Agnaldo Timóteo

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Agnaldo Timóteo
Nome completo Agnaldo Timóteo Pereira
Conhecido(a) por
  • Cauby mineiro
  • Caratinga, a voz romântica do Brasil
Nascimento 16 de outubro de 1936
Caratinga, MG
Morte 3 de abril de 2021 (84 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Cantor  · compositor  · escritor  · político
Outras ocupações mecânico
Carreira musical
Período musical 1960–2021
Gênero(s) MPB  · Brega  · bolero  · seresta  · tango  · valsa  · samba-canção  · rock
Instrumento(s) Vocais  · piano
Religião católico
Página oficial
agnaldotimoteo.com.br

Agnaldo Timóteo Pereira (Caratinga, 16 de outubro de 1936Rio de Janeiro, 3 de abril de 2021) foi um cantor, compositor, escritor e político brasileiro.[1]

Passou toda a sua infância em sua terra natal, Caratinga. Desde pequeno se interessou por música e se apresentava nos circos que passavam pela cidade. Foi lá onde ele conheceu o cartunista Ziraldo, seu conterrâneo.

Iniciou sua carreira como intérprete de versões de sucessos internacionais. Teve grande popularidade nas décadas de 1960 e 1970, foi recordista de vendas de discos e foi agraciado com vários prêmios ao longo de sua carreira.

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Aos dezesseis de idade, saiu de Caratinga e foi para Governador Valadares, no mesmo estado, e iniciou seu trabalho como torneiro mecânico, fabricando peças para veículos que eram usados nas construções de estradas e rodovia. Lá trabalhou na oficina de italianos “Lambertucci Retifica”, no Bairro Prado, que era vizinha de uma casa onde se ouvia muita música. Agnaldo largava o trabalho para ouvir "Adeus, Querido", sucesso da cantora Angela Maria.[2][3]

Os anos cinquenta foram marcados pelas viagens em busca de oportunidades para gravar e cantar. Mudou-se para Belo Horizonte, onde não obteve muito êxito, embora fosse reconhecido pelas rádios da cidade como o "Cauby mineiro".[carece de fontes?] Era chamado para "defender" as canções do niteroiense e até se fazer passar por ele, pois o mesmo viajava muito e não podia comparecer a todos os convites e compromissos, ele era chamado para imitá-lo nas rádios.[2]

Com a ajuda de Aldair Pinto cantou nas rádios Inconfidência, Itatiaia, Mineira e Guarani. Teve a oportunidade de conhecer Angela Maria em um show que ela realizou em Belo Horizonte e ela deu-lhe o conselho para ir para o Rio de Janeiro, onde, provavelmente, teria mais chances e oportunidades.[2][4]

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

Programas de Rádio[5]

No Rio de Janeiro, passou por hospedarias e casas de parentes, passando pelo Lins de Vasconcelos, onde conheceu o cantor Roberto Carlos, que na época havia buscado a capital pelo sonho de virar cantor. Agnaldo revelou em um programa de televisão que eles costumavam ir a pé do Lins à Cinelândia para as rádios Nacional e Mayrink Veiga em busca de oportunidades, pois não tinham dinheiro sequer para pagar o bonde.[carece de fontes?]

Neste período, não encontrando as oportunidades que buscava, pediu trabalho para Angela Maria, que tinha um automóvel e não sabia dirigir. Em 1961, indicado pela sua patroa, aconteceu sua estreia em disco: um 78 rotações com “Sábado no Morro” e “Cruel Solidão”, para o selo Caravelle, onde gravou também no ano seguinte a marcha “Na Base do Amendoim”. Nada aconteceu.

Em 1963, pela Philips, gravou o compacto duplo “Tortura de Amor” de Waldick Soriano, um trabalho mais bem elaborado e fiel ao seu estilo romântico. A gravadora, no entanto, não acreditou no sucesso e as 180 cópias foram vendidas de mão em mão pelo próprio artista.

