Achtung Baby

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Achtung Baby
Álbum de estúdio de U2
Lançamento 18 de novembro de 1991
Gravação Outubro de 1990–Setembro de 1991
Estúdio(s) Hansa Studios (Berlim, Alemanha)  · STS Studios (Dublin, Irlanda)  · Elsinore "Dog Town" (Dublin)  · Windmill Lane Studios (Dublin)
Gênero(s) Rock alternativo
Duração 55:45
Gravadora(s) Island
Produção Daniel Lanois  · Brian Eno
Cronologia de U2
Rattle and Hum
(1988)
Zooropa
(1993)
Singles de Achtung Baby
  1. "The Fly"
    Lançamento: 21 de outubro de 1991
  2. "Mysterious Ways"
    Lançamento: 24 de novembro de 1991
  3. "One"
    Lançamento: 2 de fevereiro de 1992
  4. "Even Better Than the Real Thing"
    Lançamento: 1º de junho de 1992
  5. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses"
    Lançamento: 10 de novembro de 1992

Achtung Baby (IPA[ˈɑːktuːnɡ ˈbeɪbiː])[1] é o sétimo álbum de estúdio da banda de rock irlandesa U2. Lançado em 18 de novembro de 1991, foi produzido por Daniel Lanois e Brian Eno através da gravadora Island Records. Após o grupo ser bastante criticado pelo álbum anterior, Rattle and Hum (1988), a banda optou mudar seu estilo musical para o rock alternativo, música industrial e EDM. Tematicamente o álbum é mais obscuro e introspectivo, sendo mais irreverente que seus trabalhos anteriores. Naquele período, caracterizou-se a utilização da multimídia em seus concertos durante a turnê Zoo TV Tour (1992–93), sendo uma marco para a reinvenção da banda na década de 1990, substituindo a imagem de "fechados" para "descontraídos e auto-depreciativos" frente ao público.

Inicialmente, buscando novas inspirações à véspera da reunificação alemã (1990), o grupo começou a gravar Achtung Baby no Hansa Studios, localizado na cidade de Berlim, em outubro de 1990. As sessões foram repletas de tensões, com os membros questionando seu estilo musical e qualidade de seu material. Após semanas de conflitos e pouco progresso, o grupo fez um grande avanço com a escrita improvisada da canção "One". O grupo retornou para Dublin em 1991, acarretando no aumento de sua confiança e concluindo a maioria das canções. Para confundir as expectativas dos fãs, eles escolheram um nome pouco convencional do título do álbum, simultaneamente a uma capa com várias imagens.

Atualmente é um dos álbuns mais reverenciados do U2, recebendo muitas críticas favoráveis e estreando na posição de número 1 na Billboard 200, nos Estados Unidos; ao mesmo tempo, esteve no topo das paradas musicais de outros países. O álbum gerou cinco singles: "The Fly", "Mysterious Ways", "One", "Even Better Than the Real Thing" e "Who's Gonna Ride Your Wild Horses". Achtung Baby vendeu mais de 18 milhões de cópias mundialmente, ganhando um Prêmio Grammy em 1993 para a categoria de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais". Também é regularmente citado na lista dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" pela revista Rolling Stone. Em outubro de 2011, o álbum foi reeditado, para comemorar o 20º aniversário de seu lançamento; em julho de 2018 foi relançado em formato LP.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O músico B. B. King teve participação na turnê Lovetown Tour, em 1989.

O lançamento do álbum The Joshua Tree (1987) e sua turnê de apoio, trouxeram muitas aclamações da crítica e sucesso comercial.[2] Entretanto, tanto Rattle and Hum quanto seu filme (1988), provocaram uma reação negativa por parte dos críticos musicais.[3] Embora ele tenha vendido 14 milhões de cópias e tido um bom desempenho nas paradas musicais,[4] os avaliadores desmereceram ambas, rotulando a exploração da música americana da banda como "pretensiosa, equivocada e extravagante".[5][6] A grande exposição da banda e a reputação de serem muito sérios, levaram a acusações de grandiosidade e hipocrisia.[3][5]

Apesar da sua popularidade comercial, o grupo estava insatisfeito com sua criatividade e o vocalista Bono acreditava que eles estavam musicalmente despreparados para o sucesso.[3][7] O baterista Larry Mullen Jr., afirmou: "Nós éramos os maiores, mas não os melhores"; e por sua turnê de 1989, Lovetown Tour (1989–90), tornou-se monótona por tocarem só os maiores sucessos da banda.[3][8] O U2 acreditava que o público não entendia a participação de músicos do gênero blues, como B. B. King na canção "When Love Comes to Town" (1989), descrevendo a situação como "uma turnê se deparasse em um beco sem saída".[9][10] Em retrospectiva, Bono disse que estava ouvindo com mais frequência a música negra, permitindo ao grupo criar uma obra como Achtung Baby, enquanto que suas experiências com a música folclórica o ajudava a desenvolver-se como compositor.[10] No final da turnê Lovetown Tour, o vocalista anunciou no palco que era "o fim de algo para o U2" e que "teriam que ir embora e voltar a sonharem novamente". Com isso, o grupo começou sua maior notícia de apresentações públicas e lançamentos de álbuns.[11]

Reagindo a seu próprio senso de estagnação musical e de seus críticos, a banda procurou um novo terreno musical.[3][12] Ao compor a canção "God Part II", perceberam que eles tinham perseguido exageradamente a nostalgia em suas composições. A música tinha um toque mais contemporâneo, com Bono alegando que estavam se aproximando de Achtung Baby.[13] Outras indicações de mudanças, foram duas gravações que eles fizeram em 1990: a primeira foi uma versão cover de "Night and Day" (1932) para o primeiro lançamento do álbum com vários artistas, Red Hot + Blue (1990).[14] Utilizaram batidas derivadas da música eletrônica e elementos do hip hop pela primeira vez nesta gravação.[15] A segunda indicação de mudanças, foram as contribuições de Bono e do guitarrista The Edge para a trilha sonora original da adaptação teatral de A Clockwork Orange (1990).[16] Muito do material que escreveram foi experimental.[17] As ideias consideradas impróprias para tocar foram postas de lado, pois durante este período, Bono e The Edge começaram a compor de forma mais estreita, sem a presença do baterista Larry Mullen e o baixista Adam Clayton.[17]

Desenvolvimento e gravação[editar | editar código-fonte]

Daniel Lanois (acima) e Brian Eno (abaixo) foram os produtores musicais do álbum.

Em meados de 1990, Bono havia pego o material que havia escrito durante a turnê Lovetown Tour e gravado versões demos no STS Studios, na cidade de Dublin.[18][19] Após sua permanência no estúdio, Bono e The Edge receberam a tarefa de continuarem trabalhando nas letras e melodias até que o grupo se reunisse novamente.[20] Partindo para as sessões do álbum, a banda queria mudar completamente o estilo do trabalho anterior. Entretanto, estavam inseguros com relação em obter sucesso com um gênero musical que não estivessem acostumados.[21] O surgimento do movimento madchester no Reino Unido, os deixaram confusos sobre como eles iriam encaixar-se em qualquer cena musical particular.[19]

O grupo contratou Daniel Lanois e Brian Eno para produzirem o álbum, com base nos trabalhos anteriores da dupla com a banda, como em The Unforgettable Fire (1984) e The Joshua Tree (1987).[22] Lanois foi o principal produtor, juntamente com Mark "Flood" Ellis, como engenheiro de áudio.[12] Eno assumiu um papel auxiliar, trabalhando com o grupo nos estúdios por uma semana, revendo as canções antes de viajar por aproximadamente dois meses.[12][23] Eno afirmou que seu papel seria "entrar e apagar qualquer coisa que soasse como o U2 tradicional".[24] Quando Eno não estava presente nas sessões de gravação, ele por sua vez dava atenção ao grupo, pois notava que os membros estavam mais animados com as novas perspectivas sobre o material em gravação.[25] O produtor explicou: "Eu deliberadamente, não escutei o material entre as sessões para que eu pudesse ser imparcial".[26] Uma vez que eles buscassem um álbum com batidas mais fortes durante um show ao vivo, Lanois "muitas vezes, cobrava um árduo desempenho ao ponto de ser imprudente".[27] A equipe Lanois-Eno usavam o método do pensamento lateral e uma abordagem filosófica – popularizada por Eno, nas estratégias oblíquas — que contrastava com o estilo direto e retrô do produtor musical Jimmy Iovine.[28]

Sessões em Berlim[editar | editar código-fonte]

Inicialmente a banda gravou o álbum em um ex-salão ligado ao Partido Nazista, no final de 1990 em Berlim.

