionando nova textura e direção de arte, pondo as ideias incompletas à revisão, ao longo das sessões.[37]

Em fevereiro de 1991, foram à mansão Elsinore, localizada na cidade de Dalkey, na Irlanda, alugando uma casa pela mensalidade de dez mil euros.[nota 1][26][40] A estratégia de Lanois ao gravar em casas, mansões ou castelos, era algo que o produtor acreditava ter trazido um bom clima para as gravações, vindo a adaptar um estúdio na mansão, com a garagem convertida em uma sala de gravação.[26][40] Câmeras de vídeos e monitores de TV foram utilizadas para monitorar os espaços.[26] A uma curta distância de Bono e The Edge da casa, as sessões em Elsinore conseguiram ser mais descontraídas e produtivas.[40][42][43] A banda trabalhou arduamente na gravação da canção "Lady with the Spinning Head", vindo a ser como lado B de "One";[44] outras três músicas foram derivadas a partir da canção.[45] Durante a escrita de "The Fly", Bono criou um personagem alternativo de óculos escuros que ele usava para aliviar o clima no estúdio.[40][42] Bono criou o personagem egomaníaco vestindo uma jaqueta de couro, também o chamando de The Fly, assumindo este alter ego ao grupo durante as performances e apresentações nos concertos da turnê.[46]

Em abril de 1991, as fitas das sessões anteriores gravadas em Berlim foram roubadas depois que a banda as deixou em um quarto de hotel, sendo vazada antes que o álbum estivesse concluído.[47] Os demos eram bootlegs de uma coleção com três discos chamados de "sessões Salome" — homenagem a uma canção que foi um destaque especial na coleção.[48] O lançamento foi considerado o mais famoso bootleg do grupo.[49] Bono referiu-se aos demos vazados como "algaraviada",[nota 2] e The Edge comparou a situação como um "ser violado".[51] O vazamento abalou a confiança da banda, prejudicando o humor coletivo por algumas semanas.[52] A logística pessoal levou-os a ter três engenheiros distintos, resultando na separação das gravações feitas na mansão Elsinore e o estúdio improvisado de The Edge, em casa.[26] O engenheiro Robbie Adams afirmou que a "abordagem tinha levantado a estima e entusiasmo da equipe. Havia sempre algo diferente para ouvir, sempre algo emocionante acontecendo".[26] O preparo de todo o trabalho requereu que os engenheiros utilizassem uma técnica chamada fatting,[nota 3] o que lhes permitiram gravar mais de 48 músicas usando gravação analógica, um cassete de gravação digital (DAT) e um sincronizador.[26] Na edição da revista de fãs do U2, Propaganda, lançada em junho de 1991, Lanois afirmou que "acreditava em algumas das canções em andamento e que tornariam-se um sucesso mundial, apesar das letras e as tomadas vocais [naquele momento] ainda não estivessem concluídas.[53]

Em julho de 1991, os produtores fizeram os retoques finais do material gravado no Windmill Lane Studios

Durante as sessões em Dublin, Eno enviou tapes de dois meses gravados, chamando-as de "desastre total". Juntando a banda em estúdio, ele retirou o que pensava ter um excesso de overdub.[nota 4] O grupo acreditava que a sua intervenção salvaria o álbum.[55] Eno teorizou que os membros estavam muito perto da "verdadeira música", explicando: "Se você conhecer uma música muito bem, as mudanças nas mixagens e o baixo ficam bastante suaves. Você ainda ouve o baixo. Acostuma tanto com a presença deles, que tenta compensá-lo e o refaz na mente".[24] Também os ajudou em um período de crise, um mês antes do prazo final para terminar as sessões; lembrando que "tudo parecia bagunçado", insistindo que a banda tirasse um feriado de duas semanas de trabalho do álbum. O descanso deu-lhes uma perspectiva mais clara, acrescentando determinação.[56]

Depois de finalizarem o trabalho no Elsinore em julho de 1991, Eno, Flood, Lanois e o antigo produtor do U2, Steve Lillywhite, mixaram as faixas no Windmill Lane Studios.[40][57][58] Cada produtor criava a própria mixagem das canções e a banda escolhia a melhor versão, solicitando que determinadas características de cada um devessem ser combinadas.[58] A gravação adicional e mixagem continuaram em um ritmo frenético até o prazo final até 21 de setembro de 1991,[59] incluindo alterações de última hora para as canções "The Fly" e "One".[60] O guitarrista estimava que metade dos trabalhos realizados fossem feitas nas últimas três semanas para a conclusão das faixas.[61] Na última noite, foi feito um planejamento de ordenação das canções do álbum. No dia seguinte, The Edge viajou para Los Angeles com as fitas para a masterização de áudio.[60]

Composição[editar | editar código-fonte]

"Even Better" possui características do gênero EDM, estando presente em várias paradas musicais

É a canção assinatura do álbum. Foi improvisada depois que o guitarrista tocou duas progressões de acordes que estava tentando em outra música. A letra descreve uma conversa amarga entre duas pessoas

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A banda compôs todas as canções de Achtung Baby — Bono foi creditado como o letrista exclusivo — apesar dos períodos de composições intervaladas, escrevendo-as ao modo jam session.[62][20] O álbum apresenta uma divergência desde a sonoridade em relação a seus trabalhos anteriores; as canções têm menos hinos em suas melodias, explorando um novo território sônico para o grupo.[63] O estilo musical demonstra características ao estilo europeu,[64] introduzindo influências do rock alternativo, música industrial e de música eletrônica.[65][11][66] Em contraste com as gravações passadas do U2 — que muitas vezes fez declarações políticas e sociais — tematicamente, Achtung é mais introspectivo, explorando questões amorosas, sexualidade, espiritualidade, fé e traição.[67][68][69][70][71][72] As letras têm um tom mais obscuro, descrevendo as conturbadas relações pessoais e sentimentos que emanam confusão, solidão e imperfeição.[5][73][74] Um dos temas centrais foi o divórcio do guitarrista que aconteceu durante a gravação do álbum, afetando a contribuição lírica de Bono.[2][20][75] Entretanto, o tema não se focou apenas na separação, como também em outros assuntos pessoais.[76][77]