Rio Hit Parade - 1965

O programa realizado por Jair de Taumaturgo na TV Rio, teve Agnaldo Timóteo como o "defensor" da balada "The house of the rising sun", sucesso do grupo britânico The Animals. Agnaldo ganhou todos os prêmios do programa e arrebatou o público jovem, sendo contratado, imediatamente, pela EMI-Odeon, onde teve a oportunidade de gravar seus primeiros discos. O LP "Surge um Astro", um disco de versões de sucessos internacionais lançado naquele ano, foi sucesso de vendas do mercado fonográfico daquele ano. Emplacou sucessos como "A Casa de Irene" (A Casa D'Irene), "A Casa do Sol Nascente" (The House Of The Rising Sun), "É Tão Triste Veneza" (Que C'est Triste Venise), mas o hit ficou como "Mamãe" (La Mamma). O cantor participou de muitos programas da juventude, principalmente o Jovem Guarda, embora fosse mais velho que a média dos outros participantes.[2][6]

Em 1966, lançou "O Astro do Sucesso", que seguia o mesmo roteiro de sucesso do primeiro, era composto por versões de sucessos internacionais que estavam fazendo sucesso. As músicas de maior destaque foram "Último Telefonema" (L'ultima Telefonata), "Não Te Amo Mais" (Je Ne T'Aime Plus) e "Aline", estas últimas sucesso do jovem francês Christophe.[5]

Meu Grito - 1967

Em 1967 lançou o álbum "Obrigado Querida", emplacando como Hit daquele ano a canção "Meu Grito" (de Roberto Carlos), ficando em primeiro lugar em todas as gravadoras do país.[7] O disco veio ainda com dois grandes sucessos da sua carreira: "Mamãe Estou Tão Feliz" (Mamma) e "Os Verdes Campos da Minha Terra" (Green Green Grass Of Home). Segundo o cantor, "Meu Grito" consolidou a sua carreira, que precisava de uma música própria e original, diferente das versões que recebia para gravar. O disco de 1968 veio com "Deixe-me outro dia, menos hoje" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos), mas esta não estourou como a primeira, obtendo apenas sucesso com "A Hora do Amor" (L'ora Dell'amore).[5]

O LP de 1969 não teve muito destaque, trazendo apenas "Eu Vou Sair Para Buscar Você" (de Nelson Ned) como sucesso. Em 1970 tentou carreira no mercado latino, com versões de sucessos seus, de Cauby Peixoto e Nelson Gonçalves, mas também não disparou. Lançou neste meio tempo regravações de hits de outros artistas como "These Are The Songs" (de Tim Maia). O LP "Agnaldo Timóteo Sempre Sucesso" também não foi de grande sucesso, embora estivesse como um dos mais vendidos daquele ano.

Em 1972, com o álbum "Os Brutos Também Amam", Agnaldo Timóteo mostrou que seguiria a linha dos românticos, cada vez menos falando a linguagem dos jovens. Este disco mostrou o amadurecimento musical do artista, que vinha contando seus sentimentos e desastres amorosos através de músicas inéditas. O maior sucesso foi "Os Brutos Também Amam", da dupla Roberto e Erasmo. A capa deste disco trazia um desenho seu com dois leões de fundo, fato que fez o apresentador Silvio Santos colocar o cantor para cantar ao vivo em uma jaula ao lado de um leão.

O próximo disco traria outro sucesso inédito da dupla “Frustrações”, que deu o título do seu álbum de 1973. A capa deste também foi emblemática, pois trazia o cantor no gramado de um Maracanã vazio, para demonstrar tamanha solidão. Segundo ele próprio, o estádio foi um símbolo de uma grande frustração sua – o futebol. Botafoguense de carteirinha, ele nunca foi bom no esporte. O disco trazia outros sucessos também como “Adeus Pampa Mia” e “Cedo Para Amar”, levando o cantor várias vezes no mesmo ano para receber prêmios no Programa do Chacrinha.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Com o escritor Antônio Bivar, na década de 1970.

A Galeria do Amor – 1975

Agnaldo Timóteo lançou a primeira composição própria – A Galeria do Amor. "A Galeria do Amor", segundo Nelson Motta foi uma música de grande valor na música brasileira e foi uma das grandes contribuições da música chamada Brega.[8][9] O disco contou inclusive com uma canção do jornalista em parceria com Guto Graça Melo "Enigma de uma vida", além de "Quero ser seu amigo" de Benito di Paula, ambas inéditas, além da regravação de "A noiva", versão de Fred Jorge, sucesso de Cauby.

