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Afogamento (xadrez)

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Exemplo de empate por afogamento
abcdefgh
8
h8 preto rei
f7 branco rei
g6 branco rainha
8
77
66
55
44
33
22
11
abcdefgh
As pretas estão afogadas. O Rei negro não tem movimentos válidos uma vez que a Dama branca guarda as casas em volta dele.

O Rei afogado, empate por afogamento ou impasse é uma situação no xadrez onde o enxadrista tem a vez de jogar, não está em xeque, mas não tem movimentos válidos. O afogamento termina o jogo com um empate e está disposto nas leis do xadrez.

Durante a fase final da partida, o afogamento é um recurso que pode ser utilizado pelo enxadrista numa posição inferior para empatar o jogo. Em posições complicadas, o afogamento é muito raro, normalmente tomando a forma de uma armadilha que é bem-sucedida apenas se o lado com a posição superior não estiver atento. O afogamento também é um tema comum em estudos de finais e outros problemas de xadrez.

O resultado do afogamento como um empate foi padronizado no século XIX. Antes disso era tratado de várias formas incluindo uma vitória para o enxadrista afogar seu Rei, uma meia-vitória, derrota e até não sendo permitido; resultando no enxadrista afogado perdendo a vez de jogar.

Algumas variantes regionais do xadrez não permitem ao enxadrista executar um movimento de afogamento e em diferentes versões como o xadrez suicida o afogamento pode ser ou não tratado como um empate.

História da regra do afogamento

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A regra do afogamento tem uma história contorcida no xadrez.[1] Embora atualmente seja universalmente reconhecido como um empate, por muito tempo na história do jogo este não foi o caso. Nos antecessores do xadrez moderno, como o Xatranje, o afogamento era uma vitória para o lado que o administrou.[2] Esta prática persistiu no xadrez jogado no início do século XV na Espanha.[3] Entretanto, em 1497 Lucena tratou o afogamento como uma forma inferior de vitória,[4] onde em jogos valendo dinheiro valia apenas metade da aposta o que continuou sendo praticado na Espanha até 1600.[5]

A regra na Inglaterra de 1600 a 1800 era que o afogamento era uma derrota para o enxadrista que o executava, uma regra que o eminente historiador H. J. R. Murray acreditou ter sido adotado do xadrez praticado na Rússia.[6] Esta regra desapareceu na Inglaterra depois de 1820, sendo substituída pela francesa e italiana que regravam o afogamento como um empate.[7]

Assumindo que as pretas estão afogadas, através da história afogamento foi tratado de várias formas:

  • Vitória das brancas no século X na Arábia[8] e partes da Europa medieval.[9][10]
  • Uma meia-vitória para as brancas em jogos apostados, as brancas receberiam metade de aposta (século XVIII na Espanha).[8]
  • Uma vitória das pretas no século IX na Índia,[11] no século XVII na Rússia,[12] na planície central da Europa[13] e séculos XVII e XVIII na Inglaterra[14][nota 1] Esta regra continuou sendo publicada em Hoyle's Games Improved em 1866.[15][nota 2]

Ver também

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  1. O livro Famous game of Chesse-play (Londres 1614) explicou a razão da regra do seguinte modo: ained the reason for this rule as follows: "Aquele que pôs o rei do adversário afogado, frustra o jogo, porque perturba o curso do jogo, que só pode terminar com o grande xeque-mate" Murray, p. 466 & n. 32. McCrary, p. 26. Murray ridiculariza a regra como "ilógica", Murray, p. 61, e a explicação um tanto "infantil", id., p. 466.
  2. Murray escreveu em 1913, "A regra continuou aparecendo em edições depois de 1857, e encontrei jogadores que ainda arguiam que a regra era essa" Murray, p. 391 n. 47.

Referências

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  1. Murray (1913), p.61
  2. Murray (1913), pp.229, 267
  3. Murray (1913), p.781
  4. Murray (1913), p.461
  5. Murray (1913), p.833
  6. Murray (1913), pp.60-61,466
  7. Murray (1913), p.391
  8. 1 2 Davidson (1981), p.65
  9. Murray (1913), p. 463-464, 781
  10. McCrary (2004), p.26
  11. Murray (1913), pp.56-57, 60,61
  12. Davidson (1981), p. 65
  13. Murray (1913), pp.388-389
  14. Murray (1913), pp.60-61, 466
  15. Sunnucks (1970), p.438

Bibliografia

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Ligações externas

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