Aldeia de Caldas da Felgueira

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A Aldeia de Caldas da Felgueira embora referida nas "Memórias Paroquiais de 1758", apesar de não se fazer menção à povoação, já se faziam referências à existência de uma "nascente quente e sulfúrica no limite da aldeia de Vale de Madeiros", freguesia de Canas de Senhorim, não eram ainda conhecidas em 1726, pois não vêm mencionadas no Arquipélago Medicinal, publicado precisamente em 1726, um verdadeiro recenseamento das nascentes termais de então.

No entanto, é no começo do século XIX que se inicia a utilização das águas das Caldas da Felgueira em doentes que sofriam de males de pele e a consequente edificação de casas e criação.

Localização[editar | editar código-fonte]

No início era denominada de Banhos ou Caldas de Vale de Madeiros, nome por que foi designada até cerca de 1880. Após esta data começou a ser conhecida como Felgueira de Cantagalo, pelo facto de o arquitecto Rodrigo Maria Berquó, que dirigiu a exploração da nascente, ser filho dos marqueses de Cantagalo.

Actualmente, e há já muito tempo, a Felgueira tem o nome pela qual hoje é conhecida - Caldas da Felgueira.

Isolada no meio do vale do Alto Mondego, na sua margem direita, a 25 km de Viseu, encontra-se a 220 metros de altitude, enquadrada pelas serras da Estrela, do Buçaco e do Caramulo, a Felgueira pertence ao concelho de Nelas e a duas freguesias, a de Canas de Senhorim e a de Nossa Senhora da Conceição de Nelas, inserida na região de turismo Dão-Lafões sendo fácil a sua localização, quer para quem viaje do sul através da IP3, quer para quem se dirija do norte pela A25. Também através da linha internacional de caminhos de ferro com a estação de Nelas a 5 km, onde os principais comboios tanto nacionais (Inter Cidades) como o internacional Sud-Express - Lisboa-Paris. E por último o aeródromo Guimarães Lobato em Viseu, completa assim a malha de acessibilidade ao local.

Graças à sua localização as Caldas da Felgueira permitem a descoberta das regiões demarcadas do vinho do Dão e do queijo da Serra da Estrela, as rotas das aldeias históricas, a pintura de Grão Vasco ou os automóveis antigos do Caramulo.

O Reconhecimento das Águas[editar | editar código-fonte]

Após terem sido feitas análises às águas, estas foram reconhecidas na Exposição Universal de Paris, em 1867, estas revelaram-se importantes no sector da saúde.

Descobriu-se através de experiências feitas, que elas poderiam curar diversos tipos de doenças, tais como: doenças do aparelho respiratório (asma, bronquite, etc.), ao nível do aparelho circulatório, doenças musculares, afecções da pele (eczemas), etc. O professor Dr. Manuel Bento de Sousa, escrevendo acerca da acção destas águas, disse: "O que penso e sei, o que tenho verificado, com alegria dos doentes, e minha, é nos casos das doenças acima descritas, a água da Felgueira á das minerais portuguesas a melhor de todas."

A Renovação[editar | editar código-fonte]

Em 1989 inicia-se uma fase de grande renovação com a captação de novos recursos, a introdução de novas técnicas e a formação profissional do pessoal termal.

Em 1995, face aos bons resultados, têm início as obras de ampliação e remodelação do Balneário Termal.

A entrada em funcionamento em 1997 do novo centro termal, com a sua dimensão física, sofisticação técnica e qualidade profissional, constitui a melhor afirmação de confiança no futuro do termalismo das Caldas da Felgueira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]