A banda acreditava que a domesticidade era um "inimigo do rock", precisando se desvincular da velha imagem do grupo, perante ao público. Na época, com a "Nova Europa" emergindo no final da Guerra Fria, decidiram gravar na cidade de Berlim, servindo como fonte de inspiração para se adquirir uma influência musical ao estilo europeu.[3][22][29] As gravações iniciaram-se no Hansa Studios, um ano após a queda do Muro de Berlim.[30][31] Vários outros álbuns de artistas foram feitos neste estúdio, incluindo os dois primeiros álbuns da trilogia de Berlim, por David Bowie com a colaboração de Brian Eno: Low e Heroes (ambos, 1977); e Iggy Pop em seu álbum solo, The Idiot (1977).[19] O U2 chegou no dia 3 de outubro de 1990, na antiga Berlim Oriental, às vésperas da reunificação alemã.[19] Com a expectativa de novos estímulos, presenciaram uma cidade deprimente e sombria.[21] A queda do Muro de Berlim resultara em um estado de mal-estar na Alemanha. Enquanto isso, em termos musicais, os membros encontravam-se estagnados durante o início das gravações, somado ao fato de estarem gravando em um ex-salão da organização Schutzstaffel (SS), ainda "soando as vibrações ruins" da guerra.[21][32]

Com o tempo, a situação foi se deteriorando durante as sessões, pois a banda estava trabalhando a longos dias e não conseguia entrar em consenso a um novo estilo musical.[32] The Edge ouvia algumas bandas de música eletrônica e música industrial, como Einstürzende Neubauten, Nine Inch Nails, The Young Gods e KMFDM. Tanto Edge quanto Bono defendiam novas edições musicais ao longo dessa linha de raciocínio. Em contrapartida, Mullen queria um rock clássico, como Blind Faith, Cream e Jimmy Hendrix, onde ele estava aprendendo a "brincar de batidas";[3][17] assim também como Clayton, que estava mais confortável ao som mais semelhante ao álbum anterior, resistindo às inovações propostas.[3][21] O interesse de The Edge na mixagem e bateria eletrônica fez Mullen se sentir deixado de lado como baterista.[21] Lanois estava esperando uma banda mais "textural, emocionante e cinematográfica" do que The Unforgettable Fire e The Joshua Tree, não conseguindo entender as expressões mencionadas: "inutilidade e irrelevância".[3] Agravando mais a interação, houve uma mudança no comportamento da banda com os compositores de longa data; Bono e The Edge estavam trabalhando de forma mais estreita, com um material escrito de forma isolada do resto dos integrantes.[17][33][34]

Durante as gravações do álbum, The Edge (esquerda) e Bono (direita) começaram a trabalhar mais juntos nas composições.

Ao perceberem que eles não estavam preparados ou bem ensaiados, e que suas ideias não criavam nenhum progresso para concluir as canções.[21] Pela primeira vez, o grupo não conseguia encontrar um consenso, percebendo que não estavam seguindo em frente.[21] Particularmente, Bono e Lanois discutiram ao ponto de poder causar agressões físicas durante a escrita da canção "Mysterious Ways".[35] Na sensação de que estavam andando sem rumo, eles estavam bastante divididos.[36] Eno os visitou por alguns dias, compreendendo a tentativa do fim da banda. Entretanto, deu garantias que o grupo fez "grandes progressos, melhores do que eles imaginavam".[36][37] Ao adicionar os incomuns efeitos sonoros, Eno mostrou que a busca do guitarrista por um novo território sonoro não era compatível com o estilo de Mullen e do "desejo de persistir com as sólidas estruturas musicais" de Lanois.[36] Em dezembro, um avanço foi conquistado durante a escrita da canção "One",[38] com The Edge combinando duas progressões de acordes, encontrando inspiração. Com isso, rapidamente improvisaram a maioria das outras canções, promovendo confiança e reavaliando suas posições habituais como "uma página em branco", escrevendo e gravando juntos novamente.[38][39]

Sessões em Dublin[editar | editar código-fonte]

Bono representando o personagem "The Fly", em 1992. Criou este papel durante as sessões de gravação em Dublin.

Em dezembro de 1990, voltaram a Dublin para discutir os ensaios musicais e visando unificar o profissionalismo do grupo. Revendo as fitas ensaiadas, concordaram que as gravações soaram melhor do que pensavam inicialmente.[40] Brevemente, o grupo retornara para Berlim em janeiro de 1991, concluindo seu material no Hansa Studios.[41] Apesar de apenas duas canções terem sido finalizadas durante dois meses na Alemanha,[37] The Edge alegou que "o trabalho não poderia ser mais produtivo e inspirador, do que o final".[27][38] A banda mudou seu habitat musical, proporcionando nova textura e direção de arte, pondo as ideias incompletas à revisão, ao longo das sessões.[38]

Em fevereiro de 1991, foram para a mansão Elsinore, localizada na cidade de Dalkey, na Irlanda, alugando uma casa pela mensalidade de dez mil euros.[nota 1][27][41] A estratégia de Lanois para gravar em casas, mansões ou castelos, era algo que o produtor acreditava ter trazido um bom clima para as gravações, vindo a instalar um estúdio de gravação na mansão com a sala de gravação em uma garagem convertida diagonalmente, abaixo da sala de controle.[27][41] Câmeras de vídeos e monitores de TV foram utilizados para monitorar os espaços.[27] A uma curta distância de Bono e The Edge da casa, as sessões em Elsinore conseguiram ser mais descontraídas e produtivas.[41][43][44] A banda trabalhou arduamente na gravação da canção "Lady with the Spinning Head", vindo a ser como B-side de "One";[45] outras três músicas foram derivadas a partir da canção.[46] Durante a escrita de "The Fly", Bono criou um personagem alternativo de óculos escuros que ele usava para aliviar o clima no estúdio.[41][43] Bono criou o personagem egomaníaco vestindo uma jaqueta de couro, também chamando-o de "The Fly"; assumindo este alter ego ao grupo durante as performances e apresentações nos concertos da turnê.[47]

Em abril de 1991, as fitas das sessões anteriores gravadas em Berlim foram roubadas depois que a banda as deixou em um quarto de hotel, sendo vazada antes que o álbum estivesse concluído.[48] Os demos eram bootlegs de uma coleção com três discos chamados de "sessões Salome" — homenagem a uma canção que foi um destaque especial na coleção.[49] O lançamento foi considerado o mais famoso bootleg da grupo.[50] Bono referiu-se aos demos vazados como "algaraviada",[nota 2] e The Edge comparou a situação como um "ser violado".[52] O vazamento abalou a confiança da banda, prejudicando o humor coletivo por algumas semanas.[53] A logística pessoal levou-os a ter três engenheiros distintos, resultando na separação das gravações feitas na mansão Elsinore e o estúdio improvisado de The Edge, em casa.[27] O engenheiro Robbie Adams afirmou que a "abordagem tinha levantado a estima e entusiasmo da equipe. Havia sempre algo diferente para ouvir, sempre algo emocionante acontecendo".[27] O preparo de todo o trabalho requereu que os engenheiros utilizassem uma técnica chamada fatting,[nota 3] o que lhes permitiram gravar mais de 48 músicas usando gravação analógica, um cassete de gravação digital (DAT) e um sincronizador.[27] Na edição da revista de fãs do U2, Propaganda, lançada em junho de 1991, Lanois afirmou que "acreditava em algumas das canções em andamento e que tornariam-se um sucesso mundial, apesar das letras e as tomadas vocais [naquele momento] ainda não estivessem concluídas.[54]

Em julho de 1991, os produtores fizeram os retoques finais do material gravado no Windmill Lane Studios.

