Acrocantossauro

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAcrocanthosaurus
Ocorrência: Cretáceo Inferior 116–110 Ma
Esqueleto montado (NCSM 14345) no North Carolina Museum of Natural Sciences.
Esqueleto montado (NCSM 14345) no North Carolina Museum of Natural Sciences.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Clado: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Família: Carcharodontosauridae
Género: Acrocanthosaurus
Stovall & Langston, 1950
Espécie-tipo
Acrocanthosaurus atokensis
Stovall & Langston, 1950
Sinónimos
  • "Acracanthus" Langston vide Czaplewski, Cifelli, & Langston, W.R., 1994 (nomen nudum)

O Acrocantossauro (Acrocanthosaurus, nome que significa "lagarto de grande espinha") é um gênero de um dinossauro terópode que existiu onde hoje é a América do Norte durante os períodos Aptiano e Albiano do período Cretáceo Inferior, aproximadamente 125 a 100 milhões de anos atrás. Como a maioria dos gêneros de dinossauro, o Acrocanthosaurus possui apenas uma espécie, A. atokensis. Os restos de seus fósseis se encontram principalmente nos estados de Oklahoma, Texas e Wyoming (Estados Unidos), apesar de dentes atribuídos a ele terem sido encontrados, a grande distância ao leste, em Maryland.

Acrocanthosaurus foi um predador bípede. Como o nome sugere, ele é bem conhecido pela grandes espinhas em muitas de suas vértebras, que provavelmente apoiaram os músculos do animal ao longo do pescoço, costas e quadris.[1] O Acrocanthosaurus foi um dos maiores terópodes, aproximando-se dos 11,5 metros de comprimento (38 pés), e pesando até cerca de 6,2 toneladas.[2] Grandes pegadas feitas por terópodes encontradas no Texas podem ser de Acrocanthosaurus, embora não tenha sido encontrada ligação direta com restos ósseos.

Recentes descobertas anunciaram muitos detalhes de sua anatomia, permitindo o estudos focalizados em sua estrutura cerebral e nas funções de seus membros anteriores. Acrocanthosaurus foi o maior terópode de seu ecossistema e provavelmente um superpredador, que provavelmente caçava grandes saurópodes, ornitópodes, e anquilossauros.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Comparação entre um Acrocanthosaurus e um humano.

O Acrocanthosaurus foi um dos maiores terópodes, conhecidos, a existir. O maior espécime conhecido (NCSM 14345) media aproximadamente 11,5 metros (38 pés)[2] do focinho até a ponta da cauda e pesava de 5,7 a 6,2 toneladas.[2][3] Com um peso máximo de 7,25 toneladas, no ramo do possível para a espécie.[2] Somente o seu crânio tinha o comprimento de, aproximadamente, 1,3 metros (4,3 pés).[4]

Acrocanthosaurus restoration.jpg

O crânio do Acrocanthosaurus, como o da maioria dos outros halossaurídeos, era longo, baixo e estreito. A abertura de redução de peso na frente da cavidade ocular (fenestra anterorbital) era bem grande, com mais de um quarto do comprimento do crânio e dois terços de sua altura. A superfície exterior do maxila (parte superior do osso maxilar) e a superfície superior do osso nasal sobre o focinho não era tão áspera como as dos Giganotosaurus ou dos Carcharodontossaurus. Pequenos e baixos cumes surgem a partir dos ossos nasais, correndo ao longo de cada lado do focinho a partir da narina até a parte de trás do olho, onde são continuados no osso lacrimal.[4] Esta é uma característica de todos os halossaurídeos.[5] Diferente dos alossauros, eles não possuem uma crista proeminente no osso lacrimal na frente do olho. Os ossos lacrimais e postorbitais ficam unidos para formar uma sobrancelha grossa sobre o olho, como pode ser visto nos carcharodontossauros e nos não-relacionados abelissaurídeos. Eles tinha dezenove dentes, curvos e serrados, alinhados de cada lado da mandibula superior, contudo, uma contagem dentária para a parte inferior ainda não foi publicada. Os dentes do Acrocanthosaurus eram mais largos do que aqueles do Charcharondotassauro e não tinha a textura enrugada que caracteriza os carcharodontosaurídeos. A mandibula era quadrada na ponta frontal, como nos Giganotosaurus, e rasa, enquanto no resto se tornava bem funda. Acrocanthosaurus e Giganotosaurus uma grossa elevação horizontal na superfície exterior do osso surangular, abaixo da articulação craniana.[4]

Diagrama do esqueleto do Acrocanthosaurus
Crânio fossilizado de Acrocantossauro.

