Achtung Baby

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Achtung Baby
Álbum de estúdio de U2
Lançamento 18 de novembro de 1991
Gravação Outubro de 1990–Setembro de 1991 na Alemanha e Irlanda:
  • Hansa Ton Studios (Berlim)
  • STS (Dublin)
  • Elsinore ("Dog Town") (Dalkey)[nb 1]
  • Windmill Lane Studios (Dublin)
Gênero(s) Rock alternativo
Duração 55:45
Gravadora(s) Island
Produção Daniel Lanois, Brian Eno
Cronologia de U2
Rattle and Hum
(1988)
Zooropa
(1993)
Singles de Achtung Baby
  1. "The Fly"
    Lançamento: 21 de outubro de 1991
  2. "Mysterious Ways"
    Lançamento: 24 de novembro de 1991
  3. "One"
    Lançamento: 2 de fevereiro de 1992
  4. "Even Better Than the Real Thing"
    Lançamento: 1 de junho de 1992
  5. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses"
    Lançamento: 10 de novembro de 1992

Achtung Baby (IPA[ˈɑːktuːnɡ ˈbeɪbiː])[1] é o sétimo álbum de estúdio da banda de rock irlandesa U2. Foi produzido por Daniel Lanois e Brian Eno, sendo lançado em 18 de novembro de 1991 pela gravadora Island Records. Sendo bastante criticado pelo álbum anterior, Rattle and Hum (1988), a banda mudou seu estilo musical incorporando na sua sonoridade um gênero de rock alternativo, música industrial e dance music. Tematicamente, o álbum é mais obscuro, mais introspectivo, e às vezes mais irreverente do que seus trabalhos anteriores. Achtung Baby e as subsequentes utilizações da multimídia na turnê Zoo TV Tour foram fundamentais na reinvenção da banda na década de 1990, substituindo a imagem deles de "fechados" frente ao público para uma mais descontraída e auto-depreciativa.

Buscando inspiração à véspera da reunificação alemã, o grupo começou a gravar Achtung Baby em Berlim no Hansa Studios, em outubro de 1990. As sessões foram repletas de tensões, com a banda questionando-se com relação ao seu estilo musical e na qualidade de seu material. Depois de semanas de conflitos e pouco progresso, o grupo fez um grande avanço com a escrita improvisada da canção "One". Eles voltaram para Dublin em 1991, onde a moral melhorou e a maioria das canções foram concluídas. Para confundir as expectativas do público da banda e de suas músicas, a banda escolheu um jogo de títulos do álbum e uma capa colorida com várias imagens.

Achtung Baby é um dos álbuns mais bem sucedidos do U2. Ele recebeu críticas favoráveis, estreando na posição de número 1, na Billboard 200, dos Estados Unidos, enquanto que simultaneamente, esteve no topo das paradas de muitos outros países. O álbum gerou cinco singles, como "One", "Mysterious Ways", "The Fly", "Even Better Than the Real Thing" e "Who's Gonna Ride Your Wild Horses". O álbum vendeu 18 milhões de cópias mundialmente, ganhando um Prêmio Grammy em 1993 de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais". Um dos álbuns mais aclamados da década de 1990, Achtung Baby é regularmente citado na lista dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" pela revista Rolling Stone. Em outubro de 2011, o álbum foi reeditado, para comemorar o 20º aniversário de seu lançamento.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Antes das gravações de Achtung Baby, The Edge e Bono começaram a trabalhar mais juntamente nas composições.

O lançamento do álbum The Joshua Tree (1987) e a turnê de apoio ao álbum, The Joshua Tree Tour, trouxe muita aclamação da crítica e sucesso comercial.[2] No álbum e filme de Rattle and Hum (1988) provocou uma reação negativa da crítica.[3] Embora o álbum tenha vendido 14 milhões de cópias e um bom desempenho nas paradas musicais,[4] os críticos desprezaram tanto o álbum quanto o filme, rotulando a exploração da música americana da banda como "pretensiosa",[5] "equivocada" e "bombástica".[6] A grande exposição da banda e a reputação de serem bastante sérios, levaram a acusações de grandiosidade e hipocrisia.[3][5]

Apesar de ser sua popularidade comercial, o grupo estava insatisfeito com a criatividade, e o vocalista Bono, acreditava que eles estavam musicalmente despreparados para o sucesso.[3][7] O baterista Larry Mullen Jr., disse: "Nós éramos os maiores, mas não fomos os melhores", e por sua turnê de 1989, Lovetown Tour, tornou-se entediada por tocarem só os maiores sucessos da banda.[3][8] O U2 acreditava que o público não interpretava a participação do músico de blues, B. B. King, na canção "When Love Comes to Town" e na digressão, descrevendo a situação como "uma turnê em um beco sem saída".[9][10] Bono em retrospectiva, disse que estava ouvindo a música negra, permitindo ao grupo criar uma obra como Achtung Baby, enquanto que as suas experiências com a música folclórica o ajudou a se desenvolver como compositor.[10] No final da turnê Lovetown Tour, Bono anunciou no palco que era "o fim de algo para o U2", e que "teriam que ir embora e sonhar tudo novamente". Após o término da turnê, o grupo começou com a sua maior notícia de apresentações públicas e lançamentos de álbuns.[11]

Reagindo a seu próprio senso de estagnação musical e de seus críticos, a banda procurou um novo terreno musical.[3][12] Eles escreveram a canção "God Part II" de Rattle and Hum, depois de perceber que eles tinham perseguido exageradamente a nostalgia em suas composições. A canção tinha um toque mais contemporâneo, com Bono afirmando que estavam se aproximando de Achtung Baby.[13] Outras indicações de mudanças, foram duas gravações que eles fizeram em 1990; a primeira foi uma versão cover da canção "Night and Day" para o primeiro lançamento do álbum com vários artistas, Red Hot + Blue (1990). O U2 utilizou batidas de música eletrônica e elementos do hip hop pela primeira vez nesta gravação. A segunda indicação de mudanças, foram as contribuições de Bono e do guitarrista The Edge para a trilha sonora original da adaptação teatral de A Clockwork Orange. Muito do material que eles escreveram foi experimental, e de acordo com o vocalista, "estavam preparando o terreno para Achtung Baby". Idéias consideradas impróprias para tocar foram postas de lado para utilização da banda.[14] Durante este período, Bono e The Edge começaram a escrever mais estreitamente, sem a presença do baterista Larry Mullen Jr. e o baixista Adam Clayton.[14]

Em meados de 1990, Bono havia pego o material que ele havia escrito na Austrália durante a turnê Lovetown, gravando desta forma demos no STS Studios, em Dublin.[15][16] Mais tarde, os demos evoluíram para as canções "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", "Until the End of the World", "Even Better Than the Real Thing" e "Mysterious Ways".[16] Após sua permanência no STS Studios, Bono e The Edge receberam a tarefa de continuarem trabalhando nas letras e melodias até que o grupo se reunisse novamente.[17] Indo para as sessões do álbum, a banda queria mudar completamente o estilo do trabalho anterior. Entretanto, estavam inseguros com relação em obter sucesso com um gênero musical que não estivessem acostumados.[18] O surgimento do movimento madchester no Reino Unido, os deixaram confusos sobre como eles iriam encaixar-se em qualquer cena musical particular.[16]

Gravação e produção[editar | editar código-fonte]

"As palavras-chave neste álbum foram inutilidade, descartável, sombrio, sexy, industrial, seriedade, elegante, encantador, honrado, rock e linear. É muito bom quando uma canção faz você 'viajar', ou quando o riff não está bom o suficiente para achar que ele esteja 'arranhado'. Seria ruim se você lembrasse das gravações no estúdio ou da banda. Sly Stone, T. Rex, Scott Walker, My Bloody Valentine, KMFDM, The Young Gods, Alan Vega, Al Green e Insekt, foram todos a favor. Berlim tornou-se um plano de fundo conceitual para este álbum. A Berlim dos anos trinta — decadente, sexy e sombria — contra a Berlim dos anos noventa — renascida, caótica e otimista...".

