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Aeroporto Internacional de Porto Alegre

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Porto Alegre
Aeroporto
Aeroporto Internacional Salgado Filho
IATA: POA - ICAO: SBPA
Características
Tipo Público
Administração Alemanha Fraport[1]
Serve Região Metropolitana de Porto Alegre
Localização Brasil Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Inauguração 3 de julho de 1940 (77 anos)
Coordenadas 29° 59' 38" S 51° 10' 16" O
Altitude 3 m (10 ft)
Movimento de 2016
Passageiros 7 648 743 passageiros (BR: 8º)[2]
Carga 15 156 461 quilogramas[2]
Aéreo 79 738 aeronaves[2]
Mapa
SBPA está localizado em: Brasil
SBPA
Localização do aeroporto no Brasil
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
11 / 29 2 280 m (7 480 ft) Asfalto
Notas
Dados do DECEA[3]

O Aeroporto Internacional de Porto Alegre – Salgado Filho (IATA: POAICAO: SBPA) é um aeroporto internacional no município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É o maior e mais movimentado aeroporto do Rio Grande do Sul e o oitavo mais movimentado do Brasil em número de passageiros transportados.[2]

Com uma área de quatro quilômetros quadrados, o complexo aeroportuário conta com um sistema de acesso viário próprio. A Avenida Severo Dullius, rua de acesso ao aeroporto, liga-se com a Avenida dos Estados, complemento da BR-116. Toda estrutura para passageiros é dividida em dois terminais, totalizando 42 pontos de check-in.[4]

Foi o primeiro aeroporto administrado pela Infraero a ter o sistema integrado de check-in.[5] O aeroporto dispõe do sistema de pouso por instrumentos (ILS) Categoria II, que conduz a aeronave até uma altura mínima de trinta metros sobre a cabeceira da pista, requerendo uma visibilidade mínima de quatrocentos metros como parâmetro para prosseguimento na aproximação do pouso. Em 2017, ficou em terceiro lugar no Prêmio Avião Revue, na categoria Melhor Aeroporto do Brasil.[6]

O complexo aeroportuário foi concedido à iniciativa privada em 16 de março de 2017 para a empresa Fraport durante o período de 25 anos, pelo valor de 382 milhões de reais.[7] A empresa assumiu a administração do aeroporto no dia 28 de julho de 2017.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O local onde está situado o aeroporto fica dentro da propriedade que era de Jerônimo de Ornelas, proprietário de diversos lotes de terra em Porto Alegre.[8] A área foi ocupada pelo governo do estado e posteriormente desapropriada. Nesse período, a área também chegou a ser ocupada pela Brigada Militar, que por meio de um processo envolvendo o estado, passou a utilizá-la parcialmente para desenvolvimento de unidades paramilitares no combate às revoluções da época.[9] Na época, havia uma pista de terra com seiscentos metros de comprimento, localizada no campo da várzea do Rio Gravataí, onde foram construídos dois galpões destinados a abrigar as oficinas e hangares.[8] Em 15 de setembro de 1923, era concluída a construção do primeiro aeroporto de Porto Alegre, que pertencia ao Serviço de Aviação da Brigada Militar.[10] Este serviço encerrou suas atividades em 1924 e o local passou a ser conhecido como Aeródromo de São João.[11] Por volta de janeiro de 1924, a Brigada Militar cedeu e arrendou os aviões e o aeródromo com pista e hangares a Orestes Dionísio Barroni, que tinha por objetivo instalar uma escola de aviação civil.[12]

