Agricultura no Paraná

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Agricultura no Paraná - Indicadores estatísticos
Mapaeconomicopr.gifMapa econômico do Paraná com todos os produtos agrícolas.
Principais produtos soja, milho, trigo, feijão.[1]
Produção
grãos (2019) 23,3 mi ton[1]
Principais itens
soja (2019) 20 mi ton[1]

A agricultura no Paraná é, historicamente, uma das principais atividades econômicas desse estado brasileiro.[2] Os mais importantes produtos da agricultura paranaense são o trigo, o milho e a soja, riquezas das quais foram obtidos recordes de safra, competindo com os demais estados.[1] Em 2019 a safra paranaense de grãos de verão foi estimada em 23,3 milhões de toneladas.[1]

O cultivo da soja é o mais novo dos três e foi expandido tanto no norte como no oeste do estado, e depois no sul. A cafeicultura, que é uma das principais atividades agrícolas do estado, caso não desfrute da mesma grandiosidade de antigamente (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda faz com que o Paraná continue sendo um dos maiores produtores da federação brasileira. As plantações mais densas de café revestem a área a oeste de Apucarana. Em segundo lugar, o café é produzido nos terrenos da área zoneada de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.[3][4]

Celeiro agrícola, cooperativismo, café e fumo[editar | editar código-fonte]

Sede da Cooperativa Castrolanda, em Castro.
Unidade da Capal - Cooperativa Agroindustrial, em Arapoti.

Em território paranaense, a zona de produção atinge altos índices produtivos e, em sua estrutura fundiária, são predominantes as diminutas fazendas. Seus solos são férteis e sua topografia é conhecida por ser propícia, e isso tornou o Paraná, em algumas dezenas de anos, numa das principais unidades federativas do Brasil em que a agricultura produz muitas frutas, verduras e legumes. O Paraná, denominado de “Celeiro Agrícola”, deu a sua colaboração com mais de um quarto de alimentos e de matéria-prima produzidos no Brasil para a atividade agroindustrial.[5]

As atividades que as cooperativas agrícolas desenvolvem, são fatores principais para as do setor primário no Paraná. As cooperativas, no Paraná, impulsionaram mais na década de 1960, tendo exercido importância cada vez maior da função nas atividades rurais consolidadas.[5]

Grãos de café tostado (natural).

Plantam, colhem, armazenam, criam animais, exportam produtos e implantam a agroindústria rural. Ainda, por intermédio de um cooperativismo que atua, elas oferecem assistência técnica e orientam para educar e melhorar a saúde de seus associados.[5]

O café é um dos principais produtos da agricultura no Paraná. É vendido em outros países, e isso dá muito lucro, o que acontece de importante para a economia do Brasil. A cafeicultura requer clima cálido, permeabilidade e profundidade do solo, e seu grande inimigo é a geada.[5]

As mais importantes microrregiões que produzem café são as de Umuarama, de Paranavaí, de Cornélio Procópio, de Ivaiporã, de Campo Mourão, de Jacarezinho, de Londrina e de Ibaiti.[3]

Cereais e leguminosas[editar | editar código-fonte]

Plantação de milho em Palotina.
Plantação de trigo em Guarapuava.
Plantação de soja em Guarapuava.

O termo “cereais” é a denominação dada a certos vegetais cujas sementes (grãos) podem ser diminuídas à farinha para a nutrição. Os mais importantes cereais plantados no Paraná são: milho, arroz e trigo.[5]

As três principais formas comuns de arroz consumido, Arroz Integral, Arroz Vermelho, tailandês Arroz Branco e Preto arroz selvagem.

O milho é uma gramínea de origem sul-americana porque, durante o descobrimento do Novo Mundo por Cristóvão Colombo, já era plantado pelos indígenas. O milho plantado mostra uma grande quantidade de benefícios em cima do trigo: requer pouco solo e pouco clima, oferece os mais diversos produtos e alimenta, ademais, o homem, também sustém os animais.[5] No Paraná, as microrregiões que mais produzem milho são as de Toledo, de Francisco Beltrão, de Cascavel, de Guarapuava, de Pato Branco, de Ponta Grossa, de Foz do Iguaçu e de Capanema.[4]

O arroz é, hoje, o cereal mais consumido no mundo inteiro. Plantado no país inteiro, o que transforma o Brasil numa nação que produz muito arroz no mundo.[5] No Paraná, esta cultura é desenvolvida com maior quantidade de arroz de sequeiro.[5] As principais microrregiões que mais produzem arroz são as de Guarapuava, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Paranavaí, Campo Mourão, Ponta Grossa, Jacarezinho e Wenceslau Braz.[4]