Para o álbum, The Edge muitas vezes evitou uma abordagem detalhista de tocar guitarra com a sua marca, com um delay pesado na sonoridade e pedais de efeito,[42] a favor de um estilo que incorporassem mais solos, dissonância e feedbacks.[nota 6][80] A influência da música industrial e efeitos de guitarra, particularmente distorcidas, contribuíram para o estilo heavy metal e "texturas difíceis".[5][81][82] Enquanto Bono fornecia a parte vocal previamente ao lançamento do álbum, foi ampliada a duração de voz em um registro mais baixo, como a autora Susan Fast descreveu como "sopro de cores e tons suaves".[83][81][84] Em algumas canções, Bono canta como um de seus personagens;[27] uma técnica de voz foi usada, sendo dita por Fast como "dupla voz"; porém duplicam em duas oitavas diferentes.[85] Essa diferenciação da oitava foi feito às vezes, com vocais simultâneos, enquanto que em outros momentos, ele distingue as vozes entre os versos e refrões.[85] Novamente, de acordo com Fast, a técnica introduz "uma ideia de contraste lírico e um caráter vocal para transmitir", levando tanta a interpretação literal quanto a interpretação irônica dos vocais de Bono.[85] Para várias faixas, o vocal foi tratado com processamentos de áudio.[82][86][87] Estas técnicas foram usadas para dar à sua voz, uma sensação emocional diferente e distingui-lo de seu vocal passado.[43]

O grupo refere como um "som de quatro homens derrubando o pódio de The Joshua Tree".[89][90] Assim, a introdução distorcida da canção de abertura, "Zoo Station", veio com a intenção de fazer os ouvintes acharem que a gravação tinha uma interrupção ou estava equivocadamente incluída ao álbum,[42] apresentando nitidamente a influência industrial na percussão.[43][91][92] Fast afirmou que no "uso da tecnologia na abertura da canção, não se poderiam enxergar os erros cometidos pela banda adotados nas novas canções".[93] Bono encontrou inspiração no nascimento de suas duas filhas, Jordan e Eve Hewson, como maiores influências;[18] sugerindo novas expectativas e desejos.[43][93] A segunda faixa, "Even Better Than the Real Thing", foi o quarto single, lançado em 8 de junho de 1992, retratando as condições do grupo naquela época. Segundo o vocalista, "era um reflexo dos tempos em que a banda estava vivendo, quando as pessoas não estavam mais procurando a verdade, [todos] estavam procurando gratificação instantânea".[94][45] A terceira faixa "One", foi lançado como terceiro single em 2 de março de 1992, falando sobre a relação conturbada durante as gravações, bem como o ceticismo do conceito de "união"; os assuntos político-sociais, como a reunificação da Alemanha.[95][96][97] O baterista alegou que a canção reafirmou a "abordagem da página em branco", garantindo que "nem tudo estava perdido";[98] enquanto que o guitarrista descrevia-o como "dolorosa e retorcida, como um diálogo vitriólico entre duas pessoas que já passaram por situações ruins e difíceis".[37]

A canção é um meio-termo entre o rock tradicional com o rock alternativo

A canção possui batidas dançantes, vocais distorcidos e fortes influências da música industrial

Apesar de não ter sido single, a canção recebeu críticas favoráveis

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A quarta faixa, "Until the End of the World", foi inspirada em uma breve conversa de Bono e The Edge.[99] O vocalista escreveu a letra de forma relativamente rápida, tendo a ideia de uma conversa fictícia entre Jesus com Judas Iscariotes.[42] Também teve dificuldade em encontrar um tom que pudesse cantar. Consequentemente, a única melodia que ele se sentia a vontade era através da conversação.[100] As poesias de John Keats, Percy Bysshe Shelley e George Gordon Byron também serviram de influência ao tema da tentação.[100] Os cânticos de sentimentalismo a um amor não correspondido ou perdido, por Roy Orbison, Scott Walker e Jacques Brel, foram as maiores influências evidenciadas na quinta faixa "Who's Gonna Ride Your Wild Horses" — quinto e último single, lançado em 23 de novembro de 1992.[101][102] A sexta faixa "So Cruel" foi interpretada como "o mesmo tipo de abordagem artística musical que deu asas à 'She's a Mystery to Me' (1989)", de Roy Orbison.[103] Liricamente, foi inspirada por Scott Walker: "externa um modo de expressão de fragilidade, embora muitas vezes esteja em desânimo, dor ou raiva";[104] abordando também um amor não correspondido, obsessão e possessividade.[105]

A sétima faixa e primeiro single, "The Fly", foi lançado em 21 de outubro de 1991, baseando-se em um personagem homônimo da música, compondo uma sequência "linear de aforismos",[92] contendo influências do hip hop e batidas derivadas do estilo EDM.[106][27][5] Também foi considerado um "trote telefônico vindo originado do inferno... mas que o interlocutor gostava de lá".[42] "Eu o escrevia, conseguindo achar um personagem que pudesse dizer a todos eles [...] 'um mentiroso que não acredita em mais ninguém' falando ao telefone com 'um amigo que te decepciona'... e foi aí que The Fly surgiu", acrescentou Bono.[107] De acordo com Albin Zak, em meio às camadas sonoras distorcidas da guitarra, o timbre de Mullen exibe um "som mais forte, algo como se batesse em uma lata".[108] A oitava faixa e segundo single, "Mysterious Ways" — lançado em 25 de novembro de 1991, combina um riff no estilo funk, com batidas carregadas de conga: "um U2 mais descontraído [...] como se fôssemos uma mistura de Sly & the Family Stone com um estilo madchester desinibido" [sic].[109][110][42] Segundo o biógrafo da banda, Bill Flanagan, a nona música "Tryin' to Throw Your Arms Around the World", descreve um personagem embriagado voltando para casa.[35]

A temática da décima canção, "Ultra Violet (Light My Way)", é abrangente: fala sobre amor e dependência a interpretações religiosas. Faz uma alusão ao livro de Jó e o conto de Deus servindo como uma lâmpada na cabeça de Jó, caminhando pelas trevas.[nota 7] Há interpretações que sugerem que a luz ultravioleta é "uma metáfora para uma força sobrenatural invisível, em última análise, desconhecida pela compreensão humana",[113] "evocando a imagem da luz negra que permeia a escuridão, cujas conotações são espirituais e pessoais, além de tecnológicas, refletindo temas da alienação moderna".[112] Outros, afirmam que o termo "ultra violet" é sobre Ali Hewson, e de "como ela o purifica, quando ele [Bono] se sente um lixo".[114] A décima primeira música "Acrobat", fala sobre a "má disposição, a própria hipocrisia, a capacidade de mudar de forma e de assumir as cores de qualquer ambiente em que você esteja, como se fosse um camaleão".[115] É uma das canções mais pessoais do álbum, com Bono reconhecendo "fraquezas pessoais, contradições e imperfeições".[102] A canção de encerramento, Love Is Blindness", possui conteúdo a respeito do "terrorismo, construção de bombas, relógios e carros destruídos. Imaginei o fenômeno de uma pessoa armando uma mina terrestre que, anos depois, acidentalmente era ativada. Você pode assistir as pessoas fazendo isso, voluntariamente se envolvendo em ações pelas quais eles pagarão um preço muito alto mais tarde. Trajetória é tudo", alegou o vocalista.[115][116]