A característica mais marcante do Acrocanthosaurus era sua fileira de altas espinhas neurais, localizada nas suas vértebras do pescoço, costas, quadris e parte superior da cauda, estas podiam ter até 2.5 vezes a altura das vértebras das quais se estenderam.[1] Outros dinossauros também tinham espinhas estendidas nas costas, algumas muito maiores do que as do Acrocanthosaurus. Por exemplo, o não-relacionado Spinosaurus tinha espinhas de quase 2 metros (6,6 pés) de altura, aproximadamente 11 vezes mais alto do que as suas vértebras.[6] As partes mais baixas da espinha tinham ligações com poderosos músculos como aqueles dos bisões modernos, provavelmente formando um alto e grosso cume costas abaixo.[1] A função das espinhas continua desconhecida, apesar de elas terem provavelmente sido envolvidas em comunicação, armazenagem de gordura, músculos e controle de temperatura. Todas as suas vértebras cervicais (pescoço) e dorsais (costas) tinham depressões proeminentes dos lados, enquanto as vértebras caudais (cauda) tinham depressões menores. O que é mais similar aos carcharodontosaurídeos do que ao Allosaurus.[7]

Com exceção de sua coluna vertebral, o Acrocanthosaurus tinha um esqueleto típico de um alosaurídeo. Ele era bípede, com uma cauda longa e pesada para contra-balancear sua cabeça e corpo, mantendo seu centro de gravidade em cima dos quadris. Seus membros anteriores eram relativamente mais curtos e robustos do que o de um Allosaurus, apesar disso, possuíam estruturas similares: cada pata tinha três dedos com garra. Diferentemente de muitos dinossauros menores, seu fêmur era mais longo do que sua tíbia e metatarsos,[4][7] sugerindo que ele não era um corredor rápido.[8] Não-surpreendentemente, seus ossos das pernas traseiras eram proporcionalmente mais robustos do que os de seu parente Allossaurus. Seus pés tinham quatro dedos cada, apesar de, como é típico aos terópodes, o primeiro era muito menor do que os outros e não fazia contato com o chão.[4][7]

Classificação e sistematização[editar | editar código-fonte]

Diagrama craniano do NCSM 14345

O Acrocanthosaurus é classificado na superfamília Allosauroidea dentro da da infraordem dos Tetanurae. Esta superfamília é caracterizada por pares de elevações nos ossos nasais e lacrimais no topo do focinho e por altas espinhas neurais nas vértebras cervicais, entre outras características.[5] Ele foi originalmente colocado dentro da família Allosauridae com o Allosaurus,[1] um arranjo suportado por estudos feitos até os anos 2000.[4] Contudo, a maioria dos estudos o apontaram como membro da família Carcharodontosauridae.[5][9][10]

Na época da sua descoberta, o Acrocanthosaurus e a maioria dos outros grandes terópodes eram conhecidos apenas por restos fragmentados, levando a grande variabilidade de classificações para esse gênero. Ele foi colocado primeiramente, por J. Willian Stovan e Wann Langston Jr., como um "Antrodemidae", um equivalente ao Allosauridae, todavia, foi transferido para a família Megalosauridae por Alfred Sherwood Romer, em 1956.[11] Para outros autores, as suas longas espinhas vertebrais sugerem uma relação com o Spinosaurus.[12][13] Esta interpretação do Acrocanthosaurus como um spinosaurídeo persistiu até a decáda de 1980,[14] e foi repetida em livros semi-técnicos sobre dinossauros da época.[15][16]

Vértebras com altas espinhas de dinossauros do Cretáceo inferior encontradas na Inglaterra já foram consideradas muito similares àquelas do Acrocanthosaurus,[17] e em 1988, Gregory S. Paul nomeou-os como uma segunda espécie do gênero, A. altispinax.[18] Esses ossos foram originalmente associados ao Altispinax, um terópode inglês que era conhecido somente pelos seus dentes, essa associação levou a pelo menos um autor propor que Altispinax fosse, por si só, um sinônimo de Acrocanthosaurus.[17] Essas vértebras foram posteriormente assinaladas como pertencentes a um novo gênero, o Becklespinax, separado tanto do Acrocanthosaurus quanto do Altispinax.[19]

