Aeroporto de Vitória

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Aeroporto de Vitória / Goiabeiras
Eurico de Aguiar Salles
Aeroporto
Eurico de Aguiar Salles
IATA: VIX - ICAO: SBVT
Características
Tipo Público
Administração Infraero
Serve Região Metropolitana de Vitória
Localização Brasil Vitória, Espírito Santo
Inauguração 1946
Coordenadas 20° 15' 24.1" S 40° 17' 10.3" O
Altitude 3,5 m (11 ft)
Movimento de 2016
Passageiros Baixa3.120.166 de passageiros (BR: 15º)
Carga Baixa2.580,2 t de carga
Aéreo Baixa46.737 aeronaves
Capacidade anual 3,3 milhões de passageiros
Website oficial Página oficial
Mapa
VIX está localizado em: Brasil
VIX
Localização do aeroporto no Brasil
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
05/23 1 750 m (5 741 ft) Asfalto

O Aeroporto de Vitória - Eurico de Aguiar Salles (IATA: VIXICAO: SBVT), também conhecido como Aeroporto de Goiabeiras, é o principal aeroporto do Estado do Espírito Santo e opera voos nacionais de passageiros e internacionais de carga.

Localiza-se na parte continental de Vitória, no bairro de Goiabeiras, e dista, aproximadamente, 10 km do centro da cidade. Seu acesso se dá pela Avenida Fernando Ferrari e ocupa um sítio aeroportuário de 5.249.691,61 metros quadrados.[1]

Tem capacidade para receber aviões de médio porte, tais como o ATR-72, o Boeing 737, o Embraer 190/Embraer 195 e o Airbus A319/Airbus A320. Recebe, ainda, jatos executivos e helicópteros e conta com voos diretos e diários para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos (São Paulo), Santos Dumont e Galeão (Rio de Janeiro), Confins (Belo Horizonte), Brasília, Salvador e Campinas.

Fruto de décadas de descaso, o aeroporto Vitória foi considerado o pior do país pela própria Infraero. "O Aeroporto de Vitória é o pior do país, não podemos permitir que uma capital tenha um aeroporto que prejudica a população e atrapalha o crescimento do estado", afirmou o então Presidente da Infraero, Gustavo do Vale, em 2012.[2]

No final do ano de 2004, foi anunciado, para o ano seguinte, o início de obras de modernização do aeroporto, que consistiam basicamente na construção de um novo terminal e de uma segunda pista de pouso e decolagem. A conclusão estava prevista para 2007. No entanto, depois de muitos atrasos e suspeitas de superfaturamento, a obra foi embargada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2008.[3]

Depois de algumas reformas emergenciais[4] e vários anúncios de reinício das obras, uma nova licitação foi realizada e, finalmente, em junho de 2015, a ordem de serviço para o novo aeroporto foi assinada e as obras foram retomadas de fato, com previsão de conclusão para setembro de 2017.[5][6]

História[editar | editar código-fonte]

O cais do hidroavião[editar | editar código-fonte]

Antes da construção do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, os voos com destino à capital pousavam no hidroporto de Santo Antônio, o mais antigo bairro da capital. Projetado pelo arquiteto Ricardo Antunes e construído em 1939, o hidroporto logo ficou conhecido como Cais do Hidroavião. A edificação era equipada tanto para o transporte de passageiros quanto para o transporte de carga.[7]

A escolha do local se deveu, especialmente, à calmaria das águas naquele lugar, à topografia do bairro e, também, ao fato de haver ali uma linha de bonde que fazia a ligação direta com o Centro da cidade[8].