A Varig, primeira companhia aérea do Brasil, iniciou suas operações utilizando um hidroavião Dornier Do J, apelidado de Atlântico, com capacidade de nove passageiros, considerado um dos mais modernos de sua época,[13] que fez seu voo de estreia de Porto Alegre a Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul.[14] No início, operava também o Dornier Komet a partir da Ilha Grande dos Marinheiros, no Rio Guaíba.[14] Em 1932, adquiriu seu primeiro avião com trem de pouso, um Junkers A-50 Junior, e depois o Junkers F.13, iniciando suas operações no aeroporto.[14] Nesse mesmo ano, instalou-se também nesta área a Base Aeronaval do Rio Grande do Sul, cujo comandante era o Capitão de Corveta Luiz Neto dos Reis.[15] Esta base foi utilizada por seis meses como apoio à navegação marítima, lacustre e a rede de faróis costeiros.[15] Em 1937, teve início o processo de desapropriações de terrenos adjacentes à área ocupada pelo Aeródromo de São João para sua futura ampliação e a construção do Aeroporto de Porto Alegre e, neste período, foi construído o primeiro terminal de passageiros.[16] Com a Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Aeronáutica determinou a redução do ritmo das obras do aeroporto, deslocando o material e pessoal para a construção da Base Aérea de Gravataí, atual Base Aérea de Canoas.[17] As obras do aeroporto foram atribuídas a Secretaria de Obras Públicas e mais tarde ao Departamento Aeroviário do Estado, que deu início à construção do primeiro terminal de passageiros e pavimentação do primeiro trecho de 900 metros de comprimento e 42 metros de largura da pista. Com esta melhoria, os aviões triciclos Convair 240, 340 e 440 poderiam pousar no aeroporto.[14]

Em 12 de outubro de 1951, o aeroporto passou a ser designado Aeroporto Internacional Salgado Filho, em homenagem a Joaquim Pedro Salgado Filho, senador e ministro da Aeronáutica.[18] O novo trecho de pista e os doze módulos do terminal de passageiros foram inaugurados em 19 de abril de 1953.[8] Posteriormente, foram construídos outros 700 metros de pista de concreto em convênio com a União e o estado.[8] Em continuação ao trecho executado pelo Estado, foi construído o último trecho da pista, totalizando 2 280 metros de comprimento, bem como a construção das pistas de taxiamento e ampliação do pátio de estacionamento para atender aeronaves de grande porte.[16] Em 7 de janeiro de 1974, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) assumiu a administração, operacionalidade e exploração comercial e industrial do aeroporto.[8] Em 1982, novos recursos foram destinados à ampliação do terminal de passageiros, pois a demanda aeroportuária já alcançava índices elevados de movimento.[19] Em 1986, foram destinadas áreas para a construção dos novos terminais de carga e manutenção para as empresas Vasp, Transbrasil, SATA e Empresa de Correios e Telégrafos.[20]

Em 1987, o estacionamento em frente ao aeroporto foi ampliado de 280 para 750 vagas.[8] Neste ano foi realizada a modernização da marquise em frente ao aeroporto, a remodelação de uma das salas de embarque, a duplicação de outra sala de embarque e a ampliação do desembarque doméstico.[19] Em 1995, foi concluída a ampliação do terminal de cargas e a instalação da segunda esteira de bagagem no desembarque doméstico.[21] Em 1996, foi assinada a ordem de serviço para início da construção do novo complexo aeroportuário.[19] Em outubro de 2001, foi inaugurado o novo terminal do aeroporto, transferindo todas as operações para este novo terminal.[19] Em dezembro de 2010, foi reinaugurado o antigo terminal de passageiros, que passou a ser denominado como Terminal 2.[22] Neste mesmo ano, foi instalado o sistema de pouso por instrumentos, que era requisitado pelos pilotos, devido a baixas condições de visibilidade, principalmente no inverno.[23]

Concessão à iniciativa privada[editar | editar código-fonte]

Em 13 de setembro de 2016, o presidente Michel Temer decidiu conceder o aeroporto de Porto Alegre, juntamente com outros três aeroportos do Brasil, para a iniciativa privada.[24] Segundo o edital, o consórcio vencedor deveria administrar o aeroporto por um período de 25 anos e fazer as ampliações necessárias. A medida foi adotada como emergencial, já que o governo anunciou a extinção da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, que administrava o aeroporto.[25]

Durante um leilão realizado na sede do Bovespa, a empresa Fraport ofereceu 382 milhões de reais para obter a administração do aeroporto.[7] Ao assinar o contrato, a empresa comprometeu-se a realizar diversas obras de ampliação.[26]

