Aldeia Potemkin

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Devido à sua fachada recém pintada, todo o edifício parece ter sido reconstruído, embora o resto ainda está em decadência (cervejaria do castelo em Kolín, República Checa)

Uma aldeia Potemkin é, em política e economia, qualquer construção, literal ou figurativa, cujo único objectivo é proporcionar uma fachada externa a um país que se está a dar mal, fazendo as pessoas acreditarem que o país se está a dar melhor, embora as estatísticas e os gráficos afirmassem o contrário.

O termo tem origem em relatos de uma falsa aldeia portátil construída exclusivamente para impressionar Imperatriz Catarina, a Grande pelo seu antigo amante Gregório Alexandrovich Potemkin, durante a sua viagem à Crimeia em 1787[en]. Embora os historiadores modernos afirmem que os relatos desta aldeia portátil são exagerados, segundo o relato original Potemkin havia erguido assentamentos portáteis falsos ao longo das margens do rio Dnieper, a fim de impressionar a Imperatriz russa; as estruturas eram desmontadas assim que ela passassa, e remontadas mais adiante ao longo de sua rota, para que fossem vistas novamente como se fosse outra aldeia. O termo é uma tradução do russo (em russo: потёмкинские деревни; transl.: potyómkinskiye derévni (AFI: /pɐˈtʲɵmkʲɪnskʲɪɪ dʲɪˈrʲevnʲɪ/).[1]

Os historiadores modernos dividem-se quanto ao grau de verdade por trás da história das aldeias Potemkin. Alguns escritores argumentam que os relatos são exagerados.[2][3]

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Of Russian origin: Potemkinskie derevni» [De origem russa: Potemkinskie derevni]. Russiapedia. Consultado em 31 de maio de 2017 
  2. «Did 'Potemkin villages' really exist?» [As 'aldeias Potemkin' existiam mesmo?]. The Straight Dope. 14 de novembro de 2003 
  3. Aleksandr Panchenko, "«Потемкинские деревни как культурный миф» [Aldeias Potyomkin como um mito cultural], em Panchenko, O russkoi istorii i kul´ture (Saint-Petersburg, Azbuka, 2000), 416. «В связи с вышесказанным должно сделать заключение, что миф о «потемкинских деревнях» – именно миф, а не достоверно установленный факт.»