Alberto Sanches de Castro

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Alberto Sanches de Castro
Nome completo Caetano Alberto da Silva Sanches de Castro
Nascimento 27 de Março de 1888
Lisboa
Morte 27 de Abril de 1934 (46 anos)
Lisboa
Ocupação Jornalista

Caetano Alberto da Silva Sanches de Castro, conhecido por Alberto Sanches de Castro (Lisboa, 27 de Março de 1888 - Lisboa, 27 de Abril de 1934) foi o primeiro português a efectuar um voo de avião ("aeroplano com motor") em Portugal, em 10 de Setembro de 1912, no Mouchão da Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, a bordo de um Blériot XI com motor Anzani de 25 CV [1]. O feito, realizado na pista de 1200 metros do Campo do Mouchão, foi assim descrito na Revista Aeronáutica: "Os voos realizados foram quatro, todos em linha recta, sem viragens, sendo dois no sentido leste-oeste, e dois em sentido contrário. A maior distância de voo foi de 450 metros, percorrida em 30 segundos, e a maior altura obtida foi de 5 metros" [2] [3]. Sanches de Castro tinha anteriormente frequentado o atelier Voisin Frères, em Paris, mas por razões económicas não pôde obter o brevet de aviador.

Foi aluno do Colégio Militar de 1898 a 1906 e aluno e professor da Escola de Desenho Industrial Marquês de Pombal, em Alcântara (Lisboa), onde durante longos anos leccionou mecânica de automóveis. Em 1933 publicou o livro Oh Chico... Não sejas Azelhudo! Ensinamentos d'Automobilismo na Linguagem Deles[4], uma recolha de artigos sobre técnica de automobilismo publicados na revista O Volante, com capa de Fred Kradolfer.

Casou com Dora (Theodora) Bachofen Lehrfeld, de quem teve dois filhos. Dora era filha do Dr. Theodoro Lehrfeld, químico e industrial na Póvoa de Santa Iria[5], e irmã de Henrique Bachofen Lehrfeld, que, entre 1929 e 1937, foi um conhecido do corredor de automóveis e, em 1943, sócio do livreiro, galerista e comerciante de arte alemão Karl Buchholz na fundação da Livraria Buchholz, em Lisboa. Pelo lado materno, Dora era descendente do industrial suíço Henry Bachofen, gerente da firma Henry Bachofen e C.ª que explorava a fábrica de adubos químicos da Póvoa de Santa Iria.

Sanches de Castro foi também pintor, caricaturista e jornalista. Participou com desenhos seus nos Salões de Humoristas (I, II e III, respectivamente em 1912, 1913 e 1920), bem como na Exposição dos Humoristas e Modernistas, inaugurada em 17 de Maio de 1915 e continuada em Junho seguinte no Salão-Jardim Passos Manuel, no Porto[6]. Os seus trabalhos foram publicados em O Povo, A Águia, A Sátira [7] (1911), O Riso d ’A Vitória, Diário de Lisboa, ABC a Rir e outros periódicos. Algumas das suas caricaturas de políticos e escritores foram também publicadas sob a forma de postais ilustrados.

Colaborou no Notícias Ilustrado, onde em 1933 publicou uma série de artigos sobre turismo, hotelaria e a exposição itinerante do "Hotel Modelo".

Teve uma filha de Maria Fortunata Alfama Henriques de Melo, Adélia Vera de Melo Sanches de Castro

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Edgar Pereira da Costa Cardoso, História da Força Aérea Portuguesa, Volume 1, Lisboa, 1981.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «"Aviadores Portugueses", A Capital, 13 de Setembro de 1912, p. 2» 
  2. «"Os primeiros aviões em Portugal"» 
  3. «"O primeiro voo – Alberto Sanches de Castro"» 
  4. Lisboa, edição da revista O Volante, [1933]. Ver «"Motoristas de domingo"» 
  5. Revista de Chimica Pura e Aplicada, 8.º ano, n.º 2, Fevereiro de 1912, p. 36
  6. «Fernando Rosa Dias, O Futuro dos Humoristas: O Humorismo enquanto Modernismo» (PDF) 
  7. Rita Correia (07 de fevereiro de 2011). «Ficha histórica:A Sátira. Revista humorística de caricaturas (1911)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de Janeiro de 2015.  Verifique data em: |data= (ajuda)