Agnaldo Timóteo

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Agnaldo Timóteo
Informação geral
Nascimento 16 de outubro de 1936 (80 anos)
Origem Brasil Caratinga, Minas Gerais
Gênero(s) MPB
Período em atividade 1960-presente
Gravadora(s) Caravelle
EMI-Odeon
Globo Columbia
Sony Music
Página oficial AgnaldoTimóteo.com

Agnaldo Timóteo Pereira (Caratinga, 16 de outubro de 1936) é um cantor e político brasileiro. O cantor passou toda a sua infância na sua terra natal Caratinga. Desde pequeno se interessava por música e se apresentava nos circos que passava pela cidade, surpreendendo a todos com a sua potencia vocal. Em Caratinga conheceu o cartunista Ziraldo, seu conterrâneo.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Artística[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira cantando em programas de calouro na rádio de Caratinga, Governador Valadares e Belo Horizonte, onde se tornou conhecido como o "Cauby mineiro". Mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a trabalhar como motorista da cantora Ângela Maria. Enquanto isso, continuava sua carreira e aos poucos tornou-se conhecido nacionalmente pela sua voz. Ficou famoso ao gravar a canção Meu Grito, de Roberto Carlos. Depois disso vieram vários sucessos românticos, como Ave-Maria, Mamãe e Os Verdes Campos De Minha Terra. Gravou mais de 50 discos. Escreveu o prefácio do livro "mensagens para a vovó" de autoria de Antonio Marcos Pires e junto com o autor participou da Bienal do Livro SP 2016 autografando este livro.

Anos 50[editar | editar código-fonte]

Aos dezesseis de idade saiu de Caratinga e foi para Governador Valadares, no mesmo estado, e iniciou seu trabalho como torneiro mecânico, fabricando peças para veículos que eram nas construções de estradas e rodovia. Lá trabalhou em uma oficina que era vizinha de uma casa onde se ouvia muita música. Agnaldo largava o trabalho para ouvir "Adeus, Querido", sucesso da cantora Angela Maria.

Os anos cinquenta foram marcadas pelas viagens em busca de oportunidades para gravar e cantar. Mudou-se para Belo Horizonte, onde não obteve muito êxito, embora fosse reconhecido pelas rádios da cidade como o "Cauby mineiro", destacando-se pelo seu vozeirão potente e pelas interpretações que fazia do seu ídolo. Era chamado para "defender" as canções do niteroiense e até se fazer passar por ele, pois o mesmo viajava muito e não podia comparecer a todos os convites e compromissos, ele era chamado para imitá-lo nas rádios.

Com a ajuda de Aldair Pinto cantou nas rádios Inconfidência, Itatiaia, Mineira e Guarani.

Teve a oportunidade de conhecer Angela Maria em um show que ela realizou em Belo Horizonte e ela deu-lhe o conselho para ir para o Rio de Janeiro, onde, provavelmente, teria mais chances e oportunidades.

Anos 60[editar | editar código-fonte]

Programas de Rádio[editar | editar código-fonte]

No Rio de Janeiro, passou por hospedarias e casas de parentes, passando pelo Lins de Vasconcelos, onde conheceu o cantor Roberto Carlos, que na época havia buscado a capital pelo sonho de virar cantor. Agnaldo revelou em um programa de televisão que ele costumava ir junto do futuro fenômeno da Jovem Guarda à pé do Lins à Cinelândia para as Rádios Nacional e Mayrinck Veiga em busca de oportunidades, pois não tinham dinheiro sequer para pagar o bonde.

Neste período, não encontrando as oportunidades que buscava, pediu trabalho para Angela Maria, que tinha um automóvel e não sabia dirigir. Em 1961, indicado pela sua patroa, aconteceu sua estreia em disco: um 78 rotações com “Sábado no Morro” e “Cruel Solidão”, para o selo Caravelle, onde gravou também no ano seguinte a marcha “Na Base do Amendoim”. Nada aconteceu.

Em 1963, pela Philips, gravou o compacto duplo “Tortura de Amor” de Waldick Soriano, um trabalho mais bem elaborado e fiel ao seu estilo romântico. A gravadora, no entanto, não acreditou no sucesso e as 180 cópias foram vendidas de mão em mão pelo próprio artista.