Entre as obras de ampliação necessárias, está a ampliação da pista de pouso e decolagem em 920 metros, passando dos atuais 2 280 metros para 3 200 metros, o que possibilitaria a operação de grandes aeronaves de passageiros e cargas, como o Boeing 747, 777 e Airbus A350.[27] Atualmente, aviões de carga não conseguem decolar com plena capacidade para viagens a longa distância. Nos últimos cinco anos, dos 3,34 bilhões de dólares exportados via aérea pelo Estado, apenas 442 milhões de dólares foram embarcados no aeroporto, isto porque cerca de 40% das operações são realizadas em aeroportos de São Paulo.[27]

Outra obra prevista em contrato é a ampliação do Terminal 1, principalmente nas áreas de check-in, raio-x, esteiras e embarque e desembarque e a instalação de quatorze pontes de embarque e oito posições remotas, para embarque e desembarque de passageiros nas aeronaves.[7] O contrato também prevê a construção de outro edifício-garagem, ao lado do já existente, o que aumentaria a capacidade do estacionamento de 2,6 mil para 4,3 mil veículos.[7]

Uma obra, que não estava prevista no edital mas será realizada, é a construção de um novo terminal de cargas ao lado do Terminal 1, que será maior que o existente e terá capacidade para receber grandes aeronaves.[27] Na área onde existe atualmente o terminal de cargas, será construída uma extensão do pátio, aumentando a capacidade para 20 aeronaves.[7] A administração da Fraport inicia a partir do primeiro trimestre de 2018.[7]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Terminal 1[editar | editar código-fonte]

Escadas entre andares do Terminal 1.

O Terminal 1 é o maior e mais recente do aeroporto, foi inaugurado em 2001, após o aumento da demanda no aeroporto.[19] O terminal tem acesso pela avenida Severo Dullius, através de um sistema viário próprio. O terminal conta com três andares de acesso aos visitantes, no primeiro andar, existem 43 balcões de check-in, que contam com o sistema de check-in integrado, desenvolvido pela Infraero, que permite a utilização do mesmo balcão por várias companhias, o que agiliza o espaço em horários de movimento.[5] Neste andar localizam-se ainda os escritórios das companhias que operam no aeroporto, o desembarque doméstico e internacional, totens para check-in automático e algumas lojas.[5] No segundo andar, localiza-se a sala de embarque doméstica e internacional, duty-free shops e o "Aeroshoppinng", com lojas de diversos ramos.[28] No terceiro andar, localiza-se o terraço, com vidros para os visitantes visualizarem as aeronaves no pátio e a praça de alimentação.[28] O terminal possui ainda diversas agências de turismo, como a CVC e a Brocker Turismo,[29] locadoras de veículos, como a Localiza, Movida, Hertz e Unidas,[30] agências bancárias da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, caixas eletrônicos do Banrisul, Bradesco, Santander, Itaú e Banco 24 Horas,[31] casas de câmbio da Casa Brasil e Alternativa,[32] escritórios de órgãos públicos como a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Juizado da Infância, Ministério da Agricultura, Polícia Civil, Polícia Federal e Secretaria de Turismo,[33] além de uma agência dos Correios.[34]

O terminal tem capacidade de receber até oito milhões de passageiros por ano, enquanto três companhias operam voos nacionais para as regiões sul e sudeste e cinco companhias operam voos internacionais para a América do Sul, América Central e Europa.[35] Existem dez pontes de embarque e quatro posições remotas para embarque e desembarque de aeronaves.[35]

Terminal 2[editar | editar código-fonte]

Fachada do terminal 2.

O Terminal 2, também conhecido como "Aeroporto Antigo", foi inaugurado em 1940, para atender a Varig, que operava no aeroporto. Passou por diversas obras de ampliações até 2000, quando foi construído o Terminal 1, desativando as operações neste terminal. O terminal ficou sem utilização até 2010, quando foi reformado, passou a atender as exigências da Infraero, e foi reinaugurando, abrigando as operações da Azul Linhas Aéreas Brasileiras e WebJet Linhas Aéreas, o que desafogou as operações no Terminal 1. Porém, com a falência da WebJet, a Azul passou a ser a única companhia a operar no Terminal 2. Em 2014, foi implantado o sistema "Mamuth" para pontes de embarque, adequada a aviões da classe Cm como os Embraer E-Jets, nos quais a porta de desembarque fica a uma distância de 2,5 metros a 3,5 metros do solo.[36] Além da escada, há um elevador para cadeirantes com capacidade de suportar até 225 quilos.[36] Para chegar ao equipamento, o passageiro passa por um túnel constituído por módulos, totalmente climatizado, atravessando o pátio do aeroporto. Se um veículo precisar passar pela área onde ficam os módulos, eles podem ser movidos para dar acesso.[36] Uma das vantagens é para que o passageiro possa acessar o avião em dias de chuva, sem o risco de molhar-se.[37]