Capa, encarte e título[editar | editar código-fonte]

Achtung Baby "O próprio título do álbum se esforça a não ter um significado. A capa em si não é a única imagem importante, mas sim [...] a glória descuidada de Robert Frank em seus trabalhos artísticos". Achtung Baby

Mat Snow, sobre Achtung Baby.[117]

A capa de Achtung Baby foi feita por Steve Averill e Shaughn McGrath, que tinham criado a maioria das capas do U2.[118] Para mostrar a mudança de estilo musical, a banda queria algo com várias imagens e diferentes cores para contrastar com o ambiente, principalmente no uso de imagens monocromáticas nas capas dos álbuns anteriores.[118][119] Esboços e desenhos foram montados desde o início das sessões e alguns projetos experimentais foram concebidos para se assemelharem, como Averill ponderou: "A música dance orienta a capa. Acabamos de fazê-lo, com o objetivo de explorar seu extremo. Poderíamos ter nos contentado com o que tínhamos, mas se não tivéssemos feito o que fizemos, não teríamos chegado à capa que é agora".[118]

Foram realizados vários ensaios fotográficos com Anton Corbijn, em Berlim, no final de 1990.[120] A maioria das fotos foi em preto e branco e o grupo sentia que não era uma indicativa de novidade.[118] Eles encarregaram Corbijn para uma sessão de fotos por um período de duas semanas em Tenerife, em fevereiro de 1991, para se misturarem com a multidão do Carnaval de Santa Cruz de Tenerife, apresentando um lado mais descontraídos de si mesmos.[40] Foi durante este período e durante sua passagem no Marrocos, que o grupo realizou as fotografias.[40] Imagens adicionais foram realizadas na cidade de Dublin.[121] As imagens foram destinadas a confundir as expectativas do grupo, contrastando com as imagens em preto e branco das capas dos outros álbuns.[60][119]

A princípio, cogitaram incluir três imagens como capa: uma vaca em uma fazenda em County Kildare, na Irlanda; a imagem do baixista, Adam Clayton, despido; e a banda dentro de um trabant.[nota 8] Entretanto, um sistema de múltiplas imagens foi empregado, chegando a conclusão que não poderiam concordar com uma única imagem.[118] Além disso, achavam que "as expressões musicais, eles estavam tocando com a sua melhor versão de 'alter-ego', não tendo apenas um único ponto de vista".[122] Com isso, o resultado acabou sendo uma montagem de várias fotos 4x4.[60] Uma mistura de imagens montadas por Corbijn foram usadas, já que a banda queria manter um "toque europeu mais reservado, principalmente nas imagens monocromáticas em Berlim [com aspectos exóticos e sombrios], com cores vibrantes [como em Santa Cruz e Marrocos]".[118] Algumas fotografias foram incluídas porque foram marcantes por conta própria, enquanto outras por conta da ambiguidade.[118] Fotos da banda no interior do trabant, das quais foram pintadas de cores bem vivas, aparecem na capa e em todo encarte do disco. Estes veículos foram mais tarde, incorporados ao conjunto da turnê, como parte do sistema de iluminação.[123][124] A nudez do baixista foi inserida na contracapa do álbum — nos Estados Unidos, as partes íntimas foram censuradas, nos CDs e cassetes, enquanto que nas edições em vinil, está sem censura.[125][119] Em 2003, a VH1 classificou a capa na 39ª posição, na lista das "50 Melhores Capas de Álbuns".[126]

O termo em alemão, achtung, traduz em português como "atenção" ou "cuidado".[21] O engenheiro de áudio Joe O'Herlihy, usou as palavras "achtung, baby" durante as gravações, sendo supostamente tirado de uma frase do filme, The Producers (1968).[21][60] O título foi escolhido em agosto de 1991, no final das sessões.[118] De acordo com Bono, foi um título ideal, cujo objetivo era chamar a atenção e referenciando a Alemanha, dando a entender qualquer tipo de romance ou renascimento — sendo que ambas foram temas do álbum.[60] O grupo estava determinado a não destacar seriedade nas letras, procurando "mascarar" esta imagem no decorrer dos shows, particularmente através dos personagens do personagem The Fly.[127] A respeito do título, o vocalista alegou: "De certa forma é uma isca. Nós chamamos isso de Achtung Baby, sorrindo em todas as fotos da capa. Mas provavelmente, é o maior disco que já fizemos... faz jus ao encarte, pois a imprensa teria nos aniquilado, chamando isso de qualquer outra coisa".[2]

O U2 considerou vários títulos: Man, 69, Zoo Station ou Adam.[118][nota 9][nota 10] Outros possíveis nomes seriam Fear of Women e Cruise Down Main Street, fazendo referência ao álbum Exile on Main St. (1972), dos The Rolling Stones, e aos mísseis lançados em Bagdá durante a Guerra do Golfo.[129] A maioria dos títulos propostos foi rejeitada, com a crença de que as pessoas iriam interpretá-las de forma pretensiosa e soando como "outra declaração do sisudo U2".[128] A despretensiosa intitulação do álbum influenciou outros músicos — incluindo David Bowie, que foi uma inspiração para o U2 e Eno durante as gravações.[130]

Lançamento e promoção[editar | editar código-fonte]

O grupo também lançou Achtung Baby: the Videos, como parte da promoção do álbum

Em dezembro de 1990, a imprensa musical relatou que a banda estaria gravando um álbum mais dance e que seria lançado em meados de 1991.[131] Em agosto do ano seguinte, o grupo Negativland lançou o EP intitulado de U2 (1991), parodiando a canção "I Still Haven't Found What I'm Looking For" (1987), usando semelhanças da banda na capa. Entretanto, a gravadora Island Records opôs-se à capa, acreditando que os consumidores iriam confundir o EP com Achtung Baby. Com sucesso a gravadora processou-os por violação dos direitos autorais, porém foram criticados pela imprensa musical, bem como o grupo irlandês — embora estes não tivessem envolvidos no litígio.[90][132] Stephen Dalton, da revista Uncut, acreditava que grande parte das manchetes negativas foram atenuadas pelo sucesso da canção "The Fly".[90] Com um estilo musical que não enquadrava-se no gênero costumaz do grupo, acabou por ser selecionado como o primeiro single.[42]