Durante as sessões em Dublin, Eno enviou tapes de dois meses gravados, chamando-as de "desastre total". Juntando a banda em estúdio, ele retirou o que pensava ter overdub em excesso.[nota 4] O grupo acreditava que a sua intervenção salvaria o álbum.[56] Eno teorizou que os membros estavam muito perto de sua "verdadeira música", explicando: "Se você conhecer uma música muito bem, as mudanças na mixagens e o baixo ficam bastante suaves. Você ainda ouve o baixo. Acostuma tanto com a presença deles, que tenta compensá-lo e o refaz em sua mente".[25] Também ajudou-os em um período de crise, um mês antes do prazo final para terminar as sessões; lembrando que "tudo parecia bagunçado", insistindo que a banda tirasse um feriado de duas semanas de trabalho do álbum. O descanso deu-lhes uma perspectiva mais clara, acrescentando determinação.[57]

Depois de finalizarem o trabalho no Elsinore em julho de 1991, Eno, Flood, Lanois e o antigo produtor do U2, Steve Lillywhite, mixaram as faixas no Windmill Lane Studios.[41][58][59] Cada produtor criava sua própria mixagem das canções e a banda escolhia a melhor versão, solicitando que determinadas características de cada um devessem ser combinadas.[59] A gravação adicional e mixagem continuou em um ritmo frenético até o prazo final até 21 de setembro de 1991,[60] incluindo alterações de última hora para as canções "The Fly" e "One".[61] O guitarrista estimava que metade do trabalho realizado foram feitas nas últimas três semanas para a conclusão das faixas.[62] Na última noite, foi feito um planejamento de ordenação das canções do álbum. No dia seguinte, The Edge viajou para Los Angeles com as fitas para a masterização de áudio.[61]

Composição[editar | editar código-fonte]

"Even Better" possui características do gênero EDM, estando presente em várias paradas musicais.

É a canção assinatura do álbum. Foi improvisada depois que o guitarrista tocou duas progressões de acordes que estava tentando em outra música. A letra descreve uma conversa amarga entre duas pessoas.

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A banda compôs todas as canções de Achtung Baby — Bono foi creditado como o letrista exclusivo — apesar dos períodos de composições intervaladas, escrevendo-as ao modo jam session.[63][21] O álbum apresenta uma divergência desde sua sonoridade em relação a seus trabalhos anteriores; as canções têm menos hinos em sua melodia, explorando um novo território sônico para o grupo.[64] O estilo musical demonstra características ao estilo europeu,[65] introduzindo influências do rock alternativo, música industrial e de música eletrônica.[66][12][67] Em contraste com as gravações passadas do U2 — que muitas vezes fez declarações políticas e sociais — tematicamente, Achtung é mais introspectivo, explorando questões amorosas, sexualidade, espiritualidade, fé e traição.[68][69][70][71][72][73] As letras têm um tom mais obscuro, descrevendo as conturbadas relações pessoais e sentimentos que emanam confusão, solidão e imperfeição.[6][74][75] Um dos temas centrais foi o divórcio do guitarrista que aconteceu durante a gravação do álbum, afetando a contribuição lírica de Bono.[3][21][76] Entretanto, o tema não focou-se apenas na separação, como também em outros assuntos pessoais.[77][78]

Para o álbum, The Edge muitas vezes evitou sua abordagem detalhista de tocar guitarra com a sua marca, com um delay pesado em sua sonoridade e pedais de efeito,[43] a favor de um estilo que incorporasse mais solos, dissonância e feedbacks.[nota 6][81] A influência da música industrial e efeitos de guitarra, particularmente distorcido, contribuíram para o estilo heavy metal e "texturas difíceis".[6][82][83] Enquanto Bono fornecia a entrega da parte vocal previamente ao lançamento do álbum, foi ampliado sua duração em seu registro vocal mais baixo, como Fast descreveu como "sopro de cores e tons suaves".[84][82][85] Em algumas canções, Bono canta como um de seus personagens;[28] uma técnica de voz foi usada, sendo dita por Fast de "dupla voz", na qual os vocais são cantadas; porém duplicam em duas diferentes oitavas. Essa diferenciação da oitava foi feito às vezes, com vocais simultâneos, enquanto que em outros momentos, ele distingue as vozes entre os versos e refrões. Novamente, de acordo com Fast, a técnica introduz "uma ideia de contraste lírico e um caráter vocal para transmitir", levando tanta a interpretação literal quanto a interpretação irônica dos vocais de Bono.[86] Para várias faixas, seu vocal também foram tratados com o processamento de áudio.[83][87][88] Estas técnicas foram usadas para dar à sua voz, uma sensação emocional diferente e distingui-lo de seu vocal passado.[44]

O grupo refere como um "som de quatro homens derrubando o pódio de The Joshua Tree".[90][91] Assim, a introdução distorcida da canção de abertura, "Zoo Station", veio com a intenção de fazer os ouvintes acharem que a gravação tinha uma interrupção ou estava equivocadamente inserido no álbum,[43] apresentando nitidamente a influência industrial na percussão.[44][92][93] A autora Susan Fast afirmou que no "uso da tecnologia na abertura da canção, não se poderiam enxergar os erros cometidos pela banda adotados nas novas canções".[94] Bono encontrou inspiração no nascimento de suas duas filhas, Jordan e Eve Hewson, como maiores influências;[19] sugerindo novas expectativas e desejos.[44][94] A canção "Even Better Than the Real Thing" retrata as condições do grupo naquela época. Segundo o vocalista, "era um reflexo dos tempos em que a banda estava vivendo, quando as pessoas não estavam mais procurando a verdade, [todos] estavam procurando gratificação instantânea".[46] A música "One" fala sobre a relação conturbada durante as gravações, bem como o ceticismo do conceito de "união"; a assuntos político-sociais, como a reunificação da Alemanha.[95][96] O baterista alegou que a canção reafirmou a "abordagem da página em branco", garantindo que "nem tudo estava perdido";[97] enquanto que o guitarrista descrevia-o como "dolorosa e retorcida, como um diálogo vitriólico entre duas pessoas que já passaram por situações ruins e difíceis".[38]

A canção é um meio-termo entre o rock tradicional com o rock alternativo.

A canção possui batidas dançantes, vocais distorcidos e fortes influências da música industrial.

Apesar de não ter sido single, a canção recebeu críticas favoráveis.