Rio Hit Parade - 1965[editar | editar código-fonte]

O programa realizado por Jair de Taumaturgo na TV Rio, teve Agnaldo Timóteo como o "defensor" da balada "The house of the rising sun", sucesso do grupo britânico The Animals. Agnaldo ganhou todos os prêmios do programa e arrebatou o público jovem, sendo contratado, imediatamente, pela EMI-Odeon, onde teve a oportunidade de gravar seus primeiros discos. O LP "Surge um Astro", um disco de versões de sucessos internacionais lançado naquele ano, foi sucesso de vendas do mercado fonográfico daquele ano. Emplacou sucessos como "A Casa de Irene" (A Casa D'Irene), "A Casa do Sol Nascente" (The House Of The Rising Sun), "É Tão Triste Veneza" (Que C'est Triste Venise), mas o hit ficou como "Mamãe" (La Mamma). O cantor participou de muitos programas da juventude, principalmente o Jovem Guarda, embora fosse mais velho que a média dos outros participantes.

Em 1966, lançou "O Astro do Sucesso", que seguia o mesmo roteiro de sucesso do primeiro, era composto por versões de sucessos internacionais que estavam fazendo sucesso. As músicas de maior destaque foram "Último Telefonema" (L'ultima Telefonata), "Não Te Amo Mais" (Je Ne T'Aime Plus) e "Aline", estas últimas sucesso do jovem francês Christophe.

Meu Grito - 1967[editar | editar código-fonte]

Em 1967 lançou o álbum "Obrigado Querida", emplacando como Hit daquele ano a canção "Meu Grito" (de Roberto Carlos), ficando em primeiro lugar em todas as gravadoras do país [1]. O disco veio ainda com dois grandes sucessos da sua carreira: "Mamãe Estou Tão Feliz" (Mamma) e "Os Verdes Campos da Minha Terra" ("Green Green Grass Of Home). Segundo o cantor, "Meu Grito" consolidou a sua carreira, que precisava de uma música própria e original, diferente das versões que recebia para gravar. O disco de 1968 veio com "Deixe-me outro dia, menos hoje" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos), mas esta não estourou como a primeira, obtendo apenas sucesso com "A Hora do Amor" (L'ora Dell'amore).

O LP de 1969 não teve muito destaque, trazendo apenas "Eu Vou Sair Para Buscar Você" (de Nelson Ned) como sucesso. Em 1970 tentou carreira no mercado latino, com versões de sucessos seus, de Cauby Peixoto e Nelson Gonçalves, mas também não disparou. Lançou neste meio tempo regravações de hits de outros artistas como "These Are The Songs" (de Tim Maia). O LP "Agnaldo Timóteo Sempre Sucesso" também não foi de grande sucesso, embora estivesse como um dos mais vendidos daquele ano.

Anos 70

Em 1972, com o álbum "Os Brutos Também Amam", Agnaldo Timóteo mostrou que seguiria a linha dos românticos, cada vez menos falando a linguagem dos jovens. Este disco mostrou o amadurecimento musical do artistas, que vinha contando seus sentimentos e desastres amorosos através de músicas inéditas. O maior sucesso foi "Os Brutos Também Amam", da dupla Roberto e Erasmo. A capa deste disco trazia um desenho seu com dois leões de fundo, fato que fez o apresentador Silvio Santos colocar o cantor para cantar ao vivo em uma jaula ao lado de um leão.

O próximo disco traria outro sucesso inédito da dupla “Frustrações”, que deu o título do seu álbum de 1973. A capa deste também foi emblemática, pois trazia o cantor no gramado de um Maracanã vazio, para demonstrar tamanha solidão. Segundo ele próprio, o estádio foi um símbolo de uma grande frustração sua – o futebol. Botafoguense de carteirinha, ele nunca foi bom no esporte. O disco trazia outros sucessos também como “Adeus Pampa Mia” e “Cedo Para Amar”, levando o cantor várias vezes no mesmo ano para receber prêmios no Programa do Chacrinha.