Tanto a gravadora quanto o U2 decidiram recusar a gravarem cópias prévias à disposição da imprensa; pelo menos até poucos dias antes de sua data de lançamento, preferencialmente por parte dos fãs em ouvir o material antes de ler as opiniões sobre o álbum.[133] A decisão surgiu após rumores, e o jornalista David Browne comparou-o com a prática da retenção de cópias antecipadas sempre que recebiam críticas negativas por parte da imprensa.[133] Achtung Baby foi lançado em 18 de novembro de 1991 com um carregamento inicial de 1,4 milhões de cópias.[134] O material foi o primeiro lançamento no intuito de utilizar pacotes ecológicos — cartolina digipak e a caixa embalada, sem o anexo do papelão.[125] A Island encorajou as lojas de discos a ordenarem a embalagem na caixa, oferecendo 4% de desconto.[134] Até aquele momento, Achtung foi o primeiro material a levar mais tempo de um álbum para o outro a ser lançado, durando um pouco mais de três anos.[22] Após o seu lançamento, mantiveram um perfil mais discreto, evitando entrevistas e permitindo que os críticos musicais e o público fizessem suas próprias conclusões.[21] Ao invés de participarem de uma matéria da revista Rolling Stone, a banda pediu a Eno que escrevesse um artigo a eles.[40] O marketing para o álbum focou-se em promoções de varejo pela imprensa. Além das rádios e propagandas na TV que estavam sendo produzidas, foram divulgadas também pôsteres com várias imagens distribuídas às lojas musicais e jornais das grandes cidades. Em comparação com a campanha publicitária de outros grandes álbuns lançados em 1991, o diretor geral da gravadora, Andy Allen, explicou esta metodologia relativamente discreta: "O U2 não iria apelar na mídia internacional. Sentíamos que a base de fãs criava este tipo de emoção".[134]

Como forma de promoção, em junho de 1992 a banda lançou Achtung Baby: the Videos, sendo uma compilação de nove vídeos musicais do álbum.[135] Com 65 minutos de duração, foi produzido por Ned O'Hanlon e lançado pela Island Records e PolyGram.[136] Inclui três vídeos musicais das canções "One" e "Even Better Than the Real Thing"; como também vídeos de "The Fly", "Mysterious Ways" e "Until the End of the World".[137] Intercalado entre os vídeos musicais das canções, continham videoclipes denominados de interference, compreendendo documentários, vídeos da mídia e outros semelhantes aos que foram apresentados nos concertos da turnê Zoo TV Tour.[137] Ganhou certificação de platina nos Estados Unidos e ouro no Canadá.[138][139][140]

Recepção musical[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional de 1991[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 5 de 5 estrelas.[64]
Chicago Tribune 3 de 4 estrelas.[141]
Entertainment Weekly A[86]
Hot Press 10 de 12 estrelas.[142]
Los Angeles Times 4 de 4 estrelas.[143]
The New Zealand Herald 3.5 de 5 estrelas.[63]
Orlando Sentinel 4 de 5 estrelas.[144]
Q 5 de 5 estrelas.[117]
Rolling Stone 4.5 de 5 estrelas.[5]
Spin (misto)[145]

Achtung Baby foi bem elogiado pela crítica.[21][51] Em retrospectiva, Stephen Thomas Erlewine do Allmusic, deu ao álbum a pontuação máxima de cinco estrelas, elogiando a transformação musical da banda como "completa, eficaz e infinitamente inovadora". Erlewine concluiu que poucos artistas nessa fase de sua carreira poderiam ter "gravado um álbum tão aventureiro e ao mesmo tempo, sendo bem sucedido".[64] Greg Kot do Chicago Tribune, alegou que a gravação "mostra uma banda sob uma obscuridade: perturbador, ao invés de cumprir as expectativas", acrescentando a respeito de The Edge: "soava um U2 mais punk desde o primeiro álbum". Por fim, concluiu que o álbum era "uma busca transcendental, tornando-se melhor que seus defeitos".[141] Bill Wyman do Entertainment Weekly, deu ao álbum nota "A", dizendo: "um retorno original e surpreendentemente desinibidos de uma das bandas mais impressionantes do mundo".[86] Niall Stokes da Hot Press, deu ao álbum uma pontuação de dez estrelas, a considerando paradoxal e denominando-o "o álbum mais sombrio do grupo": "soa menos o U2 que conhecemos do que qualquer outra coisa que eles fizeram antes, e ainda assim, é inconfundivelmente a sonoridade deles [...] ostensivelmente decadente, sensual e sombrio. É um bom material para esse período".[142]

Em uma revisão de quatro estrelas, Robert Hilburn do Los Angeles Times, afirmou que "as texturas da guitarra estão entre as mais confiáveis e enérgicas da banda", e que "o álbum é uma tarefa difícil aos ouvintes, por causa de sua natureza obscura e introspectiva das canções, o que contrasta com as canções edificantes do passado".[143][146] Jill Graham, da The New Zealand Herald, escreveu que o álbum era "excelente" e que a sonoridade era "suave, estritamente controlada e introvertida". No entanto, que "alguns momentos melancólicos das canções pareciam estar indo a lugar nenhum", impedindo-a de ser um "caso verdadeiramente maravilhoso".[63] Parry Gettelmen, do Orlando Sentinel achou que o álbum "mostra que o grupo ainda tem o poder de surpreender", destacando o entusiasmo do vocalista, a interpretação das letras e os produtores em ajudar The Edge "a obter grandes canções sem tornar-se hino". Finalizando sua avaliação, elogiou a transformação musical da banda: "O U2 prova muito mais talento na música trance do que outras bandas".[144] Dando a nota máxima de cinco estrelas, a revista Q publicou que naquele momento, Achtung era o "álbum mais heavy metal do U2. E o melhor!"; elogiando também a equipe de produção por criarem músicas mais "dramáticas, profundas, intensas e introspectivas".[117][147]