O trigo, que é um cereal que exige solo e clima, achou, no Paraná, condições ambientais que favorecem o seu plantio.[5] As microrregiões que mais produzem trigo são as de Toledo, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Goioerê, Cascavel, Ponta Grossa, Londrina e Porecatu.[4] Ainda existem na família das gramíneas demais cereais que são o centeio, a cevada e a aveia. Estas três culturas não requerem solos e são plantados após o trigo ser colhido.[5] Em 2019 a cevada atingiu 60,4 mil hectares, e 11% de aumento da produção, com 243,1 mil toneladas.[1] As microrregiões que mais produzem centeio, cevada e aveia são as de Guarapuava, Campo Mourão, Apucarana, Cascavel, Prudentópolis, Palmas, Irati e Ponta Grossa.[4] O sorgo é outro cereal difundido na agricultura do Paraná, sendo uma valiosa planta forrageira.[5]

As leguminosas abrangem as plantas que fazem nascer frutos no formato de vagens, onde são encontradas as sementes. As principais leguminosas são o feijão e a soja.[5]

O feijão é um vegetal de plantio simples e acelerado. Ambas as safras anuais são produzidas pelo Brasil: a das águas, cuja época de colheita é entre dezembro e janeiro; a das secas, cuja época de safra é entre março e abril.[5] As microrregiões que mais produzem feijão são as de Francisco Beltrão, Irati, Prudentópolis, Wenceslau Braz, Ponta Grossa, Ivaiporã, Telêmaco Borba e União da Vitória.[4]

A soja, planta de origem asiática (feijão-chinês), foi adaptada com facilidade ao clima subtropical no Brasil. Vegetal dos mais plantados, se expandiu porque é bastante procurado em outros países. No mercado interno a soja é aceita principalmente como matéria-prima na indústria de óleos alimentícios.[5] No ano de 2019 a estimativa da área de soja chegou a 5,48 milhões de hectares, e a produção em aproximadamente 20 milhões de toneladas.[1] Os municípios que mais produzem soja são encontrados nas microrregiões de Toledo, Cascavel, Goioerê, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Londrina.[4] O tremoço, que é uma leguminosa difundida em território paranaense, oferece grãos próprios para a alimentação após o seu devido tratamento.[5]

Plantas industriais[editar | editar código-fonte]

Planta de algodão.
Boehmeria nivea (rami).
Canavial em Rolândia.

Integram esse grupo, os vegetais plantados de modo a oferecer matéria-prima para a atividade fabril. São eles: algodão, amendoim, rami, mamona, cana-de-açúcar e fumo.[5]

O algodão é uma riqueza principal na agricultura do Paraná. O algodão oferece fibras para fabricar tecidos e sementes para produzir óleo e ração animal.[5] Merecem destaque, como produtores de algodão, as microrregiões de Goioerê, Toledo, Umuarama, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Ivaiporã, Astorga e Cascavel.[4]

As condições mais favoráveis de cultivo de amendoim encontram-se na região do arenito Caiuá.[5] O amendoim é uma planta oleaginosa industrialmente valiosa. As microrregiões que mais produzem amendoim são as de Toledo, Umuarama, Cianorte, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Pato Branco, Cascavel e Astorga.[4]

O rami é um vegetal têxtil, ou seja, próprio para a produção de roupas, e planta herbácea de origem asiática. Ela foi difundida no Brasil, no começo do século XX. O rami é adaptado a toda categoria de terreno e aos climas tropical e subtropical. O rami oferece fibra valiosa, devido ao aspecto que tem de ser mesclado com facilidade entre o algodão, a seda, a e o linho. Uraí, no Norte Pioneiro, foi o primeiro município a plantar rami no Paraná. A plantação cresceu porque a indústria têxtil em São Paulo estava interessada no rami e também devido à destruição dos cafezais do Norte do Paraná pelas geadas.[5] As microrregiões que mais produzem rami são as de Londrina, Assaí, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Goioerê, Faxinal, Floraí e Porecatu.[4]

Das sementes da mamona é extraído o óleo de rícino, bastante usado na atividade industrial. O óleo de mamona constitui lubrificante de qualidade superior, congela menos; por esse motivo é utilizado em meios de transporte como aviões a jato e foguetes.[5] As microrregiões que mais produzem mamona são Ivaiporã, Umuarama, Pitanga, Goioerê, Cianorte, Faxinal, Campo Mourão e Toledo.[4]

Nicotiana tabacum.

