Alerta Nacional

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Alerta Nacional
Informação geral
Formato programa jornalístico
Gênero policial
Duração 90 minutos
Estado em exibição
Criador(es)
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Franz Vacek (RedeTV!)
Elis Alves (TV A Crítica)[1]
Produtor(es) Celso Tavares
Editor(es)
  • Elis Alves
  • Guilherme Latorre
Câmera multicâmara
Apresentador(es)
Eventuais
  • Mayara Rocha
  • Luiz Rodrigues
Elenco
  • Coringa da Amazônia
  • Jumento Órfão
  • Machadão Bezerra
  • Michelle Obama
  • Thommy Gretchen
  • Zé Ressaca
  • Delegado Tromba
  • Bob Nóia (em algumas ocasiões)
  • Peroba (em algumas ocasiões)
Tema de abertura instrumental
Localização Manaus, AM
Exibição
Emissora original TV A Crítica
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 28 de janeiro de 2020 (2020-01-28) – presente
Cronologia
Programas relacionados Alerta Amazonas
Repórter Cidadão
Cidade Alerta
Brasil Urgente
Ligações externas
Site oficial

Alerta Nacional é um programa de televisão jornalístico brasileiro gerado pela TV A Crítica e transmitido em rede nacional pela RedeTV!. É originado do Alerta Amazonas, programa policial comandado por Sikêra Júnior que atingiu a liderança isolada de audiência no estado do Amazonas em horário nobre.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Devido ao grande sucesso do Alerta Amazonas, em 18 de dezembro de 2019, a RedeTV! anunciou uma parceria com a TV A Crítica para transmitir o programa no mesmo formato em rede nacional.[3]

Testes e desafio com o delay[editar | editar código-fonte]

Como o programa é ancorado da capital amazonense, em 22 de janeiro de 2020 foram realizados testes de comunicação entre Manaus e Osasco, sede da RedeTV! São Paulo. O delay era de quase oito segundos, pois são 2 680 km em linha reta entre as cidades.[4] A equipe técnica trabalhou para reduzir esse tempo, evitando problemas de comunicação entre apresentador e repórteres.[5]

Estreia[editar | editar código-fonte]

O Alerta Nacional estreou em 28 de janeiro de 2020, às 18 horas (UTC-3), transmitido para todo o Brasil e nas plataformas digitais da RedeTV!.[6]

No YouTube, 11 mil espectadores simultâneos chegaram a acompanhar a transmissão ao vivo, que encerrou com cerca de 130 mil visualizações. Já no Facebook, a transmissão ao vivo obteve 170 mil visualizações após o término do programa.[6] No Twitter, chegou a liderar os Assuntos do Momento na lista do "Brasil" por mais de uma hora e ficou entre os cinco assuntos mais comentados na lista do "Mundo".

Audiência[editar | editar código-fonte]

Os dados são providos pelo IBOPE e se referem ao público da Grande São Paulo.
Ano Valor do ponto Estreia Média anual
(em pontos)
2020 74,9 mil domicílios ou 203,3 mil pessoas[7] 1.5 com pico de 1.7[8] 2.1[9]
2021 76,5 mil domicílios ou 205,3 mil pessoas[10] 1.7 com pico de 2.3

Em comparação com o programa que ocupava o mesmo horário, Tricotando, o Alerta Nacional apresentou uma melhora de 200% na audiência. Com algumas semanas no ar, conseguiu tirar a emissora do traço (quando a audiência não atinge 1 ponto). Junto com o RedeTV! News, a média das 18 às 20:30 na Grande São Paulo passou de 0.4 para 1.2 ponto, com mais de 2 pontos de pico.[11] Em 25 de fevereiro de 2020, marcou 1.7 ponto com pico de 2.7, um número baixo mas que a emissora não via no horário desde 2012.[12]

Após um apagão técnico ocorrido na Rede Bandeirantes, o Alerta Nacional, no dia 26 de março de 2020, ficou na frente do Brasil Urgente pela primeira vez na Grande São Paulo. O programa registrou 3.0 pontos de média e 3,8 de pico. No dia seguinte, o apresentador se solidarizou com todos da Band e disse que seria injusto de sua parte comemorar o fato.[13]

Formato[editar | editar código-fonte]

O Alerta Nacional é gerado nos estúdios da TV A Crítica, em Manaus, sendo o primeiro programa jornalístico da história da televisão brasileira a ser gerado na região Norte. Possui uma equipe de repórteres da RedeTV! mobilizada nas grandes cidades, levando notícias do cenário nacional com reportagens exclusivas e links ao vivo.[14]

Seguindo o mesmo formato do programa de origem, o Alerta Nacional exibe uma série de matérias policiais, com a interação do apresentador e repórteres nos grandes centros urbanos do Brasil. É exibido durante 90 minutos de segunda a sexta-feira às 18 horas (horário de Brasília).[14]

Apresentadores[editar | editar código-fonte]

Sikêra Júnior apresenta o Alerta Nacional desde 2020.