Em uma classificação de 4.5 estrelas, Elysa Gardner da Rolling Stone, comparou as batidas dance em meio à sonoridade pesada na guitarra, semelhante às bandas Happy Mondays e Jesus Jones".[5][148] A avaliação publicou que o álbum, assim como o antecessor, foi uma tentativa da banda em "diversificar suas 'palhetas', conseguindo almejar seus objetivos" [sic].[5] A Spin, foi mais crítica do álbum, chamando-o de um "fracasso ambicioso"; a recepção de boas-vindas à sua experimentação, considerou que, quando o grupo "se desviou do território familiar, os resultados são atingidos e perdidos".[145][149] Steve Morse, do The Boston Globe, dissipou estes sentimentos, afirmando que o álbum "não só revigorava o seu som, mas caia como qualquer justiça própria. O foco das canções está ligada a relacionamentos pessoais, e não em salvar o mundo".[82] Morse elogiou a "batida, as combinações retorcidas nos efeitos sonoros e o encaixe do estilo heavy quando The Edge tocava".[82] Jon Pareles do The New York Times, elogiou não somente pelos "ruídos e arranjos vertiginosos", mas também pela capacidade do grupo em "manter uma habilidade pop". A avaliação concluiu que "era despojada e desafiava as suas 'fórmulas antigas', dando possibilidades de luta na década de 1990".[87]

O crítico Robert Christgau, considerou-o um fracasso,[150] afirmando que era "um álbum incorreto, cujos detalhes raramente tiveram um mérito maior do que se pensava".[151] Em 1993, Christgau refletiu sobre sua avaliação no ano de lançamento do álbum: "Depois de muitas e muitas tentativas, Achtung Baby ainda soava como um álbum abominavelmente difuso para mim. Coloquei-o no hall dos 'impossíveis de descrever' uma única canção".[150] Adam Sweeting do The Guardian, declarou que "desenvolveu-se um som brutal do estilo industrial, para filtrar melodias fortes e tocar o funk rock" [sic]. Do mesmo modo, enalteceu o grupo irlandês por melhorarem suas composições e incorporar "humor negro" em temas líricos mais obscuros, chamando-o de "uma grande conquista".[152] Ben Thompson do The Independent, publicou: "Apesar de seu péssimo título, é de muitas maneiras um material admirável. Surpreendentemente introvertido, complexo, canções menos patriotas, chegando a ser estranhamente melodiosa".[153] Jay Cocks da revista britânica, The Times, afirmou que o material possuía um "espírito estridente e livre de todos os jukes. Compartilha uma ambição narrativa e o senso de mistério musical de Storyville, explorando as raízes irlandesas [...] ao mesmo tempo estranhas e cativantes, assim como Van Morrison, que é uma espécie de padrinho de todos os roqueiros irlandeses".[154]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Em 1991, esteve no ranking da revista The Village Voice, alcançando a quarta posição de "Melhores Álbuns", dos avaliadores musicais da Pazz & Jop.[155] O álbum monopolizou as enquetes da Rolling Stone no final de 1992, ganhando o troféu de "Melhor Single" — "One"; "Artista do Ano", "Melhor Álbum", "Melhor Compositor" [Bono], "Melhor Capa de Álbum", "Regresso do Ano" e entre outros.[156] Recebeu indicações para "Álbum do Ano" e "Canção do Ano" — "The Fly", pela GAFFA Awards.[157] Em 1992, foi nomeado na categoria de "Álbum do Ano" pela Mercury Prize Awards.[158][159] No American Music Award de 1993, Achtung foi nomeado à categoria de "Álbum Pop/Rock Favorito".[160] No Prêmio Grammy de 1993, ganhou na categoria de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais", sendo indicado para o prêmio de "Álbum do Ano".[125][161][162] Os produtores Lanois e Eno também ganharam na categoria de "Produtor do Ano Não-Clássico".[163] Naquele mesmo ano, recebeu indicação para "Álbum Mais Vendido (Estrangeiro ou Nacional)" no Prêmio Juno.[164] Críticos em vários jornais, como o The Washington Post, The Boston Globe, Chicago Sun-Times, classificaram o álbum entre os melhores do ano.[165]

Crítica profissional de 2011[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 93/100[166]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Consequence of Sound A–[167]
Entertainment Weekly A[168]
Mojo 5 de 5 estrelas.[169]
Pitchfork 9.5/10[170]
PopMatters 10 de 10 estrelas.[171]
Q 5 de 5 estrelas.[172]
Rolling Stone 5 de 5 estrelas.[173]
Spin 10/10[174]
The A.V. Club A[175]

De acordo com a revisão da Metacritic, recebeu uma pontuação média de 93/100;[166] com base em 118 revisões, 104 foram positivas, duas mistas e 12 negativas.[176] Em uma avaliação de 20 anos depois, Stephen Thomas disse que "alguns dos remixes pareciam nada mais que curiosidades históricas, porém com uma quantidade surpreendente de vigorosidade ou criatividade, ressaltando como o álbum realmente foi em seu lançamento original".[177] Joe Marvilli do Consequence of Sound, afirmara que "o sétimo álbum de estúdio dos roqueiros irlandeses foi um lançamento milagroso. No final dos anos 80, a banda chegou ao fim de sua pretensiosidade, notada no sexto álbum. Mudaram-se para o Hansa Studios em Berlim, reinventando o estilo musical".[167]

Kyle Anderson da Entertainment Weekly, acreditava que apesar dos "seis discos da edição deluxe parecerem um exagero, desde os demos crus até o cachê de remixes do álbum Zooropa (1993), foi essencial para entender a banda mais incompreensível da história" [sic].[168] Em uma avaliação máxima de cinco estrelas, a revista Mojo declarou: "Em 1991, um dos avaliadores expôs o 'terreno espiritual' do álbum, mas não o verniz brilhante e desconfiado que reveste seus hinos bombeáveis. Os 'localizadores de falhas' [críticos musicais] pensaram que isso havia acontecido, mas 20 anos depois é surpreendente, mesmo para um admirador, de como eles amadureceram".[169] Segundo a Pitchfork, "mesmo depois de 20 anos, parece um álbum a ser ouvida, uma experiência singularmente inventiva que nenhuma banda — incluindo o próprio U2 — foi capaz de realmente expor de maneira significativa" [sic].[170] Em conclusão, a PopMatters afirmou que "após uma reflexão mais aprofundada, um Achtung Baby desprovido de quaisquer material extras deve ser mais do que suficiente para satisfazê-lo, afinal, é assim que tem sido feito nas últimas duas décadas. Todo o restante é mero enfeite em cima de um trabalho genial".[171]

