Affonso Ávila

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Affonso Ávila
Nascimento 1928
Belo Horizonte, Minas Gerais
Morte 26 de setembro de 2012 (84 anos)
Belo Horizonte, Minas Gerais
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Poeta e ensaísta
Influências
Influenciados
Prémios Prémio Nacional de Ensaio (Fundação Cultural de Brasília) (1967)

Prémio Jabuti de Literatura (1990)
Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2002)

Magnum opus O Lúdico e as Projeções do Mundo Barroco (1971)[3], O visto e o imaginado (1990)

Affonso Ávila (Belo Horizonte, 19 de janeiro de 1928[4][5][2] - Belo Horizonte, 26 de setembro de 2012) foi um pesquisador, ensaísta e poeta brasileiro.[5]

É considerado um dos mais importantes poetas brasileiros contemporâneos.[6]

Teve participação ativa em importantes movimentos literários, foi criador do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais e de toda uma linha de pesquisas e ensaios cujo enfoque é o Barroco no Brasil,[5]principalmente do Barroco mineiro.[4]

Foi organizador da Semana de Poesia de Vanguarda, um importante evento realizado em 1963, e vencedor de diversos prêmios – entre eles o Prêmio Jabuti de Literatura, com O visto e o imaginado.[5]

Vida[editar | editar código-fonte]

Affonso Ávila é filho de Lindolfo de Ávila e Silva e Liberalina de Barros Ávila [4], viúvo da ensaísta e escritora Laís Correa de Araujo[5](falecida em 2006[7]). Também é pai do poeta Carlos Ávila[8], da historiadora Cristina Ávila.[2] e de Paulo, Myriam e Mônica.[2]

Foi leitor assíduo durante a adolescência, costume que o acompanharia pelo resto da vida, como a leitura da Coleção Brasiliana e dos cadernos literários dos jornais do Rio e de São Paulo, e também o tornaria escritor.[5]

Trabalhou como auxiliar de gabinete de Juscelino Kubitschek de Oliveira, então governador.[9]

Em 2006, recebeu uma homenagem concedida pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais com a publicação da Fortuna crítica de Affonso Ávila.[9]

Em junho de 2010, foi homenageado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a mais prestigiada universidade do estado, com a exposição exposição constructopoético – affonso80anosávila, realizada no Palácio das Artes, formada por livros, cartas, documentos, acervo pessoal do poeta, desenhos de outros artistas sobre a obra do escritor e pelo vídeo de Eder Santos, baseado num poema de Affonso Ávila.[10]

Após um mês de internação no Hospital Felício Rocho, faleceu aos 84 anos em decorrência de uma parada cardíaca, na casa dele na Rua Cristina, Bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi, juntamente com Fábio Lucas, Rui Mourão, Laís Corrêa de Araújo, Cyro Siqueira e outros jovens intelectuais, fundador da revista Vocação que o levaria a ser nomeado assessor de gabinete de Juscelino Kubitschek.[2]

A carreira de Affonso Ávila acumula trabalhos de levantamento e conservação do patrimônio artístico e arquitetônico das cidades históricas mineiras, sendo um dos marcos desse percurso a criação do Iepha.[5]

Em 1956, passou a ser colunista do jornal O Estado de S.Paulo em assuntos sobre Minas Gerais.[5]

Em 1957, funda a revista Tendência.[2]

Em 1967, teve publicado o livro Resíduos seiscentistas em Minas que se tornaria um clássico nos estudos sobre a história de Minas Gerais.[2]

Em 1969, foi lançado O poeta e a consciência crítica e Código de Minas & poesia anterior, dois livros que marcaram para sempre sua trajetória.[2]

Em 1969[4], foi diretor do Centro de Estudos Mineiros (CEM) da UFMG.[5]

Entre 1969 e 1996, dirigiu a revista Barroco, publicada pelo CEM/UFMG,[4]que se tornou leitura obrigatória sobre o assunto.[2]

É autor de diversos livros, alguns deles premiados,[5], editor de revistas e colaborador de diversas publicações, como da revista Tendência, da qual fez parte da direção,[4] e da Fundação Gulebnkian, de Portugal.[5]

Obras[editar | editar código-fonte]

Livros publicados:

Prêmios

Vencedor dos prêmios:

  • Othon Lynch Bezerra de Mello pelo livro Sonetos da descoberta.[2]
  • Cidade de Belo Horizonte em 1961; [2]
  • Cláudio Manoel da Costa, em 1961, pela publicação do livro de poemas Carta do solo.[2]

Referências

  1. a b c d e f g h Guimarães, Júlio Castañon. (13 de setembro de 2003). A lógica particular do poeta. Revista Agulha/Jornal do Brasil Online, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  2. a b c d e f g h i j k l m Lopes, Carlos Herculano (27 de setembro de 2012). Decifrador de Minas. Caderno Cultura
  3. Cançado, José Maria. (12 de fevereiro de 1995). Ávila faz uma leitura tropical da vertigem estética setecentista. Folha de S.Paulo, Caderno mais!
  4. a b c d e f g Enciclopédia da Literatura Brasileira do Itaú Cultural. (22 de junho de 2010). Ávila, Affonso (1928) - Biografia, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  5. a b c d e f g h i j k l m n o Elias, Rodrigo. (1 de fevereiro de 2011). Entrevista de Affonso Ávila. Revista de História da Biblioteca Nacional, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  6. a b Revista de História da Biblioteca Nacional. (1 de abril de 2007). Resíduos seiscentistas em Minas: textos do século do ouro e as projeções do mundo barroco, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  7. a b c Barile, João Pombo. (25 de setembro de 2010). Affonso Ávilla: em paz com a poesia. O Tempo, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  8. a b c d e f g h O Tempo/Germina Literatura. (17 de julho de 1997). Entrevista de Affonso Ávila a Fabrício Marques, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  9. a b Altman, Carlos. (25 de setembro de 2010). Manhã de poesia. Estado de Minas, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  10. UFMG. (27 de junho de 2008). Exposição do poeta Affonso Ávila pode ser vista até domingo, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  11. Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais. (13 de dezembro de 2006). Importante obra para a história de Minas é reeditada pelo Arquivo Público Mineiro, acesso em 21 de fevereiro de 2011
  12. Cançado, José Maria. (12 de fevereiro de 1995). A aventura sem fim do barroco. Folha de S.Paulo, Caderno mais!