Alassane Ouattara

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Alassane Ouattara
5.º Presidente da Costa do Marfim
Período 11 de abril de 2011
a a atualidade
Antecessor Laurent Gbagbo
Primeiro-Ministro da Costa do Marfim
Período 7 de novembro de 1990
a 9 de dezembro de 1993
Antecessor Félix Houphouët-Boigny
Sucessor Daniel Kablan Duncan
Dados pessoais
Nome completo Alassane Dramane Ouattara
Nascimento 1 de janeiro de 1942 (77 anos)
Dimbokro, França África Ocidental Francesa
Nacionalidade Costa do Marfim Marfinense
Alma mater Universidade Drexel
Universidade da Pensilvânia
Cônjuge Dominique Folloroux-Ouattara
Filhos Fanta Ouattara
Dramane Ouattara
Partido PDCI, RDR
Religião Islamismo
Profissão Economista
Residência Palácio Presidencial de Abidjan
Website Presidência da República da Costa do Marfim

Alassane Dramane Ouattara (Dimbokro, África Ocidental Francesa, 1 de janeiro de 1942) é um político da Costa do Marfim e reclama ser o presidente, já que foi considerado vencedor das últimas eleições presidenciais e o atual presidente Laurent Gbagbo se nega a ceder o poder.[1] Mas em 11 de abril de 2011, após a prisão de Laurent Gbagbo, este assumiu a presidência da Costa do Marfim, encerrando um período de quatro meses de tensões políticas no país.

Foi primeiro-ministro da Costa do Marfim de novembro de 1990 até dezembro de 1993. Atualmente, é o Presidente da Aliança dos Republicanos (RDR), um partido que tem sua base de apoio no norte do país e foi candidato nas eleições presidenciais de 2010.

Além de ser político, é também um tecnocrata, se formou como economista e trabalhou para o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

A 12 de setembro de 2017, foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal, por ocasião da sua visita de Estado a Lisboa.[2]

Sob sua presidência, a justiça é manipulada para neutralizar seus oponentes políticos. A Comissão Eleitoral Independente (IEC), responsável pelas eleições, é altamente contestada pela oposição devido ao controlo exercido sobre ela pelo governo. Em 2016, a Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos reconheceu que a CEI não era imparcial nem independente e que o Estado da Costa de Marfi violou, entre outras coisas, a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos. Num relatório confidencial tornado público pela imprensa, os embaixadores europeus evocam autoridades que "são impermeáveis a críticas internas ou externas e politicamente demasiado fracas para aceitar o jogo democrático". Milhares de opositores são presos pelo seu regime.[3]

Em 2017, reapareceram tensões entre as forças que tinham ajudado Ouattara a tomar o poder em 2011. Durante meses, os antigos rebeldes do Norte têm reclamado o preço de seu compromisso militar com ele. Depois de vários motins em janeiro e maio, mais de 8.000 deles, integrados nas Forças Republicanas da Costa do Marfim (FRCI), finalmente receberam um bônus de 18.000 euros. No entanto, as antigas tropas aliadas não receberam quaisquer prémios e continuam a revoltar-se. O Presidente da Assembleia Nacional e o antigo rebelde anti-Gbagbo, Guillaume Soro, distanciou-se em 2017 da presidência de Ouattara e manifestou as suas ambições presidenciais. Apela igualmente à libertação dos presos políticos a fim de "pôr termo à justiça dos vencedores".[4]

A pobreza aumenta entre 2011 e 2016.


Referências

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