A maioria das análises cladísticas que incluem o Acrocanthosaurus o classificaram como um carcharodontosaurídeo, normalmente em uma posição basal relativa ao Carcharodontosaurus Africano e o Giganotosaurus da América do Sul.[5][7][20] Tem sido comumente considerado o táxon irmão do igualmente basal Eorcarcharia, também encontrado no continente africano. O Neovenator, descoberto na Inglaterra, tem sido considerado um carcharodontosaurídeo ainda mais basal, ou como um membro basal de um grupo irmão chamado Neovenatoridae.[8][10] Isso sugere que a família se originou na Europa e então se dispersou nos continentes mais ao sul (enquanto se encontravam unidos no supercontinente Gondwana). Caso o Acrocanthosaurus fosse um carcharodontosaurídeo, então a dispersão também teria ocorrido na América do Norte.[7] Todos os carcharodontosaurídeos viveram entre o começo e o meio do Período Cretáceo.[5]

Cabeça restaurada

O cladograma a seguir, feito a partir de Novas et al., 2013, mostra a colocação do Acrocanthosaurus dentro do Carcharodontosauridae.[21]



Allosaurus


Carcharodontosauridae

Neovenator



Eocarcharia



Concavenator




Acrocanthosaurus




Shaochilong


Carcharodontosaurinae

Carcharodontosaurus


Giganotosaurini

Tyrannotitan




Mapusaurus



Giganotosaurus









Descoberta e etimologia[editar | editar código-fonte]

Crânio do NCSM 14345, North Carolina Museum of Natural Sciences

O nome Acrocanthosaurus faz referência as suas longas espinhas, vem do grego ɑκρɑ/akra (alto), ɑκɑνθɑ/akantha (espinho ou espinha) e σɑʊρος/sauros (lagarto).[22] Existe uma espécie (A. atokensis), a qual foi nomeada em referência a Atoka County, em Oklahoma, onde os espécimes foram originalmente encontrados. O nome foi cunhado em 1950 pelos paleontologistas estadunidenses J. Willis Stovall e Wann Langston Jr.[1] Langston propôs o nome "Acracanthus atokaensis" para o gênero e espécie em sua não-publicada tese de mestrado de 1947,[23][24] porém foi trocado para Acrocanthosaurus atokensis para sua publicação formal.

O holótipo e o parátipo (OMNH 10146 e OMNH 10147), descobertos no início da década de 1940 e descritos ao mesmo tempo em 1950, consistem em dois esqueletos parciais e um fragmente dum material craniano encontrados na Antlers Formation, em Oklahoma.[1] Dois espécimes muito mais completos foram descritos em 1990. O primeiro (SMU 74646) é um esqueleto parcial, faltando a maior parte do crânio, recuperado na Twin Mountain Formation do Texas, e atualmente faz parte da coleção do Fort Worth Museum of Science and History.[7] Um esqueleto ainda mais completo (NCSM 14345, apelidado "Fran") foi recuperado da Antlers Formation, em Oklahoma, por Cephis Hall e Sid Love, preparado pelo Black Hills Institute na Dakota do Sul, e agora está guardado no North Carolina Museum of Natural Sciences, em Raleigh. Esse espécime é o maior e contem os únicos crânios e membros anteriores completos.[4] Os elementos esqueléticos do OMNH 10147 são de tamanho próximo a ossos comparáveis do NCSM 14345, indicando animais de tamanhos próximos, enquanto o holótipo e o SMU 74646 são significativamente menores.[4]

A presença do Acrocanthosaurus na Cloverly Formation foi apontada em 2012 com a descrição de outro esqueleto parcial (UM 20796). Este espécime, que consiste em partes de duas vértebras, ossos púbicos parciais, um fêmur, uma fíbula parcial, e fragmentos, representa um juvenil. Esses fragmentos foram encontrados de um sítio arqueológico no Bighorn Basin na região norte-central de Wyoming, e foi achado ao lado de uma escápula pertencente a um Sauroposeidon. Outro sortimento de fragmentos de terópode encontrados na formação podem pertencer ao Acrocanthosaurus, que talvez seja o único grande terópode na Cloverly Formation.[25]