Atuais[editar | editar código-fonte]

Eventuais[editar | editar código-fonte]

  • Mayara Rocha (desde 2020)[15]
  • Luiz Rodrigues (desde 2020)

Antigos[editar | editar código-fonte]

  • Bruno Fonseca (2020)[16]

Personagens[editar | editar código-fonte]

O elenco é formado pelos cinegrafistas e equipe de produção do programa.

Elenco por trás das câmeras.
  • Tommy Gretchen (Israel Silva): é um dos cinegrafistas do programa que faz a paródia de Thammy Miranda.[17]
  • Zé Ressaca (Júlio César): é um funcionário que carrega sempre um caneco de chope, as vezes participa dos desafios do Sikêra e possui jingle próprio.[17]

Além desses personagens, também participam do programa as sátiras de personalidades famosas como Michelle Obama (Wallacy Bruno), Bob Nóia (paródia de Bob Marley - Ninno de Paula), Jumento Órfão, Machadão Bezerra (Adriene Júnior, paródia da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra - um de seus bordões mais conhecidos é quando perguntada sobre o contraditório, Machadão responde: "É góópi", expressão utilizada por integrantes de partidos de esquerda e pela própria Fátima Bezerra para criticar o impeachment de Dilma Rousseff), Peroba e Coringa da Amazônia.[17]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Apoio ao Governo Jair Bolsonaro e desrespeito aos direitos humanos[editar | editar código-fonte]

O programa possui uma extensa lista de críticas por parte do público, principalmente por desrespeito aos direitos humanos, além de acusações de homofobia por parte do apresentador, chegando a ridicularizar homossexuais ao vivo, fato este herdado do próprio apresentador vindo de emissoras antecessoras. O ferrenho apoio ao Governo Jair Bolsonaro também trouxe uma séries de ataques aos setores de esquerda no próprio programa.[18][19]

Sikêra Júnior e Jair Bolsonaro pousaram para uma foto exibindo uma placa de "CPF cancelado", expressão utilizada para se referir a mortos em confronto com policiais no Brasil.

Em 23 de abril de 2021, a Rede TV! e a TV A Crítica exibiram uma edição especial do programa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por volta das 20h30min do horário de Brasília. Na entrevista, Bolsonaro proferiu ataques ao deputado federal e ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) com relação a reforma tributária, além de atacar as medidas de restrição impostas por prefeitos e governadores durante o período crítico da Pandemia de COVID-19, com ameaças de colocar o exército e as forças amadas para as ruas em cumprimento do artigo 5 da Constituição Federal, que dá o direito de ir e vir.[20][21] A exibição da entrevista deu a Rede TV! uma audiência de 1,2 pontos e picos de 1,8, elevando os índices da faixa noturna que costuma ficar no famoso traço de audiência (nome dado aos índices abaixo de 1 ponto).[22] Logo após o especial, passou a circular uma foto do presidente junto com o apresentador e sua equipe carregando uma placa de "CPF Cancelado", que é uma expressão usada pelo programa para se referir aos mortos no confronto com policiais ou facções, além de outras imagens dos funcionários da TV A Crítica sem o uso de máscaras, assim como toda equipe do Alerta Amazonas e alguns ministros que participaram do encontro. Tal fato repercutiu negativamente nas redes sociais, ao coincidir com o momento que o Brasil ultrapassava os 400 mil óbitos pela COVID-19.[23]

No dia 17 de junho, é revelado em um documento enviado a CPI da COVID-19 que o apresentador recebeu 120 mil reais em verbas públicas para participar de campanhas publicitárias para o governo.[24] Na edição do dia 18, Sikera confessou que recebeu o valor, além de lançar indiretas a outros veículos como a Folha de S.Paulo e a TV Globo. Posteriormente, também revelou o salário que ganha na RedeTV, estimado em 500 mil reais.[25]

Polêmica com Xuxa Meneghel[editar | editar código-fonte]

Em uma rede social, a ativista Luisa Mell compartilhou um vídeo onde Sikera fazia piada satirizando um fazendeiro estuprando uma égua. Ao ver o vídeo, Xuxa á época ainda apresentadora da RecordTV, reprovou as imagens e a ativista Luiza Mell respondeu em seguida detonando o programa.[26]