A cana-de-açúcar, essa gramínea, de origem hindu, é a primeira lavoura da história do Brasil. A cana-de-açúcar oferece matéria-prima para a industrialização do açúcar, o álcool, a rapadura e demais produtos também.[5] No Paraná, as microrregiões que mais produzem cana-de-açúcar são as de Astorga, Jacarezinho, Cianorte, Cornélio Procópio, Porecatu, Paranavaí, Campo Mourão e Ivaiporã.[4]

As folhas do fumo ou tabaco, devido ao seu preparo, são usadas para a satisfação das necessidades de matéria-prima dos que fabricam cigarros.[5] As microrregiões que mais produzem fumo são as de Prudentópolis, Irati, Rio Negro, São Mateus do Sul, União da Vitória, Capanema, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.[4]

Podem ser citadas ainda, como plantas industriais: girassol, giesta, hortelã, estévia, canola e acerola. Das sementes do helianto, é extraído um óleo de qualidade superior para culinária, geralmente conhecido como de girassol. Sudoeste e oeste do Paraná são as regiões que mais plantam girassol. A casca dos colmos da giesta oferecem uma fibra dura, usada para fabricar vassouras e cordoalhas. Este vegetal é plantado no Norte do Paraná. A menta, um aroma usado para fornecer sabor aos doces, pasta dental, remédios e demais produtos fabricados, é produzida pela hortelã. O seu plantio é encontrado especialmente no decorrer do vale do rio Ivaí. A estévia, uma planta originária da América do Sul, medra no Norte e oeste do estado. É extraído de suas folhas um adoçante que é trezentas vezes mais adocicado em relação ao açúcar de cana. A canola é uma planta difundida, em tempos recentes no Norte do Paraná. É fabricado de seus grãos um óleo altamente valioso para a alimentação. O plantio da acerola está se espalhando por uma grande diversidade de lugares do Estado. Seus frutos oferecem elevada quantidade de vitaminas.[5]

Tubérculos, raízes, frutas e plantas de horta[editar | editar código-fonte]

Solanum tuberosum (batata).
Manihot esculenta (mandioca).

Os tubérculos oferecem massas alimentícias feitas de fécula que vêm do subsolo com seus pés e raízes. No Paraná merecem destaque, por serem valiosos na agricultura: a batata e a mandioca.[5]

A batata, um vegetal de origem sul-americana, sabido e plantado pelos incas, exige terreno suave, aprofundado e pode ser mais livre.[5] As microrregiões que mais produzem batata são as de Curitiba, Lapa, Guarapuava, Rio Negro, Ponta Grossa, São Mateus do Sul, Prudentópolis e Irati.[4]

A mandioca, da mesma forma, é um vegetal de origem sul-americana. Na América do Sul, possivelmente encontra-se também em estado selvagem. Os indígenas foram os mais antigos povos que plantaram a mandioca como alimento e para fazer bebidas que estimulam a mente e o corpo. Há ambas as variedades de mandioca: a mansa (aipim) e a brava. Esta última é inadequada para a nutrição em seu estado natural, porque possui veneno. No entanto, com o devido preparo, oferece a farinha de mandioca.[5] Em relação a produtividade, para a safra 2019/2020 foi previsto uma área de plantio de 139 mil hectares, com uma produção de 3,3 milhões de toneladas de mandioca.[1] As microrregiões que mais produzem mandioca são as de Toledo, Paranavaí, Cianorte, Francisco Beltrão, Cascavel, Campo Mourão, Foz do Iguaçu e Capanema.[4]

Pedaços de laranja (Citrus).
Maçã vermelha.

A fruticultura é uma atividade principal da agricultura. Diversas frutas, especialmente as tropicais, são produzidas pelo Brasil, devido ao clima quente. O Paraná produz mais laranja, banana, maçã, pêssego e uva.[5]

Quanto à laranjeira, nos municípios de Cerro Azul, conhecido pelo apelido de “Capital da Laranja”, e Paranavaí, merecem destaque no Paraná, como as municipalidades que mais produzem frutos da referida planta.[5] As microrregiões que mais produzem laranjas são as de Cerro Azul, Paranavaí, Francisco Beltrão, Capanema, Pato Branco, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu e Toledo.[3]

Os municípios que mais produzem banana, vegetal que só cresce com o calor, são Morretes e Guaratuba.[3] As microrregiões que mais produzem banana são Paranaguá, Francisco Beltrão, Capanema, Cerro Azul, Wenceslau Braz, Toledo, Cornélio Procópio e Ivaiporã.[3]

A maçã é desenvolvida em clima ameno. Seu plantio tem crescido há pouco, com as técnicas produtivas melhoradas.[5] Sobressaem as microrregiões de Guarapuava, Palmas, Lapa, Jaguariaíva, Rio Negro, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba.[3]

Plantação de hortifrutigranjeiros em Almirante Tamandaré.
Cultivo da cebola em Mauá da Serra.

