Afonso Álvares

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Afonso Álvares
Interior da Sé de Leiria, projeto de Afonso Álvares
Nascimento Primeira metade do século XVI
Morte c. 1580
Nacionalidade portuguesa
Ocupação arquiteto, engenheiro-militar
Movimento Renascimento; Maneirismo; Estilo chão
Obras notáveis Sé de Leiria, Igreja de São Roque (Lisboa), Sé de Portalegre

Afonso Álvares (15??-1580[1] foi um arquitecto e engenheiro militar português.

Obra[editar | editar código-fonte]

Foi o autor do projeto da Sé de Leiria, erguida entre 1551 e 1574[2] (este templo obedece à tipologia traçada por Miguel de Arruda, sogro de Afonso Álvares, para as novas sés edificadas no reinado de D. João III[3]) e possivelmente da Sé Catedral de Portalegre, começada em 1556.[4]

Foi o arquiteto da Igreja de São Salvador de Veiros, em Veiros, no concelho de Estremoz, erguida pela Ordem de Avis, sob licença do Cardeal D. Henrique, em 1559.[5]

Exerceu o cargo de "mestre das obras das fortificações", tendo respondido pelos trabalhos de modernização e ampliação do Forte de Santiago do Outão na barra do rio Sado, em Setúbal (1572). As inovações arquitectónicas incidiram na construção de um baluarte e de uma esplanada, onde podiam ser instalados canhões.

Entre 1571 e 1580, sucedeu Francisco de Arruda na direção da segunda etapa das obras do Aqueduto da Amoreira em Elvas.[6]

Ao final do século fez a traça do Mosteiro de S. Bento da Saúde.[7]

Foi autor ainda do projeto de ampliação da Igreja de São Roque, em Lisboa, que viria a evoluir para o estilo maneirista.[8] Afonso Álvares acompanhou a obra entre 1566 até 1575, quando foi substituído por seu possível sobrinho, Baltazar Álvares.[8][1] Sob sua orientação foi concebida uma igreja de nave única[8], projeto favorecido pelo Cardeal Dom Henrique.[9]

Referências

  1. a b Baltazar Álvares no sítio da Assembleia da República
  2. Sé de Leiria na base de dados do DGPC
  3. Serrão, VítorHistória da Arte em Portugal: o renascimento e o maneirismo. Lisboa; Editorial Presença, 2002, p. 74, 75
  4. Sé de Portalegre na base de dados SIPA
  5. MENDEIROS, José Filipe. Património Religioso de Estremoz. Estremoz: 2001. p. 159
  6. Aqueduto da Amoreira na base de dados do DGPC
  7. Francisco de São Luís Saraiva (1839). «Lista de alguns artistas portuguezes». Biblioteca Nacional de Portugal. Consultado em 8 de Novembro de 2011 
  8. a b c Casa Professa de São Roque / Igreja e Museu de São Roque na base de dados SIPA
  9. Toledo, Benedito de Lima. (2012). Esplendor do Barroco Luso-brasileiro. São Paulo, Ateliê Editorial, pp. 67-68.

Ver também[editar | editar código-fonte]