Aldo Rebelo

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Aldo Rebelo
Ministro da Defesa do Brasil Brasil
Período 2 de outubro de 2015
até 12 de maio de 2016
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Jaques Wagner
Sucessor(a) Raul Jungmann
Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil Brasil
Período 1º de janeiro de 2015
até 2 de outubro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Clelio Campolina Diniz
Sucessor(a) Celso Pansera
Ministro dos Esportes do Brasil Brasil
Período 27 de outubro de 2011
até 1º de janeiro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Orlando Silva
Sucessor(a) George Hilton
Ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do Brasil Brasil
Período 23 de janeiro de 2004
a 20 de julho de 2005
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a)
Sucessor(a) Jaques Wagner
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Período 28 de setembro de 2005
a 31 de janeiro de 2007
Antecessor(a) Severino Cavalcanti
Sucessor(a) Arlindo Chinaglia
Dados pessoais
Nascimento 23 de fevereiro de 1956 (61 anos)
Viçosa,  Alagoas
Partido PCdoB (1977-2017)
PSB (2017-presente)
Profissão Jornalista
Em uma cerimônia militar.

José Aldo Rebelo Figueiredo (Viçosa, 23 de fevereiro de 1956) é um jornalista e político brasileiro, membro do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi vereador a cidade de São Paulo entre 1989 e 1991, pelo PCdoB. Foi deputado federal pelo estado de São Paulo por seis mandatos. Foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, vinculada à Presidência da República, de 23 de janeiro de 2004 a 20 de julho de 2005 e presidente da Câmara dos Deputados entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007. Entre 27 de outubro de 2011 e 1º de janeiro de 2015 foi Ministro de Estado dos Esportes,[1] deixando o cargo para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do qual saiu em 2 de outubro de 2015 para assumir o Ministério da Defesa, [2]no qual ficou até 12 de maio de 2016.

É conhecido pela postura nacionalista, e por projetos às vezes polêmicos, como o de redução de estrangeirismos na língua portuguesa, e pela relatoria do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, transformado na Lei 12.651/2012. É autor, entre outras, da Lei que proíbe a instalação de bombas de auto-serviço nos postos de abastecimento de combustíveis (Lei 9956/2000), e da lei que declarou o dia 20 de novembro como data Nacional de Zumbi do Palmares (Lei  9125/1995).

Participa intensamente de debates na área de relações exteriores e defesa nacional, e foi membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, a qual presidiu em 2002. Aldo Rebelo não se candidatou a nenhum cargo nas eleições de 2014 e continuou à frente do Ministério do Esporte, conduzindo a pasta durante a realização da Copa do Mundo de futebol, ocorrida no Brasil naquele ano.

Elegeu-se deputado federal pela primeira vez, pelo PC do B, para o período 1991 a 1995, quando participou da Revisão Constitucional de 1993. Foi reeleito para as legislaturas de 1995 a 1999; 1999 a 2003; 2003 a 2007; 2007 a 2011 e 2011-2015. No pleito de 1990 obteve 29.554 votos e em 1994, 45.240 votos.[3] Nas eleições de 1998 obteve 84.288 votos; em 2002, 134.241 votos; em 2006 conquistou 169.621 votos e em 2010 foram 132.109 votos.[4]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Filho de José Figueiredo Lima, que era vaqueiro na fazenda do ex-senador Teotônio Vilela, e de Maria Cila Rebelo Figueiredo. Seu interesse pela política começou quando estudava no Colégio Agrícola Floriano Peixoto, na década de 1970. Militou na Ação Popular (AP) contra a ditadura militar e em 1977 ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), à época ainda na clandestinidade. Em 1979, quando a União Nacional dos Estudantes (UNE) foi reconstruída, Aldo foi eleito secretário-geral e da entidade, tornando-se seu presidente na gestão 1980-1981. Em 1982, lançou-se candidato a deputado federal pelo PMDB paulista, já que o Partido Comunista do Brasil ainda estava na ilegalidade. Sua trajetória parlamentar iniciou-se em 1988, quando eleito vereador constituinte pela cidade de São Paulo trabalhou na elaboração da Lei Orgânica do Município.

Rebelo foi presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, entre 2005 e 2007, eleito com 258 votos contra 243 de seu oponente, o deputado José Thomaz Nonô, do então PFL (atual Democratas). De 512 deputados votantes, seis votaram branco e dois anularam o voto.

