Aleixo Axuco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Aleixo Axouch)
Ir para: navegação, pesquisa
Aleixo Axuco
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação Oficial cortesão e eclesiástico
Religião Ortodoxia Oriental

Aleixo Axuco (em grego: Ἀλέξιος Ἀξούχ/Ἀξοῦχος; transl.: Aléxios Axoúch/Axouchos; em latim: Alexius Axuchus) foi um nobre e líder militar bizantino do século XII de ancestralidade turca.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Hipérpiro escifato de João II Comneno (r. 1118–1143)
Hipérpiro escifato de Manuel I Comneno (r. 1143–1118)

Aleixo foi filho do grande doméstico do exército bizantino João Axuco, amigo de infância e "mão direita" do imperador João II Comneno (r. 1118–1143).[1] Aleixo casou-se com Maria Comnena, a filha do filho mais velho de João, o coimperador Aleixo Comneno que faleceu em 1142.[2] Um soldado experiente, Aleixo foi recompensado com o posto de protoestrator e participou em várias campanhas militares durante o reinado do imperador Manuel I Comneno (r. 1143–1180).[3] Ele foi enviado para o sul da península Itálica em 1157, no esforço de recuperar a posição lá após a derrota do grande duque Aleixo Comneno.[2] [4] Apesar de ter ao mesmo tempo que gerir as relações delicadas, repletas de suspeita mútua, com o Sacro Império Romano Germânico, que dominou o norte da Itália, Axuco foi aparentemente bem-sucedido em sua missão, levando a conclusão de uma paz honrosa com o rei Guilherme I em 1158 que permitiu ao exército bizantino desvincular-se da expedição italiana.[5]

Isso permitiu Manuel focar sua atenção no Oriente, onde suas políticas na Cilícia contra o senhor armênio Teodoro II falharam espetacularmente.[6] Em 1165, Aleixo foi enviado para a Cilícia como comandante-em-chefe (estratego autocrator) e governador (duque).[7] Possivelmente também participou na guerra contra a Hungria em 1161 ao lado do futuro Bela III.[3] [2] Cerca de 1167, contudo, ele caiu em desgraça com Manuel após ser acusado de conspirar contra ele e ter sido anteriormente criticado por um peculiar crime de lesa-majestade: ele tinha decorado um de seus palácios em Constantinopla com pinturas das campanhas e vitórias de Kilij Arslan II (r. 1156–1192), o sultão de Icônio, e não, como de costume, com as façanhas do próprio Manuel.[8]

Entre outras coisas, Aleixo foi acusado de "brincar de feitiçaria" e conspirar com um "feiticeiro" latino para entorpecer a imperatriz Maria de Antioquia para impedi-la de dar à luz a um herdeiro.[9] O historiador João Cinamo sustenta que as acusações de conspirações foram genuínas, mas Nicetas Coniates acredita que Axuco tinha sido exposto pela insegurança de Manuel.[10] Em particular, Coniates relata que Manuel suspeitou de Axuco e seu primo, o futuro Andrônico I Comneno (r. 1182–1185), devido a profecia AIMA, que alegava que o nome de seu sucessor começaria com um "A".[11] Seja qual for a verdade, Aleixo foi considerado culpado e confinado num mosteiro para o resto de seus dias,[3] apesar dos repetidos esforços de sua esposa para sua libertação por Manuel. Maria relatadamente morreu de tristeza pelo destino do marido, enquanto Aleixo também morreu alguns anos após sua tonsura.[2] Aleixo Axuco teve dois filhos, um dos quais, João Comneno, o Gordo, liderou uma revolta fracassada contra o imperador Aleixo III Ângelo (r. 1195–1203) em julho de 1201, e foi morte durante a mesma.[3]

Referências

  1. Magdalino 2002, p. 195, 207
  2. a b c d Guilland 1967, p. 481
  3. a b c d Kazhdan 1991, p. 239
  4. Magdalino 2002, p. 60–61
  5. Magdalino 2002, p. 61–63
  6. Magdalino 2002, p. 61, 67
  7. Magdalino 2002, p. 107
  8. Kazhdan 1991, p. 239; 938–939
  9. Garland 2006
  10. Magdalino 2002, p. 19, 218
  11. Magdalino 2002, p. 6–7

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Garland, Lynda, Lynda (2006). "Mary of Antioch". University da Nova Inglaterra, Austrália.  |sobrenome= e |autor= redundantes (Ajuda)
  • Kazhdan, Alexander Petrovich. Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1991. ISBN 978-0-19-504652-6