O tempo de vida do Cais não foi muito longo. Durou menos de dez anos. Com o fim da Segunda Guerra, os hidroaviões entraram em desuso. O Cais de Santo Antônio foi um dos últimos a encerrar as operações aéreas no país, em 1948.[8]

Operavam em Vitória a Panair e o Syndicato Condor em voos nacionais, além da Pan American na linha intercontinental Nova YorkBuenos Aires, com escala em várias cidades, inclusive Vitória.[9]

O nascimento do Aeroporto de Vitória[editar | editar código-fonte]

Na década de 1930, no local onde fica o atual Aeroporto de Vitória, funcionava o aeroclube da cidade, com uma pista de terra batida. O local foi escolhido para a instalação do aeroporto da cidade por um engenheiro francês da Société des Lignes Latécoère, empresa postal francesa. Em 1942, com uma verba total de 50 contos de réis, teve início a construção de uma pista de cimento, que custou 38 contos de réis. O restante do valor foi utilizado na construção do terminal de passageiros. A construção da pista e do terminal foi concluída em 1943.[10]

O Aeroporto de Vitória fez parte da relação de aeroportos participantes do convênio firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, por meio do qual o Brasil cedia, durante o período de guerra, a utilização de aeródromos às Forças Armadas dos EUA. Em 1943, a U.S. Engineer Office, repartição do exército americano, concluiu o projeto para o recém-construído aeroporto, prevendo a ampliação da pista para 1.500 metros de comprimento por 45 metros de largura. O projeto foi realizado pela Diretoria de Obras do Ministério da Aeronáutica, tendo sido concluído em 1946, data oficial da inauguração do Aeroporto de Vitória[10].

O Aeroporto de Vitória continuou servindo de ponto de escala até à década de 1970, quando o percentual de voos que o utilizavam como ponto extremo de linhas começou a elevar-se. Em 03 de fevereiro de 1975, foi incorporado pela Infraero, data considerada como o aniversário do aeroporto[10]. Em 1978, sua pista foi ampliada para 1.750 metros de comprimento e, em 1979, "foram concluídas as obras de reformulação de pavimento com reforço de concreto asfáltico nas pistas e reforço de concreto no pátio de estacionamento".[10]

O nome Eurico de Aguiar Salles somente passou a designar oficialmente o aeroporto em 2006, por meio da edição da Lei 11.296/06, em homenagem ao advogado e político capixaba, que foi secretário de Educação e Cultura do Espírito Santo e ministro da Justiça e Negócios Interiores do governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek.[11][12]

Estudos para a transferência de sítio[editar | editar código-fonte]

A expansão do Aeroporto de Vitória vem sendo estudada desde 1975, quando o Governo do Estado do Espírito Santo realizou um estudo de alternativas locacionais visando a transferir o aeroporto para outro sítio. Foram identificadas duas alternativas, uma ao norte da cidade de Vitória, no município da Serra, em região próxima a Nova Almeida, e a segunda ao sul, no município de Vila Velha, em região que se estende desde a Barra do Jucu até a Ponta da Fruta.

A região localizada na Serra mostrou-se inviável, uma vez que a área que se pretendia ocupar já possuía culturas da Agrosuco (frutas e vegetais em conserva) e da Citriodora (eucalipto), contrariando os critérios estabelecidos, pelos quais seriam evitadas propriedades de grande valor industrial e agropecuário. Já a área de Vila Velha se tornou inviável, atualmente, tendo em vista a criação da Área de Proteção Ambiental de Setiba, em 1994, e da Reserva Ecológica de Jacarenema, em 1997.

Projeto de modernização[editar | editar código-fonte]

Ante a inviabilidade de mudança do local do aeroporto, sua modernização tornou-se imprescindível, a fim de atender a uma demanda crescente tanto do transporte de passageiros quanto do transporte de cargas. Em 2005, iniciaram-se as obras de modernização do aeroporto, cujo projeto incluía um moderno terminal de passageiros com aeroshopping, climatizado e com acessibilidade para deficientes físicos, seis modernas pontes de embarque, uma segunda pista de pouso e decolagem com 2.416 metros (sentido leste/oeste), estacionamento com 1.000 vagas, um novo pátio de aeronaves, novas vias de acesso, novas instalações do Corpo de Bombeiros, nova torre de controle, novas instalações de navegação aérea, áreas reservadas para comércio e um centro de convenções[13].