Brian Eno, em Achtung Baby.[12]

O grupo contratou Daniel Lanois e Brian Eno, para produzirem o álbum, com base nos trabalhos anteriores da dupla com a banda em The Unforgettable Fire (1984) e The Joshua Tree (1987).[19] Lanois foi o principal produtor, juntamente com Mark "Flood" Ellis, como engenheiro de áudio.[12] Eno assumiu um papel auxiliar, trabalhando com o grupo nos estúdios por uma semana para rever as canções, antes de viajar por um ou dois meses.[12][20] Eno disse que seu papel seria "entrar e apagar qualquer sonoridade que soasse como o U2".[21] Quando Eno estava distante das sessões de gravação, mais ele dava atenção para a banda, pois notava que o grupo estava mais animado, com novas perspectivas sobre o material em gravação.[22] Eno explicava: "Eu deliberadamente, não escutei o material entre as visitas, para que eu pudesse ser imparcial".[23] Uma vez que a banda buscasse um álbum com uma batida mais forte durante um show ao vivo, Lanois "muitas vezes, queria um árduo desempenho ao ponto de ser imprudente".[24] O time Lanois-Eno, usaram o método do pensamento lateral e uma abordagem filosófica — popularizada por Eno, nas estratégias oblíquas — que contrastava com o estilo direto e retrô do produtor musical Jimmy Iovine.[25]

Sessões de Berlim[editar | editar código-fonte]

A banda acreditava que a domesticidade era como um "inimigo do rock n' roll", e que para trabalhar em um álbum, eles precisariam retirar de suas rotinas a aparência familiar. Com a "Nova Europa" emergindo no final da Guerra Fria, optaram pela cidade de Berlim, no centro do continente, reunindo como fonte de inspiração uma estética musical mais européia.[3][19][26] Eles gravaram no Hansa Studios, na Berlim Ocidental, próximo ao recém-inaugurado Muro de Berlim. Vários registros foram feitos no estúdio, incluindo os dois primeiros álbuns da Trilogia de Berlim, Low e "Heroes", ambos de 1977, de David Bowie com Eno; e Iggy Pop, no álbum solo The Idiot (1977).[16] O grupo chegou em 3 de outubro de 1990, no último voo para a Berlim Oriental, na véspera da reunificação alemã.[16] Com a expectativa de ser inspirador, eles encontraram uma cidade deprimente e sombria.[18] A queda do Muro de Berlim resultou em um estado de mal-estar na Alemanha. A banda hospedou-se em um hotel na Berlim Oriental, durante um grande inverno, enquanto estavam na condição decadente do Hansa Studios, localizado em um salão que era das organizações Schutzstaffel, adicionado às "más vibrações" da guerra.[18][27]

O U2, inicialmente gravou o álbum em Berlim, no Hansa Studios, em um ex-salão da SS, do final de 1990.

A situação piorou quando as sessões começaram, pois a banda estava trabalhando a longos dias, não conseguindo haver consentimento com o novo estilo musical.[27] The Edge ouvia algumas bandas de música eletrônica e música industrial, como Einstürzende Neubauten, Nine Inch Nails, The Young Gods e KMFDM. The Edge e Bono defenderam novas edições musicais ao longo dessa linha de raciocínio. Em contrapartida, Mullen queria um rock clássico, como Blind Faith, Cream e Jimmy Hendrix, onde ele estava aprendendo a "brincar de batidas";[3][14] assim também como Clayton, que estava mais confortável com um som mais semelhante ao álbum anterior, resistindo às inovações propostas.[3][18] O interesse de The Edge em clubes mix de dança e bateria eletrônica fez Mullen sentir que suas contribuições como baterista estavam sendo menosprezadas.[18] Lanois estava esperando uma banda mais "textural, emocionante e cinematográfica" do que The Unforgettable Fire e The Joshua Tree, não entendendo a expressão "descartável" e "inútil", em que Bono e The Edge estavam trabalhando.[3] Para agravar mais ainda entre os dois lados, houve uma mudança no relacionamento da banda com os compositores de longa data; Bono e The Edge estavam trabalhando de forma mais estreita, com um material escrito de forma isolada do resto dos integrantes.[14][26][28]

"No instante em que estávamos gravando, eu tive uma sensação muito forte da sua energia. Estávamos todos tocando juntos em uma grande sala de gravação, um salão enorme, uma sala estranha cheia de fantasmas da guerra, e tudo começava a se encaixar. Foi um momento reconfortante, quando todos finalmente disseram: 'Oh, excelente. Este álbum já começou'. É a razão de você estar em uma banda, quando o espírito pousa sobre você e, você cria algo verdadeiramente comovente. 'One' é uma peça incrivelmente comovente. Ela atinge diretamente o seu coração."

— The Edge, na gravação de "One".[29]

A banda percebeu que eles não estavam preparados ou bem ensaiados, e que suas idéias não criavam nenhum progresso para a finalização das canções.[18] Pela primeira vez, o grupo não conseguia encontrar um consenso, percebendo que não estavam seguindo em frente.[18] Em particular, Bono e Lanois, tiveram uma discussão a ponto de quase causar agressões físicas durante a escrita da canção "Mysterious Ways".[30] Com uma sensação de que estavam andando sem rumo, a banda estava bastante dividida.[31] Eno os visitou por alguns dias, compreendendo as tentativas de desconstruir a banda, porém, dando garantias de os progressos foram melhores do que eles estavam imaginando.[31][32] Ao adicionar os incomuns efeitos sonoros, Eno mostrou que a busca de The Edge por um novo território sonoro não era compatível com o estilo de Mullen e do "desejo de persistir com as sólidas estruturas da canção" de Lanois.[31] Em dezembro, um avanço foi conseguido com a escrita da canção "One",[29] com The Edge combinando duas progressões de acordes na guitarra, encontrando uma inspiração. Com isso, a banda rapidamente improvisou a maioria das outras canções, promovendo uma grande e necessária confiança, reavaliando sua posição de longa data em sua "abordagem da página em branco", para escreverem e gravarem juntos novamente.[29][33]

Eles voltaram para Dublin passar o Natal, onde discutiram seu futuro juntos e renovando todos ao grupo. Escutando as fitas, eles concordaram que seu novo material soou melhor do que pensavam inicialmente.[34] Brevemente o grupo retorna a Berlim em janeiro de 1991, para concluir seu trabalho no Hansa Studios.[35] Apesar de apenas duas canções terem sido entregues durante os dois meses em Berlim,[32] The Edge disse, em restrospectiva, que "o trabalho não tinha sido mais produtivo e inspirador do que o final", como havia sido sugerido.[24][29] A banda tinha sido removida de um ambiente familiar, proporcionando uma certa textura e localização cinematográfica e, muitas de suas idéias incompletas foram revistas nas sessões de Dublin com sucesso.[29]

Sessões de Dublin[editar | editar código-fonte]

Bono representando seu alter ego "The Fly", em 1992. Ele criou o personagem durante as sessões da banda, em Dublin.