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A canção "Until the End of the World" foi inspirada em uma breve conversa de Bono e The Edge.[98] O vocalista escreveu a letra de forma relativamente rápida, tendo a ideia de uma conversa fictícia entre Jesus com Judas Iscariotes.[43] Também teve dificuldade em encontrar um tom que pudesse cantar. Consequentemente, a única melodia que ele se sentia a vontade era através da conversação.[99] As poesias de John Keats, Percy Bysshe Shelley e George Gordon Byron também serviram de influência ao tema da tentação.[99] Os cânticos de sentimentalismo a um amor não correspondido ou perdido, por Roy Orbison, Scott Walker e Jacques Brel, foram as maiores influências evidenciadas na faixa "Who's Gonna Ride Your Wild Horses".[100] A faixa "So Cruel" foi interpretada como "o mesmo tipo de abordagem artística musical que deu asas à 'She's a Mystery to Me' (1989)", de Roy Orbison.[101] Liricamente, foi inspirada por Scott Walker: "externa um modo de expressão de fragilidade, embora muitas vezes esteja em desânimo, dor ou raiva";[102] abordando também um amor não correspondido, obsessão e possessividade.[103]

A letra de "The Fly" foi baseado em um personagem homônimo da música, compondo uma sequência "linear de aforismos",[93] contendo influências do hip hop e batidas derivadas do estilo EDM.[28][6] Também foi considerado um "trote telefônico vindo originado do inferno... mas que o interlocutor gostava de lá".[43] "Eu o escrevia, conseguindo achar um personagem que pudesse dizer a todos eles [...] 'um mentiroso que não acredita em mais ninguém' falando ao telefone com 'um amigo que te decepciona'... e foi aí que 'The Fly' surgiu", acrescentou Bono.[104] De acordo com Albin Zak, em meio as camadas sonoras distorcidas da guitarra, o timbre de Mullen exibe um "som mais forte, algo como se batesse em uma lata".[105] A canção "Mysterious Ways" combina um riff no estilo funk, com batidas carregadas de conga: "um U2 mais descontraído [...] como se fôssemos uma mistura de Sly & the Family Stone com um estilo madchester desinibido" [sic].[106][43] Segundo o biógrafo da banda, Bill Flanagan, "Tryin' to Throw Your Arms Around the World" descreve um personagem embriagado voltando para casa.[36]

A temática de "Ultra Violet (Light My Way)" é abrangente: fala sobre amor e dependência a interpretações religiosas. Faz uma alusão ao livro de Jó e o conto de Deus servindo como uma lâmpada na cabeça de Jó, caminhando pelas trevas.[nota 7] Há interpretações que sugerem que a luz ultravioleta é "uma metáfora para uma força sobrenatural invisível, em última análise, desconhecida pela compreensão humana",[109] "evocando a imagem da luz negra que permeia a escuridão, cujas conotações são espirituais e pessoais, além de tecnológicas, refletindo temas da alienação moderna".[108] Outros, afirmam que o termo "ultra violet" é sobre Ali Hewson, e de "como ela o purifica, quando ele [Bono] se sente um lixo".[110] A canção "Acrobat" é sobre a "má disposição, a própria hipocrisia, a capacidade de mudar de forma e de assumir as cores de qualquer ambiente em que você esteja, como se fosse um camaleão".[111] É uma das canções mais pessoais do álbum, com Bono reconhecendo "fraquezas pessoais, contradições e imperfeições".[100] A canção de encerramento, Love Is Blindness", possui conteúdo a respeito do "terrorismo, construção de bombas, relógios e carros destruídos. Imaginei o fenômeno de uma pessoa armando uma mina terrestre que, anos depois, acidentalmente era ativada. Você pode assistir as pessoas fazendo isso, voluntariamente se envolvendo em ações pelas quais eles pagarão um preço muito alto mais tarde. Trajetória é tudo", alegou o vocalista.[111][112]

Capa, encarte e título[editar | editar código-fonte]

Divulgação de todos os formatos, bem como encarte e produtos afins.

A capa de Achtung Baby foi feita por Steve Averill e Shaughn McGrath, que tinham criado a maioria das capas do U2.[1] Para mostrar a mudança de estilo musical, a banda queria algo com várias imagens e diferentes cores para contrastar com o ambiente, principalmente no uso de imagens monocromáticas nas capas dos álbuns anteriores.[1][113] Esboços e desenhos foram montados desde o início das sessões e alguns projetos experimentais foram concebidos para se assemelharem, como Averill ponderou: "A música dance orienta a capa. Acabamos de fazê-lo, com o objetivo de explorar seu extremo. Poderíamos ter nos contentado com o que tínhamos, mas se não tivéssemos feito o que fizemos, não teríamos chegado à capa que é agora".[1]

Foram realizados várias ensaios fotográficos com Anton Corbijn, em Berlim, no final de 1990.[114] A maioria das fotos foram em preto e branco e o grupo sentia que não era uma indicativa de novidade.[1] Eles encarregaram Corbijn para uma sessão de fotos por um período de duas semanas em Tenerife, em fevereiro de 1991, para se misturarem com a multidão do Carnaval de Santa Cruz de Tenerife, apresentando um lado mais descontraídos de si mesmos.[41] Foi durante este período e durante sua passagem no Marrocos, que o grupo realizou as fotografias.[41] Imagens adicionais foram realizadas na cidade de Dublin.[115] As imagens foram destinadas a confundir as expectativas do grupo, contrastando com as imagens em preto e branco das capas dos outros álbuns.[61][113]

A princípio, cogitaram incluir três imagens como capa: uma vaca em uma fazenda em County Kildare, na Irlanda; a imagem do baixista, Adam Clayton, despido; e a banda dentro de um trabant.[nota 8] Entretanto, um sistema de múltiplas imagens foram empregadas, chegando a conclusão que não poderiam concordar com uma única imagem.[1] Além disso, achavam que "as expressões musicais, eles estavam tocando com a sua melhor versão de 'alter-ego', não tendo apenas um único ponto de vista".[116] Com isso, o resultado acabou sendo uma montagem de várias fotos 4x4.[61] Uma mistura de imagens montadas por Corbijn foram usadas, já que a banda queria manter um "toque europeu mais reservado, principalmente nas imagens monocromáticas em Berlim [com aspectos exóticos e sombrios], com cores vibrantes [como em Santa Cruz e Marrocos]".[1] Algumas fotografias foram incluídas porque foram marcantes por conta própria, enquanto outras por conta da ambiguidade.[1] Fotos da banda no interior do trabant, das quais foram pintadas de cores bem vivas, aparecem na capa e em todo encarte do disco. Estes veículos foram mais tarde, incorporados ao conjunto da turnê, como parte do sistema de iluminação.[117][118] A nudez do baixista foi inserida na contra-capa do álbum — nos Estados Unidos, as partes íntimas foram censuradas, nos CDs e cassetes, enquanto que nas edições em vinil, está sem censura.[119][113] Em 2003, a VH1 classificou a capa na 39ª posição, na lista das "50 Melhores Capas de Álbuns".[120]

Achtung Baby "O próprio título do álbum se esforça a não ter um significado. A capa em si não é a única imagem importante, mas sim [...] a glória descuidada de Robert Frank em seus trabalhos artísticos". Achtung Baby

Mat Snow, sobre Achtung Baby.[121]