Os maiores municípios produtores de pêssego localizam-se na parte meridional da Região Metropolitana de Curitiba (Araucária, Contenda e São José dos Pinhais).[3] As microrregiões que mais produzem pêssego são as de Curitiba, Francisco Beltrão, Irati, Lapa, Guarapuava, Rio Negro, Londrina e Pato Branco.[3]

Com novas espécies introduzidas e aprimoradas, o plantio da uva vem sendo desenvolvido recentemente em terras do Paraná.[5] Londrina é o município que mais produz uvas das variedades “moscatel” e “Itália”.[3] A uva é mais produzida nas microrregiões de Maringá, Londrina, Assaí, Curitiba, Apucarana, Francisco Beltrão, Capanema e Cornélio Procópio.[3] Demais frutas plantadas no Paraná são: abacate, abacaxi, ameixa, caqui, figo, limão, mamão, melancia, melão, nectarina, pêra e tangerina.[5]

Ademais dos estudos sobre a produção de culturas, legumes e plantas parecidas são produzidas pelo Paraná.[4] Destacam-se por serem economicamente valiosos: a cebola, o alho e o tomate.[5]

As microrregiões que mais produzem cebola são as de Curitiba, Prudentópolis, Irati, Ponta Grossa, Rio Negro, Wenceslau Braz e Jaguariaíva.[4] As microrregiões que mais produzem alho são as de Wenceslau Braz, Jaguariaíva, Maringá, Assaí, Toledo, Curitiba, Ivaiporã e Apucarana.[4] Já, as microrregiões que mais produzem tomate são as de: Curitiba, Wenceslau Braz, Apucarana, Londrina, Assaí, Paranaguá, Cerro Azul e Porecatu.[4]

Silvicultura e extrativismo vegetal[editar | editar código-fonte]

A madeira do pinheiro-do-paraná foi um produto importante do extrativismo vegetal.
Pinhas e pinhões do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia).
Prato de pinhões pronto para o consumo.
Reflorestamento às margens da Estrada do Miranda, em Telêmaco Borba.
Reflorestamento em Telêmaco Borba.
Reflorestamento em Telêmaco Borba.
Sacas de erva-mate em São Mateus do Sul, no Paraná.

Uma riqueza importante do Paraná, a dos pinheirais, correu grande perigo devido à indústria de madeira e pela agricultura extensiva.[6][7] Em 1984, segundo informações do Instituto de Terras e Cartografia do Paraná, as florestas do estado reduziram para 11,9% do que foi cinquenta anos anteriores, durante a implantação no Paraná do mais antigo código florestal.[8] No final da década de 1980 em diante, o governo começou a melhor conscientizar a população em relação ao uso do solo e dos recursos florestais, a partir uma política que protegesse o meio ambiente.[9]

Uma segunda riqueza vegetal que extrai-se dos solos do Paraná é a erva-mate (utilizada principalmente para chás e chimarrão).[7][10] É no Paraná onde se encontram os dez municípios com maior produção da extração da erva-mate do Brasil.[10] No Paraná está concentrada 87% de toda produção nacional, com pouco mais que 345 mil toneladas referente ao ano de 2018.[10] Estima-se que a produção envolva 100 mil pessoas no estado, principalmente na região centro-sul.[10] São Mateus do Sul é o município com o maior volume de erva-mate extrativa, concentrando 17,8% do total nacional.[11][10] A produção no município atingiu aproximadamente 70 mil toneladas de erva-mate e gerou um valor de 100,5 milhões de reais em 2017.[12] Só a produção concentrada no município de São Mateus do Sul supera toda a produção do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.[10] A erva-mate cultivada na região de São Mateus do Sul possui reconhecimento de indicação de procedência, com critérios de qualidade específicos, que levam em consideração a genética, o cultivo, a produção e todo o processamento.[13][14][15] São destaques ainda os municípios de Cruz Machado, General Carneiro, Bituruna, Paula Freitas, Inácio Martins, Palmas, União da Vitória, Irati e Pinhão.[10] Ao todo, 136 municípios cultivam erva-mate no Paraná.[10] A extração de erva-mate, concentrada na Região Sul, gera o segundo maior valor de produção entre os produtos não-madeireiros, com 468,4 milhões de reais e uma produção com 393,0 mil toneladas.[16][11]