No dia 24 de outubro de 2020, Sikera ao iniciar o programa, acusou Xuxa de pedofilia, enquanto ela divulgava o livro Maya: Bebê Arco-Íris como resposta ao seu comentário na postagem de Luiza. Em sua declaração, SIkera afirmou:

Lamentavelmente, eu era muito fã. Eu era pequenininho, meu sonho era ir à plateia para ver a que se diz rainha. Hoje, não dá mais audiência, está sendo empurrada para todo horário. A que vai lançar agora um livro LGBT para criança, viu? Para criança! Um livro LGBT para criança! Cuidado com o teu filho! Cuidado com a tua filha! A mesma que fez um filme com uma criança. Sim! Ela nua com uma criança de 12 anos. Ex-rainha, eu quero dizer para você que pedofilia é crime e não prescreve não, tá?

Em outro momento também afirmou:

Você está usando desse nome que você criou para levar a criançada agora para a safadeza, para a putaria, para a suruba! Tua filha falando que ofereceu maconha para 'tu'. Isso é uma coisa que se diga, 'tu', uma formadora de opinião? E aí? Todo mundo preocupado com o rabo do cavalo, né? Apologia às drogas também é crime, ex-rainha

Após as acusações de Sikera, Xuxa lançou a campanha "Zoofilia não é piada" e recebeu o apoio de vários famosos, incluindo até mesmo de Ratinho, um dos apresentadores mais próximos de Sikera. Em resposta a campanha de Xuxa, Sikera lançou a campanha #PedofiliaNãoPresecreve desafiando a repercussão de Xuxa. Por conta dos ataques, a apresentadora abriu um processo contra Sikera. Alguns desses processos abertos pela apresentadora foram favoráveis ao jornalista pernambucano, fato comemorado ao vivo em uma das edições do Alerta Nacional.[27]

LGBTfobia e perda de patrocínios[editar | editar código-fonte]