O termo em alemão, achtung, traduz em português como "atenção" ou "cuidado".[22] O engenheiro de áudio Joe O'Herlihy, usou as palavras "achtung, baby" durante as gravações, sendo supostamente tirado de uma frase do filme, The Producers (1968).[22][61] O título foi escolhido em agosto de 1991, no final das sessões.[1] De acordo com Bono, foi um título ideal, cujo objetivo era chamar a atenção e referenciando a Alemanha, dando a entender qualquer tipo de romance ou renascimento — sendo que ambas foram temas do álbum.[61] O grupo estava determinado a não destacar seriedade nas letras, procurando "mascarar" esta imagem no decorrer dos shows, particularmente através dos personagens do personagem "The Fly".[122] A respeito do título, o vocalista alegou: "De certa forma é uma isca. Nós chamamos isso de Achtung Baby, sorrindo em todas as fotos da capa. Mas provavelmente, é o maior disco que já fizemos... faz jus ao encarte, pois a imprensa teria nos aniquilado, chamando isso de qualquer outra coisa".[3]

O U2 considerou vários títulos: Man, 69, Zoo Station ou Adam.[1][nota 9][nota 10] Outros possíveis nomes seriam Fear of Women e Cruise Down Main Street, fazendo referência ao álbum Exile on Main St. (1972), dos The Rolling Stones, e aos mísseis lançados em Bagdá durante a Guerra do Golfo.[124] A maioria dos títulos propostos foram rejeitados, com a crença de que as pessoas iriam interpretá-las de forma pretensiosa e soando como "outra declaração do sisudo U2".[123] A despretensiosa intitulação do álbum influenciou outros músicos — incluindo David Bowie, que foi uma inspiração para o U2 e Eno durante as gravações.[125]

Divulgação, lançamento e promoção[editar | editar código-fonte]

O grupo também lançou Achtung Baby: the Videos, como parte da promoção do álbum.

Em dezembro de 1990, a imprensa musical relatou que a banda estaria gravando um álbum mais dance e que seria lançado em meados de 1991.[126] Em agosto do ano seguinte, o grupo Negativland lançou o EP intitulado de U2 (1991), parodiando a canção "I Still Haven't Found What I'm Looking For" (1987), usando semelhanças da banda na capa. Entretanto, a gravadora Island Records opôs-se à capa, acreditando que os consumidores iriam confundir o EP com Achtung Baby. Com sucesso a gravadora processou-os por violação dos direitos autorais, porém foram criticados pela imprensa musical, bem como o grupo irlandês — embora estes não tivessem envolvidos no litígio.[91][127] Stephen Dalton, da revista Uncut, acreditava que grande parte das manchetes negativas foram atenuados pelo sucesso da canção "The Fly".[91] Com um estilo musical que não enquadrava-se no gênero costumaz do grupo, acabou por ser selecionado como o primeiro single.[43]

Tanto a gravadora quanto o U2 decidiram recusar a gravarem cópias prévias à disposição da imprensa; pelo menos até poucos dias antes de sua data de lançamento, preferencialmente por parte dos fãs em ouvir o material antes de ler as opiniões sobre o álbum.[128] A decisão surgiu após rumores, e o jornalista David Browne comparou-o com a prática da retenção de cópias antecipadas sempre que recebiam críticas negativas por parte da imprensa.[128] Achtung Baby foi lançado em 18 de novembro de 1991 com um carregamento inicial de 1,4 milhões de cópias.[129] O material foi o primeiro lançamento no intuito de utilizar pacotes ecológicos — cartolina digipak e a caixa embalada, sem o anexo do papelão.[119] A Island encorajou as lojas de discos a ordenarem a embalagem na caixa, oferecendo 4% de desconto.[129] Até aquele momento, Achtung foi o primeiro material a levar mais tempo de um álbum para o outro a ser lançado, durando um pouco mais de três anos.[23] Após o seu lançamento, mantiveram um perfil mais discreto, evitando entrevistas e permitindo que os críticos musicais e o público fizessem suas próprias conclusões.[22] Ao invés de participarem de uma matéria da revista Rolling Stone, a banda pediu a Eno que escrevesse um artigo a eles.[41] O marketing para o álbum focou-se em promoções de varejo pela imprensa. Além das rádios e propagandas na TV que estavam sendo produzidas, foram divulgadas também pôsteres com várias imagens distribuídas às lojas musicais e jornais das grandes cidades. Em comparação com a campanha publicitária de outros grandes álbuns lançados em 1991, o diretor geral da gravadora, Andy Allen, explicou esta metodologia relativamente discreta: "O U2 não iria apelar na mídia internacional. Sentíamos que a base de fãs criava este tipo de emoção".[129]

Como forma de promoção, em junho de 1992 a banda lançou Achtung Baby: the Videos, sendo uma compilação de nove vídeos musicais do álbum.[130] Com 65 minutos de duração, foi produzido por Ned O'Hanlon e lançado pela Island Records e PolyGram.[131] Inclui três vídeos musicais das canções "One" e "Even Better than the Real Thing"; como também vídeos de "The Fly", "Mysterious Ways" e "Until the End of the World".[132] Intercalado entre os vídeos musicais das canções, continham videoclipes denominados de interference, compreendendo documentários, vídeos da mídia e outros semelhantes aos que foram apresentados nos concertos da turnê Zoo TV Tour.[132] Ganhou certificação de platina nos Estados Unidos e ouro no Canadá.[133][134]

Recepção musical[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 5 de 5 estrelas.[65]
Chicago Tribune 3 de 4 estrelas.[135]
Entertainment Weekly (A)[87]
Hot Press 10 de 12 estrelas.[136]
Los Angeles Times 4 de 4 estrelas.[137]
The New Zealand Herald 3.5 de 5 estrelas.[138]
Orlando Sentinel 4 de 5 estrelas.[139]
Q 5 de 5 estrelas.[121]
Rolling Stone 4.5 de 5 estrelas.[6]
Spin (misto)[140]

Achtung Baby foi bem elogiado pela crítica.[22][52] Em retrospectiva, Stephen Thomas Erlewine do Allmusic, deu ao álbum a pontuação máxima de cinco estrelas, elogiando a transformação musical da banda como "completa, eficaz e infinitamente inovadora". Erlewine concluiu que poucos artistas nessa fase de sua carreira poderiam ter "gravado um álbum tão aventureiro e ao mesmo tempo, sendo bem sucedido".[65] Greg Kot do Chicago Tribune, alegou que a gravação "mostra uma banda sob uma obscuridade: perturbador, ao invés de cumprir as expectativas", acrescentando a respeito de The Edge: "soava um U2 mais punk desde o seu primeiro álbum". Por fim, concluiu que o álbum era "uma busca transcendental, tornando-se melhor que seus defeitos".[135] Bill Wyman do Entertainment Weekly, deu ao álbum nota "A", dizendo: "um retorno original e surpreendentemente desinibidos de uma das bandas mais impressionantes do mundo".[87] Niall Stokes da Hot Press, deu ao álbum uma pontuação de dez estrelas, a considerando paradoxal e denominando-o "o álbum mais sombrio do grupo": "soa menos o U2 que conhecemos do que qualquer outra coisa que eles fizeram antes, e ainda assim, é inconfundivelmente a sonoridade deles [...] ostensivelmente decadente, sensual e sombrio. É um bom material para esse período".[136]

