Alagoa Nova

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Alagoa Nova
Alagoa Nova.jpg

Bandeira de Alagoa Nova
Brasão de Alagoa Nova
Bandeira Brasão
[[1]]
Aniversário 05 de Setembro
Fundação 1904
Gentílico alagoa-novense
Prefeito(a) José Uchôa Aquino Leite (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Alagoa Nova
Localização de Alagoa Nova na Paraíba
Alagoa Nova está localizado em: Brasil
Alagoa Nova
Localização de Alagoa Nova no Brasil
07° 04' 15" S 35° 45' 28" O07° 04' 15" S 35° 45' 28" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Agreste Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Brejo Paraibano IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Esperança
Municípios limítrofes Areia, Alagoa Grande, Matinhas, São Sebastião de Lagoa de Roça e Esperança.
Distância até a capital 148 km km
Características geográficas
Área 122,254 km² [2]
População 19 686 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 161,03 hab./km²
Altitude 530 m
Clima tropical chuvoso com verão seco As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,612 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 111 116,262 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 640,42 IBGE/2008[5]
Página oficial
Brasão

Alagoa Nova, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na Região Metropolitana de Esperança. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 19.146 habitantes. Área territorial de 122 km².

A região era primitivamente habitada pelos índios bultrins, da nação cariri. Foi fundado um aldeamento, a Aldeia Velha, posteriormente chamado de Bultrin. Com a promulgação do Diretório dos Índios, em 1760 as terras indígenas do aldeamento extinto foram invadidas por fazendeiros, gerando uma conflito com os indígenas, que resistiram à invasão. Os índios foram vencidos. Muitos foram escravizados. Remanescentes destes indígenas foram viver na missão do Pilar. Os portugueses estabeleceram então fazendas na região, que foram oos núcleos de novos povoados.

Em 1763 o governador Francisco Xavier de Miranda Henrique concedem as terras do Olho D'Água da Prata, vizinhas ao aldeamento Bultrin a Maria Tavares Leitão e seu filho, o alferes José Abreu Tranca. Utilizando mão de obra escrava, cultivaram agricultura de subsistência e criaram gado. O excedente de farinha era vendido para o sertão, o que levou o historiador Epaminondas Câmara a denominar este período de "civilização da farinha".

O distrito foi criado com a denominação de Alagoa Nova, pela lei provincial nº 6, de 22 de fevereiro de 1837 e instalado em 27 de fevereiro de 1851, subordinado ao município de Campina Grande. Foi elevado à categoria de vila com a denominação de Alagoa Nova, pela lei provincial nº 10, de 5 de setembro de 1850, desmembrado de Campina Grande, com sede no núcleo de Alagoa Nova. distrito sede.

O município foi palco da Revolta do Quebra-Quilos, em 1874. Nesta ocasião, o arquivo da prefeitura foi incendiado, o que fez com que parte da história do município fosse perdida.

Em 5 de junho de 1900, foi extinta a vila de Alagoa Nova. Foi novamente elevado à categoria de município com a denominação de Alagoa Nova, pela lei nº 215, de 10 de novembro de 1904.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se na unidade geoambiental do Planalto da Borborema. A vegetação é típica do agreste, formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica. o clima é ameno, característico do brejo de altitude.

Alagoa Nova encontra-se inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Mamanguape. Os principais tributários são os rios Mamanguape e Riachão, além dos riachos Ribeira e Pinga, todos de regime de escoamento intermitente.

Religião[editar | editar código-fonte]

Em Alagoa Nova predominam as religiões Católica e Evangélica. Na avenida principal da cidade se coloca de forma altiva, a igreja sob a invocação de Santana, padroeira de Alagoa Nova, as igrejas Evangélicas são representadas por diversas denominações, sendo as mais antigas a Assembleia de Deus e a Congregacional.

Símbolos

O Escudo

Fundido de vermelho e verde, com uma banda de prata, carregada de três estrelas de cinco pontas de azul, acompanhada em chefe de um quadrifólio de prata e da ponta, uma espada de ouro, apontada para cima.

Insígnias

Coroa mural com quatro torres de prata, que é de cidade Sede de Município.

Em chefe, um quadrifólio de prata , em campo vermelho que é uma peça heráldica do brasão dos Cavalcantis, família tradicional na região que desde cedo plantou com trabalho e denodo, o sentido verdadeiro do progresso cultural e formação moral de sua gente. A Espada de ouro é uma homenagem a sua origem, que pela provincial nº 10 de setembro de 1850, o território de Alagoa Nova, emancipou-se de Campina Grande e a espada símbolo de luta e justiça, peça principal das armas. O campo de verde representa a produção agrícola do Município, de grande importância para o Estado. Sobre uma borda de prata, carregada de três estrelas de azul, simbolizando a sede do Município e dos seus influentes distritos.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios da Paraíba é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.