Em 2018 os valores da silvicultura e da extração vegetal somaram 20,6 bilhões de reais no Brasil.[11] Atrás somente de Minas Gerais, o Paraná registrou um valor de produção da silvicultura de 3,1 bilhões de reais. O Paraná possuía a segunda maior área de florestas plantadas do país, com 1,5 milhão de hectares, dos quais 53,4% são cultivados o pinus.[11]

Segundo o IBGE o município de Telêmaco Borba é o maior gerador de riquezas da silvicultura no Brasil.[11][17][18] Em 2018, o município apresentou o maior valor de produção do país, atingindo 326,9 milhões de reais.[17] Telêmaco Borba possuía 165,3 mil hectares de área plantada para a silvicultura, sendo 93,3 mil hectares ocupados por eucalipto, e outros 71,7 mil hectares com pinus.[17] O município é destaque nacional na produção de madeira, tendo uma das maiores áreas de reflorestamento do Paraná e do Brasil.[11] Em relação a madeira, a produção é destinada à indústria de celulose.[17] No âmbito estadual, outros municípios também se destacam: entre os oito com maior valor da silvicultura no Paraná, cinco estão nos Campos Gerais.[17] Entre os maiores estão: General Carneiro, Cerro Azul, Arapoti, Ortigueira, Cândido de Abreu, Tibagi, Reserva, Imbaú, Curiúva e Jaguariaíva.[17]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b c d e f g h Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (20 de dezembro de 2019). «Safra de grãos deve atingir 23 milhões de toneladas». Agência de Notícia do Paraná. Consultado em 20 de dezembro de 2019 
  2. Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (26 de junho de 2019). «Valor Bruto da Produção do Paraná chega a R$ 89,6 bilhões». Agência de Notícia do Paraná. Consultado em 20 de dezembro de 2019 
  3. a b c d e f g h i j «Área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida e valor da produção da lavoura permanente». Produção Agrícola Municipal. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 11 de Fevereiro de 2014 
  4. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s «Área plantada, área colhida, quantidade produzida e valor da produção da lavoura temporária». Produção Agrícola Municipal. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 11 de Fevereiro de 2014 
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af Wons 1994, pp. 144-153.
  6. Miguel Mundstock Xavier (2006). «Uma História do Desmatamento das Florestas de Araucária no Médio Vale do rio Iguaçu». Universidade Federal de Santa Catarina. Consultado em 4 de abril de 2011 
  7. a b IPARDES (2011). «Caderno Estatístico do Paraná». Site Oficial do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Consultado em 15 de julho de 2011 
  8. ITCG (1980). «Cobertura vegetal remanescente» (PDF). Site Oficial do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Consultado em 15 de julho de 2011 
  9. «Paraná». Nova Enciclopédia Barsa volume 11 ed. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 1998. 136 páginas 
  10. a b c d e f g h Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (7 de outubro de 2019). «Maior produção do País, erva-mate envolve 100 mil famílias no Paraná». Agência de Notícia do Paraná. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  11. a b c d e f IBGE (19 de setembro de 2019). «PEVS 2018: produção da silvicultura e da extração vegetal chega a R$ 20,6 bilhões e cresce 8,0% em relação a 2017». Agência IBGE Notícias. Consultado em 21 de dezembro de 2019 
  12. Agência Brasil (24 de setembro de 2018). «Paraná é líder em produção florestal». Paraná Portal. Consultado em 21 de dezembro de 2019 
  13. «Produtores de erva-matede São Mateus do Sul recebem selo de indicação geográfica». G1. 1 de outubro de 2017. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  14. Wesley Bischoff (12 de julho de 2019). «Erva-mate de São Mateus do Sul está na lista de produtos protegidos no acordo entre Mercosul e União Europeia». G1. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  15. Angelo Sfair (15 de julho de 2019). «Reconhecida no Brasil, erva-mate de São Mateus do Sul também será protegida no mercado europeu». Band News FM. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  16. Akemi Nitahara (20 de setembro de 2018). «IBGE: Brasil tem 9,85 milhões de hectares de florestas plantadas». Agência Brasil. Consultado em 21 de dezembro de 2019 
  17. a b c d e f Fernando Rogala (19 de setembro de 2019). «Telêmaco Borba lidera produção da silvicultura». A Rede. Consultado em 21 de dezembro de 2019 
  18. André Romanowski (20 de setembro de 2019). «Telêmaco Borba é o maior gerador de riquezas de silvicultura no Brasil». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 21 de dezembro de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Wons, Iaroslaw (1994). Geografia do Paraná. Curitiba: Ensino Renovado. 185 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Agricultura no Paraná