Aldeia da Pedra Branca

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A aldeia da Pedra Branca era uma aldeia indígena localizada no atual município de Santa Teresinha, situado próximo à região do Recôncavo Baiano, no estado da Bahia, na bacia do rio Paraguaçu.[1].

Este aldeamento foi formado no século XVIII a partir da união de dois núcleos populacionais habitados por índios cariris e sapuiás: a aldeia de Nossa Senhora da Conquista da Pedra Branca e a aldeia de Caranguejo[2]. Esta aldeia foi destruída após seguidas revoltas e guerras no século XIX, fazendo com que os indígenas peregrinassem em fuga por décadas até serem reunidos, no final da década de 1930 na terra indígena Caramuru-Paraguaçu segundo Curt Nimuendaju.

No lugar da antiga aldeia há uma povoação chamada de Pedra Branca, que é um distrito municipal de Santa Teresinha, formada por alguns dos remanescentes dos índios aldeados que se miscigenaram com outras populações.

Hoje muitos desses indígenas que fugiram compõem a maioria (cerca de 75%) dos índios que vivem na TI Caramuru-Paraguaçu, genericamente designados como Pataxó Hã Hã Hãe (nome de um dos dois grupos então ainda isolados que primeiro habitaram a reserva) e que enfrentam, há mais de vinte anos, um terrível conflito e uma demanda judicial pela retomada de suas terras, invadidas por fazendas.

O índio Galdino, assassinado queimado em Brasília em 1997, em um episódio que ficou tristemente famoso, era um Cariri-Sapuiá.

  1. REGO, André de Almeida. João Baitinga: análise sobre protagonismo histórico, a partir da trajetória de um índio (Bahia, 1804-1857). Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, v. 10, n. 20, Jul. - Dez. 2018.
  2. REGO, André de Almeida. João Baitinga: análise sobre protagonismo histórico, a partir da trajetória de um índio (Bahia, 1804-1857). Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, v. 10, n. 20, Jul. - Dez. 2018.