Nas eleições municipais de 2008, foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy, que no primeiro turno obteve 2.088.329 de votos, ou 32,79% dos votos válidos contra 33,61% do primeiro colocado. No segundo turno foi derrotado para a coligação do prefeito Gilberto Kassab, do Democratas, que teve 60,72% dos votos válidos.[5]

Desligou-se do PCdoB em 14 de agosto de 2017.[6] Filiou-se ao PSB em 25 de setembro de 2017.[7]

Articulação política[editar | editar código-fonte]

Foi líder do PCdoB e líder do governo Lula. Em janeiro de 2004, licenciou-se do mandato de deputado e assumiu a Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, responsável pelas relações institucionais entre os Poderes da República e os entes federativos, e pela articulação política do Palácio do Planalto com o Legislativo Federal.

Projetos apresentados[editar | editar código-fonte]

Durante seus seis mandatos federais apresentou 225 proposições, sendo quatro de seus projetos transformados em lei. Um de seus projetos de lei (PL) mais famosos é o da limitação de estrangeirismos na língua portuguesa.

Por causa do projeto contra estrangeirismos o então deputado entrou com processo contra Millôr Fernandes por suas declarações de que a proposição seria "uma idioletice".[8]

O então deputado também apresentou o projeto que instituía o Dia Nacional do saci-pererê (PL nº 2762/2003), na data de 31 de outubro visando substituir a importação cultural do "Halloween".[9]

Em abril de 2006, por meio do PL nº nº 4.679/2001, que ficou popularmente conhecido como o Pró-Mandioca, propunha tornar obrigatória a adição de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês (ou pãozinho, pão de sal). A principal justificativa do projeto era, com tal determinação, melhorar a quantidade de nutrientes do pão e impulsionar a cadeia nacional de produção da mandioca, produto do qual o Brasil é o maior produtor mundial. O projeto enfrentou forte resistência da indústria da farinha de trigo e também dos padeiros, que em protesto passaram a exibir cartazes com fotos de Aldo Rebelo expressando a insatisfação com o projeto de lei do deputado, justamente no período de campanha eleitoral. Apesar dos obstáculos a proposta foi aprovada com algumas alterações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e enviada à sanção presidencial em 19/09/2008, mas foi vetada integralmente pelo presidente Lula. O veto do presidente foi mantido em votação realizada em sessão do Congresso Nacional (Câmara e Senado) em 6/5/2009. Os apoiadores da proposição atribuíram o veto à pressão da indústria do trigo.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • “CBF-Nike – livro realizado com o deputado Sílvio Torres, em 2001;
  • “Política de Defesa para o Século XXI”; e “Política Externa para o Século XXI”, ambos publicados em 2003. Os dois livros são a coletânea das palestras proferidas nos seminários sobre Defesa e Relações Externas, promovidos pelo ministro quando ocupava a Presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados;
  • “Forças Armadas e Soberania Nacional”, a reedição da coletânea com novos artigos de sua autoria sobre o papel das Forças Armadas;
  • “Reforma Tributária – Temas e Dilemas”, publicado, em 2008, com o professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Luís Antônio Paulino;
  • “Palmeiras X Corinthians 1945 – O Jogo Vermelho”, publicado em 2009;
  • “Raposa Serra do Sol: o índio e a questão nacional”, coletânea de artigos do ministro, publicada em 2010.[10]

Referências

  1. «Governo anuncia Aldo Rebelo como novo ministro do Esporte». G1 
  2. Tânia Monteiro (1 de outubro de 2015). «Aldo Rebelo vai para o Ministério da Defesa». Estadão. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  3. «Relação oficial dos candidatos eleitos 1990 e 1994». Fundação SEADE. Histórico Eleitoral. Total do Estado de São Paulo - Deputado Federal Eleito. Seade.gov.br 
  4. Fundação SEADE. «Perfil do Candidato: Jose Aldo Rebelo Figueiredo». Seade.gov.br 
  5. Fundação SEADE. «Eleição 2008 - Prefeito - SP - São Paulo». Seade.gov.br 
  6. Bittar, Rosangela (16 de agosto de 2017). «Aldo Rebelo saiu do PCdoB, mas ainda não ingressou em outro partido». Valor Econômico. Consultado em 17 de agosto de 2017 
  7. Peron, Isadora (25 de setembro de 2017). «Após 40 anos no PCdoB, Aldo Rebelo vai se filiar ao PSB». Estadão. Consultado em 25 de setembro de 2017 
  8. «Millôr começou a trabalhar como jornalista aos 14». Folha.com. 28 de março de 2012 
  9. Câmara dos Deputados. «PL-2762/2003». Camara.gov.br 
  10. Ministro da Defesa. www.defesa.gov.br. Acesso em 10 de outubro de 2015

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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