Outros indícios de Acrocanthosaurus foram encontrados fora dos estados de Oklahoma, Wyoming e Texas. Um dente no sudeste do Arizona é referido ao gênero,[26] e marcas de dente coincidindo àqueles do Acrocanthosaurus foram encontradas em ossos de saurópodes da mesma área.[27] Diversos dentes encontrados na Arundel Formation (lit. Formação Arundel), em Maryland, foram descritos como quase idênticos àqueles do Acrocanthosaurus e podem representar um representante do gênero mais ao leste.[28] Muitos outros dentes e ossos de várias formações geológicas ao longo do oeste do Estados Unidos também foram referidos ao Acrocanthosaurus, contudo, a maioria foi erroneamente identificada;[29] todavia, há falta de concordância na avaliação dos fósseis da Cloverly Formation.[25]

Paleobiologia[editar | editar código-fonte]

Crescimento e longevidade[editar | editar código-fonte]

Representação do Acrocanthosaurus engajando em comportamento de coorte

Pelas características dos ossos do holótipo OMNH 10146 e do NCSM 14345, é estimado que o Acrocanthosaurus necessitava de ao menos 12 anos para se desenvolver completamente. Esse número pode ser muito maior porque no processo de remodulação óssea e do crescimento da cavidade medular, algumas linhas de Harris foram perdidas. Contando com estas linhas, o Acrocanthosaurus precisaria de 18 a 24 anos para estar na idade madura.[30]

Função dos membros anteriores[editar | editar código-fonte]

Como os da maioria dos outros terópodes não-alados, os membros anteriores do Acrocanthosaurus não faziam contato com o solo e não eram utilizados para locomoção; em vez disso, eles tinham função predatória. A descoberta de um desses completo (NCSM 14345) permitiu a primeira análise da função e do alcance do movimento do membro anterior do Acrocanthosaurus.[31] O estudo examinou as superfícies dos ossos que teriam servido de área de articulação com outros para determinar o quão essas juntas poderiam se mover sem que se deslocassem. Em várias juntas, os ossos não se encaixam exatamente, o que indica a presença de uma quantidade considerável de cartilagem entre elas, como é visto em representantes do Archosauromorpha modernos. Entre outras coisas, o estudo sugere que, numa posição de descanso, esses membros ficariam pendurados nos ombros com os úmero inclinado levemente para trás, o cotovelo dobrado e as garras apontando para dentro.[31] O ombro do Acrocanthosaurus tinha um ângulo de movimentação limitado comparado ao dos humanos.O braço não conseguia fazer um circulo completo, contudo podia retrair (ir para trás) em até 109° em relação a vertical, assim, o úmero poderia estar numa angulação que o deixasse levemente para cima. A protração (movimento para frente) era limitada a chegar até 24° em relação a vertical. O membro era impossibilitado de ficar na vertical pelo processo de adução, mas podia chegar chegar até a 9° acima da horizontal pela abdução. O movimento do cotovelo também era limitado se comparado ao humano, com um ângulo total de movimento de apenas 57°.O braço não pode se estender totalmente, nem podia se flexionar (dobrar-se) muito longe, com o úmero impossibilitado de formar um ângulo reto com o antebraço. O rádio e a ulna eram presos um ao outro, logo, ele não poderia fazer movimentos de pronação ou de supinação, como em antebraços humanos.[31]

Montagem de um Acrocanthosaurus vista de cima

Nenhum dos ossos do carpo encaixavam precisamente, o que sugere uma grande quantidade de cartilagem no pulso, o que poderia ter deixado-o rígido.Todos os seus dedos eram hiperextendidos (inclinados para trás), até quase tocar o pulso. Quando dobrados, o dedo do meio se juntaria ao primeiro, enquanto o terceiro se viraria para dentro. O primeiro dedo da mão tinha a garra mais longa, ele estava permanentemente dobrado para que ela estivesse curvada em direção ao lado de baixo da mão (palma). De forma parecida, a garra do meio possivelmente também ficava dobrada de forma permanente, enquanto a terceira, que era a menor delas, poderia se estender e contrair.[31]