Em fevereiro de 1991, voltaram para as sessões do álbum na mansão à beira-mar de Elsinore, em Dalkey na Irlanda, alugando uma casa pela mensalidade de dez mil euros.[24][35] A estratégia de Lanois para gravar em casas, mansões ou castelos, era algo que ele acreditava ter trazido um bom clima para as gravações.[24] A companhia de áudio de Dublin, Big Bear Sound, instalou um estúdio de gravação na casa,[35] com a sala de gravação em uma garagem convertida diagonalmente, abaixo da sala de controle. Câmeras de vídeos e monitores de TV foram utilizados para monitorar os espaços.[24] A uma curta distância de Bono e The Edge à casa, as sessões em Elsinore eram mais descontraídas e produtivas.[35][36][37] A banda esforçou-se por uma música em particular — lançado mais tarde como B-side da canção "One", chamada "Lady with the Spinning Head" — entretanto, três faixas separadas como "The Fly", "Ultraviolet (Light My Way)" e "Zoo Station", foram derivadas a partir da mesma.[38] Durante a escrita da canção "The Fly", Bono criou um personagem alternativo com base em um par de grande óculos escuros que ele usava para aliviar o clima no estúdio.[35][36] Bono desenvolveu o personagem egomaníaco vestido com uma jaqueta de couro, também chamando-o de "The Fly"; assumindo este alter ego para a banda nas subsequentes aparições públicas e apresentações ao vivo da Zoo TV Tour.[39]

Em abril, as fitas das sessões anteriores de Berlim, foram roubadas depois que a banda as deixou em um quarto de hotel, sendo vazado antes que o álbum estivesse concluído.[40] As fitas demos eram bootlegs de uma coleção com três discos chamados de "sessões Salomé", em homenagem a uma canção que foi um destaque especial na coleção. Entretanto, não fez o corte final do álbum; o lançamento é considerado o mais famoso bootleg do material da banda.[41] Bono indeferiu os demos vazados como gobbledygoo, e The Edge comparou a situação como um "ser violado".[42] O vazamento abalou a confiança da banda, prejudicando o humor coletivo por algumas semanas.[43] A logística pessoal levou a banda ter três engenheiros em cada ponto, e como resultado, eles se separaram da gravação entre Elsinore e o estúdio de The Edge, na casa.[24] O engenheiro Robbie Adams, disse que a abordagem levantou a estima e os níveis de atividade: "Havia sempre algo diferente para ouvir, sempre algo emocionante acontecendo".[24] Para gravar todo o material da banda e testar arranjos diferentes, os engenheiros utilizaram uma técnica que a chamaram de fatting (desengorduramento), o que lhes permitiram alcançar mais de 48 faixas de áudio usando uma gravação analógica, uma máquina DAT e um sincronizador.[24] Em junho de 1991, da edição da revista de fãs do U2, Propaganda, Lanois disse que, acreditava em algumas das canções em andamento, e se tornaria um sucesso mundial, apesar de que as letras e a tomada do vocal ainda não estivessem concluídas naquele momento.[44]

Em julho de 1991, os produtores musicais de Achtung Baby fizeram os últimos retoques finais das canções, para o lançamento do álbum, no Windmill Lane Studios.

Durante as sessões de Dublin, Eno enviou fitas da gravação de dois meses anteriores, que ele chamou de "desastre total". Juntando a banda em estúdio, ele retirou o que ele pensava ser um excessivo overdub. O grupo acreditava que a sua intervenção salvava o álbum.[45] Eno teorizou que a banda estava muito perto de sua "verdadeira música", explicando: "Se você conhece uma música muito bem, as mudanças de mixagens e o baixo, ficam bastante serenos. Você ainda ouve o baixo. Acostuma tanto com a presença dele, que você compensa e o refaz em sua mente".[22] Eno também ajudou-os por um período de crise, um mês antes do prazo final para terminar a gravação; ele lembra que "tudo parecia bagunçado", insistindo que a banda tirasse um feriado de duas semanas de trabalho do álbum. A ruptura deu-lhes uma perspectiva mais clara, acrescentando determinação.[46]

Depois de finalizar o trabalho no Elsinore em julho, Eno, Flood, Lanois e o antigo produtor do U2, Steve Lillywhite, mixaram as faixas no Windmill Lane Studios.[35][47][48] Cada produtor criava sua própria mixagem das faixas, e a banda escolhia a melhor versão ou solicitava que determinadas características de cada um devessem ser combinadas.[48] A gravação adicional e mixagem continuou em um ritmo frenético até o prazo final, em 21 de setembro de 1991,[49] incluindo alterações de última hora para as canções "The Fly" e "One".[50] The Edge estimava que metade do trabalho das sessões do álbum, foram feitos nas últimas três semanas para a conclusão das faixas.[51] Na última noite, foi feito um planejamento das ordens das canções do álbum. No dia seguinte, The Edge viajou para Los Angeles com as fitas do álbum, para a masterização de áudio.[50]

Composição[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

"Estamos em um ponto onde a produção se tornou tão sofisticada que as pessoas não confiavam mais nisso... Estávamos começando a perder a confiança no som convencional do rock n' roll — o som convencional de guitarra... aquelas ressonâncias carregadas de sons da bateria dos anos 80 ou, aqueles grandes e bonitos sons vocais puros com todo aquele ambiente exuberante e reverberado. Então, nós nos encontramos em busca de outros sons que tinham mais vida e mais 'complicações'".

— The Edge, explicando a motivação da banda para a procura de um novo som.[52]

A banda é creditada como compositora de todas as canções de Achtung Baby,[53] apesar dos períodos de composições separadas. Eles escreveram as músicas através do jam session, representando uma prática comum para eles.[18] O álbum apresenta uma divergência desde a sonoridade dos álbuns anteriores da banda; as canções têm menos hinos em sua melodia, explorando um novo território sônico para o grupo.[54] O estilo musical demonstra características mais europeia,[55] introduzindo influências do rock alternativo,[56] de música industrial,[12] e de música eletrônica.[57] No álbum, a banda refere-se como um "som de quatro homens derrubando o pódio de The Joshua Tree".[58][59] Assim, a introdução distorcida para a canção de abertura, "Zoo Station", tinha a intenção de fazer os ouvintes acharem que a gravação tinha uma interrupção ou estava equivocadamente inserido no álbum.[36] O autor Susan Fast, disse que com o uso da tecnologia na abertura da canção, "não poderiam ver os erros cometidos pela banda adotados nas novas canções".[60]

Para o álbum, The Edge muitas vezes evitou sua abordagem detalhista de tocar guitarra com a sua marca, com um delay pesado em sua sonoridade, a favor de um estilo que incorporasse mais solos, dissonância e feedbacks.[61] A influência da música industrial e efeitos de guitarra, particularmente distorcido, contribuíram para o estilo heavy metal e "texturas difíceis".[6][62][63] O jornalista musical, Bill Wyman, disse que enquanto The Edge tocava o encerramento da canção "Love Is Blindness", o som se parecia com uma "broca de dentista".[64] The Edge alcança avanços na escrita das canções como "Even Better Than the Real Thing" e "Mysterious Ways", apenas utilizando os pedais de efeito.[36]

A seção rítmica é mais pronunciada na mixagem de Achtung Baby,[25] com inspirações do hip hop e batidas de dança eletrônica apresentadas na metade das músicas do álbum, com destaque para "The Fly".[6] Elysa Gardner, da revista Rolling Stone, comparou as camadas de batidas dance no mix da guitarra para as canções de bandas britânicas, como Happy Mondays e Jesus Jones.[6] "Mysterious Ways" combina um riff no estilo funky, com batidas carregadas da conga,[65] com Bono dizendo: "U2 mais descontraído... Sly & the Family Stone encontra um estilo baggy do madchester".[36] Em meio as camadas sonoras da guitarra distorcida, "The Fly" e "Zoo Station" são as que mais apresentam características de influência industrial na percussão[37][66][67] — o timbre de Mullen exibe um "som mais forte, algo como se batesse em uma lata", de acordo com Albin Zak.[68]