Em 1978, “Eu Pecador” foi outra mensagem de duplo-sentido deixada pelo cantor em seu disco. Entretanto, desta vez, o cantor deixou a sua outra visão sobre os romances de que tratava, afirmando que eles eram o seu “pecado”. O álbum contou com a sua primeira tentativa de incursão no grupo da MPB, a gravação de “Por Causa de Você” (de Dolores Duran e Tom Jobim).

Depois do sucesso de “A Galeria do Amor”, Agnaldo voltou ao tema da vida noturna no Rio de Janeiro. Em 1977 fez o seu disco de maior sucesso “Perdido na Noite”, com a canção de trabalho assinada por si mesmo, além de outras composições: “Aventureiros” e “O Conquistador” (esta com Wagner Montanheiro e Miguel Plopschi). O álbum teve “Tristeza Danada” (de seu irmão Majó) como segundo destaque. Provavelmente foi sua primeira tentativa de incursão para o grupo de cantores da MPB, pois neste álbum esteve presente “Olhos nos Olhos” (de Chico Buarque), sendo lançada simultaneamente por ele, pelo compositor e por Maria Bethânia.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2011 lançou "A Força da Mulher", álbum que reunia 14 faixas com nomes de mulher, dando voz a sucessos como “Michelle”, dos Beatles, “Manuela”, de Julio Iglesias e “Mulher (Sexo Frágil)” de Erasmo Carlos e dedicou o trabalho à então presidente da república Dilma Rousseff.[10] Em 2012 concorreu ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor cantor popular pelo álbum[11] e gravou no mesmo um DVD com mesmo nome, saindo em turnê.[12]

Realizou participação especial no show Duas Gerações da dupla Matogrosso & Mathias gravado ao vivo em 2014, cantando o sucesso "24 horas de amor".[13]

Agnaldo Timóteo posa para foto antes do ensaio para show comemorativo dos seus 50 anos de carreira em São Paulo

Em 2015 lançou o álbum (DVD + CD) Agnaldo Timóteo 50 Anos na Estrada Asfaltada (Ao Vivo), lançado em parceria da Coqueiro Verde com o Canal Brasil. O show foi gravado um ano antes no Teatro São Pedro (SP), onde o artista celebrou sua carreira cantando sucessos com participações especiais de Alcione, Angela Maria, Cauby Peixoto, Claudete Soares e Martinha.[14] No mesmo ano participou do projeto "MPB na ABL" (comemorando a música romântica nos 450 anos da cidade do Rio) ao lado do cantor Luiz Vieira, a convite de Ricardo Cravo Albin para um bate-papo intercalado com apresentações musicais.[15]

Escreveu o prefácio do livro "Mensagens para a Vovó" de autoria de Antonio Marcos Pires e junto com o autor participou da Bienal do Livro SP 2016 autografando este livro.[16]

Lançou no início de 2017 o álbum "Obrigado, Cauby" em tributo ao cantor falecido no ano anterior. Agnaldo perpassa vários sucessos da carreira do ídolo, tais como "Conceição" (em dueto póstumo com o homenageado), "Bastidores" e "Ninguém é de ninguém".[17][18] O cantor saiu em turnê pelo país com show homônimo.[19][20][21] No mesmo ano foi lançado nos cinemas o documentário "Eu, Pecador", retratando a vida musical, pessoal e política do artista.[22]

Agnaldo Timóteo se apresentando ao vivo

Em 2018 gravou o álbum Reverências, ao vivo no Teatro Itália (SP), em que presta tributo a ídolos e artistas do seu tempo que influenciaram sua obra como Elis Regina, Gonzaguinha e Tim Maia.[23][24] No mesmo ano grava um show para o programa Todas as Bossas da TV Brasil apresentando seus recentes trabalhos[25] e participa de álbuns coletivos em homenagem a outros artistas, tais como Luiz Vieira[26] e Martinha,[27] as apresentações musicais foram registradas em disco. Também participou ao lado de grandes artistas nacionais do projeto especial em homenagem ao centenário da cantora Dalva de Oliveira e saiu em turnê na companhia de Claudete Soares, Eliane Pittman e Márcio Gomes com pelo país para a divulgação do trabalho.[28] Junto destes artistas gravou um especial em 2019 em tributo à Dalva que foi transmitido pela TV Brasil no programa Todas as Bossas.[29][30]

No ano de 2019 o cantor sofreu um AVC quando se preparava para uma apresentação no interior da Bahia.[31][32][33] O cantor ficou hospitalizado por 59 dias e ao longo do ano foi recuperando sua saúde;[34][35][36] retornou aos palcos em dezembro do mesmo ano.[37][38] Seu grande retorno se deu no programa Conversa com Bial, onde conversou sobre sua vida e carreira com o apresentador e interpretou alguns sucessos.[39]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ano Título Mídia Gravadora Nota
1964 Sábado no morro/ Cruel solidão 78 RPM Caravelle
1964 Tortura de Amor Compacto Duplo Phillips
1965 Surge um astro Long-Play Odeon
1966 O astro do sucesso Long-Play Odeon
1967 O sucesso é o astro Long-Play Odeon
1968 Obrigado, querida Long-Play Odeon
1968 Song by Brazilian International Famous Agnaldo Timóteo Long-Play EMI-Odeon (Internacional)
1969 Comanda o sucesso Long-Play Odeon
1970 O intérprete Long-Play Odeon
1971 Sempre sucesso Long-Play Odeon
1971 Canta en Castellaño Long-Play EMI-Odeon (Internacional)
1972 Os brutos também amam Long-Play Odeon
1973 Frustrações Long-Play Odeon
1974 Encontro de gerações Long-Play Odeon
1974 The Good Voice of Brazil Long-Play EMI-Odeon (Internacional)
1975 Galeria do amor Long-Play Odeon
1975 Sucessos de Ouro Long-Play Coronado/ EMI-Odeon
1976 Perdido na noite Long-Play Odeon
1976 Te amo cada vez mais Long-Play EMI-Odeon
1976 Sucessos de Ouro Vol. 2 Long-Play Coronado/ EMI-Odeon
1977 Eu pecador Long-Play EMI-Odeon
1979 Deixe-me viver Long-Play EMI-Odeon
1979 Angela & Agnaldo, Juntos Long-Play EMI-Odeon Álbum lançado em parceria com a cantora Angela Maria.
1980 Companheiros Long-Play EMI-Odeon participação especial de Fagner ("Ressurreição").
1981 Agnaldo Timóteo & Carmen Costa - Na Galeria do Amor Long-Play EMI-Odeon registro ao vivo de show realizado no Teatro João Caetano em parceria com a cantora Carmen Costa.
1981 Sonhar contigo Long-Play EMI-Odeon
1983 Eu agradeço Long-Play EMI-Odeon participação especial de Tetê Espíndola na faixa "Foi por amor"
1983 Alô, mamãe, eu te amo Long-Play Som Livre
1985 Descobrimos nossas cores Long-Play Coronado/ EMI-Odeon participação especial de Nana Caymmi na faixa "Canção de Ninar Neném"
1986 Presente de Deus Long-Play 3M
1987 ... Ontem, hoje e sempre Long-Play 3M
1989 Presente Long-Play Continental
1992 Uma palavra só... Perdão Long-Play Musicolor/ Continental
1994 Meus momentos CD EMI Music
1995 Obrigado, mãe CD Globo/ Columbia Participações especiais da cantora Angela Maria nas faixas "Obrigado Mãe", "Mamãe" e "Mãezinha Querida" e de Gracindo Júnior recitando poema na faixa "Dia das Mães".
1996 Revivendo os grandes sucessos de Agnaldo Timóteo CD Globo/ Columbia
1997 Ao Nelson com carinho CD Globo/ Columbia
1997 Meus momentos vol.2 CD EMI Music
1998 Em nome do amor - Agnaldo Timóteo canta Roberto Carlos CD Sony Music
1999 Angela & Agnaldo - Sucesso sempre! CD Sony Music álbum lançado com a cantora Angela Maria, inclui participações especiais de Fábio Jr. ("Alma Gêmea"), Chitãozinho & Xororó ("Índia"), Fagner ("Deslizes") e Cauby Peixoto ("Ninguém é de ninguém/ A noiva").
2000 Meus momentos CD independente
2002 Feitiço do Rio CD independente
2003 Muito prazer, com carinho CD independente
2003 Os verdes campos da minha terra CD Futura Records
2006 Em sertanejo CD independente
2007 Rio, Post Card of Brazil CD Astral Music
2008 Agnaldo Timóteo en Español CD independente
2008 Agnaldo Timóteo - Programa Ensaio DVD VZ Multimídia registro da participação do cantor no programa Ensaio da TV Cultura, sob a direção de Fernando Faro
2010 Agnaldo Timóteo Sempre CD Som Livre
2010 Obrigado São Paulo Obrigado Brasil CD Som Livre
2010 Amor Proibido (Best Of) CD EMI Music
2011 A força da mulher CD Edições Musicais 2001 Participações especiais de Cauby Peixoto ("Conceição") e Dominguinhos ("Laura")
2012 A força da mulher (ao vivo) DVD Edições Musicais 2001 registro de show no Teatro do Sesc Santana, São Paulo, com participação especial de Cauby Peixoto.
2012 Minha oração CD Edições Musicais 2001
2012 Agnaldo Timóteo Anos 70 vol.1 BOX (6 CDs) Discobertas Produzido por Marcelo Froés, este box reúne os álbuns "O intérprete", "Canta en Castellaño", "Sempre Sucesso", "Os brutos também amam", "Frustrações" e "Encontro de Gerações", lançados entre 1970-1974 em LP e agora em formato de CD.
2012 Agnaldo Timóteo Anos 70 vol.2 BOX (6 CDs) Discobertas Produzido por Marcelo Froés, este box reúne os álbuns "Galeria do amor", "Perdido na noite", "Eu pecador", "Te amo cada vez mais", "Deixe-me viver" e "Agnaldo Timóteo & Angela Maria Juntos", lançados entre 1975-1978 em LP e agora em formato de CD.
2013 Recuerdos de Mi Juventud CD Atração
2015 Agnaldo Timóteo - 50 anos na estrada asfaltada (ao vivo) DVD + CD Coqueiro Verde Records/ Canal Brasil registro de show no Teatro São Pedro, São Paulo.
2015 La Historia Es Viva CD Radar Records álbum cantado em espanhol lançado postumamente com Nelson Ned.
2017 Obrigado, Cauby CD Som Livre
2018 Reverências (ao vivo) CD Nova Estação registro de show no Teatro Itália, São Paulo, participação especial de Roberto Luna ("Castigo")
2018 A Nossa Seleção É Animal Single Sel Music
2019 E a vida continua CD Nova Estação
2019 Presente de Deus (Ao Vivo) Single Discobertas

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Cinema/ Documentário[editar | editar código-fonte]

Ano Título Diretor Nota
1988 Abolição[40] Zózimo Bulbul Embrafilme
2009 Alô, Alô, Terezinha! Nelson Hoineff Comalt
2012 Vou Rifar Meu Coração Ana Rieper Vitrine Filmes
2013 Cauby - Começaria tudo outra vez Nelson Hoineff Comalt
2017 Eu, Pecador[41] Nelson Hoineff Comalt/ Canal Brasil

Na política[editar | editar código-fonte]

Agnaldo Timóteo
Deputado federal pelo Rio de Janeiro
nas 47.ª e 50.ª Legislaturas
Período 1 de fevereiro de 1983
a 31 de janeiro de 1987

3 de maio de 1995
a 31 de dezembro de 1996

Vereador da cidade do Rio de Janeiro
na 5ª Legislatura
Período 1 de janeiro de 1997
a 31 de dezembro de 2000
Vereador da cidade de São Paulo
nas 14ª e 15ª Legislaturas
Período 1 de janeiro de 2005
a 31 de dezembro de 2008

1 de janeiro de 2008
a 31 de dezembro de 2012

Dados pessoais
Nascimento 16 de outubro de 1936 (85 anos)
Caratinga
Morte 3 de abril de 2021 (84 anos)
Rio de Janeiro
Partido PDT (1982-1985)
PDS (1985-1993)
PPR (1993-1995)
PP (1995-2006)
PL (2006)
PR (2006-2015)
MDB (2015-2020)
PT (2020-2021)

Agnaldo Timóteo foi eleito duas vezes deputado federal pelo Rio de Janeiro[42] e vereador das cidades do Rio de Janeiro[43] e São Paulo.[44] Segundo o jornalista Antero Luiz Martins Cunha, até sua primeira incursão na política em 1982, Agnaldo Timóteo só havia se manifestado sobre o tema uma única vez, quando declarou apoio ao golpe militar de 1964. Isso não o impediu participar do show de comemoração do aniversário de 84 anos do líder comunista Luiz Carlos Prestes quase dezoito anos depois.[45][46]

Deputado Federal[editar | editar código-fonte]

Em 1982 Timóteo ingressou no recém-fundado PDT, apoiado pelo seu líder Leonel Brizola. Em maio daquele ano anunciou durante uma entrevista ao programa O Povo na TV sua candidatura a deputado federal pelo Rio de Janeiro.[47] Sua campanha foi planejada para ser realizada com grandes showmícios no "Brizolão", caminhão de campanha idealizado por Darcy Ribeiro.[48] Aproveitando a superexposição causada pela candidatura, a gravadora Odeon relançou cinco discos de Timóteo,[49] embora corressem boatos no Rio que algumas rádios haviam iniciado um boicote às suas músicas por conta da candidatura.[50]

A candidatura foi lançada na convenção estadual do PDT em 7 de agosto de 1982, ao lado de Brizola, candidato a governador do Rio de Janeiro.[51] Sua campanha atraiu grande atenção da imprensa e do eleitorado, que disputava autógrafos em seus santinhos fartamente distribuídos pelo Rio. Apesar de sua grande popularidade, o PDT subestimou sua votação nas suas pesquisas internas (onde Timóteo sequer aparecia entre os mais votados).[52] Mesmo em pesquisas oficiais, como a do IBATE feita em setembro, colocavam Timóteo em um modesto 46º lugar.[53] O jornalista e candidato Sebastião Nery, no entanto, especulava uma vitória de Timóteo, chegando à frente do candidato do PMDB Jorge Leite.[54]

Apesar das projeções, Timóteo deu declarações afirmando que seria o candidato mais votado do Rio de Janeiro.Sua plataforma política divulgada era baseada na defesa dos direitos dos artistas e da população pobre.[55] Durante a campanha eleitoral, Timóteo foi preso duas vezes: em 15 de setembro, junto com o candidato Ajuricaba Monassa enquanto aplicavam cartazes lambe-lambe nos arredores do porto do Rio [56] e em 5 de novembro quando foi por ter desacatado policiais militares em Niterói, após ter sido multado por estacionar seu automóvel chamado “papa-voto” em local proibido.[57]

Nas Eleições estaduais no Rio de 15 de novembro de 1982 Timóteo foi eleito deputado federal. Com 503 455 votos, tornou-se o candidato mais votado do estado do Rio de Janeiro. Sua votação recorde fez com que pleiteasse, sem sucesso, a secretária de obras do Rio de Janeiro a Brizola.[58]

Desempenho eleitoral[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Cargo Partido Votos Posição Resultado
1982 Estadual do Rio de Janeiro Deputado Federal PDT 503 455 Eleito
1986 Estadual do Rio de Janeiro Governador PDS 109 488 5º/7º Não eleito
1994 Estadual do Rio de Janeiro Deputado Federal PDS Não eleito (Suplente)
1996 Municipal do Rio de Janeiro Vereador PPR Eleito
2000 Municipal do Rio de Janeiro Vereador PPB Não eleito
2004 Municipal de São Paulo Vereador PP 37 336 Eleito
2008 Municipal de São Paulo Vereador PP 26 180 Eleito
2010 Estadual de São Paulo Deputado Federal PR 25 174[59] Não eleito
2012 Municipal de São Paulo Vereador PR 12 009[60] Não eleito
2014 Estadual do Rio de Janeiro Deputado Federal PR 18 839[61] Não eleito
2016 Municipal do Rio de Janeiro Vereador PMDB 4 821[62] Não eleito

