Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais

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Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais
Adventist Development and Relief Agency
(ADRA)
Logo Internacional da ADRA
Lema "Mudando o mundo, uma vida de cada vez"
Tipo Organização não-governamental
Fundação 1 de novembro de 1956 (62 anos)
Estado legal Ativo
Sede Estados Unidos Silver Spring, Estados Unidos
Filiação Igreja Adventista do Sétimo Dia
Organização das Nações Unidas
Presidente Jonathan Duffy
Empregados 6000 (2004)
Sítio oficial adra.org.br

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) é uma agência humanitária que surgiu com o proposito de arrecadar mantimentos, roupas e remédios para os flagelados de guerras, desastres naturais e outras catástrofes.[1].

Ligada a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), trabalha em cinco frentes: segurança alimentar, desenvolvimento econômico, educação básica, saúde primária e preparo e resposta a situações de emergência.[2][3][4]

Nos relatórios de 2004, a ADRA reportou assistência a 24 milhões de pessoas, com aproximadamente 159 milhões de dólares investidos. Conta em seu staff com mais de 6000 funcionários. Em 2007 operava em 125 países.[5]

História[editar | editar código-fonte]

A ADRA iniciou oficialmente suas ações somente na década de 1950, porém, o serviço social adventista organizado em modelo de agência humanitária é muito mais antigo.

Precursores[editar | editar código-fonte]

O esboço do serviço social-humanitário adventista organizado teve lugar quando a Igreja Adventista do Sétimo Dia, por meio de uma reunião do Conselho da Conferência Geral no Outono de 1916, tentou encontrar uma solução para que os adventistas convocados para a Primeira Guerra Mundial servissem como não-combatentes nos frontes de batalha, permitindo aos jovens da igreja prestar serviço militar em unidades médicas.

Não se sabe quantos adventistas foram recrutados durante a Primeira Guerra Mundial. Charles Longacre, responsável pelas relações militares da IASD nos Estados Unidos, durante a maior parte da Primeira Guerra Mundial, afirmou que 186 americanos adventistas do sétimo dia foram disciplinados durante o período guerra e 35 foram presos em quartéis em Fort Leavenworth no final da guerra. A iniciativa da denominação de apoiar os serviços de assistência médica, consistiu em treinar socorristas, fornecer serviços de capelania pastoral no fronte e construção de instalações de apoio aos voluntários adventistas na Europa. O curto espaço de tempo entre a entrada dos Estados Unidos na guerra e seu fim, significou que algumas dessas ações não foram implementadas e a eficácia de outras é indeterminada.

A experiência dos adventistas americanos durante a Primeira Guerra Mundial ensinou lições que moldaram a resposta da igreja durante a Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Coréia e a Guerra do Vietnã. Os adventistas trabalham na construção dos Medical Cadet Corps (MCC; Corpo de Cadetes Médicos), que eram unidades não-combatentes vinculadas ao Exército dos Estados Unidos, e no treinemeto constante da juventude para ações de pronto-socorro. O MCC nunca ligou-se a ADRA, embora trabalhe conjuntamente, ofereça suporte e treinamento à agência[6].

Organização[editar | editar código-fonte]

A par dessas experiências, e diante da necessidade de um serviço não-militar que apoiasse a igreja em outras ocasiões, foi criado, em novembro de 1956, o Seventh-day Adventist Welfare Service (SAWS; Assistência Social Adventista). Em 1958, a Agência relatou envio de US$485.000 em ajuda, direcionada a 22 países, aumentando rapidamente, no ano seguinte, sua participação em ajuda para 29 países numa soma de US$2,3 milhões em doação.[1]

Crianças na Escola ADRA em Itanhaém, Brasil.

Na década de 1970 a organização mudou o foco de suas ações humanitárias, passando a desenvolver programas de ajuda imediata para programas que assistisse flagelados em longo prazo e numa direção ainda mais expansiva. Nessa ocasião (1973) alterou o nome da organização para Seventh-day Adventist World Service (SAWS; Serviço Mundial Adventista), substituindo a palavra "welfare" – assistência social, por "world" – mundo.[1]

Em 1976 a organização recebeu sua atual nomenclatura, Adventist Development and Relief Agency (ADRA; Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais). A ADRA desenvolveu novos programas assistenciais tendo um notório crescimento, com foco no desenvolvimento comunitário.[7] Porem continuando com força no atendimento a emergências, seja em situação de conflitos ou em desastres naturais.[1]

Teve destacada atuação durante os conflitos na Bósnia e no Kosovo[8] na década de 1990. Foi a primeira agência humanitária a conseguir permissão para prestar assistência social aos refugiados destes conflitos.[9][10]

É considerada umas das principais organizações não governamentais no mundo, recebendo Status Consultivo pela ONU em 1997, dando à organização voz ativa na comunidade internacional.[11] Em 2007 a ADRA contava com uma equipe de mais de 6.000 pessoas distribuídos em 125 países.[12][1]

Notas e referências

Notas

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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