Afonso d'Escragnolle Taunay

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Afonso d'Escragnolle Taunay Academia Brasileira de Letras
Nascimento 11 de julho de 1876
Nossa Senhora do Desterro,  Santa Catarina
Morte 20 de março de 1958 (81 anos)
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Biógrafo, historiador, ensaísta, lexicógrafo e romancista
Escola/tradição Simbolismo/Modernismo

Afonso d'Escragnolle Taunay (Nossa Senhora do Desterro, 11 de julho de 1876São Paulo, 20 de março de 1958) foi um biógrafo, historiador, ensaísta, lexicógrafo, romancista, heráldico e professor brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Afonso Taunay nasceu no Palácio sede do Governo, conhecido como Palácio Rosado, em virtude da cor utilizada na parte externa da casa, na antiga Vila do Desterro, atual Florianópolis. Filho do então presidente da província de Santa Catarina, Alfredo d'Escragnolle Taunay, e de Cristina Teixeira Leite, visconde e viscondessa de Taunay.[2] Neto pelo lado materno do barão de Vassouras, bisneto do barão de Itambé e sobrinho-bisneto do barão de Aiuruoca. Pelo lado paterno era sobrinho-neto do barão d'Escragnolle, bisneto do conde d'Escragnolle, neto do pintor, professor e diretor da Academia Imperial de Belas Artes Félix Emílio Taunay e bisneto de outro conceituado pintor Nicolas-Antoine Taunay.

Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1900.[3] Foi professor na Escola Politécnica de São Paulo no período de 1904 a 1910. Foi diretor do Museu Paulista (conhecido como Museu do Ipiranga), entre 1917 e 1945. Reorganizou a biblioteca e o arquivo do Ministério das Relações Exteriores em 1930. De 1934 a 1937 foi professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.[4]

Sua atuação no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, na Academia Paulista de Letras, na Academia Portuguesa de História e como correspondente de Institutos Históricos estaduais, possibilitou a Afonso Taunay grande dedicação aos estudos historiográficos, especialmente ao bandeirismo paulista, ao período colonial brasileiro e à literatura, ciência e arte do Brasil[3].[4][5] Teve destaque também como lexicógrafo especializando-se sobretudo na terminologia científica.[4] Escreveu também diversos estudos de genealogia.

Casou-se com Sara de Souza Queiroz (Sara de Souza d'Escragnolle Taunay, após o casamento), filha de Vitalina Pompeu de Camargo e Antônio de Souza Queiroz, neta dos Barões de Souza Queiroz, com a qual teve cinco filhos: Ana d'Escragnole Taunay, casada com Francisco Pedro Berrettini; Paulo d'Escragnolle Taunay, casado com Kitty Taunay; Maria Egídia d'Escragnolle Taunay; Augusto d'Escragnolle Taunay, casado com Angélica(Lili) Ulhôa Cintra e Clarisse d'Escragnolle Taunay, casada com Pedro Alcântara Taques Horta.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Leonor de Ávila, romance brasileiro seiscentista, publicado em 1ª edição com o título de "Crônica do tempo dos Filipes";
  • Ensaios de bibliografia (2ª parte: língua estrangeira);
  • Nicolau A. Taunay (documentos sobre sua vida e sua obra);
  • São Paulo nos primeiros anos (1920);
  • São Paulo no século XVI (1921, reeditado conjuntamente com a obra acima pela editora Paz e Terra, 2004)
  • Pedro Taques e seu tempo, (1923);
  • A vida gloriosa e trágica de Bartolomeu de Gusmão, biografia;
  • Obras diversas de Bartolomeu de Gusmão;
  • A missão artística de 1816 (Ed. original: ? - reeditado pela Editora Universidade de Brasília, 1983);
  • Non ducor, duco: notícias de São Paulo (1565-1820), (1924);
  • Escritores coloniais (1925);
  • Visitantes do Brasil colonial (séculos XVI-XVIII), (1933);
  • História geral das bandeiras paulistas, 11 vols. (1924-1950);
  • História seiscentista da vila de São Paulo, 4 vols. (1926-1929);
  • História antiga da abbadia de São Paulo: escripta á vista de avultada documentação inedita (1598-1772), (1927)
  • História do café no Brasil, 11 vols. (1929-1941);
  • O Rio de Janeiro de antanho: impressões de viajantes estrangeiros, (1942);
  • Pequena história do café no Brasil (1727-1937), (1945), resumo da obra em 11 volumes acima;
  • Zoologia fantástica do Brasil (séculos XVI e XVII)
  • Rio de Janeiro de antanho: impressões de viajantes estrangeiros (1942);
  • Lexicografia: Léxico de termos técnicos e científicos;
  • A terminologia científica e os grandes dicionários portugueses.
  • História da Cidade de São Paulo (1953)

Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Ocupou a cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras, (da qual seu pai, o Visconde de Taunay foi um dos fundadores) eleito em 7 de novembro de 1929. Foi recebido em 6 de maio de 1930 pelo acadêmico Edgar Roquette-Pinto.

Referências

  1. «Biblioteca Virtual - Literatura». www.biblio.com.br. Consultado em 22 de janeiro de 2017 
  2. Dias, Kelly Keiko Koti. «Affonso d´Escragnolle Taunay e a História como construtora da identidade nacional» (PDF). Universidade Estadual de Campinas. Consultado em 22 de janeiro de 2017 
  3. a b «BIOGRAFIA DO PATRONO AFFONSO TAUNAY». Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo. Consultado em 22 de janeiro de 2017 
  4. a b c «Afonso d´E. Taunay: biografia». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 22 de janeiro de 2017 
  5. História das Bandeiras Paulistas (PDF). [S.l.]: Centro de Documentação do Pensamento Brasileiro (CDPB). 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Luís Murat
(fundador)
Lorbeerkranz.png ABL - segundo acadêmico da cadeira 1
1929 — 1958
Sucedido por
Ivan Monteiro de Barros Lins


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