Há também projetos para um Terminal de Cargas Nacional e Internacional, porém, ele não está contemplado no projeto da obra do aeroporto. O que se tem hoje é uma proposta de um novo TECA (nome do projeto conceitual), a ser implantado em área dentro sítio aeroportuário, com acesso pela Rodovia Norte-Sul, uma das ligações entre os municípios de Vitória e Serra. Esse projeto está sendo discutido, com articulações entre o Movimento Empresarial e o Conselho de Logística junto à Infraero, e prevê a execução e financiamento da iniciativa privada, porém, a sua gestão e operação serão de exclusividade da Infraero.[14]

Irregularidades na execução do contrato[editar | editar código-fonte]

Foram muitos os transtornos na execução da obra até que o TCU determinou a retenção de parte do pagamento ao consórcio formado pelas construtoras Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Estacon por suspeita de sobrepreço e desvio de verbas. Sob arguição de insegurança jurídica, as empreiteiras abandonaram definitivamente o canteiro de obras em 2008.

Foram várias as tentativas do TCU e da Infraero para se retomar o andamento das obras com o consórcio vencedor da primeira licitação, porém a proposta feita pelo consórcio de R$ 900 milhões foi considerada excessiva pelo TCU, que recomendou finalizar as negociações e realizar uma nova licitação.[15]

Atualização do Plano Diretor Aeroportuário[editar | editar código-fonte]

Provocado pelo Ministério Público Federal (MPF), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), em parecer de 2010, manifestou entendimento de que a nova pista do Aeroporto de Vitória deveria ter, no máximo, 1.900m de comprimento, contra os 2.535m previstos no projeto, tendo em vista as novas construções realizadas no entorno do aeroporto desde a formulação do Plano Diretor Aeroportuário (PDIR), aprovado em 1987, e do Plano Específico de Zona Proteção Aeroportuária (PEZPA), de 1994.[16]

Segundo o Decea, “o projeto de construção da nova pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Vitória não está de acordo com o previsto no seu Plano Diretor e, por conseguinte, no seu Plano Específico de Zona de Proteção Aeroportuária (PEZPA), não oferecendo, pois, um nível de segurança aceitável às operações aéreas daquele aeroporto”. Para o órgão, “em função da efetiva e necessária segurança operacional, especificamente do ponto de vista da Zona de Proteção de Aeródromos, para garantir o nível de segurança oferecido pelo PEZPA de Vitória, o projeto de construção da nova pista não deve contemplar um comprimento maior que 1.900m”.[16]

Ainda conforme com o Decea, a construção da pista com comprimento maior do que o recomendado “fará com que algumas das implantações, ora autorizadas no entorno desse aeroporto, passem a ser consideradas obstáculos, pondo em risco as operações das aeronaves que venham a utilizar esse aeroporto”.[16]

Assim, o Ministério Público Federal, por meio do Procurador da República Carlos Fernando Mazzoco, ajuizou Ação Civil Pública (ACP) contra a União Federal, a Anac e a Infraero pedindo a interrupção das obras de construção da nova pista até a atualização do Plano Diretor Aeroportuário de Vitória. [17][16]

O novo documento, aprovado em 2011, passou a prever a implantação da nova pista de pouso e decolagem 01/19, com 2.058m de comprimento por 45m de largura[1].

Nova licitação[editar | editar código-fonte]

Depois de todos os percalços que emperravam a modernização do aeródromo havia cerca de uma década, foi lançado novo edital de licitação para contratar a empresa que concluiria as obras do Aeroporto de Vitória, até que, em novembro de 2014, as propostas foram abertas e foi anunciada vencedora a construtora paranaense JL Construções Civis S/A, a mesma que realizou as obras de ampliação do Aeroporto de Curitiba e de revitalização do hotel Copacabana Palace.[15] Em janeiro de 2015, o resultado do processo de licitação foi homologado. [18]

