Alegoria dos continentes

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Uma das notórias alegorias da América, feita pelo artista Johannes Stradanus (Jan van der Straet).

Nas artes, a alegoria dos continentes é uma forma de representação alegórica que foi bastante comum nos séculos XVI e XVII que freqüentemente aparecia em séries de gravuras e ilustrações, onde os continentes asiático, europeu, africano e a então recém-descoberta América eram representadas por quatro figuras femininas. A Oceania, à época, ainda não era considerada um continente, apesar de ser conhecida pelos navegadores europeus. De modo geral, as representações eram profundamente eurocêntricas, com a Europa sendo representada como o mais civilizado dos continentes, através de oposição entre o nu e roupas elaboradas, além de uma série de outros elementos que podem ser analisados como se fossem "categorias", uma vez que são bastante recorrentes. No caso da alegoria da América, por exemplo, há com frequência cenas de canibalismo, por vezes alegoricamente trazidas como uma cabeça sendo carregada. O extremo sul do continente, a Terra do Fogo, é referenciada com uma linha de fumaça no fundo das alegorias e, por fim, a própria alegoria da América aparece montada num jacaré ou na carapaça de um tatu gigantesco. No âmbito da história da arte, tem como pano de fundo o maneirismo, valendo-se da constituição das diversas empresas fundadas para a reprodução desse tipo de gravura, utilizadas em larga escala nos livros cuja circulação aumentava com o advento da prensa, principalmente na região da Antuérpia.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

A primeira grande referência desse tipo de alegoria se encontra na obra de 1570 Theatrum Orbis Terrarum, de Abraham Ortelius. Em 1581, Dirk Barendsz lança mais uma nova série de alegorias, desta vez gravada por Jan Sadeler, irmão de Ägidius Sadeler. Cerca de cinco anos depois Philips Galle lança seu "Prosographia". Já em 1589 temos a alegoria elaborada por Marten de Vos, gravada por Adrien Collaert. Chega-se, por fim, à obra de Johannes Stradanus, America Retractio e Nova Reperta, até que a partir do século XVII boa parte dessas obras fosse reproduzidas nas gráficas da família de Theodor de Bry, bem como por outros artistas como Jan van Kessel, o velho.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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