O terminal conta com nove balcões e oito totens de check-in, de uso exclusivo da Azul, além de sala de embarque e desembarque, praça de alimentação e lojas.[28] A Azul opera, partindo deste terminal, voos para as regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além de voos para o Uruguai.[35]

Terminal de cargas[editar | editar código-fonte]

O terminal de cargas, inaugurado em 1986, era utilizado nesta época pelas empresas Vasp, Transbrasil, SATA e Correios.[20] Atualmente, apenas duas empresas operam, com voos para o Brasil e outros países da América do Sul. No ano de 2016, foram movimentadas 15 156 toneladas de cargas.[2] Após a empresa Fraport assumir a concessão do aeroporto, será concluída a construção de um novo terminal de cargas, enquanto o atual será desativado e demolido para a ampliação do pátio de aeronaves.[7]

Aeromóvel[editar | editar código-fonte]

Aeromóvel em operação no aeroporto.

O aeromóvel instalado no aeroporto é a primeira linha da tecnologia em operação comercial no Brasil, inaugurada em 10 de agosto de 2013 e funcionando com cobrança de passagem desde 7 de maio de 2014, interliga a Estação Aeroporto do Metrô de Porto Alegre ao Terminal 1 do aeroporto, funcionando no mesmo horário dos trens.[38] O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em 2 minutos e 35 segundos. A linha conta com dois veículos, um com capacidade para 150 passageiros, outro para trezentos passageiros, cujo funcionamento se dá conforme a demanda do período.[39]

Movimento[editar | editar código-fonte]

Passageiros[editar | editar código-fonte]

Balcões de check-in no aeroporto.
Ano Passageiros Doméstico Internacional
2007[40] 4 277 211 3 942 047 335 164
2008[40] 4 821 451 4 442 569 378 882
2009[40] 5 519 013 5 178 092 340 921
2010[40] 6 558 933 6 132 909 426 024
2011[40] 7 692 744 7 149 462 543 282
2012[41] 7 888 109 7 268 381 619 728
2013[42] 7 809 085 7 327 355 481 730
2014[43] 8 305 195 7 713 150 592 045
2015[44] 8 194 176 7 699 115 495 061
2016[2] 7 433 169 7 079 829 353 340

Aeronaves[editar | editar código-fonte]

Airbus A319 da LATAM Airlines Brasil durante aproximação para pouso no aeroporto.
Ano Aeronaves Domésticas Internacionais
2007[40] 48 117 39 607 8 510
2008[40] 52 491 43 026 9 465
2009[40] 62 153 53 584 8 569
2010[40] 70 052 61 617 8 435
2011[40] 77 538 68 328 9 213
2012[41] 74 466 66 061 8 405
2013[42] 70 589 65 433 5 156
2014[43] 71 725 65 880 5 845
2015[44] 70 154 65 165 4 989
2016[2] 62 250 59 201 3 049

Companhias aéreas e destinos[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2017, nove companhias operavam voos no aeroporto.[45]

Mapas do aeroporto
Rotas nacionais partindo do aeroporto. 
Rotas internacionais partindo do aeroporto. 
Companhias Destinos Terminal Aeronave
Argentina Aerolíneas Argentinas (Skyteam) Buenos Aires (Aeroparque) 1 Boeing 737-800
Argentina Aerolíneas Argentinas (Skyteam)
(operado pela Austral Líneas Aéreas)
Buenos Aires (Aeroparque) 1 Embraer 190
Brasil Avianca Brasil (Star Alliance) Brasília, São Paulo (Guarulhos) , Rio de Janeiro (Galeão) 1 Airbus A319 e Airbus A320
Peru Avianca Perú (Star Alliance) Lima 1 Airbus A319
Brasil Azul Linhas Aéreas Brasileiras (Focus city) Belo Horizonte (Confins), Campinas, Curitiba, Cuiabá, Goiânia, Chapecó, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Montevidéu, Navegantes, Pelotas, Punta del Este, Rio de Janeiro (Santos Dumont), Santa Maria, Santo Ângelo, São Paulo (Guarulhos e Congonhas) e Uruguaiana. 2 Airbus A320neo, ATR-72 e Embraer 195
Panamá Copa Airlines (Star Alliance) Cidade do Panamá 1 Boeing 737-800
Brasil Gol Linhas Aéreas Inteligentes (Focus city) Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro (Galeão), São Paulo (Guarulhos e Congonhas). 1 Boeing 737-700 e Boeing 737-800
Países com atuação da LATAM Airlines LATAM Airlines Group (Oneworld) (Focus city)
(operado pela Brasil LATAM Airlines Brasil)
Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro (Galeão), São Paulo (Guarulhos e Congonhas) 1 Airbus A319, Airbus A320, Airbus A320neo e Airbus A321
Portugal TAP Portugal Lisboa 1 Airbus A330-200

Cargas[editar | editar código-fonte]

Companhias Aeronave
Países com atuação da LATAM Airlines LATAM Cargo Boeing 767-300F e Boeing 777-F
Brasil Total Cargo Boeing 727-200F

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Voo TAM 3054[editar | editar código-fonte]

Destroços do avião após o acidente.
Ver artigo principal: Voo TAM 3054

Em 17 de julho de 2007, um Airbus A320 da TAM Linhas Aéreas (atual LATAM Airlines Brasil), prefixo PR-MBK, estava programado para realizar um voo entre o aeroporto de Porto Alegre e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante a aproximação, a aeronave foi autorizada a pousar em Congonhas na pista 35L. Testemunhas oculares e câmeras de segurança do aeroporto mostraram que a aeronave tocou a pista na área conhecida como "zona de toque", onde todas as aeronaves devem pousar, ela não diminuiu sua velocidade, atravessando a pista a uma velocidade média de 90 nós (170 quilômetros por hora).[46] A aeronave fez uma curva abrupta para a esquerda, saindo da pista e invadindo o gramado e o pátio de manobras do aeroporto. A pista é localizada em um platô, ao lado da avenida Washington Luis, a qual estava com movimento intenso no momento. A aeronave saiu das delimitações do aeroporto, planou sobre a avenida e colidiu com o edifício da TAM Express, causando um incêndio imediato. Todas as 187 pessoas a bordo e doze pessoas em solo faleceram na hora.[47]

Incidentes[editar | editar código-fonte]

Em 18 de maio de 1969, um Piper PA-32, operado pelo Taxi-Aéreo Porto-Alegrense, fazia um voo partindo do Aeroporto de Bento Gonçalves até Porto Alegre, com três pessoas a bordo. Durante a aproximação para pouso, a cerca de trezentos metros da cabeceira da pista, o avião perdeu a sustentação após uma esteira de turbulência, causada por um avião turbojato, vindo a colidir com uma casa. Os três ocupantes, incluindo dois irmãos da família Dreher, morreram no acidente.[48]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b «Aeroporto de Porto Alegre passa a ser administrado por empresa alemã a partir desta sexta-feira». G1. 27 de julho de 2017. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  2. a b c d e f g «Estatísticas - Dezembro de 2016». Infraero. Consultado em 23 de julho de 2017. Cópia arquivada em 19 de abril de 2017 
  3. «Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER)» (PDF). Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 1 de outubro de 2016 
  4. «Aeroporto de Porto Alegre - Dados». Associação Nacional dos Aeroportos. Consultado em 23 de julho de 2017. Cópia arquivada em 23 de julho de 2017 
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  7. a b c d e f g «Grupo alemão vence leilão e assume aeroporto Salgado Filho por 25 anos». Zero Hora. Consultado em 23 de julho de 2017. Cópia arquivada em 16 de março de 2017 
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