Retomada das obras[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2015, o então Ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, assinou a ordem de serviço para a retomada das obras de construção do novo aeroporto de Vitória. A obra tem previsão para ficar pronta no mês de setembro de 2017 e o valor do contrato é de R$ 523,5 milhões.[19] Os recursos são provenientes em parte do Orçamento da União, mas a maioria advém do Fundo Nacional de Aviação Civil, totalizando mais de R$ 500 milhões.[19]

No mês de outubro de 2016, foi anunciada a conclusão de 40% das obras, mantendo-se a previsão de finalização para setembro de 2017. Nesta data, o governo federal garantiu que os compromissos financeiros para complementação das obras serão cumpridos.[20]

Em março de 2017, após nova visita do Governador do Estado, Paulo Hartung, e demais autoridades, foi informado que as obras encontravam-se 65% concluídas, mantendo-se, novamente, a previsão de entrega.[21] Segundo a Infraero, na mesma data, estavam sendo executadas a Central de Utilidades (onde ficarão os sistemas de climatização, abastecimento de água, fornecimento de energia, as instalações elétricas, hidrossanitárias e climatização do novo terminal), além da infraestrutura para as instalações mecânicas (esteiras, elevadores, escadas rolantes, etc). Também estavam sendo realizados a pavimentação das vias de acesso, do pátio de aeronaves, da pista de pouso e decolagem e das pistas de táxi, além da infraestrutura do balizamento luminoso das pistas, subestações de cabeceiras, dentre outros, totalizando 25 frentes de serviço.[22]

Em maio de 2017, anunciou-se a conclusão de 70% das obras do aeroporto. A previsão de entrega das obras ficou para 25 de dezembro do mesmo ano.[23]

O Aeroporto de Vitória vai ganhar uma segunda pista de pousos e decolagens, com 2.058 metros de comprimento por 45 metros de largura, com capacidade para receber aeronaves do tipo B767-300 cargueiro, e dez novas pistas de taxiamento, ligando a nova pista ao pátio de aeronaves. [24]

Em junho de 2017, o jornal Metro anunciou a conclusão de 80% das obras do aeroporto, além do início das obras da av. Adalberto Simão Nader, que servirá de novo acesso ao aeroporto.

Certificação operacional[editar | editar código-fonte]

Em 8 de dezembro de 2016, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 3.474/SIA[25], outorgando ao Aeroporto de Vitória a certificação necessária para operação com aeronaves de código de referência 4C ou inferior (A319, A320, A321, B737, etc)[26]. A Portaria certifica, ainda, a operação do o B767-300 cargueiro.

Dados e estatísticas[editar | editar código-fonte]

Movimento anual de passageiros (embarques e desembarques)[editar | editar código-fonte]

Ano Movimento Variação Anual Participação na Rede
2003 1.174.290 Aumento - -
2004 1.246.222 Aumento - -
2005 1.517.578 Aumento - -
2006[27] 1.661.192 Aumento - 1,63%
2007[28] 1.894.540 Aumento 14,05% 1,71%
2008[28] 1.988.447 Aumento 4,96% 1,76%
2009[28] 2.342.283 Aumento 17,79% 1,83%
2010[28] 2.644.729 Aumento 12,91% 1,70%
2011[28] 3.182.394 Aumento 20,33% 1,77%
2012[29] 3.642.842 Aumento 14,47% 3,47%
2013[29] 3.450.736 Baixa - 5,27% 3,26%
2014[29] 3.522.674 Aumento 2,80% 3,12%
2015[29] 3.583.875 Aumento 1,74% 3,19%
2016[29] 3.120.166 Baixa - 12,93% -

Observação: os dados constantes da tabela acima incluem embarques e desembarques de passageiros no Aeroporto de Vitória em voos regulares e não regulares.