Depois de determinar os ângulos de movimento das juntas dos membros anteriores, o estudo começou a criar hipóteses sobre o comportamento predatório do Acrocanthosaurus. Os membros não podiam se inclinar muito longe, incapazes até de arranhar o pescoço do próprio animal. Então, era improvável que eles fossem utilizados para a captura da presa, o que o Acrocanthosaurus provavelmente fazia com a sua boca enquanto caçava. Por outro lado, os mesmos conseguiam puxar em direção ao corpo do animal com uma grande força. Uma vez que a presa estivesse capturada em sua boca, os membros poderiam se retrair, segurando-a fortemente junto ao corpo do terópode, prevenindo o escape. Na tentativa de se afastar, ela seria cada vez mais profundamente empalada pelas duas primeiras garras. A extrema hiperextensão dos dedos pode ter sido uma adaptação que permitia o Acrocanthosaurus segurar suas presas sem a possibilidade de deslocamento. Uma vez que a caça estivesse presa contra seu corpo, o Acrocanthosaurus poderia estraçalha-la com sua mandibula. Outra possibilidade seria que o Acrocanthosaurus segurasse a presa em sua boca enquanto retraía repetidamente seus membros, arrancando grandes pedações com suas garras.[31] Outras teorias, menos prováveis, sugerem que o ângulo de movimento dos membros permitia agarrar ao lado de um saurópode de menor estatura, e escalá-lo, para ficar por cima deles, contudo, apesar do comportamento de escalada ser observado em outros terópodes, como o Archaeopterix,[32] é improvável que o Acrocanthosaurus o apresentasse, por ter pernas mais robustas comparado a outros terópodes de estrutura similar.

Estrutura cerebral e do ouvido interno[editar | editar código-fonte]

Molde da parte interna do crânio do espécime NCSM 14345

Em 2005, cientistas reconstruíram um molde interno da cavidade craniana do Acrocanthosaurus usando a tomografia computatorizada (TAC) para analisar o espaço dentro do crânio do holótipo (OMNH 10146). Em vida, a maior parte do espaço estaria preenchida com as meninges e com o fluído cerebrospinal, juntamente com o próprio cérebro. Contudo, as características geras do cérebro e dos nervos cranianos puderam ser determinadas a partir do molde e comparando com os de outros moldes de terópodes. Apesar do cérebro ser similar ao dos outros terópodes, é mais parecido com o dos halossaurídeos. Lembra mais os cérebros do Carcharodontossaurus e do Giganotosaurus do que os do Allosaurus e do Sinraptor, reforçando a hipótese de que o Acrocanthosaurus era um carcharodontosaurídeo.[33]

O cérebro era levemente sigmoide (em formato de "S), sem grande expansão dos hemisférios cerebrais, mais parecido com um crocodilo do que com uma ave. Isto é condizente com o caráter conservador dos cérebros de terópodes não-celurossauros. O Acrocanthosaurus tinha bulbos olfatórios grandes e bulbosos, indicando um bom faro. Reconstruindo os canais semicirculares do ouvido, os quais controlam o equilíbrio, mostram que a cabeça era mantida num ângulo de 25° abaixo da horizontal. Isso foi determinado posicionando o molde para que o canal semicircular lateral estivesse paralelo ao chão, o que é a posição usual quando o animal está num estado de alerta.[33]

Possíveis pegadas[editar | editar código-fonte]

Alguns condados do Texas onde vestígios de terópodes de grande porte foram encontrados na Glen Rose Formation

A Glen Rose Formation, no Texas central, preserva diversas pegadas de dinossauros, inclusive pegadas de terópodes grandes e com três dedos. Os vestígios fósseis mais famosos foram encontrado ao longo do Paluxy River, no Dinosaur Valley State Park, uma seção que está agora em exibição no American Museun of Natural History, em New York,[34] apesar de diversos outros sítios pelo estado terem sido descritos em periódicos.[35][36] É impossível determinar que animal deixou esses rastros, já que nenhum osso fossilizado foi associado com eles. Entretanto, cientistas tem considerado serem possíveis pegadas feitas por um Acrocanthosaurus.[37] Um estudo feito em 2001 comparou as pegadas encontradas em Glen Rose àquelas de diversos grandes terópodes, mas não conseguiram atribuí-las a nenhum gênero específico. Porém, o estudo concluiu que os rastros estavam dentro do tamanho e formato esperados aos deixados por um Acrocanthosaurus. Pela proximidade entre a Glen Rose Formation, Antlers Formation e Twin Mountains Formation, tanto em localização geográfica quanto em idade geológica, e também o único terópode de grande porte conhecido a habitar essas formações ser o Acrocanthosaurus, o estudo concluiu que o Acrocanthosaurus é o mais provável de ter feito as pegadas.[38]