Após uma revisão de cinco estrelas dadas pelo editor Andy Greene, da Rolling Stone, o "material bônus não é essencial para ouvir-se, porém o U2 raramente 'abre a cortina' de sua criatividade, sendo fascinante ouvir esse rascunho da história".[173] Em uma breve análise musical do relançamento, Mike Powell da Spin, publicou que o "encarte de todo o conjunto de seis discos [incluindo remixes e versões alternativas] é pretensiosa, extravagante e romântica — o U2, afinal de contas".[174] Por fim, de acordo com Steven Hyden do The A.V. Club, afirmou em sua revisão que "o álbum representa o último grande suspiro criativo do U2, evidenciado pela nova reedição do álbum em vários formatos", concluindo que "eles frequentemente têm sido julgados por confundir gestos extravagantes por universalidade, mas a verdade é que Achtung Baby conquistou nossos corações".[175]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Posição de número 1 na Billboard 200
Em 1991, o U2 disputou com bandas renomadas nas paradas musicais, como Nirvana (esquerda), Guns N' Roses (centro) e Metallica (direita)

Mundialmente, Achtung Baby obteve 18 milhões de cópias vendidas, considerado o segundo álbum mais vendido pelos irlandeses.[178][179][180] Nos Estados Unidos, ocupou a primeira posição na Billboard 200, vendendo cerca de oito milhões de cópias no país, de acordo com a Nielsen Soundscan.[135][181] Na semana que concluiu o dia 7 de dezembro de 1991, esteve à frente de álbuns de sucesso lançados naquele ano, como Nevermind, Use Your Illusion II, The Black Album e Out of Time, permanecendo apenas por uma semana.[182] Naquela época, foi o terceiro álbum do U2 a liderar o ranking da revista, acompanhados de The Joshua Tree (1987) e Rattle and Hum (1988).[183] De modo simultâneo, estreou na posição de número 1 nas paradas musicais do Top Album Sales e Top Current Albums.[184][185]

Ainda pela Billboard 200, nas categorias de "Fim de Ano" e "Final de Década", esteve na 5ª e 74ª colocação, respectivamente.[186][187] Na Austrália, ocupou a primeira posição, estreando na liderança — conseguindo desbancar o álbum Dangerous (1991), de Michael Jackson, sendo o segundo álbum dos irlandeses a alcançar a primeira posição no país; levou certificação de quíntupla platina, com cerca de 350 mil unidades comercializadas.[188][189] No Canadá, alcançou a primeira posição pela revista RPM, recebendo certificação de diamante, com um milhão de unidades.[140] Estreando na liderança, permaneceu apenas uma semana na Nova Zelândia, ocupando o lugar do álbum Simply the Best (1991), de Tina Turner, adquirindo certificação de quíntupla platina.[190] Com exceção das paradas em que alcançou o topo, somente naquele ano, esteve no "Top 5" de sete países.[191][192][193][194][195][196][197]

Com o relançamento de 20 anos do álbum, o álbum esteve presente em 12 tabelas distintas. Nos Estados Unidos, esteve nas paradas da Catalog Album, Catalog Album Sales — ambas ocupando a segunda posição; e Tastemaker Album.[198][199][200] Permaneceu durante quatro semanas nas paradas da Alemanha, alcançando a décima posição.[201] Enquanto a reedição de 2011 alcançara o "Top 10" na Espanha, Irlanda, Portugal e Reino Unido,[202][203][204][205] a reedição em vinil de 2018 esteve presente no "Top 5" de LPs americano e britânico.[206][207]

Zoo TV Tour[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Zoo TV Tour
A turnê foi caracterizada pela utilização da multimídia, com um palco que usava dezenas telas de vídeo

Após o lançamento do álbum, a banda deu início a turnê mundial Zoo TV Tour. Oficialmente, foram realizados 150 concertos em arenas e estádios, inaugurando no dia 29 de fevereiro de 1992 na arena Lakeland Center, na cidade de Lakeland, Flórida; e finalizando em 10 de dezembro de 1993 no estádio Tokyo Dome, em Tóquio, Japão.[208][209] A turnê incluiu cinco etapas: as etapas 1 e 3 na América do Norte,[210][211] 2 e 4 na Europa,[212][213] e a última nos continentes da Oceania com Ásia.[214]

Assim como Achtung, a turnê também tinha a intenção de inovar durante os shows. Em contraste com um estilo simplista de suas turnês passadas, a Zoo TV foi um evento mais elaborado, com a utilização da multimídia.[123] As grandes TVs mostravam efeitos visuais, videoclipes aleatórios da cultura pop, frases textuais e, a perspectiva óptica dos telespectadores foi satirizada na tentativa de sugerir uma "sobrecarga sensorial" na audiência.[90][215][216] A conexão via satélite, canais de navegações, trote telefônico e confessionários de vídeos também foram incorporados aos concertos.[137] Enquanto que, na época, o grupo possuía uma imagem de "fechados" em suas performances na década de 1980, nesta turnê quebraram este protocolo perante o público, querendo mostrar um lado mais "descontraído e auto-depreciativo";[90] no palco, Bono retratava alguns personagens que ele tinha criado, como The Fly, Mirror Ball Man e MacPhisto.[217][218][219][220] A maioria das canções foi tocada nos shows e o setlist começava até com oito canções consecutivas do álbum.[221]

O cenógrafo Willie Williams, foi o responsável pelo design de palco da turnê.[222] Somente na América do Norte em 1992, eles arrecadaram cerca de 67 milhões de dólares em 73 shows, o valor mais alto para qualquer artista em turnê daquele ano.[223] Ao todo, arrecadaram 151 milhões de dólares, tocando para mais de 5,3 milhões de fãs e listado na sexta posição das turnês musicais de maior bilheteria da década de 1990.[224][225] Em 2002, a revista Q publicou que a Zoo TV ainda era "a turnê de rock mais espetacular que qualquer outra banda".[52] O concerto de 27 de novembro de 1993 foi gravado e lançado comercialmente como Zoo TV: Live from Sydney (1994), pela gravadora PolyGram, em maio de 1994.[226]

Legado[editar | editar código-fonte]

Um trabant em exibição no Hard Rock Cafe de Berlim, em homenagem a várias imagens do grupo com o carro, no encarte do álbum

É o segundo álbum mais vendido da banda, atrás apenas de The Joshua Tree, que vendeu 25 milhões de unidades.[227] Achtung foi um marco à banda, o que garantiu-lhes novas possibilidades de estilo musical com os materiais sucessores.[60][216] Ainda na década de 1990, elaboraram o álbum experimental e ambiente, denominado Original Soundtracks 1 (1995), sob o pseudônimo de Passengers, em parceria com Eno.[215]