Enquanto Bono fornecia a entrega da parte vocal previamente ao lançamento do álbum, foi ampliado sua duração em seu registro vocal mais baixo, como Fast descreveu como "sopro de cores e tons suaves".[69][62][70] Em algumas canções, incluindo "The Fly" e "Zoo Station", Bono canta como um de seus personagens;[25] uma técnica de voz foi usada, sendo dita por Fast de "dupla voz", na qual os vocais são cantadas; porém duplicam em duas diferentes oitavas. Essa diferenciação da oitava foi feito às vezes, com vocais simultâneos, enquanto que em outros momentos, ele distingue as vozes entre os versos e refrões. Novamente, de acordo com Fast, a técnica introduz "uma ideia de contraste lírico e um caráter vocal para transmitir", levando tanta a interpretação literal quanto a interpretação irônica dos vocais de Bono.[71] Para várias faixas, seu vocal também foram tratados com o processamento de áudio.[63][64][72] Estas técnicas foram usadas para dar à sua voz, uma sensação emocional diferente e distingui-lo de seu vocal passado.[37]

Letra[editar | editar código-fonte]

A canção "The Fly" foi escolhida como primeiro single, por causa de sua batida dançante, vocais distorcidos e a forte influência industrial, o que não soava com a música típica do U2.[67][73][74]

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Bono foi creditado como o letrista exclusivo.[53] Em contraste com as gravações anteriores do U2, que muitas vezes fez declarações políticas e sociais, Achtung Baby é mais pessoal e introspectivo, explora o amor, a sexualidade, espiritualidade, fé e traição.[75][76][77] As letras têm um tom mais obscuro, descrevendo as conturbadas relações pessoais e sentimentos que emana confusão, solidão e imperfeição.[6][78][79] O centro destes temas foi a separação de The Edge com sua esposa e mãe de seus três filhos, que aconteceu no meio da gravação do álbum. A dor não se centrou apenas nele no álbum, levando a defender temas mais pessoais. Entretanto, isso também afetou a contribuição lírica de Bono.[3][18][80] Bono encontrou inspiração de sua própria vida pessoal, citando os nascimentos de suas duas filhas em 1989 e 1991, como maiores influências.[16] Isso se reflete na canção "Zoo Station", que abre o álbum como uma intenção de declaração com letras que sugerem novas expectativas e desejos.[37][60]

De natureza pessoal do álbum, Bono disse que havia muito "sangue e entranhas".[59] A letras para a balada de "One", foi inspirada pelas lutas das relações dos membros da banda e a reunificação alemã.[81][82] The Edge descreveu a canção como um nível "doloroso e retorcido, de diálogo vitriólico entre duas pessoas que já passaram por algo desagradável e situações difíceis".[29] Da mesma forma, a canção "Ultraviolet (Light My Way)" descreve uma relação tensa e desconfortável com relação às obrigações;[83] e em "Acrobat", Bono fala sobre a fraqueza, a hipocrisia e a inadequação.[84] Os cânticos de amor sentimental a um amor não correspondido ou perdido, de Roy Orbison, Scott Walker e Jacques Brel, eram as maiores influências[84] evidenciadas nas faixas "Who's Gonna Ride Your Wild Horses" — uma descrição do argumento de um casal; "So Cruel" — sobre um amor não correspondido, obsessão e possessividade;[73] e a canção de encerramento, "Love Is Blindness" — de um sombrio relato de uma falha no romance.[47][85]

O biógrafo da banda, Bill Flanagan, creditou Bono a manter suas letras "em fluxo até o último minuto" com o fornecimento de uma coerência narrativa para o álbum.[86] Flanagan interpretou Achtung Baby de usando a lua como uma metáfora para uma mulher sombria seduzindo o cantor para longe de seu amor virtuoso, que é o sol; ele é tentado a fugir da vida doméstica por uma vida noturna excitante, até o ponto que ele pôde ir antes de voltar para casa.[87] Para Flanagan, a canção "Tryin' to Throw Your Arms Around the World", no terço final do álbum, descreve como um personagem embriagado cambaleando em casa; e as três últimas músicas — "Ultraviolet (Light My Way)", "Acrobat" e "Love Is Blindness" — falam sobre o sofrimento de um acordo forçado entre um casal a estarem juntos.[86]

Apesar dos temas mais obscuros do álbum, muitas letras são mais irreverentes e sensuais em relação aos álbuns anteriores da banda.[39][70] Isto reflete ao grupo rever alguns dos personagens dadaístas e fases de travessuras que se envolveram no final da década de 1970, quando eram adolescentes. Porém, abandonaram-na para temas mais literais na década de 1980.[88] Enquanto a banda já tinha se oposto ao materialismo, eles examinaram e flertaram este valor no álbum e na turnê Zoo TV.[75] O título e a letra de "Even Better Than the Real Thing" são os "reflexos da época em que a banda estava vivenciando, quando as pessoas não estavam mais procurando a verdade, eles estavam todos à procura de gratificação instantânea".[36] "Inútil" e "descartável", estavam entre as palavras-chave da banda durante as gravações, levando a muitas faixas nesse sentido. O refrão de "Ultraviolet" apresenta a letra clichê pop em Baby, baby, baby,[89] justapostos às letras obscuras nos versos.[83] Bono escreveu a letra de "The Fly" como o personagem homônimo da música, compondo uma sequência de um "single linear de aforismos".[67] Também disse que a canção era como "um trote telefônico vindo do inferno... mas o interlocutor gostava de lá".[36]

Imagens religiosas estão presentes em todo o álbum. A canção "Until the End of the World" é uma conversa fictícia entre Jesus e seu traidor, Judas Iscariotes.[36] Em "Acrobat", Bono fala sobre os sentimentos de alienação espiritual no verso: Break bread and wine / If there was a church I could receive in ("Eu partiria o pão e o vinho / Se houvesse algum em que eu acreditasse").[90] Em muitas canções, Bono se refere a mulheres com uma conotação religiosa, descrevendo-as como espíritos de vida ou luz,[91] e ídolos sendo adorados.[92] As interpretações religiosas do álbum são um assunto discutido no livro Meditations on Love in the Shadow of the Fall.[93]

Embalagem e título[editar | editar código-fonte]

"... O próprio título de Achtung Baby, se esforça por falta de significado — assim como insignificante — a capa em si não é a única imagem usual cinematográfica de importância heróica, mas sim, uma grade que evocam imagens, embora um pouco correto, a glória descuidada de Robert Frank para o trabalhos artísticos do álbum Exile on Main St. (1972), da banda The Rolling Stones."

— Mat Snow, contrastando Achtung Baby com os álbuns anteriores do U2.[85]

A capa de Achtung Baby foi desenhada por Steve Averill e Shaughn McGrath, que tinham criado a maioria das capas do U2.[1] Para espelhar a sua mudança de gênero musical, a banda considerava o conceito de várias imagens e cores para contrastar com a gravidade do indivíduo, principalmente das imagens monocromáticas de capas dos álbuns anteriores.[1][94] Esboços e desenhos foram criados no início, durante as sessões de gravação e alguns projetos mais experimentais foram concebidos para se assemelharem, como Averill colocou: "A música dance orienta a capa. Acabamos de fazê-lo para mostrar o extremo. Poderíamos ir e em seguida, todos voltassem aos níveis em que eles estavam felizes. Mas se não tivéssemos ido a esses extremos, não poderíamos criar a capa que ela é agora".[1]

Inicialmente, uma sessão de fotos com o fotógrafo da banda de longa data, Anton Corbijn, foi feita nas proximidades do hotel do U2 em Berlim, no final de 1990.[95] A maioria das fotos foram em preto e branco,[1] e o grupo sentia que não era indicativo do novo espírito do álbum. Eles recomissionaram Corbijn para uma sessão de fotos adicionais de duas semanas em Tenerife, em fevereiro de 1991,[35] para que se vestissem e se misturassem com a multidão do anual Carnaval de Santa Cruz de Tenerife, apresentando um lado mais brincalhão de si mesmos.[35] Foi durante o tempo em que estavam na cidade de Tenerife, e durante uma sessão de quatro dias, em julho, no Marrocos, que eles foram fotografados com drag.[35] Fotos adicionais foram tirados em julho na cidade de Dublin, incluindo uma imagem de Clayton nu.[96] As imagens foram destinadas a confundir as expectativas da banda,[50] e suas cores em contraste com a imagem monocromática (preto e branco) em capas do passado.[94]

Um Trabant da turnê Zoo TV, exibida em um Hard Rock Cafe. O grupo foi fotografado com vários Trabants elaboradamente pintados para o encarte do álbum.

