Adoração

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Adoração é um ato de devoção religiosa geralmente dirigido a uma divindade. Um ato de adoração pode ser realizado individualmente, em um grupo informal ou formal, ou mesmo por um líder designado. Este termo também pode ser interpretado como respeito, reverência, forte admiração ou devoção em relação a determinada pessoa, lugar ou coisa.

Roma Antiga[editar | editar código-fonte]

Na Roma antiga, adoração foi principalmente um ato de homenagem ou de culto. O devoto tinha a cabeça coberta, e após o ato transformou-se em uma volta da esquerda para a direita. Às vezes, beijava-se os pés ou joelhos das imagens dos próprios deuses, e Saturno e Hércules eram adorados com a cabeça descoberta. Por uma transição natural da homenagem , a princípio pago à sozinho seres divinos , veio a ser pago aos monarcas . Assim, os imperadores gregos e romanos foram adorado por curvando-se ou ajoelhar-se, lançando mão do manto imperial. [1]

Judaísmo e antigo testamento[editar | editar código-fonte]

Os judeus praticavam a adoração. O culto de adoração pelos judeus se dirigia a Javé, o Deus de Israel, o Deus Eterno, cujo nome significa "Eu Sou Aquele que Sou". No entanto, em regiões circunvizinhas, na mesma época em que povo judeu habitava Israel e adorava o Deus Eterno, existiam também diversos povos tidos como pagãos, aqueles que não adoravam o Deus de Israel, depositando sua crença em diversos deuses, geralmente, na forma de imagem de escultura. Para o povo judeu, esses deuses eram cultuados em substituição ao Deus Eterno, por isso o povo de Israel buscava se distanciar do povo pagão, obtendo assim costumes e hábitos diferentes, pois sendo diferentes, haveria um risco menor de se juntarem e partilharem da mesma cultura. Entre o povo pagão, era costume o "se ajoelhar" e o "beijar" em conjunto com a adoração aos "deuses" que eles acreditavam, embora a adoração por si só já represente o culto aos deuses, e os gestos, por sua vez, representavam uma ritualística exterior (que não era a adoração, de fato, mas, um complemento, uma vez que era utilizada em conjunto).

No Antigo Testamento, os "deuses" eram representados por ídolos (feitos, geralmente, de esculturas). No entanto, é importante salientar que todo ídolo é imagem de escultura, mas nem toda imagem de escultura é ídolo. A exemplo disso temos o próprio Deus que pediu para que se fizessem "anjos querubins" para serem colocados nas duas extremidades da tampa da Arca da Aliança, bem como uma Serpente de Bronze, ambos imagens de esculturas, no entanto, não eram ídolos. Já figuras como Baal, Dagon e Nabucodonosor, eram ídolos, uma vez que eram imagens cultuadas (pelos pagãos) em substituição ao Deus de Israel, sendo, portanto, falsos "deuses".

Adoração na Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Latria

Adoração na Igreja Católica é o culto a Deus e assume diversas formas. Uma delas é a adoração simples do próprio Deus, através da oração pessoal ou comunitária/litúrgica (ex: Missa). Adoração também assume a forma de adoração eucarística. A crença católica na transubstanciação é que o pão e o vinho se tornam no corpo e sangue de Jesus Cristo, durante a consagração realizada na Missa pelo sacerdote católico, em nome de Deus. É uma maneira pela qual os católicos adoram Jesus Cristo, realmente presente sob as espécies eucarísticas de pão e vinho, em memória do que Ele deu. Um outro nome para a adoração é a latria.

Notas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. Este artigo incorpora texto da Encyclopædia Britannica (11ª edição), publicação em domínio público.