Agraulis vanillae

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaAgraulis vanillae
A. vanillae, em vista superior.

A. vanillae, em vista superior.
A. vanillae, em vista inferior.
A. vanillae, em vista inferior.
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Heliconiinae[1]
Tribo: Heliconiini[2]
Género: Agraulis
Boisduval & Le Conte, [1835][1]
Espécie: A. vanillae
Nome binomial
Agraulis vanillae
(Linnaeus, 1758)[1]
A. vanillae pousada. Sua característica mais marcante é a mancha perfeitamente circular, com o centro branco, visível em ambos os lados das asas anteriores, em sua porção frontal.
Sinónimos
Papilio vanillae Linnaeus, 1758
Papilio passiflorae Fabricius, 1793
Agraulis lucina C. & R. Felder, 1862
Dione vanillae Stichel, [1908]
Papilio argentea Larrañaga, 1923[1]
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Agraulis vanillae

Agraulis vanillae (denominada popularmente, em língua inglesa, de Gulf fritillary)[3] é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae e subfamília Heliconiinae[1], nativa do sul dos Estados Unidos e Índias Ocidentais até o norte do Uruguai e Argentina.[4] É a única espécie do seu gênero (táxon monotípico). Foi classificada por Carolus Linnaeus, com a denominação de Papilio vanillae, em 1758.[1] Suas lagartas são consideradas praga de algumas espécies de Passiflora, em casos de elevada densidade populacional.[5]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Indivíduos desta espécie possuem as asas com envergadura em torno de 60 a 75 milímetros[5], de dimensões harmoniosas e de coloração laranja, vistas por cima, com manchas escuras, quase negras, circulares e também acompanhando a venação das asas anteriores. De uma a três destas manchas características, nas asas anteriores, apresentam pontuações brancas em seu interior.[6][7][8] Vistos por baixo, além de mostrar as manchas circulares de centro branco das asas anteriores, em uma área de intenso laranja, sua principal característica é um padrão de manchas em prata que resplandecem na luz, principalmente nas asas posteriores.[9]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Segundo Adrian Hoskins, borboletas Heliconiinae geralmente são vistas voando em trilhas de florestas úmidas e decíduas, mas também são comumente encontradas em áreas abertas e antrópicas, como clareiras florestais, pastagens, ao longo das margens dos rios e em jardins floridos.[2] Agraulis vanillae se alimenta de substâncias mineralizadas do solo[10] e de substâncias retiradas de flores como a Lantana camara.[11][2]

Ovo, lagarta, crisálida e planta-alimento[editar | editar código-fonte]

Os ovos de Agraulis vanillae são colocados isoladamente pela fêmea sobre as folhas ou caules de plantas do gênero Passiflora (Maracujá) e são de coloração amarela, em seu início. As suas lagartas são solitárias e, em seu último estágio larvar, apresentam a área dorsal amarelada e faixas marrons, podendo ocorrer indivíduos mais claros ou mais escuros, avermelhados, além de apresentar projeções espiniformes.[12] A crisálida não é uniforme em sua coloração, constituída por diversas tonalidades de castanho-claro, ocre e cinza.[4][5]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

D. iulia possui oito subespécies:[1]

  • Agraulis vanillae vanillae - Descrita por Linnaeus em 1758, de provável exemplar proveniente do Suriname ("America", na descrição).
  • Agraulis vanillae lucina - Descrita por C. & R. Felder em 1862, de exemplar proveniente do Peru.
  • Agraulis vanillae insularis - Descrita por Maynard em 1889, de exemplar proveniente das Bahamas.
  • Agraulis vanillae galapagensis - Descrita por Holland em 1889, de exemplar proveniente das Galápagos (Galapagos fritillary).
  • Agraulis vanillae maculosa - Descrita por Stichel em 1908, de exemplar proveniente do Brasil.
  • Agraulis vanillae incarnata - Descrita por Riley em 1926, de exemplar proveniente do México.
  • Agraulis vanillae forbesi - Descrita por Michener em 1942, de exemplar proveniente do Peru.
  • Agraulis vanillae nigrior - Descrita por Michener em 1942, de exemplar proveniente dos Estados Unidos.

Sobre a subespécie Agraulis vanillae galapagensis (Holland, 1889), das ilhas Galápagos, um estudo afirma que ela é quase um terço menor (com 5 cm) que sua variação continental e que esta variação de tamanho está provavelmente relacionada à escassez de recursos nas ilhas.[13]

Diferenciação entre espécies[editar | editar código-fonte]

As borboletas Agraulis vanillae podem ser confundidas com outra espécie da mesma subfamília, Dione juno, por suas manchas em prata. Diferem pelas manchas escuras de ambas as asas, em cima e em baixo.

Referências

  1. a b c d e f g Savela, Markku. «Agraulis / Agraulis vanillae» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  2. a b c Hoskins, Adrian. «Julia, or Flambeau - Dryas iulia (Fabricius, 1775)» (em inglês). Learn about butterflies. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  3. Daniels, Jaret C. «Gulf fritillary butterfly - Agraulis vanillae» (em inglês). Featured Creatures. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  4. a b Silva, Denis S. da; Dell'Erba, Rafael; Kaminski, Lucas A.; Moreira, Gilson R. P. (Junho de 2006). «Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: V. Agraulis vanillae maculosa (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae. Iheringia, Sér. Zool. vol.96 no.2 Porto Alegre. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  5. a b c Fancelli, Marilene; Mesquita, Antonio Lindemberg Martins. «Sistemas de Produção Maracujá - Pragas / Pragas do Maracujazeiro». Centro de Informações Tecnológicas e Comerciais para Fruticultura Tropical / EMBRAPA. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  6. Hallwachs, D. H. Janzen and W. (2010). «Agraulis vanillae incarnata» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  7. UGA Butterflies of San Luis (04 de dezembro de 2011). «Agraulis vanillae» (em inglês). Flickr. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  8. «Agraulis vanille maculosa (Stichel, 1907)» (em inglês). Lepidoptera Brasiliensis. 13 de janeiro de 2013. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  9. Hallwachs, D. H. Janzen and W. (2010). «Agraulis vanillae incarnata, verso» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  10. Nielsen, Erland Refling (08 de maio de 2005). «Agraulis vanillae» (em inglês). Flickr. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  11. Wood, Kristi (11 de julho de 2009). «Agraulis vanillae» (em inglês). Flickr. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  12. Hallwachs, D. H. Janzen and W. (2011). «Agraulis vanillae incarnata, lagarta» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. «last instar, length 30 mm COSTA RICA: Guanacaste Prov.: Area de Conservacion Guanacaste, Sector Pitilla, Pasmompa, 440m, collected on 12-I-2006 as penpenultimate instar, photographed on 28-I-2006 foodplant Passiflora biflora» 
  13. Jackson, Michael H. (1999). «Galápagos, A Natural History». University of Calgary Press (Google Books). p. 216. Consultado em 23 de outubro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Agraulis vanillae
Ícone de esboço Este artigo sobre lepidópteros, integrado no Projeto Artrópodes é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.