A Galeria do Amor – 1975[editar | editar código-fonte]

Agnaldo Timóteo lançou a primeira composição própria – A Galeria do Amor. "A Galeria do Amor", segundo Nelson Motta foi uma música de grande valor na música brasileira e foi uma das grandes contribuições da música chamada Brega. O disco teve mais sucessos, como a regravação de “A Noiva” (La Novia), antigo sucesso de Cauby.

Em 1978, “Eu Pecador” foi outra mensagem de duplo-sentido deixada pelo cantor em seu disco. Entretanto, desta vez, o cantor deixou a sua outra visão sobre os romances de que tratava, afirmando que eles eram o seu “pecado”. O álbum contou com a sua primeira tentativa de incursão no grupo da MPB, a gravação de “Por Causa de Você” (de Dolores Duran e Tom Jobim).

Depois do sucesso de “A Galeria do Amor”, Agnaldo voltou ao tema da vida noturna no Rio de Janeiro. Em 1977 fez o seu disco de maior sucesso “Perdido na Noite”, com a canção de trabalho assinada por si mesmo, além de outras composições: “Aventureiros” e “O Conquistador” (esta com Wagner Montanheiro e Miguel Plopschi). O álbum teve “Tristeza Danada” (de seu irmão Majó) como segundo destaque. Provavelmente foi sua primeira tentativa de incursão para o grupo de cantores da MPB, pois neste álbum esteve presente “Olhos nos Olhos” (de Chico Buarque), sendo lançada simultaneamente por ele, pelo compositor e por Maria Bethânia.


Agnaldo Timóteo
Vereador de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Período 1 de janeiro de 2005
até 1 de janeiro de 2013
Vereador do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Período 1 de janeiro de 1997
até 1 de janeiro de 2001
Deputado federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 15 de março de 1986
até 31 de março de 1996
Dados pessoais
Nascimento 16 de outubro de 1936 (80 anos)
Caratinga, MG Minas Gerais
Partido PDT
PDS
PP
PL
PR
PMDB
PT
Profissão Cantor

Na política[editar | editar código-fonte]

Iniciou atuação política em 1982, quando elegeu-se deputado federal no Rio de Janeiro, pelo PDT. No meio do mandato, desentendeu-se com Leonel Brizola, líder do partido, e transferiu-se para o PDS. No Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985, para escolha do presidente da República (que teve a vitória Tancredo Neves), votou em Paulo Maluf. Candidatou-se em 1986 a governador do Rio de Janeiro e foi derrotado; em 1994, reelegeu-se deputado federal.

Em 1996 foi eleito vereador na cidade do Rio de Janeiro, mas não conseguindo a reeleição em 2000. Transferiu-se para São Paulo e em 2004 foi eleito vereador pelo Partido Progressista, mas, devido a divergências com Celso Russomanno, foi para o Partido Liberal (atual Partido da República).

Defensor público de Lula, pretende filiar-se ao PT Partido dos Trabalhadores com o objetivo de apoiá-lo nas eleições de 2018. [2]

Painel eletrônico[editar | editar código-fonte]

Em 4 de julho de 2012, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem acusando Timóteo e outros 16 vereadores da cidade de São Paulo de fraudar o painel eletrônico da Câmara Municipal de São Paulo. Em sua defesa, Agnaldo argumentou que havia marcado presença no terminal ao lado do elevador.[3]

Em alguns casos, segundo o jornal, funcionários usavam painéis que deveriam ser usados exclusivamente por parlamentares para fazer marcações, evitando assim desconto de R$ 465 em folha de pagamento por dia. A reportagem d'O Estado foi acompanhada de fotos, filmes e gravações de áudio realizadas ao longo de 20 sessões da Câmara. As marcações ajudaram a criar leis originadas de 18 propostas, sendo assim a prática considerada crime e podendo evoluir até para a cassação do mandado de parlamentares envolvidos.[4]

Músicas[editar | editar código-fonte]

  • A Galeria do Amor
  • A Bolsa do Posto Três
  • Aventureiros
  • Perdido na Noite
  • O Conquistador

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências