Agacão III

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Agacão III
Funções
Imã dos ismaelitas (d)
-
Membro do Conselho Privado do Reino Unido
Embaixador
Título de nobreza
Aga Khan
até
Biografia
Nascimento

Carachi ou Bombay Presidency (en) ou Raj Britânico
Morte
Sepultamento
Mausoleum of Aga Khan (en)
Assuão
Cidadanias
Índia (a partir de ), Raj Britânico (até a ), Domínio da Índia ( - )
Alma mater
Atividades
Família
Pai
Mãe
Lady Ali Shah (d)
Cônjuges
Shahzadi Begum (d) (a partir de )
Cleofe Teresa Magliano (d) (a partir de )
Andrée Josephine Carron (d) (a partir de )
Yvette Labrousse (en) (a partir de )
Descendentes
Outras informações
Área de trabalho
Religão
Distinções

Vista da sepultura.

Agacão III, nascido Sultão Maomé Xá (em persa: آغا خان الثالث; romaniz.:Sultan Mohamed Shah; Carachi, 2 de Novembro de 1877 – Versoix, 11 de Julho de 1957) foi filho de Agacão II e seu sucessor com a sua morte em 1885. Foi o terceiro imame dos ismailitas a usar este título. Usou ainda os títulos de sir, sultão, príncipe de Bombaim e Presidente da Liga dos Muçulmanos de Toda-a-Índia, de que foi um dos fundadores.

Maomé nasceu em Karachi (naquela época pertencia à colónia britânica da Índia, actualmente ao Paquistão), filho da segunda esposa de Agacão II, Nauabe Alia Xamçul-Muluque, que era neta do da Pérsia, Fate Ali Xá. Foi a mãe quem guiou a sua educação, não só nos preceitos do islão, mas também nos valores da civilização ocidental; Maomé chegou a frequentar Eton College e a Universidade de Cambridge.[1]

Em 1918 publicou um livro que ficou célebre, “India in Transition”. Entre 1934-38 foi chefe da delegação da Índia à Sociedade das Nações e presidente desta organização em 1937-38.

Nos seus jubileus, foi presenteado pelos seus súditos com o seu peso em ouro (em Bombaim e em Nairobi) e simbolicamente em diamantes. Com estes presentes, o príncipe Agacão III continuou a obra dos seus antecessores de apoio ao desenvolvimento e de propaganda religiosa.

Referências

  1. "Aga Khan, Fashionable Londoner, Holds Enormous Power in Islam", The New York Times, 8 July 1923, p. XX5.