Adelaide de Orleães

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Adelaide
Princesa de Orleães
Mademoiselle de Chartres
Mademoiselle de Orleães
Casa Orleães
Nome completo
Eugène Adélaïde Louise d'Orléans
Nascimento 23 de agosto de 1777
  Palais Royal, Paris, França
Morte 31 de dezembro de 1847 (70 anos)
  Palácio das Tulherias, Paris, França
Enterro Capela Real de Dreux, Dreux, França
Pai Luís Filipe II, Duque de Orleães
Mãe Luísa Maria Adelaide de Bourbon
Assinatura Assinatura de Adelaide

Eugênia Adelaide Luísa de Orleães (em francês: Eugène Adélaïde Louise; Paris, 23 de agosto de 1777Paris, 31 de dezembro)[1] foi uma filha de Luís Filipe, conhecido como Luís Filipe II, Duque de Orleães durante a Revolução Francesa e Luísa Maria Adelaide de Bourbon. Ela foi intitulada de Mademoiselle de Chartres ao nascer. Como membro do ramo da casa reinante de Bourbon, ela era uma princesa de sangue.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Adelaide foi criada de acordo com os princípios liberais de sua governanta, Madame de Genlis, princípios que também se tornaram sua própria convicção política. Ela recebeu uma excelente, mas também muito dura e árdua educação. Ela estava profundamente ligada a sua governanta, e a exigência de sua mãe de que Madame de Genlis fosse substituída, embora sem sucesso, era supostamente motivo de grande preocupação para ela. Cogitou-se a possibilidade de Adelaide casar-se com o duque de Angoulême, mas os planos foram impedidos pela rainha Maria Antonieta, que estava a arquitetar o casamento entre o duque de Angoulême e sua filha, a princesa Maria Teresa Carlota. Mais tarde, também foi cogitado o casamento entre Adelaide e o duque de Berry, que também não veio a concretizar-se.

Durante a Revolução Francesa, seu pai pediu a Madame de Genlis para levar Adelaide até a Inglaterra para a sua segurança. No ano seguinte, ele as convocou de volta para impedir que o nome de Adelaide fosse colocado na lista de emigrados. Quando chegaram, no entanto, Madame de Genlis descobriu que Adelaide já estava na lista e que seu pai, cuja situação política se tinha deteriorado, pediu-lhe para tomar Adelaide fora do país novamente.

Exílio[editar | editar código-fonte]

Em 1792, deixou a França com Madame de Genlis em direção aos Países Baixos Austríacos e depois para a Suíça, onde foi colocada num convento em Bremgarten. Durante o período do terror seu pai foi guilhotinado, e sua mãe exilada na Espanha. Em 1794, Adelaide mudou-se para a casa de sua tia, a princesa de Conti. Elas se mudaram para a Baviera em 1798 e depois para Bratislava, e em 1801, ela se juntou a sua mãe em Barcelona, ​​na Espanha.

Em 25 de novembro de 1809, seu irmão Luís Filipe casou-se com a princesa Maria Amélia de Nápoles e Sicília em Palermo na Sicília. Após o casamento, ela não voltou com sua mãe para a Espanha, mas preferiu viver com seu irmão e a cunhada no Palazzo Orléans em Palermo.

Retorno a França[editar | editar código-fonte]

Depois da queda de Napoleão Bonaparte em 1814, ela voltou com seu irmão e sua família para Paris e se estabeleceu com eles no Palais Royal. Durante a Restauração Bourbon, o Palais-Royal foi descrito como o centro da vida social da alta sociedade na capital. Por causa de suas idéias liberais, causou intrigas entre os Orléans e a família Bourbon reinante, particularmente com Maria Teresa Carlota de França. Em seu apartamento no Palais-Royal, ela hospedou um salão que se tornou o centro da oposição liberal para o regime, e por meio de sua grande fortuna pessoal, ela apoiou a imprensa liberal e vários atores, políticos, artistas, intelectuais e figuras influentes para reunir apoio para seu irmão, entre eles o diplomata francês Talleyrand.

O convívio social da nobreza no Palais Royal

Monarquia de Julho[editar | editar código-fonte]

Quando seu irmão Luís Filipe se tornou rei dos franceses no reinado conhecido como Monarquia de Julho, ficou conhecida como Madame Adelaide. Durante seu reinado, Luís Filipe visitava Adelaide diariamente, discutia assuntos do estado e da família com ela, e seguia seus conselhos. Sua morte foi, portanto, considerada como uma grande perda, não só emocional, mas também uma perda política.

Adelaide morreu em 31 de dezembro de 1847, dois meses antes da abdicação de Luís Filipe em 24 de fevereiro de 1848. Ela está enterrada na necrópole da família Orléans na Capela Real de Dreux.

Nota[editar | editar código-fonte]

Referências