Movimento anual de aeronaves (pousos e decolagens)[editar | editar código-fonte]

Ano Movimento Variação Anual Participação na Rede
2009[28] 49.807 Aumento 18,77% 2,17%
2010[28] 53.360 Aumento 7,13% 2,01%
2011[28] 57.293 Aumento 7,37% 1,98%
2012[29] 63.777 Aumento 11,32% 3,01%
2013[29] 58.504 Baixa - 8,27% 2,91%
2014[29] 60.144 Aumento 2,80% 3,04%
2015[29] 58.706 Baixa - 2,30% 3,23%

Observação: os dados constantes da tabela acima referem-se ao conjunto de pousos e decolagens realizados no Aeroporto de Vitória em cada ano, sejam de transporte de passageiros ou de carga, regulares ou não regulares e domésticos ou internacionais.

Movimento anual de carga aérea e correios (t) (carregadas, descarregadas e trânsito)[editar | editar código-fonte]

Ano Movimento Variação Anual Participação na Rede
2011 13.609 - 2,04%
2012[30] 14.093 Aumento 3,55% 2,31%
2013[30] 14.681 Aumento 4,17% 2,46%
2014[30] 16.262 Aumento 10,77% 2,73%
2015[30] 20.166 Aumento 24,01% 3,97%

Observação: as informações contidas na tabela acima referem-se ao total da carga aérea operacional, isto é, a carga transportada nos porões das aeronaves, não devendo ser confundida com a carga comercial do TECA (Terminal de Logística de Carga) da rede Infraero.

Movimento anual de carga aérea (t) - terminal de cargas (TECA)[editar | editar código-fonte]

Ano Importação Participação Exportação Participação Total Participação
2013[31] 5.244 3,12% 85 0,11% 5.329 1,10%
2014[31] 3.892 Baixa - 115,1 - 4.007,1 -
2015[31] 3.174 Baixa 4,04% 102 0,27% 3.276 1,14%
2016[31] 2.558,9 Baixa - 21,3 - 2.580,2 -

Especificações do Aeroporto[editar | editar código-fonte]

Atual

Novo

Área do terminal de passageiros 6.270 m² 26.578 m²
Pontes de Embarque 0 5
Pontes de Embarque Remotas 6 3
Estacionamento de veículos 600 vagas/7.385 m² 1.067 vagas/35.747 m²
Pista de pouso e decolagem

(Podem eventualmente operar simultaneamente)

1.750m x 45m 1.750m x 45m e 2.058m x 45m
Pátio de aeronaves 44.400 m²/06 aeronaves 51.000 m²/08 aeronaves
Capacidade de passageiros por ano 3.300.000 8.400.000
Pontos Comerciais 12 75
Balcões de Check-in 25 31

Terminal de Cargas[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Vitória é um dos aeródromos da rede Infraero que conta com um terminal internacional de cargas. Foi inaugurado em 21 de outubro de 1976 e conta com as seguintes instalações: cofre, câmaras frigoríficas, armazém de carga perigosa e armazém de material radioativo[32]. Desde 1999 o terminal recebe voos internacionais semanalmente, com uma companhia aérea operando o trecho Miami-Vitória, facilitando o comércio exterior capixaba. Em 2016, o terminal movimentou 2.580,2 toneladas de carga, segundo dados estatísticos da Infraero[33], carga esta composta principalmente por eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, vestuário, cosméticos, medicamentos e insumos industriais. [34][10]

Privatização[editar | editar código-fonte]

O movimento de privatização de aeroportos iniciou-se ainda no Governo Dilma Rousseff, com a concessão dos aeroportos de Natal, Brasília, Guarulhos e Campinas, em 2012, e dos aeroportos do Galeão e de Confins, em 2014.[35]

O Governo Temer seguiu essa política, leiloando, em março de 2017, os aeroportos de Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis. Na mesma data, o Ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou o interesse do Governo de conceder outros dez aeroportos à iniciativa privada, entre os quais, possivelmente, o de Vitória[36], confirmando declarações anteriores do Ministro dos Transportes, Maurício Quintella.[37]

Acesso ao aeroporto[editar | editar código-fonte]

Ônibus municipais[editar | editar código-fonte]

  • Linha 0212 - AEROPORTO / GRANDE VITÓRIA VIA BEIRA MAR. Passa pelo Aeroporto, Av. Simão Nader, Orla de Camburi, Av. Beira-Mar, Centro de Vitória.
  • Linha 0163 - AEROPORTO / PARQUE MOSCOSO VIA MARIA ORTIZ: Aeroporto, Av. Fernando Ferrari, Av. Maruípe, Av. Vitória, Centro de Vitória.
  • Linha 0122 - AEROPORTO / RODOVIÁRIA VIA AV. VITÓRIA: Aeroporto, Av. Fernando Ferrari, Reta da Penha, Av. Vitória, Centro de Vitória.