Um esquema de uma imagem única foi planejada para a capa, e entre as fotografias consideradas, seria de uma vaca em uma fazenda irlandesa em County Kildare, a imagem de Clayton nu ou a banda dirigindo um Trabant — um automóvel da Alemanha Oriental que se afeiçoou como um símbolo de uma mudança na Europa.[1] Em última análise, um sistema de múltiplas imagens foi empregada, como U2, Corbijn, Averill e os produtores não poderiam concordar com uma única imagem.[1] Além disso, eles achavam que o "sentido de fluxo expressado na música, a banda estava tocando com o seu melhor 'alter-ego' articulado, com a falta de um único ponto de vista".[97] O resultado da capa foi uma montagem de quadrados de tamanho 4x4.[50] Uma mistura de imagens originais de Corbijn em Berlim e das sessões de fotos, mais tarde foram usados, já que a banda queria equilibrar o "toque europeu mais reservado, principalmente de imagens em preto e branco de Berlim com os climas exóticos, e mais quentes de Santa Cruz e Marrocos".[1] Algumas fotografias foram usadas porque foram marcantes por conta própria, enqüanto outros foram usados por causa de sua ambigüidade.[1] Imagens da banda com Trabants, vários dos quais foram pintados de cores vivas, aparecem na capa e em todo encarte do disco. Estes veículos foram mais tarde, incorporados ao conjunto da turnê Zoo TV, como parte do sistema de iluminação.[98][99] A foto nua de Clayton foi colocada na contra-capa do disco. Nas capas dos CDs e cassetes nos Estados Unidos, a parte íntima de Clayton é censurada com uma tarja preta em forma de "X" ou um trevo de quatro folhas,[100] enqüanto que nas edições em vinil, a foto está sem censura.[94] Em 2003, a VH1 classificou a capa de Achtung Baby na posição de número 39, em sua lista de "50 Melhores Capas".[101] Três anos depois, Bono disse que a capa era o seu favorito.[102]

A palavra em alemão, achtung (pronunciação em alemão: [ˈaxtʊŋ][103]), no título do álbum, traduz em português como "atenção" ou "cuidado".[19] O engenheiro de áudio da banda, Joe O'Herlihy, usou as palavras "Achtung Baby" durante a gravação,[19] e que supostamente, teria tirado a frase do filme de Mel Brooks, The Producers (1968).[50] O título foi escolhido em agosto de 1991, perto do final das sessões do álbum.[1] De acordo com Bono, foi um título ideal, cujo objetivo era chamar a atenção, referenciado na Alemanha, dando a entender qualquer romance ou nascimento, sendo que ambas foram temas do álbum.[50] A banda estava determinada a não destacar a seriedade nas letras e, ao invés disso, procurou "construir uma máscara", um conceito que foi desenvolvido na turnê Zoo TV, particularmente através dos personagens como "The Fly".[104] Do título, Bono disse em 1992: "De certa forma é uma isca. Nós chamamos isso de Achtung Baby, sorrindo em todas as fotos da capa. Mas é provavelmente o maior disco que já fizemos... Lhe diz muito sobre a embalagem, porque a imprensa teria nos matado, chamaria isso de qualquer outra coisa".[3]

Para o álbum, o U2 tinha considerado vários títulos, incluindo Man, em contra-partida com o álbum de estréia, Boy (1980)[105] 69, Zoo Station e Adam, que teria sido combinado com a foto nua de Clayton.[1][3] Outro títulos possíveis incluídos, seria Fear of Women e Cruise Down Main Street — uma referência para o álbum Exile on Main St. (1972), da banda The Rolling Stones, e os mísseis lançados em Bagdá durante a Guerra do Golfo.[104] A maioria dos títulos propostos foram rejeitados, com a crença de que as pessoas iriam vê-los como pretensiosos e "outra declaração do grande U2".[105] O despreocupado título do álbum influenciou outros músicos, incluindo David Bowie, que foi uma inspiração para o U2 e Eno durante a gravação. A banda de Bowie, Tin Machine, disse em seu álbum ao vivo, Tin Machine Live: Oy Vey, Baby (1992), colocando em língua iídiche no título alemão do U2.[106]

Lançamento e promoção[editar | editar código-fonte]

Já em dezembro de 1990, a imprensa musical relatou que o U2 estaria gravando um álbum mais dance e que seria lançado em meados de 1991.[107] Em agosto de 1991, os artistas da Negativland lançaram um EP intitulado de U2 (1991), que parodiava a canção da banda, "I Still Haven't Found What I'm Looking For", usando semelhanças da banda na capa. A gravadora Island Records opôs-se à capa, acreditando que os consumidores iriam confundir o EP com o novo álbum do U2 a ser lançado. A gravadora, com sucesso, procedeu por violação dos direitos autorais, mas foram criticados na imprensa musical, assim como o grupo também, embora não estivessem envolvidos no litígio.[59][108] Stephen Dalton, da revista Uncut, acreditava que grande parte das manchetes negativas foram atenuados pelo sucesso do primeiro single de Achtung Baby, "The Fly", lançado em 21 de outubro de 1991, um mês antes do lançamento do álbum.[59] Com um estilo sonoro que não se enqüadrava no estilo musical da banda, foi selecionado como o primeiro single anunciado sob nova direção do grupo musical.[36] Tornou-se sua segunda canção que esteve no topo da UK Singles Chart,[109] para se alcançar o número 1 na paradas de singles na Irlanda e Austrália.[110][111] O single foi bem menos sucedido nos Estados Unidos, atingindo a posição máxima de número 61, na Billboard Hot 100.[112]

A Island Records e o U2 se recusaram a gravar "cópias antecipadas" do álbum para a disposição da imprensa, até poucos dias antes da data de lançamento, com preferência por parte dos fãs de ouvir o disco antes de ler as opiniões sobre o álbum. A decisão veio em meio a rumores de tensões dentro da banda, e o jornalista David Browne, comparou-o com a prática da retenção de análises das cópias dos filmes a partir da mídia de Hollywood, antes do lançamento, sempre que recebiam críticas negativas da imprensa.[113] Achtung Baby foi lançado em CD em 19 de novembro de 1991, fita cassete e disco de vinil, com um carregamento inicial de 1.4 milhões de cópias.[114] O álbum foi o primeiro lançamento por uma grande ação de utilizar o chamado "pacotes ecológicos" — cartolina digipak, e a caixa embalada sem o anexo do papelão.[100] A Island Records encorajou a loja de discos em ordenar a embalagem da caixa, oferecendo um desconto de 4%.[114]