O baterista Mullen, alegou: "É um grande álbum. Fiquei muito orgulhoso dele. Seu sucesso parecia estar predestinado. Foi uma verdadeira ruptura com o que já havíamos feito antes e, não sabíamos se os nossos fãs iriam gostar ou não".[60] Bono afirmara que o álbum era o "ponto central" na carreira deles: "Criá-lo foi a razão pela qual ainda estamos aqui agora".[228] Em concordância à citação do vocalista, acrescentou: "Se na época nós não estivéssemos entusiasmados com algo que nos deixasse desconfortáveis com as mudanças e não nos desafiasse musicalmente, então não teria havido nenhuma razão para seguirmos em frente [...] a existência da banda teria sido ameaçada".[60] Flanagan apontou que a contemporaneidade do grupo na década de 1980 esforçou-se comercialmente com álbuns lançados após a virada de década. Entretanto, argumentou que os irlandeses foram capazes de tirar proveito do movimento da música alternativa e garantir um futuro de sucesso.[229] Toby Creswell, falou dessas inspirações em seu livro 1001 Songs (2005), escrevendo que o álbum ajudou a "evitar tornar-se paródias de si mesmos, sendo varridos pelas revoluções das músicas grunge e techno".[230]

Foi bastante aclamado como um dos maiores álbuns da história do rock, estando entre os melhores álbuns de todos os tempos. Em 1997, o jornal The Guardian recolheu coleções a partir de uma série de críticos renomados, artistas e DJs de rádio, colocando-o na posição de número 71, na lista dos "100 Melhores Álbuns de Todos os Tempos".[231] Em 2000, foi citado no livro All Time Top 1000 Albums, publicado por Colin Larkin, ocupando o 36º lugar.[232] Em 2001, a VH1 considerou o álbum na 21ª colocação na enquete "100 Razões para Demonstrar".[233] Em 2003, a Music Business Association inclui-o na lista dos "200 Álbuns Definitivos no Rock and Roll Hall of Fame", na posição de número 45;[234] e na 36ª colocação na lista dos "40 Álbuns de Todos os Tempos", pelo USA Today.[235] Três anos depois, em fevereiro de 2006, a revista Q lançou uma edição especial de capa, publicando os "100 Maiores Álbuns de Sempre", com o álbum assumindo a nona colocação.[236] Em abril do mesmo ano, pela Hot Press, está no 21º lugar na categoria dos "100 Maiores Álbuns de Sempre".[237] Josh Tyrangiel do The Time, publicou que seu "produto final é menos uma revolução do que uma reforma; os grandes ganchos de guitarra ainda estão lá, mas estão enterrados sob vários ritmos e efeitos emprestados da música eletrônica", classificando-o na 79ª posição dos "100 Álbuns de Todos os Tempos".[238] Na Entertainment Weekly, seguiu na terceira posição dos "100 Melhores Álbuns de 1983 a 2008".[239]

Em 2012, a Rolling Stone publicou um artigo na qual classificava-o entre os "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos", na posição de número 63.[240] No texto anexado ao álbum, a revista publicou: "Depois de promover uma imagem pública solene por anos, o U2 se soltou com Achtung Baby, uma mistura cautelosa de 'rock elegante' com música euro, gravadas em Berlim e Dublin, ao lado de Brian Eno e Daniel Lanois. Já não eram homens que tinham certeza das respostas; agora eles estavam cheios de dúvidas e anseios".[240] No mesmo ano, pela Spin, liderou o ranking da lista dos "125 Melhores Álbuns dos Últimos 25 Anos", escrevendo: "eles se tornaram a banda mais emblemática da era do rock alternativo com Achtung Baby".[241] Em 2013, a Entertainment Weekly classificou-o em 23º lugar na categoria de "Maiores Álbuns de Todos os Tempos".[242]

Lançamento de reedições[editar | editar código-fonte]

2011: Comemoração de 20 anos[editar | editar código-fonte]

Divulgação de todos os formatos, bem como encarte e produtos afins

Sua comemoração de 20 anos foi marcada por vários lançamentos em 2011. A pedido da banda, o documentário From the Sky Down (2011) foi lançado, sendo dirigido por Davis Guggenheim, que já colaborou anteriormente com The Edge em It Might Get Loud (2008).[243][244] O documentário remete aos materiais de gravação no início da década de 1990, bem como a relação conturbada dos membros do grupo e a finalização do álbum.[245] Arquivos e fotos da época aparecem no filme, junto a cenas inéditas de Rattle and Hum.[246] Também foi gravado o retorno deles ao Hansa Studios, durante os ensaios para o Festival de Glastonbury em 2011.[247][248] Estreando no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2011, o documentário foi transmitido pela televisão.[249][250][251]

Em 31 de outubro de 2011, a reedição foi lançada em cinco formatos. Além disso, também foi lançado: DVD, edição deluxe — com edição bônus de remixes e lados B — e uma edição em vinil incluindo dois LPs remixados adicionais.[252] As dez edições das versões Super e Uber Deluxe incluem: a versão padrão de Achtung Baby, Zooropa, três discos adicionais — com remixes e outtakes; uma versão alternativa de Achtung Baby [chamada de Kindergarten] e quatro filmografias.[253] A versão Uber também inclui singles em vinil de sete polegadas e adicionais.[254][255] A reedição foi inicialmente anunciada em uma versão remasterizada pela mídia e pelo site oficial do grupo.[256] No entanto, mais tarde foi confirmado que não haveria qualquer intenção de remasterizar o álbum.[257] O guitarrista confirmou que o áudio estava mais "trabalhado", mas não totalmente remasterizado, pois as gravações originais não necessitavam disso.[258] A canção "Blow Your House Down" foi adicionada na edição deluxe, sendo lançada como single promocional em outubro de 2011.[259]

A revista Q criou um álbum em tributo a Achtung Baby, intitulado de AHK-toong BAY-bi Covered (2011), a ser incluído na revista na edição de dezembro de 2011.[260][261] A coletânea contém a participação de artistas/bandas renomadas, como Jack White, Depeche Mode, Damien Rice, Patti Smith, The Killers, Snow Patrol, Nine Inch Nails e Garbage, coincidindo com a comemoração de 25 anos da revista, naquele ano.[262][263]

2018: Lançamento em vinil[editar | editar código-fonte]

Em continuação a campanha de relançar todos os álbuns no formato LP, foi lançada contendo dois discos em 27 de julho de 2018.[264] Ao contrário de sua reedição anterior, Achtung Baby passou pelo processo de remasterização em 2018, sendo dirigido por The Edge.[265] Cada cópia incluiu um passe para download, podendo ser usado para resgatar a cópia digital do álbum.[265]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as letras escritas por Bono, todas as músicas compostas por U2, exceto onde indicado.