Acessibilidade[editar | editar código-fonte]

O aeroporto de Vitória conta com três cadeiras Stair-Trac (da Gol, Tam e Azul), um elevador portátil que pode ser adaptado à maioria das cadeiras de rodas, facilitando o acesso e o desembarque do passageiro à aeronave.[38]

A Infraero disponibiliza, ainda, um ambulift, um veículo adaptado com uma plataforma elevatória que realiza o embarque e desembarque de pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida.[38]

Acidentes e incidentes[editar | editar código-fonte]

  • Em 19 de dezembro de 1949, uma aeronave Douglas DC-3, prefixo PP-AXG, desapareceu sobre o oceano Atlântico após decolar do Aeroporto de Vitória com três tripulantes e três passageiros para um voo de treinamento;
  • Em 9 de julho de 1998, um Fokker 100, prefixo PT-MRG, da TAM, procedente de São Paulo, pousou, por engano, no Aeroporto de Guarapari, distante cerca de 54km de seu destino. Do incidente não resultaram danos materiais ou humanos. A aeronave decolou novamente e concluiu seu trajeto até Vitória.[39][40]
  • Em 12 de junho de 2001, um bimotor King Air, prefixo PT-WRA, que decolou de Belo Horizonte com destino a Vitória, com dois tripulantes e quatros passageiros, tinha iniciado a aterrissagem quando um de seus pneus traseiros estourou. O aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens por quase 3 horas, até que a aeronave fosse removida da cabeceira sul da pista.[41]
  • Em 21 de fevereiro de 2017, um Embraer E-190 da Azul Linhas Aéreas, prefixo PP-AUO, que decolara do Aeroporto de Confins com destino a Vitória, antes de pousar, sofreu um princípio de incêndio, controlado pela tripulação da companhia aérea. A aeronave seguiria para o Aeroporto Santos Dumont.
  • Em 26 de maio de 2017, um Airbus A320-214 da Latam, de matrícula PR-MHW, que fazia o voo JJ3132, de São Paulo - Congonhas para Vitória, precisou arremeter em virtude do atolamento de um trator que fazia o serviço de poda das margens da pista de pouso. De acordo com a Infraero, o aeroporto ficou fechado entre as 14h10 e as 14h49 para a remoção do veículo. A assessoria informou ainda que durante o período de interdição, apenas o voo 3132 da Latam, proveniente de Congonhas, alternou para o Galeão.[42][43]

Companhias Aéreas[editar | editar código-fonte]

Passageiros[editar | editar código-fonte]

Taxi Aéreo[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Líder Aviação

Cargas[editar | editar código-fonte]

Destinos[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Companhias Destinos
Azul Brazilian Airlines logo
  • Belo Horizonte (Confins)
  • Campinas
  • Salvador
  • São Paulo (Guarulhos)
  • Rio de Janeiro (Santos Dumont)
Gol new logo.png
  • Rio de Janeiro (Galeão)
  • Rio de Janeiro (Santos Dumont)
  • Salvador
  • São Paulo (Guarulhos)
TAM Airlines Logo.png
  • São Paulo (Congonhas)
  • Belo Horizonte (Confins)
  • Brasília
  • Rio de Janeiro (Galeão)
  • São Paulo (Guarulhos)
  • Rio de Janeiro (Santos Dumont)

Cargas[editar | editar código-fonte]

Companhias Destinos
ABSA logo.png Campinas e Miami
LAN Cargo logo.png Campinas e Miami
TAM Airlines Logo.png Campinas e Miami