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Desde o início de sua carreira Timóteo conviveu com especulações sobre sua Orientação sexual. Em entrevista ao O Pasquim em 1972, quando questionado, Timóteo declarou que não era homossexual.[63] Em 1980 o jornal Luta Democrática divulgou que a canção Grito de Alerta foi composta por Timóteo para um jovem com o qual mantinha um relacionamento.[64] Na mesma época, o apresentador Chacrinha anunciava Timóteo em seus programas como "o homem que tem o sexo na voz".[65] Em 2017, aos 81 anos, Agnaldo Timóteo assumiu pela primeira vez, no documentário “Eu, pecador”, de Nelson Hoineff, já haver tido relações com outros homens. Porém, optava por não definir a sua sexualidade.[66]

Morte[editar | editar código-fonte]

Após dezessete dias internado na unidade de terapia intensiva do Hospital Casa São Bernardo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, morreu em 3 de abril de 2021, aos 84 anos, de complicações decorrentes da COVID-19.[67] Foi sepultado no Cemitério Parque Jardim da Saudade Sulacap no Rio de Janeiro.[68]

Referências

  1. Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «AGUINALDO TIMOTEO PEREIRA». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 25 de maio de 2021 
  2. a b c d «Agnaldo Timóteo | Trajetórias». TV Cultura. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  3. «Aguinaldo Timóteo fala sobre sua amizade com Ângela Maria: "alucinado" - Televisão». NaTelinha. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  4. Faour, Rodrigo, 1972-. Angela Maria : a eterna cantora do Brasil 1a edição ed. Rio de Janeiro, RJ: [s.n.] ISBN 978-85-01-10300-0. OCLC 939398067 
  5. a b c «dicionariompb.com.br/agnaldo-timoteo». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  6. «O romântico samba canção com Marcio Gomes e Agnaldo Timóteo | Samba na Gamboa | TV Brasil | Cultura». 11 de maio de 2017. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  7. «O fôlego de Agnaldo Timóteo - JCNET». jcnet.com.br 
  8. «A Galeria do Amor: um lugar de emoções diferentes». Mundo de Músicas (em inglês). 29 de julho de 2016. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  9. «A saga de Agnaldo Timóteo em sua luta pela vida, da UPA de Barreiras (BA) ao Hospital das Clínicas, em São Paulo». Heloisa Tolipan (em inglês). Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  10. Cultura, Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG (19 de março de 2011). «Agnaldo Timóteo: 'Querem que eu seja um pretinho bem-acomodado' - Música - iG». Último Segundo. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  11. «Os finalistas do 23º Prêmio da Música Brasileira | PMB». Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  12. PE, Do G1 (4 de março de 2012). «Agnaldo Timóteo faz shows no Recife em homenagem às mulheres». Pernambuco. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  13. «Muito Mais Música | DVD de Matogrosso & Mathias terá participações especiais». Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  14. «Faixa musical – Agnaldo Timóteo – 50 Anos na Estrada Asfaltada » Canal Brasil Imprensa». Canal Brasil Imprensa. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  15. «Série "MPB na ABL" apresenta "A alma romântica do Rio, nos 450 anos da cidade", com Luiz Vieira e Agnaldo Timóteo». Academia Brasileira de Letras. 5 de agosto de 2015. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  16. «Agnaldo Timóteo fala da participação em livro para avós - A12.com». www.a12.com. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  17. «Timóteo celebra Cauby em disco que tem duo com o cantor homenageado | G1 Música Blog do Mauro Ferreira». Mauro Ferreira. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  18. «Agnaldo Timóteo canta Cauby Peixoto: quando o aluno emociona o professor». Mundo de Músicas (em inglês). 26 de abril de 2017. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  19. Entretenimento, Portal Uai; Entretenimento, Portal Uai (18 de outubro de 2017). «Agnaldo Timóteo faz show em BH para homenagear Cauby Peixoto». Portal Uai Entretenimento. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  20. «Agnaldo Timóteo traz o show Obrigado Cauby a Santo André». ABC Repórter. 16 de abril de 2019. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  21. «Noite de homenagem a Cauby Peixoto». O Globo. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  22. «43ª Mostra Internacional de Cinema - Filme - EU, PECADOR». 43.mostra.org. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  23. «Agnaldo Timóteo faz show para homenagear ídolos que influenciaram seus 53 anos de carreira». F5. 28 de junho de 2018. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
  24. «Agnaldo Timóteo faz 'reverências' a Elis Regina e a Tim Maia em disco ao vivo». G1. Consultado em 2 de fevereiro de 2020 
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