Faixas da edição padrão
N.º TítuloProduzido por Duração
1. "Zoo Station"  Daniel Lanois 4:36
2. "Even Better Than the Real Thing"  Steve Lillywhite  · Brian Eno  · Lanois 3:41
3. "One"  Lanois  · Eno 4:36
4. "Until the End of the World"  Lanois  · Eno 4:39
5. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses"  Lillywhite  · Lanois  · Eno 5:16
6. "So Cruel"  Lanois 5:49
7. "The Fly"  Lanois 4:29
8. "Mysterious Ways"  Lanois  · Eno 4:04
9. "Tryin' to Throw Your Arms Around the World"  Lanois  · Eno 3:53
10. "Ultra Violet (Light My Way)"  Lanois  · Eno 5:31
11. "Acrobat"  Lanois 4:30
12. "Love Is Blindness"  Lanois 4:23
Duração total:
55:45
Observações
  • ↑[nota a] Os três segmentos de interference combinados, completam 25m46s de duração, de acordo com as notas de lançamento do vídeo.[136]

Paradas musicais[editar | editar código-fonte]

Certificações[editar | editar código-fonte]

País/Região Certificação Unidades
Alemanha (BVMI)[286] Platina 500 000^
Argentina (CAPIF)[287] Platina 60 000^
Austrália (ARIA)[189] 5x Platina 350 000^
Áustria (IFPI Áustria)[288] Platina 50 000*
Brasil (Pro-Música Brasil)[289] Ouro 100 000*
Canadá Music Canada)[140] Diamante 1 000 000^
Canadá (Music Canada)[140] (Videos) Ouro 5 000*
Dinamarca (IFPI Dinamarca)[290] 2x Platina 40 000^
Espanha (PROMUSICAE)[291] Platina 100 000^
Estados Unidos (RIAA)[135] 8x Platina 8 000 000^
Estados Unidos (RIAA)[139] (Videos) Platina 100 000*
Finlândia (IFPI Finlândia)[292] Ouro 10 000^
França (SNEP)[293] 2x Platina 600 000*
Itália (FIMI)[294] Ouro 50 000*
Japão (RIAJ)[295] Ouro 100 000^
Noruega (NMO)[296] Platina 50 000*
Nova Zelândia (RIANZ)[297] 5x Platina 75 000^
Países Baixos (NVPI)[298] Platina 100 000^
Reino Unido (BPI)[299] 4x Platina 1 200 000^
Suécia (GLF)[300] Platina 100 000^
Suíça (IFPI Suíça)[301] Ouro 25 000^
Resumo Unidades
Mundo[179] 18 000 000
*Certificação com base no número de vendas.
^Certificação com base no varejo.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Adaptação a partir do encarte.[62]

U2
Performance adicional
  • Brian Eno – teclado (faixas 3, 9 e 12)  · arranjo de cordas (faixa 6)
  • Daniel Lanois – guitarra (faixas 1, 3 e 9)  · percussão (faixas 4 e 8)
  • The Duchess Nell Catchpole – viola (faixa 6)  · violino (faixa 6)
  • The Edge – arranjo de cordas (faixa 6)
Técnica
  • Daniel Lanois – produção (todas as faixas)  · mixagem (faixas 4, 7, 8, 11 e 12)
  • Brian Eno – produção (faixas 2, 3, 4, 5, 8, 9 e 10)  · mixagem (faixa 6)  · agradecimento especial (faixa 7)
  • The Edge – mixagem (faixa 8)
  • Robbie Adams – engenharia de áudio (faixas 2 e 5)  · assistência de engenharia (faixas 1 e 12)  · engenharia adicional (faixas 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10 e 11)  · mixagem (faixas 2 e 9)  · assistência de mixagem (faixas 2 e 7)
  • Paul Barrett – engenharia de áudio (faixa 2)  · agradecimento especial (faixa 5)
  • Mark "Flood" Ellis – engenharia de áudio (faixas 1, 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12)  · mixagem (faixas 1, 3, 4, 6, 7, 8, 10, 11 e 12)
  • Sean Leonard – assistência de mixagem (faixas 2, 5 e 9)
  • Steve Lillywhite – produção (faixas 2 e 5)  · mixagem (faixas 2, 5, 7 e 9)
  • Shannon Strong – assistência de engenharia (faixas 1, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12)  · mixagem (faixa 5)  · assistência de mixagem (faixas 1, 3, 4, 6, 8, 10, 11 e 12)
  • Lou Reed e Sylvia "Reed" Morales – agradecimento especial (faixa 11)
  • The Fluffy Cod Trio – agradecimento especial (faixa 12)
  • Steve Averill – design
  • Arnie Acosta – masterização de áudio
  • Anton Corbijnfotografia
  • Shaughn McGrath – design
  • Stewart Whitmore – edição digital
  • Charlie Whisker – ilustração

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. As notas de crédito do álbum sobre a localização de "Dog Town", foi um apelido atribuído da banda à casa, chamada oficialmente de Elsinore.[41]
  2. A palavra usada pelo vocalista foi o termo gobbledygook, significando uma linguagem que parece ser importante, mas de difícil compreensão.[50]
  3. Dentro do contexto, o termo fatting significa retirar os excessos.
  4. O termo overdub significa uma técnica usada na gravação de áudio, na qual uma passagem musical é gravada duas ou mais vezes. Essa prática pode ser encontrada com músicos, bem como com instrumentos ou conjuntos/orquestras.[54]
  5. Loop positivo é um processo que ocorre em um loop de retroalimentação que exacerba os efeitos de uma pequena perturbação. Ou seja, os efeitos de uma perturbação em um sistema incluem um aumento na magnitude da perturbação.[78]
  6. Áudio feedback ou efeito de Larsen, é um tipo especial no ganho de loop positivo,[nota 5] ocorrendo quando existe um loop sonoro entre uma entrada de áudio (captação de microfone ou guitarra) e um áudio de saída (um alto-falante amplificado).[79]
  7. No livro de Jó, a partir do capítulo 29, versículos 2–3.[111][112]
  8. Trabant é um automóvel da Alemanha Oriental, que se afeiçoou como um símbolo de uma mudança na Europa.[118]
  9. O título Man fazia alusão ao álbum de estreia, Boy (1980).[128]
  10. O título Adam, seria combinado com a nudez do baixista.[2]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]