Em uma revisão de quatro estrelas, Robert Hilburn do Los Angeles Times, afirmou que "as texturas da guitarra estão entre as mais confiáveis e enérgicas da banda", e que "o álbum é uma tarefa difícil aos ouvintes, por causa de sua natureza obscura e introspectiva das canções, o que contrasta com as canções edificantes do passado".[137][141] Jill Graham, da The New Zealand Herald, em sua avaliação escreveu que o álbum era "excelente" e que a sonoridade era "suave, estritamente controlada e introvertida". No entanto, que "alguns momentos melancólicos das canções pareciam estar indo a lugar nenhum", impedindo-a de ser um "caso verdadeiramente maravilhoso".[138] Parry Gettelmen, do Orlando Sentinel achou que o álbum "mostra que o grupo ainda tem o poder de surpreender", destacando o entusiasmo do vocalista, a interpretação das letras e os produtores em ajudar The Edge "a obter grandes canções sem tornar-se hino". Finalizando sua avaliação, elogiou a transformação musical da banda: "O U2 prova muito mais talento na música trance do que outras bandas".[139] Dando a nota máxima de cinco estrelas, a revista Q publicou que naquele momento, Achtung era o "álbum mais heavy metal do U2. E o melhor!"; elogiando também a equipe de produção por criarem músicas mais "dramáticas, profundas, intensas e introspectivas".[121][142]

Elysa Gardner da Rolling Stone,na revisão de 4.5 estrelas, disse que o U2 tinha "provado a tendência para a épica musical e que gestos verbais levam muitos artistas à auto-paródia, podendo levar em mãos mais inspiradoras, alimentar o fogo inesquecível que define o grande rock n' roll".[6] A revisão disse que o álbum, como seu antecessor Rattle and Hum, foi uma tentativa da banda de "ampliar a sua paleta musical, mas que desta vez, suas ambições foram realizadas".[6] Steve Morse, do The Boston Globe, dissipou estes sentimentos, afirmando que o álbum "não só revigorava o seu som, mas caia como qualquer justiça própria. O foco das canções estão ligadas a relacionamentos pessoais, e não em salvar o mundo".[83] Morse elogiou a "batida, as manipulações torcidas dos efeitos sonoros e o encaixe do metal quando The Edge tocava".[83] Jon Pareles do The New York Times, elogiou o álbum não somente por seus "ruídos, arranjos vertiginosos", mas também pela capacidade do grupo de "manter a sua habilidade pop". A revisão concluiu que "era despojada e desafiava as suas fórmulas antigas, dando possibilidades de luta à banda na década de 1990".[88]

A Spin, foi mais crítica do álbum, chamando-o de um "fracasso ambicioso"; a recepção de boas-vindas à sua experimentação, considerou que, quando o grupo "se desviou do território familiar, os resultados são atingidos e perdidos".[140] Robert Christgau considerou um fracasso,[143] indicando "um álbum incorreto, cujos detalhes raramente se teve um mérito maior do que se pensava".[144] Christgau refletiu sobre este sentimento, em 1993: "Depois de muitas, muitas tentativas, Achtung Baby ainda soava como um álbum do U2 abominavelmente difuso para mim, e coloquei-o no hall, incapaz de descrever uma única canção".[143]

O sucesso de Achtung Baby e a turnê Zoo TV restabeleceu à banda como uma das bandas mais populares e aclamadas pela crítica musical do mundo. O grupo quase varreu as enquetes dos leitores da Rolling Stone, no final de 1992, ganhando o troféu de "Melhor Single", com a canção "One"; "Artista do Ano", "Melhor Álbum", "Melhor Compositor" (Bono), "Melhor Capa de Álbum", "Regresso do Ano" e entre outros.[145] O álbum ficou no número 4 nos "Melhores Álbuns", na lista da The Village Voice, dos críticos de pesquisa da "Pazz & Jop", em 1991.[146] No 35º Grammy Awards em 1993, Achtung Baby ganhou o Prêmio Grammy de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais", sendo indicado para o prêmio de "Álbum do Ano";[119] Lanois e Eno ganharam o prêmio de "Produtor do Ano Não Clássico".

Reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Singles de divulgação[editar | editar código-fonte]

O primeiro single do álbum foi "The Fly", tornando-se sua segunda canção que esteve no topo da UK Singles Chart,[147] para se alcançar o número 1 na paradas de singles na Irlanda e Austrália.[148][149] O single foi bem menos sucedido nos Estados Unidos, atingindo a posição máxima de número 61, na Billboard Hot 100.[150]

"Mysterious Ways" foi lançado como segundo single, 5 dias após o lançamento de Achtung Baby. Na Billboard dos Estados Unidos, a canção chegou ao topo da Alternative Songs e no gráfico da Hot Mainstream Rock Tracks,[151] e chegou na posição de número 9 no Hot 100.[150] Alcançou o número 1 no Canadá, e de número 3 na Austrália.[149][152] Além do sucesso dos dois primeiros singles, o álbum teve um bom desempenho comercial; Nos Estados Unidos, Achtung Baby estreou no número 1 na Billboard 200, em 7 de dezembro de 1991.[153] Caiu para a posição de número 3, na semana seguinte,[154] mas passou suas primeiras 13 semanas na parada dentro do top 10.[155] No total, o álbum passou 97 semanas na Billboard 200.[156] Ele vendeu 295 mil cópias em sua primeira semana nos Estados Unidos,[127] e em 21 de janeiro de 1992, a RIAA certificou-o com oito platinas.[130] Achtung Baby chegou ao número 2 na UK Albums Chart,[157] com 87 semanas na parada musical.[158] Em outras regiões, que liderou a RPM 100 no Canadá,[159] a ARIA Charts na Austrália, e a Recorded Music NZ na Nova Zelândia.[149] O disco vendeu sete milhões de cópias em seus três meses de venda.[74]

Três singles adicionais foram lançados em 1992. "One", foi lançado em fevereiro, para coincidir com o início da Zoo TV Tour, chegando ao número 7 no Reino Unido[160] e de número 10 nas paradas dos Estados Unidos,[150] já que seu single antecessor, que liderou as paradas da Modern Rock Tracks,[151] e as paradas de singles no Canadá e na Irlanda.[148][152] A canção foi considerada como uma das maiores de todos os tempos, levando a classificação mais elevada na lista de muitos críticos.[161] O quarto single do álbum, "Even Better Than the Real Thing", foi lançado em junho. A versão da canção do álbum alcançou a posição de número 12 no UK Singles Chart,[160] para se alcançar a de número 1 no Hot Mainstream Rock Tracks.[151] A versão "Perfecto Mix" da canção, pelo DJ Paul Oakenfold[162] apresentou um melhor desempenho no Reino Unido do que a versão original do álbum, atingindo a posição máxima de número 8.[160] "Who's Gonna Ride Your Wild Horses" seguiu como quinto e último single, em novembro de 1992. Ele chegou na posição de número 14, no UK Singles Chart,[160] e de número 2 no Hot Mainstream Rock Tracks dos Estados Unidos.[151] Todos os cinco singles estiveram dentro do top 20 da Irlanda,[148] Austrália,[149] Canadá,[152] e Reino Unido.[160] Singles promocionais para as canções "Until the End of the World",[163] "Salomé",[164] e "Zoo Station"[165] foram lançadas. Até o final de 1992, Achtung Baby tinha vendido mais de dez milhões de cópias em todo o mundo.[166]

Zoo TV Tour[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Zoo TV Tour
A Zoo TV Tour foi um intenso evento de multimídia, com um palco que usou dezenas de telas de vídeo.

