Alemanha: Jekyll & Hyde

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Alemanha: Jekyll & Hyde, é um livro de Sebastian Haffner, publicado na Inglaterra em Abril de 1940. Tema do livro são "a Alemanha e os Alemães". O título é uma metáfora ao romance "O estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde"" (ou simplesmente "Dr. Jekyll e Mr. Hyde"), de Robert Louis Stevenson. O livro focava um tema tão importante e actual que lhe foi praticamente arrancado das mãos. Estamos em plena Segunda Guerra Mundial. Os Países Baixos estavam prestes a ser invadidos pela Alemanha. O seu editor explica que tomou a decisão de o publicar tão cedo como possível, mesmo sem dar ao autor a possibilidade de fazer correcções no capítulo VII, como ele desejava. Winston Churchill recomendou a todos os ministros do seu gabinete que lessem o livro.

O povo alemão não dá valor à liberdade[editar | editar código-fonte]

Haffner afirma que os Alemães têm uma história particularmente diferente de outros povos. Enquanto que em outros países (particularmente na Inglaterra e em França) os cidadãos têm uma longa tradição de luta pelos seus direitos contra os poderes absolutos (por exemplo em Inglaterra na ascensão de Oliver Cromwell e em França com a Revolução Francesa) os alemães parecem desde sempre ter aprendido a submeter-se aos poderes absolutos e a resignarem-se a obedecer, principalmente pelo poder político-religioso. (Esta tese foi também apresentada por Heinrich Heine, que dissera num poema: Os ingleses amam a liberdade como uma esposa, os franceses amam-na como uma amante. Os alemães amam a liberdade como amam a sua avó. Heinrich Mann falou da mentalidade de súbdito (Untertan).

Ao longo de muitos séculos, o Alemão aprendeu que a renúncia à auto-determinação política, para a qual ele não tem muito talento, não significa a renúncia à dignidade humana, mesmo que outras nações assim o interpretem... O "homem forte", o regime que "joga duro" levanta o seu entusiasmo. Este é o estado de espírito que Hitler encontrou e que o promoveu.

Ver a este propósito o artigo sobre Bismark, que já tinha jogado a carta do militarismo, unindo o povo alemão nas 3 Guerras que promoveu, de uma maneira que impossibilitou às forças democráticas que pediam mais poderes no Parlamento Alemão ganharem influência. Numa nação em guerra não há tempo a "perder" com debates no Parlamento. O povo alemão não viu o seu país fomentar de nacionalismo como ingleses e franceses,sofreram para uma unificação desejada por um único estado soberano (Prússia). As grandes devastações que ocorreram na Alemanha foram por grande parte ocasionadas pelos soberanos absolutos como Kaiser Wilhelm II e Hitler.

Prússia: um estado predador. A Alemanha como a sua continuação[editar | editar código-fonte]

"O Império Alemão não começou, como nos recordamos porque era ardentemente desejado mas porque a Prússia - aquele pequeno Estado predador - engoliu todos os outros Estados alemães. Toda a história da Prússia consiste na conquista de primeiro pequenas e depois maiores países. À falta de uma produção cultural própria e autónoma, a sua fama consiste no constante aumento do território, na subjugação da vida do seu povo a esta avidez (por mais território). Esta moral política da Prússia foi transferida para o seu sucessor, o Império Alemão... A Prússia foi o tumor cancerígeno da Alemanha. A sua lei era: crescer, engolir e destruir."

"O Império Alemão surgiu através de três das mais cínicas e criminosas Guerras que a história conhece: a brutal subjugação do pequeno vizinho Dinamarca, a guerra relâmpago contra o Deutscher Bund, que terminou com a anexação dos pequenos estados norte-alemães e a Guerra injustificável contra a França, provocada por uma falsificação intencionada de documentos e pelo pensamento de superioridade que os franceses aspiravam."

Ver também[editar | editar código-fonte]

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