Acordos de Bangui

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Os Acordos de Bangui (ou também acordos de paz de Bangui) constituem um acordo de paz negociado em 1997 na República Centro-Africana. O acordo foi elaborado em Bangui para pôr fim ao conflito entre o governo e as forças rebeldes na década de 1990.[1][2] Foi assinado pelo governo de Ange-Félix Patassé, partidos de oposição e grupos religiosos. O acordo previa várias medidas para resolver os pontos de vista das várias facções políticas, reorganizar o sistema de defesa, e promover reformas que poderiam melhorar a economia do país. [1]

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

Em 1995, vários movimentos de oposição se uniram e formaram o Conselho Democrático dos Partidos da Oposição (em francês: Conseil Démocratique des Partis de l'Opposition , CODEPO).[3] O CODEPO organizou uma manifestação contra o governo exigindo que os salários não pagos aos servidores públicos e aos militares fossem saldados com juro de mora.[2] Três motins sucessivos ocorreram em 1996 contra o governo de Ange-Félix Patassé por alguns dos membros das forças armadas do país, devido ao não pagamento dos salários, questões trabalhistas e diferenças étnicas, resultando em uma crise.[4][5] Um dos motins envolveu aproximadamente 200 soldados que exigiram aumentos salariais e a renuncia de Ange-Félix Patassé. As consequências levaram as tropas francesas estacionadas no país a suprimir a rebelião e restaurar a ordem.[5] Em dezembro, na 19ª Reunião de Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da França e da África, Patassé solicitou aos presidentes do Gabão, Burkina Faso, Chade e Mali que mediassem uma trégua entre o governo e as forças rebeldes.[6]

Assinatura[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1997, os acordos foram assinados pelo governo de Patassé, partidos de oposição e grupos religiosos. Um comitê internacional composto por um membro de cada estado em questão foi formado para monitorar a implementação dos Acordos de Bangui.[6]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Michael Gbezera-Bria foi nomeado primeiro-ministro e um novo governo foi formado após a assinatura dos acordos de Bangui.[5] No entanto, isso não trouxe um fim à instabilidade política.[1]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]