Após o lançamento do Achtung Baby, o U2 fez uma turnê mundial, intitulado de Zoo TV Tour. Como Achtung Baby, a turnê foi destinada a desviar-se do passado da banda. Em contraste com as configurações da áustera etapa de turnês anteriores da banda, Zoo TV foi um evento elaborado pela multimídia.[117] A TV e a visão do telespectador foram satirizadas, na tentativa de sugerir uma "sobrecarga sensorial" na audiência.[91][167][168] As etapas da turnê foram caracterizadas por grandes telas de vídeo, que mostravam os efeitos visuais, videoclipes aleatórios da cultura pop e frases textuais. A conexão via satélite, canais de navegações, chamadas telefônicas e vídeos confessionários, foram incorporados durante os concertos.[132]

Enquanto que a banda tinha fama de sérias performances em seus shows na década de 1980, na Zoo TV, o grupo propositalemente quiseram mostrar seu lado irônico e auto-depreciativo;[91] no palco, Bono retratava vários personagens que ele criara, incluindo The Fly, Mirror Ball Man e MacPhisto. A maioria das canções do álbum foram tocadas em cada show, e o setlist começou com até oito canções consecutivas de Achtung Baby, como mais um sinal de que eles não eram mais os mesmos da década de 1980.[169]

A turnê começou em fevereiro de 1992 e foi composta por 157 shows ao longo de quase dois anos.[170] Durante um intervalo de seis meses, a banda gravou o álbum Zooropa (1993), que foi lançado em julho de 1993. Ele foi inspirado pela Zoo TV e ampliou seus temas da tecnologia e saturação da mídia na época.[168] Até aquele momento, a turnê concluiu em dezembro de 1993, sendo que a banda tocou para cerca de 5.3 milhões de fãs.[171] Em 2002, a revista Q afirmou que a Zoo TV Tour foi "ainda a turnê de rock com encenação mais espetacular que qualquer outra banda".[53] O concerto de 27 de novembro de 1993 da turnê, foi filmado e lançado comercialmente como Zoo TV: Live from Sydney (1994), pela gravadora PolyGram, em maio de 1994.[172]

Legado[editar | editar código-fonte]

Um Trabant da turnê Zoo TV, exibida em um Hard Rock Cafe. O grupo foi fotografado com vários Trabants elaboradamente pintados para o encarte do álbum.

Achtung Baby ganhou oito certificações de platina nos Estados Unidos pela RIAA,[130] e de acordo com a Nielsen Soundscan, o álbum vendeu mais de 5.5 milhões de cópias no país, a partir de março de 2009.[173] O álbum ganhou cinco certificações de platina na Austrália,[174] qüatro de platina no Reino Unido,[175] e um disco de diamante no Canadá, o prêmio mais alto das certificações.[134] No geral, 18 milhões de cópias foram vendidas em todo mundo.[176] É o segundo álbum mais vendido da banda após The Joshua Tree, que vendeu 25 milhões de cópias.[177] Para a banda, Achtung Baby foi um marco que garantiu seu futuro criativo,[61] e seu sucesso, pré-figurou sua continuação de música experimentação durante a década de 1990. Zooropa, lançado em 1993, era ainda mais uma mudança para a banda, incorporando influências complementares de dance music e efeitos eletrônicos em sua sonoridade.[168] Em 1995, o U2 em parceria com Brian Eno, colaboraram com o álbum experimental e ambiente, Original Soundtracks 1 (1995), sob o pseudônimo de Passengers.[167] Com o lançamento do álbum Pop (1997), as experiências do grupo com cultura da dance music e o uso de loops, de programação, o ritmo de sequenciamento e amostragem, resultaram em um álbum mais dance.[167]

O álbum é altamente respeitado entre os membros do U2; Mullen disse: "Eu pensei que era um grande disco. Fiquei muito orgulhoso dele. Seu sucesso significava estar predestinado. Foi uma verdadeira ruptura com o que tínhamos feito antes e, não sabíamos se os nossos fãs iriam gostar ou não.[61] Bono disse que o álbum era "um ponto pivô" na carreira da banda, dizendo: "Criar Achtung Baby foi a razão pela qual ainda estamos aqui agora".[178] Adam Clayton concordou, dizendo: "Se nós não tivéssemos feito algo com entusiasmo, que nos deixássemos apreensivos e não tivéssmos nenhum desafio, então realmente não teria havido nenhuma razão para seguirmos em frente. Se ele não tivesse sido um grande disco para os nossos padrões, a existência da banda teria sido ameaçada".[61] A reinvenção da banda ocorreu no auge do movimento do rock alternativo, quando o gênero era alcançar uma ampla popularidade. Bill Flanagan, apontou que a contemporaneidade do U2 na década de 1980, lutaram comercialmente com álbuns lançados após a virada da década. Entretanto, ele argumentou que a banda foi capaz de tirar proveito do movimento do rock alternativo, e garantir um futuro de sucesso pela "definição de si mesmos como o primeiro de novos grupos, em vez de ser o último dos antigos".[179] Toby Creswell, falou destes sentimentos em seu livro de referências de músicas em 2006, 1001 Songs, escrevendo que o álbum do U2 ajudou a evitar "tornar-se paródias de si mesmos e varridos pela revolução grunge e revoluções do techno".[180] Uma retrospectiva de 2010 pela revista Spin, disse que o "U2 se tornou a banda emblemática da era do rock alternativo com Achtung Baby".[181]

"O álbum conseguiu uma façanha com os artistas que gostaram de empreender, mas raramente saía: a reinvenção da imagem pública e a reviravolta do estilo que era tão magistral, silenciando todos os duvidosos. Mesmo no século XXI, se tem visto um retorno do U2 a uma fase de um rock favorável, havendo elementos da música do grupo (o falsete de Bono, o flerte com o groove dançante, a habilidade contínua do quarteto de se levarem menos a sério do que o necessário) que ainda são derivadas daqueles dias de glória em um estúdio de Berlim. A maior banda do mundo não iria segurar esse título hoje, se eles não tivessem uma tremenda chance na hora certa, com um álbum que provou ser mais do que forte, o suficiente para justificar uma aposta.

— AJ Ramirez, da PopMatters, em 2011.[182]

Achtung Baby é aclamado como um dos maiores álbuns da história do rock, e muitas publicações colocou-a entre os seus rankings dos melhores álbuns, incluindo a revista Q,[183] Entertainment Weekly,[184] a Hot Press,[185] e a revista Time.[186] Em 1997, o The Guardian recolheu dados mundialmente, a partir de uma série de críticos renomados, artistas e DJ's de rádio, que colocou o álbum na posição de número 71, na lista dos "100 Melhores Álbuns de Todos os Tempos".[187] A Rolling Stone classificou-o na posição de número 63, em sua lista de 2012, dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos", sendo escrito da seguinte forma: "A banda visivelmente se soltou em Achtung Baby, contando piadas e até mesmo deixando-se fotografar em cores".[188] Em 2010, superou o recorde da Spin na lista dos 125 álbuns mais influentes de 1985 a 2010, desde que a revista foi lançada. O autor disse: "Ao contrário da banda Radiohead, com os álbuns OK Computer (1997) e Kid A (2000), o U2 decaiu, não como um símbolo do mal-estar cultural em geral, mas como um desafio para animar e transceder... Lutando para abraçar e simultaneamente explodir o mundo. Eles nunca mais tiveram inspiração".[181]

Reedições[editar | editar código-fonte]

20° aniversário de lançamento (2011)[editar | editar código-fonte]

Capa da edição deluxe de Achtung Baby, lançado em outubro de 2011.

