Adhemar Ferreira de Camargo Neto

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Adhemar
Informações pessoais
Nome completo Adhemar Ferreira de Camargo Neto
Data de nasc. 27 de abril de 1972 (46 anos)
Local de nasc. Tatuí, SP, Brasil Brasil
Altura 1,65 m
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes de juventude
1989-1992 Estrela
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1993-1994
1994
1995
1995-1996
1997-2001
2001-2002
2002-2004
2004
2005
2006
2012
2012
Estrela
São José
Estrela
São Bento
São Caetano
Stuttgart
São Caetano
Seongnam
Yokohama
São Caetano
Serrano
Lemense
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Adhemar Ferreira de Camargo Neto, mais conhecido como Adhemar (Tatuí, 27 de abril de 1972) é um ex-futebolista brasileiro. Começou atuando como ala-direita, virou meia, e mais tarde se tornou atacante. É amplamente conhecido por seu gol antológico em cima do Fluminense, em pleno estádio do Maracanã, no ano 2000.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Após passagens por clubes que jogavam em divisões inferiores, Adhemar iniciou sua carreira em nível nacional com o São Caetano já com 28 anos de idade, onde conquistou os títulos da terceira e segunda divisão paulista, além de ter sido vice-campeão da série C do Brasileiro, e também vice da Copa João Havelange, um equivalente ao Brasileirão de 2000. Este campeonato foi vencido pelo Vasco, em uma final com muita polêmica em São Januário, no Rio de Janeiro.

Adhemar é também o maior artilheiro do São Caetano com 68 gols, mas nunca foi convocado para servir a Seleção Brasileira de Futebol. Para muitos jornalistas, e profissionais do futebol, a não convocação era justificada por conta da idade avançada para um jogador de futebol, e pela proposta da CBF de renovação da equipe com jovens jogadores após o fracasso brasileiro na Copa de 98.

Após a bem-sucedida passagem pelo São Caetano, Adhemar foi contratado pelo Stuttgart, onde passou a temporada 2001/2002. Inicialmente, era cotado para jogar no São Paulo Futebol Clube, inclusive tendo um acerto verbal, mas alguns impasses burocráticos e financeiros favoreceram a proposta feita pelo Sttutgart em detrimento da proposta do clube da capital paulista.[1]

Esteve ainda no Seongnam Ilhwa Chunma, da primeira divisão K-League na temporada 2004, e no Yokohama F. Marinos do Japão na temporada 2005.

Em 2006, aos 34 anos, Adhemar volta ao São Caetano, e ao fim da temporada brasileira de 2006, anuncia sua aposentadoria.

Em 17 de fevereiro de 2012, Adhemar surpreende ao resolver retomar a carreira. Foi anunciado pelo Serrano, de Petrópolis/RJ, como reforço para a disputa do Campeonato Carioca Série C. Adhemar assinou o contrato por um salário simbólico (salário mínimo), mas disputou apenas uma partida pela equipe da Serra Fluminense[2], e transferiu-se para um clube da segunda divisão do campeonato paulista, o Lemense. A mudança se deu pela proximidade entre Leme, cidade de sua nova equipe, e Porto Feliz, onde mora o jogador com a família[3][4]. Segundo o atleta, a retomada não se deu por dificuldades financeiras, pois já tem uma vida estabilizada, e inclusive financia projetos sociais, mas por entender que queria um encerramento digno na carreira, com um título, seja em que divisão fosse.

Porém, o jogador encerrou definitivamente a carreira sem ao menos estrear pelo novo clube. Isso porque antes da estréia do atacante, o Lemense iria jogar contra o Pirassununguense, e não poderia perder, sob o risco de ser o último do seu grupo, o 3, e ser eliminado da segunda divisão paulista naquele ano. Em jogo realizado em Pirassununga, no estádio Belarmino Del Nero, o Pirassununguense bateu por 3 a 1, colocando assim um ponto final na carreira de Adhemar.

A Proposta da NFL[editar | editar código-fonte]

Ao encerrar a carreira em 2006, um empresário norte-americano do Tampa Bay Buccaneers, time tradicional da NFL, veio ao Brasil trazer uma proposta à Adhemar.

O empresário ao saber da potência do chute do atleta brasileiro, e ao saber do interesse de equipes rivais da NFL, veio pessoalmente com a intenção de levá-lo para atuar como o kicker do time na temporada 2007.

Nos testes realizados, Adhemar em dez tentativas acertou nove, em chutes de 50 jardas (da metade do campo), um feito só comparado aos maiores astros da NFL. impressionado com o que viu, o Tampa Bay Buccaneers fez uma proposta oficial, e ofereceu o que seria um dos melhores contratos da liga na época.

Tudo estava bem encaminhado, e Adhemar seria o primeiro brasileiro a ser um profissional da NFL, mas o negócio esfriou na parte burocrática, pois o jogador teria que obrigatoriamente frequentar uma escola de kicker por três meses, e não poderia levar a família, já que neste período ainda não teria visto de trabalho, apenas de estudante. Por este motivo, Adhemar declinou do convite, e optou em ficar no Brasil.

Em 2012, época em que já treinava intencionando retomar a carreira pelo Lemense, o atleta em uma entrevista afirmou que gostaria de volta a flertar com a NFL. Porém, hoje aos 39 anos, um contrato nos moldes anteriores já não seria provável levando em conta a média baixa de idade dos atletas da NFL nas últimas 3 temporadas.[5].

Fora dos Campos[editar | editar código-fonte]

Atualmente é comentarista no canal Bandsports, e em paralelo, comanda o projeto "Bom de bola, bom na escola" que atende hoje a 120 crianças carentes da cidade onde reside, Porto Feliz. As crianças atendidas, têm de 7 a 13, todas recolhidas das ruas.

Adhemar também investiu pesado na carreira imobiliária. Com o dinheiro acumulado na vida de atleta, construiu diversas casas e empreendimentos.

Referências