Achtung Baby foi o primeiro álbum da banda em três anos, e um material novo incluído, em mais de 4 anos.[20] O grupo manteve um perfil baixo, após o lançamento do disco, com críticos evitando entrevistas e permitindo que o público fizesse suas próprias avaliações.[19] Ao invés de participar de um artigo com a revista Rolling Stone, a banda pediu a Eno que escrevesse um artigo para eles.[35] O plano de marketing para o álbum focou-se em promoções de varejo da imprensa. Além de rádios e propagandas televisivos que estavam sendo produzidos, foi divulgada também através de pôsteres com 16 imagens distribuídas para as lojas de discos e jornais alternativos nas grandes cidades. Em comparação com a campanha publicitária de outros grandes álbuns lançados no ano de 1991, o diretor geral da gravadora, Andy Allen, explicou o marketing relativamente discreto de Achtung Baby: "O U2 não vai sair com este tipo de alarde, em termos de mídia externa. Nós sentimos a legião de fãs em si, gerando esse tipo de emoção".[114]

"Mysterious Ways" foi lançado como segundo single, 5 dias após o lançamento de Achtung Baby. Na Billboard dos Estados Unidos, a canção chegou ao topo da Alternative Songs e no gráfico da Hot Mainstream Rock Tracks,[115] e chegou na posição de número 9 no Hot 100.[112] Alcançou o número 1 no Canadá, e de número 3 na Austrália.[111][116] Além do sucesso dos dois primeiros singles, o álbum teve um bom desempenho comercial; Nos Estados Unidos, Achtung Baby estreou no número 1 na Billboard 200, em 7 de dezembro de 1991.[117] Caiu para a posição de número 3, na semana seguinte,[118] mas passou suas primeiras 13 semanas na parada dentro do top 10.[119] No total, o álbum passou 97 semanas na Billboard 200.[120] Ele vendeu 295 mil cópias em sua primeira semana nos Estados Unidos,[108] e em 21 de janeiro de 1992, a RIAA certificou-o com oito platinas.[121] Achtung Baby chegou ao número 2 na UK Albums Chart,[122] com 87 semanas na parada musical.[123] Em outras regiões, que liderou a RPM 100 no Canadá,[124] a ARIA Charts na Austrália, e a Recorded Music NZ na Nova Zelândia.[111] O disco vendeu sete milhões de cópias em seus três meses de venda.[78]

Três singles adicionais foram lançados em 1992. "One", foi lançado em fevereiro, para coincidir com o início da Zoo TV Tour, chegando ao número 7 no Reino Unido[109] e de número 10 nas paradas dos Estados Unidos,[112] já que seu single antecessor, que liderou as paradas da Modern Rock Tracks,[115] e as paradas de singles no Canadá e na Irlanda.[110][116] A canção foi considerada como uma das maiores de todos os tempos, levando a classificação mais elevada na lista de muitos críticos.[125] O quarto single do álbum, "Even Better Than the Real Thing", foi lançado em junho. A versão da canção do álbum alcançou a posição de número 12 no UK Singles Chart,[109] para se alcançar a de número 1 no Hot Mainstream Rock Tracks.[115] A versão "Perfecto Mix" da canção, pelo DJ Paul Oakenfold[126] apresentou um melhor desempenho no Reino Unido do que a versão original do álbum, atingindo a posição máxima de número 8.[109] "Who's Gonna Ride Your Wild Horses" seguiu como quinto e último single, em novembro de 1992. Ele chegou na posição de número 14, no UK Singles Chart,[109] e de número 2 no Hot Mainstream Rock Tracks dos Estados Unidos.[115] Todos os cinco singles estiveram dentro do top 20 da Irlanda,[110] Austrália,[111] Canadá,[116] e Reino Unido.[109] Singles promocionais para as canções "Until the End of the World",[127] "Salomé",[128] e "Zoo Station"[129] foram lançadas. Até o final de 1992, Achtung Baby tinha vendido mais de dez milhões de cópias em todo o mundo.[130]

Em 6 de junho de 1992,[121][131] a banda lançou o álbum de vídeo intutlada Achtung Baby: The Videos, The Cameos, and a Whole Lot of Interference from Zoo TV, uma compilação em VHS de nove videoclipes do álbum. Com 65 minutos de duração, foi produzido por Ned O'Hanlon e lançado pela Island Records e PolyGram. Ele inclui três videoclipes de "One" e "Even Better than the Real Thing", junto com vídeos de "The Fly", "Mysterious Ways" e "Until the End of the World".[132] Intercalados entre os vídeos musicais das canções, tinham videoclipes denominados interference ("interferência"), compreendendo documentários, vídeos da mídia e outros vídeos semelhantes ao que foi apresentado em concertos da Zoo TV Tour.[132] O lançamento foi certificado por platina nos Estados Unidos,[133] e ouro no Canadá.[134]

Capa do DVD Achtung Baby The Videos, The Cameos, and a Whole Lot of Interference from Zoo TV, lançado em 1992.
Lista de faixas de Achtung Baby: The Videos, the Cameos, and a Whole Lot of Interference from Zoo TV
N.º Título Diretor(es): Duração
1. "Interference"   Maurice Linnane [nb 2]
2. "Even Better Than the Real Thing"   Kevin Godley 3:41
3. "Interference"   Linnane [nb 2]
4. "Mysterious Ways"   Stéphane Sednaoui 4:02
5. "One" (versão 1) Anton Corbijn 4:34
6. "The Fly"   Ritchie Smyth, Jon Klein 4:52
7. "Interference"   Linnane [nb 2]
8. "Even Better Than the Real Thing" (dance mix) Smyth 4:35
9. "One" (versão 2) Mark Pellington 4:34
10. "Even Better Than the Real Thing"   Armando Gallo, Kampah 3:45
11. "One" (versão 3) Phil Joanou 4:34
12. "Until the End of the World"   Smyth 4:38
Duração total:
65:01

Recepção[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 5 de 5 estrelas.[55]
Chicago Tribune 3 de 4 estrelas.[135]
Entertainment Weekly (A)[64]
Hot Press (10/12)[70]
Los Angeles Times 4 de 4 estrelas.[79]
New Zealand Herald 3.5 de 5 estrelas.[54]
Orlando Sentinel 4 de 5 estrelas.[62]
Q 5 de 5 estrelas.[85]
Rolling Stone 4.5 de 5 estrelas.[6]
Spin (misto)[136]

Achtung Baby foi bem elogiado pela crítica.[19][42] Elysa Gardner da Rolling Stone,na revisão de 4.5 estrelas, disse que o U2 tinha "provado a tendência para a épica musical e que gestos verbais levam muitos artistas à auto-paródia, podendo levar em mãos mais inspiradoras, alimentar o fogo inesquecível que define o grande rock n' roll".[6] A revisão disse que o álbum, como seu antecessor Rattle and Hum, foi uma tentativa da banda de "ampliar a sua paleta musical, mas que desta vez, suas ambições foram realizadas".[6] Bill Wyman, da Entertainment Weekly, deu ao álbum um "A", e disse: "Uma imaculada preservação produzida e um retorno surpreendentemente despretensioso de uma das bandas mais impressionantes do mundo".[64] Steve Morse, do The Boston Globe, dissipou estes sentimentos, afirmando que o álbum "não só revigorava o seu som, mas caia como qualquer justiça própria. O foco das canções estão ligadas a relacionamentos pessoais, e não em salvar o mundo".[63] Morse elogiou a "batida, as manipulações torcidas dos efeitos sonoros e o encaixe do metal quando The Edge tocava".[63] Em uma revisão de 4 estrelas, Robert Hilburn, do Los Angeles Times, afirmou que "a partida das texturas da guitarra estão entre as mais confiáveis e vigorosas do que nunca, da banda". Disse também que o álbum é uma tarefa difícil para os ouvintes, por causa de sua natureza obscura e introspectiva das canções, o que contrasta com as canções moralizantes da banda no passado.[79] Jon Pareles do The New York Times, elogiou o álbum não somente por seus "ruídos, arranjos vertiginosos", mas também pela capacidade do grupo de "manter a sua habilidade pop". A revisão concluiu que "era despojada e desafiava as suas fórmulas antigas, dando possibilidades de luta à banda na década de 1990".[72]