Em um depoimento na edição do dia 25 de junho de 2021, Sikera anunciou um lançamento de uma campanha de boicote contra o Burger King devido a um comercial envolvendo um casal gay e uma criança, além de fazer associações ao comunismo. Tal fala de Sikera levou a Aliança Nacional LGBTQI+ a abrir um pedido de ação judicial e de um pedido de prisão ao apresentador pelo crime de LGBTfobia através do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Amazonas devido ao fato do apresentar se referir aos homossexuais como "raça desgraçada".[28] Também houveram pressões para que algumas marcas deixassem de anunciar no programa, sendo que algumas delas cancelaram os contratos de patrocinio, sendo elas a MRV, TIM, Hapvida, Ford, Novo Mundo, Sorridents, Blindex, Kicaldo e a Caixa. O Magazine Luiza, Nívea e a Seara, apesar de não anunciarem no programa, solicitaram ao YouTube o bloqueio de suas propagandas em qualquer vídeo do programa na plataforma.[29][30] Com a perda dos patrocínios, o programa também teve seu tempo de intervalo reduzido de quatro minutos para apenas um minuto e trinta segundos, trazendo prejuízos comerciais tanto para a TV A Crítica como para a RedeTV!.[31] Em nota, a RedeTV! afirma que reprova veementemente todos os tipos de preconceitos a raças, gêneros e tradição, mas não aplicou sanção ao apresentador.[32]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Captura de tela Alerta Nacional». RedeTV!. Consultado em 1 de fevereiro de 2020 
  2. Sousa, Pedro (6 de agosto de 2019). «Com Sikêra Júnior no comando, Alerta Amazonas lidera audiência no AM». A Crítica. Consultado em 3 de maio de 2021 
  3. «Sikêra Júnior apresentará programa em rede nacional pela RedeTV!». RedeTV. 18 de dezembro de 2019. Consultado em 23 de janeiro de 2020 
  4. «Distância Manaus → Osasco». Distance.to. Consultado em 23 de janeiro de 2020 
  5. «Sob o comando de Sikêra Jr., 'Alerta Nacional' estreia hoje em todo Brasil». A Crítica. 28 de janeiro de 2020. Consultado em 3 de maio de 2021 
  6. a b «Alerta Nacional com Sikêra Jr estreia na RedeTV! com recordes de audiência». RedeTV!. 28 de janeiro de 2020. Consultado em 29 de janeiro de 2020 
  7. «IBOPE atualiza ponto de audiência para 2020». Meio e Mensagem. 20 de dezembro de 2019 
  8. Volpato, Leonadro (28 de janeiro de 2020). «Sikêra Júnior triplica audiência da RedeTV! com estreia do Alerta Nacional». F5. Folha de S.Paulo. Consultado em 29 de janeiro de 2020 
  9. Ricardo Feltrin (22 de março de 2021). «Em 1 ano, "fenômeno" Sikêra Jr. murcha e perde metade do público». UOL 
  10. «Kantar IBOPE Media atualiza a representatividade do ponto de audiência de TV para 2021». Kantar IBOPE Media. 23 de dezembro de 2020 
  11. Falcheti, Fabricio (17 de fevereiro de 2020). «Sikêra Júnior eleva audiência em 200% e beneficia o RedeTV! News». UOL. Consultado em 25 de fevereiro de 2020 
  12. «Sikêra Júnior bate recorde de audiência na RedeTV! no carnaval». Visão Oeste. 26 de fevereiro de 2020. Consultado em 3 de maio de 2021 
  13. «Pane na Band faz Sikêra Júnior derrotar Datena pela primeira vez». Notícias da TV. 27 de março de 2020. Consultado em 3 de maio de 2021 
  14. a b «Sikêra Júnior estreia na próxima terça-feira (28) na RedeTV!». RedeTV!. 22 de janeiro de 2020. Consultado em 23 de janeiro de 2020 
  15. Dias, Leo (23 de abril de 2020). «RedeTV! afasta Sikêra Jr. por suspeita de contaminação do novo coronavírus». UOL TV e Famosos. Consultado em 29 de abril de 2020 
  16. Castro, João Paulo (4 de agosto de 2020). «'Brunoso' pede demissão da TV A Crítica». Portal Tucumã. Consultado em 5 de agosto de 2020 
  17. a b c Sousa, Pedro (30 de agosto de 2019). «Sikêra Jr faz travessia às cegas em avenida após recorde de inscritos no Youtube». A Crítica. Consultado em 25 de novembro de 2019 
  18. «Cinco declarações polêmicas de Sikêra Jr na TV». NaTelinha. Consultado em 22 de fevereiro de 2021 
  19. Garcia, Pedro (30 de outubro de 2020). «Briga com Xuxa, zoofilia, LGBTfobia; Relembre as polêmicas de Sikêra Jr». Gente. Consultado em 22 de fevereiro de 2021 
  20. «Bolsonaro culpa Maia por atraso em orçamento». Congresso em Foco. 24 de abril de 2021. Consultado em 14 de maio de 2021 
  21. «A Sikêra Jr., Bolsonaro diz que tem planos de usar Forças Armadas contra isolamento: "Se decretar, vai ser cumprido"; veja vídeo». Revista Fórum. 24 de abril de 2021. Consultado em 14 de maio de 2021 
  22. Leandro Sarubo (24 de abril de 2021). «RedeTV! sai do traço de audiência com entrevista de Bolsonaro a Sikêra Jr.». Teleguiado. Consultado em 14 de maio de 2021 
  23. Henrique, Gustavo (25 de abril de 2021). «Bolsonaro posa com placa de "CPF cancelado" e é criticado na web». TV Jornal. Consultado em 14 de maio de 2021 
  24. «Governo repassou R$ 120 mil em cachê a Sikêra Jr, diz documento». O Antagonista. Consultado em 19 de junho de 2021 
  25. «Sikêra Júnior confirma cachê de R$ 120 mil do governo e revela salário». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 19 de junho de 2021 
  26. Gente, iG (24 de outubro de 2020). «Sikêra Jr acusa Xuxa de pedofilia e apologia às drogas». Gente. Consultado em 22 de fevereiro de 2021 
  27. Gente, iG (28 de outubro de 2020). «Associada à pedofilia, Xuxa une Ratinho e outros famosos contra Sikêra Jr». Gente. Consultado em 22 de fevereiro de 2021 
  28. VAQUER, EDUARDO F. FILHO e GABRIEL (26 de junho de 2021). «Sikêra Jr. xinga homossexuais de 'raça desgraçada' na TV e vira alvo de ação». Notícias da TV. Consultado em 29 de junho de 2021 
  29. VAQUER, GABRIEL PERLINE e GABRIEL (28 de junho de 2021). «Sikêra Jr. perde patrocínios na RedeTV! após xingar gays de 'raça desgraçada'». Notícias da TV. Consultado em 29 de junho de 2021 
  30. «Mais duas empresas retiram patrocínio de programa de Sikêra Jr.». BuzzFeed. 29 de junho de 2021. Consultado em 30 de junho de 2021 
  31. «Programa de Sikêra Jr. perde mais da metade do intervalo após polêmica». Metrópoles. 2 de julho de 2021. Consultado em 4 de julho de 2021 
  32. «Após perder patrocínios, RedeTV! se pronuncia sobre Sikêra Jr.». Metrópoles. 30 de junho de 2021. Consultado em 4 de julho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]