Serviços[editar | editar código-fonte]

Órgãos públicos
Serviços bancários (Caixas eletrônicos)

Comércio[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b «Plano Diretor Aeroportuário – PDIR». ANAC 
  2. «Aeroporto de Vitória é o pior do país, constata Infraero» 
  3. «Um voo que não decola: obra no aeroporto de Vitória é novela longe de terminar». Facebook Developers. Consultado em 20 de abril de 2017 
  4. «Novo "puxadinho" do aeroporto de Vitória deve ficar pronto em 15 meses». Folha Vitória. Consultado em 19 de abril de 2017 
  5. «A saga do Aeroporto de Vitória - Acompanhe quanto tempo falta para as obras». A saga do Aeroporto de Vitória 
  6. «Ordem de serviço para novo aeroporto é assinada | Folha Vitória». www.folhavitoria.com.br. Consultado em 20 de abril de 2017 
  7. «Cais do Avião» 
  8. a b Verli, Caique (19 de abril de 2017). «Cais do Hidroavião: o primeiro aeroporto do Estado». Gazeta Online 
  9. Ton. «Aeroporto de Vitória - Eurico de Aguiar Salles». www.ancab.com.br. Consultado em 20 de abril de 2017 
  10. a b c d e Infraero - http://www4.infraero.gov.br/aeroportos/aeroporto-de-vitoria-eurico-de-aguiar-salles/sobre-o-aeroporto/historico/
  11. «LEI Nº 11.296, DE 9 DE MAIO DE 2006 - Publicação Original - Portal Câmara dos Deputados». www2.camara.leg.br. Consultado em 20 de abril de 2017 
  12. «Aos 42 anos, Aeroporto de Vitória passou 28% desse tempo em obras». Espírito Santo. 3 de fevereiro de 2017 
  13. «Diário de Vitória». legado.vitoria.es.gov.br. Consultado em 20 de abril de 2017 
  14. Artigo sobre a expansão do Aeroporto de Vitória e seu impacto na economia do estado - http://www.webartigos.com/articles/3149/1/impactos-da-expansao-do-aeroporto-de-vitoria-para-a-economia-capixaba/pagina1.html
  15. a b «Empresa do PR vence licitação para obras do Aeroporto de Vitória». Espírito Santo. 21 de novembro de 2014 
  16. a b c d «Nova pista do aeroporto de Vitória (ES) não pode ter mais de 1,9 mil metros». Jusbrasil 
  17. «Infraero muda pistas e prevê início das obras para julho». Espírito Santo em Ação. 27 de abril de 2010. Consultado em 24 de abril de 2017 
  18. «Sinal verde para o ES: homologada licitação para obras no aeroporto de Vitória». Folha Vitória. 16 de janeiro de 2015 
  19. a b «Ministro assina ordem e Aeroporto de Vitória fica previsto para 2017». Espírito Santo. 25 de junho de 2015 
  20. «Obra do Aeroporto de Vitória termina em 2017 e está 40% pronta». Espírito Santo. 21 de outubro de 2016 
  21. «Aeroporto de Vitória tem 65% da obra concluída, diz governo do ES». Espírito Santo. 20 de março de 2017 
  22. http://www.folhavitoria.com.br/politica/noticia/2017/03/hartung-visita-obras-do-aeroporto-de-vitoria-nesta-segunda-feira.html
  23. «Obra do aeroporto de Vitória está 70% pronta; veja como estão os pontos». G1 
  24. http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/folha-viagem/2016/12/21/obras-no-aeroporto-de-vitoria-serao-concluidas-em-setembro-de-2017-garante-infraero/
  25. «Portaria 3474/SIA» (PDF). Diário Oficial da União. 28 de novembro de 2016. Consultado em 20 de abril de 2017 
  26. «Aeronaves e Código de Referência». ANAC 
  27. «Anuário Estatístico Operacional de 2010» (PDF). Infraero. 11 de fevereiro de 2011. Consultado em 26 de abril de 2017 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]