Em uma revisão de 5 estrelas da revista Q, dizendo que Achtung Baby era o "álbum mais heavy metal do U2, até aquele momento. E o melhor!". A revisão elogiou a banda e produção de sua equipe para fazer a "música dramática, profunda, intensa e medo".[85] Greg Kot, do Chicago Tribune, escreveu uma favorável revisão de 3/4 estrelas, dizendo que a gravação "mostrava uma corajosa luz da banda: rompia, ao invés de cumprir as expectativas". Ele elogiou a produção de Lanois e disse que, devido ao toque de guitarra de The Edge, "soava um U2 mais punk desde o seu álbum de estréia, Boy (1980)". Kot concluiu sua revisão dizendo que o álbum era "uma busca de transcedência magnífica, tornando-se ainda mais emocionante para seus defeitos".[135] Niall Stokes, da Hot Press, deu ao álbum uma pontuação de 10/12 estrelas, "aparentemente decadente, sensual e obscura, um álbum deste período".[70] A New Zealand Herald, deu uma avaliação de 3.5 estrelas, dizendo que o álbum era "excelente", e seu som era "suave, estritamente controlado e introvertido". No entanto, disse que "alguns momentos pessimistas pareciam que as canções estivéssem sem rumo", impedindo-a de ser um "caso verdadeiramente maravilhoso".[54] A Spin, foi mais crítica do álbum, chamando-o de um "fracasso ambicioso"; a recepção de boas-vindas à sua experimentação, considerou que, quando o grupo "se desviou do território familiar, os resultados são atingidos e perdidos".[136] Robert Christgau considerou um fracasso,[137] indicando "um álbum incorreto, cujos detalhes raramente se teve um mérito maior do que se pensava".[138] Christgau refletiu sobre este sentimento, em 1993: "Depois de muitas, muitas tentativas, Achtung Baby ainda soava como um álbum do U2 abominavelmente difuso para mim, e coloquei-o no hall, incapaz de descrever uma única canção".[137] Em uma retrospectiva revisão, Stephen Thomas Erlewine, da Allmusic, deu a Achtung Baby uma pontuação máxima de 5 estrelas, elogiando a transformação musical da banda como "completa, eficaz e infinitamente inovadora". Erlewine concluiu que poucos artistas nessa fase de sua carreira poderiam ter "gravado um álbum como aventureiros ou cumprindo as suas ambições tão bem sucedidos como o U2 fez".[55]

O sucesso de Achtung Baby e a turnê Zoo TV restabeleceu à banda como uma das bandas mais populares e aclamadas pela crítica musical do mundo. O grupo quase varreu as enquetes dos leitores da Rolling Stone, no final de 1992, ganhando o troféu de "Melhor Single", com a canção "One"; "Artista do Ano", "Melhor Álbum", "Melhor Compositor" (Bono), "Melhor Capa de Álbum", "Regresso do Ano" e entre outros.[139] O álbum ficou no número 4 nos "Melhores Álbuns", na lista da The Village Voice, dos críticos de pesquisa da "Pazz & Jop", em 1991.[140] No 35º Grammy Awards em 1993, Achtung Baby ganhou o Prêmio Grammy de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais", sendo indicado para o prêmio de "Álbum do Ano";[100] Lanois e Eno ganharam o prêmio de "Produtor do Ano Não Clássico".

Zoo TV Tour[editar | editar código-fonte]

Ver também: [[Zoo TV Tour]]
A Zoo TV Tour foi um intenso evento de multimídia, com um palco que usou dezenas de telas de vídeo.

Após o lançamento do Achtung Baby, o U2 fez uma turnê mundial, intitulado de Zoo TV Tour. Como Achtung Baby, a turnê foi destinada a desviar-se do passado da banda. Em contraste com as configurações da áustera etapa de turnês anteriores da banda, Zoo TV foi um evento elaborado pela multimídia.[98] A TV e a visão do telespectador foram satirizadas, na tentativa de sugerir uma "sobrecarga sensorial" na audiência.[59][141][142] As etapas da turnê foram caracterizadas por grandes telas de vídeo, que mostravam os efeitos visuais, videoclipes aleatórios da cultura pop e frases textuais. A conexão via satélite, canais de navegações, chamadas telefônicas e vídeos confessionários, foram incorporados durante os concertos.[132]

Enquanto que a banda tinha fama de sérias performances em seus shows na década de 1980, na Zoo TV, o grupo propositalemente quiseram mostrar seu lado irônico e auto-depreciativo;[59] no palco, Bono retratava vários personagens que ele criara, incluindo The Fly, Mirror Ball Man e MacPhisto. A maioria das canções do álbum foram tocadas em cada show, e o setlist começou com até oito canções consecutivas de Achtung Baby, como mais um sinal de que eles não eram mais os mesmos da década de 1980.[143]

A turnê começou em fevereiro de 1992 e foi composta por 157 shows ao longo de quase dois anos.[144] Durante um intervalo de seis meses, a banda gravou o álbum Zooropa (1993), que foi lançado em julho de 1993. Ele foi inspirado pela Zoo TV e ampliou seus temas da tecnologia e saturação da mídia na época.[142] Até aquele momento, a turnê concluiu em dezembro de 1993, sendo que a banda tocou para cerca de 5.3 milhões de fãs.[145] Em 2002, a revista Q afirmou que a Zoo TV Tour foi "ainda a turnê de rock com encenação mais espetacular que qualquer outra banda".[43] O concerto de 27 de novembro de 1993 da turnê, foi filmado e lançado comercialmente como Zoo TV: Live from Sydney (1994), pela gravadora PolyGram, em maio de 1994.[146]

Legado[editar | editar código-fonte]

"O álbum conseguiu uma façanha com os artistas que gostaram de empreender, mas raramente saía: a reinvenção da imagem pública e a reviravolta do estilo que era tão magistral, silenciando todos os duvidosos. Mesmo no século XXI, se tem visto um retorno do U2 a uma fase de um rock favorável, havendo elementos da música do grupo (o falsete de Bono, o flerte com o groove dançante, a habilidade contínua do quarteto de se levarem menos a sério do que o necessário) que ainda são derivadas daqueles dias de glória em um estúdio de Berlim. A maior banda do mundo não iria segurar esse título hoje, se eles não tivessem uma tremenda chance na hora certa, com um álbum que provou ser mais do que forte, o suficiente para justificar uma aposta.