Imagem digital dos vestígios de Glen Rose, reconstruído a partir de fotografias

O famoso vestígio de Glen Rose, que está em exposição na cidade de New York inclui pegadas de terópodes pertencentes a diversos indivíduos, que se moviam na mesma direção que, em média, doze saurópodes. Algumas das marcas deixadas pelos terópodes se encontram em cima daquelas dos saurópodes, o que indica que elas foram feitas posteriormente. Isso foi colocado como evidência de que um pequeno grupo de Acrocanthosaurus estava perseguindo uma manada de saurópodes.[34] Apesar de interessante e plausível, é difícil comprovar essa hipótese, e outras explicações existem. Por exemplo, vários terópodes solitários podem ter se movido na mesma direção, mas em momentos diferentes, depois que os saurópodes tivessem passado, criando a aparência de um grupo perseguindo sua presa. O mesmo pode ser dito sobre a suposta "manada" de saurópodes, que também poderiam não estar se movendo como um grupo.[39] Num ponto em que há um cruzamento de caminhos, um dos vestígios feito pelos terópodes falta uma pegada, o que tem sido citado como uma evidência de um ataque.[40] Contudo, outros cientistas duvidam a validade dessa interpretação, já que o saurópode em questão não altera sua marcha, o que seria esperado caso houvesse um grande predador pendurado em seu corpo.[39]

Patologia[editar | editar código-fonte]

O crânio do holótipo do Acrocanthosaurus atokensis mostra um leve osteocondroma na região esquamosal. A espinha neural da décima primeira vértebra estava fraturada e curada, enquanto a da terceira vértebra da cauda tinha uma inusual estrutura em forma de anzol.[41]

Paleoecologia[editar | editar código-fonte]

Um Acrocanthosaurus carregando a carcaça de um Tenontosaurus para longe de um par de Deinonychus.

Fósseis que definitivamente pertencem ao Acrocanthosaurus foram encontrados na Twin Mountain Formation do norte texano, na Antlers Formation do sul de Oklahoma, e na Cloverly Formation, no centro-norte de Wyoming, e outros fósseis que possivelmente pertenceram a ele foram achados na Arundel Formation, em Maryland, e na Flórida. Essas formações geológicas não foram datadas de forma radiométrica, mas cientistas usaram a bioestratigrafia para estimar sua idade. Baseado nas mudanças no táxon Ammonoidea, os limites entre os estágios Aptiano e Albiano do Cretáceo Inferior foram localizados junto à Glen Rose Formation, que pode conter pegadas de Acrocanthosaurus e fica logo acima da Twin Mountains Formation. Isso indica que a Twin Mountains Formation fica, em sua completude, no estágio Aptiano, que durou de 125 a 112 milhões de anos atrás.[42] A Antlers Formation contém fósseis de Deinonychus e Tenontosaurus, dois gêneros de dinossauros também encontrados na Cloverly Formation, a qual, submetida a datação radiométrica, foi identificada como pertencente aos períodos Aptiano e Albiano., sugerindo uma idade similar para a Antlers.[43] Com tudo isso, o é provável que o Acrocanthosaurus tenha vivido entre 125 e 100 milhões de anos atrás.[5]

Durante esse tempo, a área preservada nas formações Twin Mountains e Antlers era uma grande várzea, que drenava em um raso mar isolado. Alguns milhões de anos depois, essa mar se expandiria para o norte, se tornando o Mar Interior Ocidental e dividindo a América do Norte em duas por quase todo o Cretáceo Superior. A Glen Rose Formation representa um ambiente costeiro, com possíveis vestígios de Acrocanthosaurus preservados em lodaçais ao longo de da antiga borda costeira. Sendo o Acrocanthosaurus um grande predador, é esperado que cada indivíduo ocupasse uma grande área e vivesse em ambientes diversos.[38] Presas potenciais para ele incluem saurópodes como o Astrodon[44] ou possivelmente até o enorme Sauroposeidon,[45] assim como grandes ornitópodes como o Tenontosaurus.[46] O terópode Deinonychus também espreitava a área, porém com apenas 3 metros (10 pés) de comprimento, provavelmente representava competição mínima ou até mesmo servia de alimento para o Acrocanthosaurus.[43]

Referências

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