O 20° aniversário de Achtung Baby será marcado por vários lançamentos em 2011. A pedido da banda, um documentário sobre o álbum, intitulado de From the Sky Down (2011) foi produzido. Foi dirigido por Davis Guggenheim, que já colaborou com The Edge para o documentário It Might Get Loud (2008). From the Sky Down reporta os documentos da época do álbum do período difícil de gravação, relações dos membros da banda, e processo criativo do U2. Imagens de arquivos e fotos das sessões de gravação aparecem no filme, junto com cenas inéditas de Rattle and Hum. Para o documentário, foi filmado a banda durante um retorno de visita ao Hansa Studios e durante os ensaios para o Festival de Glastonbury 2011. O filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2011, e em outubro, foi transmitido na rede de televisão.[189][190]

Em 31 de outubro de 2011, Achtung Baby foi relançado em cinco formatos. Além de um lançamento de um DVD do álbum, uma edição Deluxe incluindo um disco bônus de remixes, B-sides dos cinco singles do álbum, e uma edição em vinil incluindo o álbum em dois LPs, com dois LPs remixados adicionais. Os dez discos das edições Super Deluxe e Über Deluxe incluem o álbum Zooropa; três discos adicionais com remixes, B-sides e outtakes dos álbuns Achtung Baby e Zooropa; um sexto disco com uma versão Kindergarten de Achtung Baby; e qüatro DVDs, incluindo o documemtário From the Sky Down, Zoo TV: Live from Sydney (1994), vídeos musicais, e documentários. O Uber Deluxe também inclui singles em vinil de sete polegadas e recordações adicionais.[191][192] A reedição foi inicialmente anunciada como uma versão remasterizada pela mídia e pelo site oficial, U2.com;[193] no entanto, o site oficial da banda, posteriormente removeu qualquer menção à remasterização do site.[194] The Edge confirmou que o áudio era "polido", mas que não totalmente remasterizado, porque as gravações originais não necessitavam dele.[195] "Blow Your House Down", um outtake incluído na edição deluxe, foi lançado como single promocional em outubro de 2011.[196]

A revista Q solicitou um álbum de tributo a Achtung Baby, intitulado AHK-toong BAY-bi Covered (2011), para ser incluído na revista na edição de novembro de 2011. Ele contará com performances de Jack White, Depeche Mode, Damien Rice, Patti Smith, The Killers, Snow Patrol, Nine Inch Nails e Garbage.[197][198]

Lançamento em vinil (2018)[editar | editar código-fonte]

Em continuação à campanha da banda em relançar todos os álbuns no formato LP, o álbum foi lançado contendo dois discos em 27 de julho de 2018.[199] Ao contrário de sua reedição anterior, Achtung Baby passou pelo processo de remasterização em 2018, sendo dirigido por The Edge.[200] Cada cópia incluiu um passe para download, podendo ser usado para resgatar a cópia digital do álbum.[200]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as letras escritas por Bono, todas as músicas compostas por U2.

N.º TítuloProduzido por Duração
1. "Zoo Station"  Daniel Lanois 4:36
2. "Even Better Than the Real Thing"  Steve Lillywhite  · Brian Eno  · Lanois 3:41
3. "One"  Lanois  · Eno 4:36
4. "Until the End of the World"  Lanois  · Eno 4:39
5. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses"  Lillywhite  · Lanois  · Eno 5:16
6. "So Cruel"  Lanois 5:49
7. "The Fly"  Lanois 4:29
8. "Mysterious Ways"  Lanois  · Eno 4:04
9. "Tryin' to Throw Your Arms Around the World"  Lanois  · Eno 3:53
10. "Ultra Violet (Light My Way)"  Lanois  · Eno 5:31
11. "Acrobat"  Lanois 4:30
12. "Love Is Blindness"  Lanois 4:23
Duração total:
55:45
Box em vinil


Über Remixes — Vinil 1


Ünter Remixes — Vinil 2


Edições Super e Über Deluxe
Observações
  • ↑[nota a] Os três segmentos de interferência combinados, completa 25:46 de duração, de acordo com as notas de lançamento do vídeo.

Paradas musicais e certificações[editar | editar código-fonte]

Certificações[editar | editar código-fonte]

País/Parada Certificação Vendas
 Alemanha (BVMI)[234] Platina 500.000^
 Argentina (CAPIF)[235] Platina 60.000x
 Austrália (ARIA)[174] 5× Platina 350.000^
 Áustria (IFPI Áustria)[236] Platina 50.000x
 Brasil (ABPD)[237] Ouro 100.000*
 Canadá (Music Canada)[134] Diamante 1.000.000^
 Estados Unidos (RIAA)[130] 8× Platina 8.000.000^
 Finlândia (IFPI Finlândia)[238] Ouro 10.000^
 França (SNEP)[239] 2× Platina 600.000*
 Nova Zelândia (RIANZ)[240] 5× Platina 75.000^
 Países Baixos (NVPI)[241] Platina 100.000^
 Reino Unido (BPI)[175] 4× Platina 1.200.000^
 Suécia (GLF)[242] Platina 100.000^
Suíça (IFPI Suíça)[243] Ouro 25.000x
*Certificação com base no número de vendas.
^Certificação com base no varejo.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. As notas de crédito do álbum sobre a localização de "Dog Town", foi um apelido atribuído da banda à casa, chamada oficialmente de Elsinore.[42]
  2. A palavra usada pelo vocalista foi o termo gobbledygook, significando uma linguagem que parece ser importante, mas de difícil compreensão.[51]
  3. Dentro do contexto, o termo fatting significa retirar os excessos.
  4. O termo overdub significa uma técnica usada na gravação de áudio, na qual uma passagem musical é gravada duas ou mais vezes. Essa prática pode ser encontrada com músicos, bem como com instrumentos ou conjuntos/orquestras.[55]
  5. Loop positivo é um processo que ocorre em um loop de retroalimentação que exacerba os efeitos de uma pequena perturbação. Ou seja, os efeitos de uma perturbação em um sistema incluem um aumento na magnitude da perturbação.[79]
  6. Áudio feedback ou efeito de Larsen, é um tipo especial no ganho de loop positivo,[nota 5] ocorrendo quando existe um loop sonoro entre uma entrada de áudio (captação de microfone ou guitarra) e um áudio de saída (um alto-falante amplificado).[80]
  7. No livro de Jó, a partir do capítulo 29, versículos 2–3.[107][108]
  8. Trabant é um automóvel da Alemanha Oriental, que se afeiçoou como um símbolo de uma mudança na Europa.[1]
  9. O título Man fazia alusão ao álbum de estreia, Boy (1980).[123]
  10. O título Adam, seria combinado com a nudez do baixista.[3]

Referências

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  2. Stephen Dalton (8 de setembro de 2003). «How the West Was Won». Uncut 
  3. a b c d e f g h i j k l David Fricke (1º de outubro de 1992). «U2's Serious Fun». Rolling Stone (640). Consultado em 26 de abril de 2010 
  4. Stokes 2005, p. 78.
  5. a b Jim Sullivan (22 de fevereiro de 1989). «'U2 Rattle and Hum': Lighten up!». The Boston Globe 
  6. a b c d e f g Elysa Gardner (9 de janeiro de 1992). «U2's 'Achtung Baby': Bring the Noise». Rolling Stone (621): 51. Consultado em 14 de setembro de 2011 
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  9. Flanagan 1996, p. 25, 27–28.
  10. a b McCormick 2005, p. 213.
  11. de la Parra 1994, p. 138–139.
  12. a b c d e Brian Eno (28 de novembro de 1991). «Bringing Up Baby». Rolling Stone (618) 
  13. McCormick 2005, p. 204–2017.
  14. Anthony DeCurtis (14 de outubro de 1993). «U2's Zoo World Order». Rolling Stone. Consultado em 9 de outubro de 2019 
  15. Stephen Holden (21 de outubro de 1990). «Pop View; Why Cole Porter Prevails - Be It Pop, Rock or Even Rap». The New York Times. Consultado em 9 de outubro de 2019 
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  18. Stuart Bailie (Outubro de 2001). «Not Quite Better Than the Real Thing». Q (182) 
  19. a b c d e McCormick 2005, p. 216.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]