— AJ Ramirez, da PopMatters, em 2011.[147]

Achtung Baby ganhou oito certificações de platina nos Estados Unidos pela RIAA,[121] e de acordo com a Nielsen Soundscan, o álbum vendeu mais de 5.5 milhões de cópias no país, a partir de março de 2009.[148] O álbum ganhou cinco certificações de platina na Austrália,[149] qüatro de platina no Reino Unido,[150] e um disco de diamante no Canadá, o prêmio mais alto das certificações.[134] No geral, 18 milhões de cópias foram vendidas em todo mundo.[151] É o segundo álbum mais vendido da banda após The Joshua Tree, que vendeu 25 milhões de cópias.[152] Para a banda, Achtung Baby foi um marco que garantiu seu futuro criativo,[50] e seu sucesso, pré-figurou sua continuação de música experimentação durante a década de 1990. Zooropa, lançado em 1993, era ainda mais uma mudança para a banda, incorporando influências complementares de dance music e efeitos eletrônicos em sua sonoridade.[142] Em 1995, o U2 em parceria com Brian Eno, colaboraram com o álbum experimental e ambiente, Original Soundtracks 1 (1995), sob o pseudônimo de Passengers.[141] Com o lançamento do álbum Pop (1997), as experiências do grupo com cultura da dance music e o uso de loops, de programação, o ritmo de sequenciamento e amostragem, resultaram em um álbum mais dance.[141]

O álbum é altamente respeitado entre os membros do U2; Mullen disse: "Eu pensei que era um grande disco. Fiquei muito orgulhoso dele. Seu sucesso significava estar predestinado. Foi uma verdadeira ruptura com o que tínhamos feito antes e, não sabíamos se os nossos fãs iriam gostar ou não.[50] Bono disse que o álbum era "um ponto pivô" na carreira da banda, dizendo: "Criar Achtung Baby foi a razão pela qual ainda estamos aqui agora".[153] Adam Clayton concordou, dizendo: "Se nós não tivéssemos feito algo com entusiasmo, que nos deixássemos apreensivos e não tivéssmos nenhum desafio, então realmente não teria havido nenhuma razão para seguirmos em frente. Se ele não tivesse sido um grande disco para os nossos padrões, a existência da banda teria sido ameaçada".[50] A reivenção da banda ocorreu no auge do movimento do rock alternativo, quando o gênero era alcançar uma ampla popularidade. Bill Flanagan, apontou que a contemporaneidade do U2 na década de 1980, lutaram comercialmente com álbuns lançados após a virada da década. Entretanto, ele argumentou que a banda foi capaz de tirar proveito do movimento do rock alternativo, e garantir um futuro de sucesso pela "definição de si mesmos como o primeiro de novos grupos, em vez de ser o último dos antigos".[154] Toby Creswell, falou destes sentimentos em seu livro de referências de músicas em 2006, 1001 Songs, escrevendo que o álbum do U2 ajudou a evitar "tornar-se paródias de si mesmos e varridos pela revolução grunge e revoluções do techno".[155] Uma retrospectiva de 2010 pela revista Spin, disse que o "U2 se tornou a banda emblemática da era do rock alternativo com Achtung Baby".[156]

Achtung Baby é aclamado como um dos maiores álbuns da história do rock, e muitas publicações colocou-a entre os seus rankings dos melhores álbuns, incluindo a revista Q,[157] Entertainment Weekly,[158] a Hot Press,[159] e a revista Time.[160] Em 1997, o The Guardian recolheu dados mundialmente, a partir de uma série de críticos renomados, artistas e DJ's de rádio, que colocou o álbum na posição de número 71, na lista dos "100 Melhores Álbuns de Todos os Tempos".[161] A Rolling Stone classificou-o na posição de número 63, em sua lista de 2012, dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos", sendo escrito da seguinte forma: "A banda visivelmente se soltou em Achtung Baby, contando piadas e até mesmo deixando-se fotografar em cores".[162] Em 2010, superou o recorde da Spin na lista dos 125 álbuns mais influentes de 1985 a 2010, desde que a revista foi lançada. O autor disse: "Ao contrário da banda Radiohead, com os álbuns OK Computer (1997) e Kid A (2000), o U2 decaiu, não como um símbolo do mal-estar cultural em geral, mas como um desafio para animar e transceder... Lutando para abraçar e simultaneamente explodir o mundo. Eles nunca mais tiveram inspiração".[156]

20° aniversário de lançamento[editar | editar código-fonte]

Capa da edição deluxe de Achtung Baby, lançado em outubro de 2011.

O 20° aniversário de Achtung Baby será marcado por vários lançamentos em 2011. A pedido da banda, um documentário sobre o álbum, intitulado de From the Sky Down (2011) foi produzido. Foi dirigido por Davis Guggenheim, que já colaborou com The Edge para o documentário It Might Get Loud (2008). From the Sky Down reporta os documentos da época do álbum do período difícil de gravação, relações dos membros da banda, e processo criativo do U2. Imagens de arquivos e fotos das sessões de gravação aparecem no filme, junto com cenas inéditas de Rattle and Hum. Para o documentário, foi filmado a banda durante um retorno de visita ao Hansa Studios e durante os ensaios para o Festival de Glastonbury 2011. O filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2011, e em outubro, foi transmitido na rede de televisão.[163][164]

Em 31 de outubro de 2011, Achtung Baby foi relançado em cinco formatos. Além de um lançamento de um DVD do álbum, uma edição Deluxe incluindo um disco bônus de remixes, B-sides dos cinco singles do álbum, e uma edição em vinil incluindo o álbum em dois LPs, com dois LPs remixados adicionais. Os dez discos das edições Super Deluxe e Über Deluxe incluem o álbum Zooropa; três discos adicionais com remixes, B-sides e outtakes dos álbuns Achtung Baby e Zooropa; um sexto disco com uma versão Kindergarten de Achtung Baby; e qüatro DVDs, incluindo o documemtário From the Sky Down, Zoo TV: Live from Sydney (1994), vídeos musicais, e documentários. O Uber Deluxe também inclui singles em vinil de sete polegadas e recordações adicionais.[165][166] A reedição foi inicialmente anunciada como uma versão remasterizada pela mídia e pelo site oficial, U2.com;[167] no entanto, o site oficial da banda, posteriormente removeu qualquer menção à remasterização do site.[168] The Edge confirmou que o áudio era "polido", mas que não totalmente remasterizado, porque as gravações originais não necessitavam dele.[169] "Blow Your House Down", um outtake incluído na edição deluxe, foi lançado como single promocional em outubro de 2011.[170]

A revista Q solicitou um álbum de tributo a Achtung Baby, intitulado AHK-toong BAY-bi Covered (2011), para ser incluído na revista na edição de novembro de 2011. Ele contará com performances de Jack White, Depeche Mode, Damien Rice, Patti Smith, The Killers, Snow Patrol, Nine Inch Nails e Garbage.[171][172]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as letras escritas por Bono, todas as músicas compostas por U2.

Edição padrão[166]
N.º Título Produzido por Duração
1. "Zoo Station"   Daniel Lanois 4:36
2. "Even Better Than the Real Thing"   Steve Lillywhite, com Brian Eno e Lanois 3:41
3. "One"   Lanois com Eno 4:36
4. "Until the End of the World"   Lanois com Eno 4:39
5. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses"   Lillywhite, Lanois e Eno 5:16
6. "So Cruel"   Lanois 5:49
7. "The Fly"   Lanois 4:29
8. "Mysterious Ways"   Lanois com Eno 4:04
9. "Tryin' to Throw Your Arms Around the World"   Lanois com Eno 3:53
10. "Ultraviolet (Light My Way)"   Lanois com Eno 5:31
11. "Acrobat"   Lanois 4:30
12. "Love Is Blindness"   Lanois 4:23
Duração total:
55:45


Box em vinil


Über Remixes — Vinil 1


Ünter Remixes — Vinil 2


Edições Super e Über Deluxe

Gráficos e certificações[editar | editar código-fonte]

Pessoal[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k "(Ăhk-tŏŏng Bāy-bi) Covered". Propaganda (15). 1991-12."
  2. Dalton, Stephen (8 de setembro de 2003). «How the West Was Won». Uncut 
  3. a b c d e f g h i j k l Fricke, David (1 de outubro de 1992). «U2's Serious Fun». Rolling Stone (640). Consultado em 26 de abril de 2010 
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Notas
  1. As notas de crédito do álbum sobre a localização de "Dog Town", foi um apelido atribuído da banda à casa, chamada oficialmente de Elsinore.
  2. a b c Os três segmentos de "interference" combinados em um comprimento total de execução de 25:46, de acordo com as notas de lançamento do vídeo.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]