Alexander H. Stephens

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Alexander H. Stephens
50º governador da Geórgia
Período 4 de novembro de 1882
a 4 de março de 1883
Antecessor(a) Alfred H. Colquitt
Sucessor(a) James S. Boynton
Membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 8º distrito da Geórgia
Período 1 de dezembro de 1873
a 4 de novembro de 1882
Antecessor(a) John James Jones
Sucessor(a) Seaborn Reese
Vice-presidente dos Estados Confederados da América Estados Confederados da América
Período 11 de fevereiro de 1861
a 11 de maio de 1865
Presidente Jefferson Davis
Membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 8º distrito da Geórgia
Período 4 de março de 1853
a 4 de março de 1859
Antecessor(a) Robert Toombs
Sucessor(a) John James Jones
Membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 7º distrito da Geórgia
Período 4 de março de 1845
a 4 de março de 1853
Sucessor(a) David Addison Reese
Membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pela Geórgia
Período 2 de outubro de 1843
a 4 de março de 1845
Antecessor(a) Mark Anthony Cooper
Vida
Nome completo Alexander Hamilton Stephens
Nascimento 11 de fevereiro de 1812
Crawfordville, Geórgia,
 Estados Unidos
Morte 4 de março de 1883 (71 anos)
Atlanta, Geórgia,
 Estados Unidos
Progenitores Mãe: Margaret Grier
Pai: Andrew B. Stephens
Dados pessoais
Alma mater Universidade da Geórgia
Partido Democrata (1855–1883)
Whig (antes de 1851; 1853–1855)
União Constitucional (1851–1853)
Religião Presbiterianismo
Assinatura Assinatura de Alexander H. Stephens

Alexander Hamilton Stephens (11 de fevereiro de 1812 — 4 de março de 1883) foi um advogado e político norte-americano pelo estado da Geórgia. Foi vice-presidente dos Estados Confederados (1861-1865) durante a Guerra Civil Americana, ele foi também representante norte-americano e 50° governador do estado da Geórgia 1882 até sua morte em 1883.

De acordo com Bruce Catton, ele foi dado como um dos nomes mais inesquecíveis já usados ​​por um político americano: "A Estrela pouco pálida da Geórgia".[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alexander H. Stephens nasceu em 11 de fevereiro de 1812.[2] Seus pais eram Andrew Baskins Stephens e Margaret Grier, que se casaram em 1807.[3]

Os Stephens viviam em uma fazenda perto da atual Crawfordville, Taliaferro County, Georgia. Na época do nascimento de Alexander Stephens, a fazenda era parte do Condado de Wilkes. O Condado de Taliaferro foi fundado em 1825 a partir de área dos municípios de Greene, Hancock, Oglethorpe, Warren, e Wilkes.[4]

Graduado pela Universidade da Geórgia, se tornou um advogado muito bem sucedido em seu estado. Logo expandiu as terras de sua família e adquiriu novos escravos para trabalhar, tornando-se assim muito rico.[1]

Em 1843 foi eleito para o Congresso dos Estados Unidos, onde serviu até 1859. Era, inicialmente, membro de partidos nacionalistas como os Whigs e os Constitucionalistas. Em 1855, se filiou ao Partido Democrata. De início, era considerado um moderado, mas logo tomou uma postura pró-escravidão fortíssima e defensor dos direitos dos estados de regularem seus assuntos internos.[5]

Na década de 1850, se tornou envolvido na crise política que precipitaria a guerra civil entre o Norte e o Sul.[1]

Fervoroso defensor da escravidão e das tradições sulistas, Stephens defendeu a secessão da Geórgia da União após a eleição de Abraham Lincoln para a presidência dos Estados Unidos. Em fevereiro de 1861 foi apontado vice-presidente da Confederação. Em 21 de março do mesmo ano, na cidade de Savannah, Geórgia, deu seu discurso mais famoso onde afirmou que "o negro não é igual ao homem branco; a escravidão, subordinação a raça superior, é sua condição normal e natural".[6]

Stephens sabia da superioridade em números e armas do Norte e por isso aconselhou cautela ao governo confederado, para dar tempo para o sul preparar suas forças.[7] Apesar de leal ao seu presidente, Jefferson Davis, ele passou a contestar várias de suas políticas de guerra, de economia e suspensão de direito de habeas corpus.[8]

Apesar de ser um grande defensor da causa do Sul e fanático apoiador dos ideais da Confederação, Alexander Stephens também era pragmático e em 1865, vendo a derrota iminente do seu lado na guerra, exortou o governo de Davis a tentar uma solução negociada e buscar a paz. O presidente confederado, contudo, junto com seu gabinete, favorecia uma luta até a morte.

Em fevereiro de 1865, com a Confederação a beira do colapso, foi um dos três comissários enviados para Hampton Roads, Virgínia, para ouvir os termos do Norte para a cessão das hostilidades. O governo federal da União em Washington, D.C. exigia a rendição incondicional. Sem sucesso, retornou para o sul, frustrado com as políticas de ambos os lados.[5]

Em 11 maio de 1865, dois dias após a rendição formal do Sul, Alexander Stephens é preso por tropas do norte na sua cidade natal de Crawfordville. Ele foi libertado em outubro. No ano seguinte foi eleito para o Senado pela Geórgia. Em 1882 virou governador do seu estado. Faleceu no ano seguinte na cidade de Atlanta.[5]

Referências

  1. a b c Catton, Bruce, The Coming Fury. Pocket Books, Nova Iorque. 1961
  2. Memoirs of Georgia (Atlanta: Southern Historical Association, 1895), Vol. I, p. 238.
  3. Biographical Sketch of Linton Stephens (Atlanta: Dodson & Scott, 1877), p. 3.
  4. http://www.georgiaencyclopedia.org/nge/Article.jsp?id=h-2394
  5. a b c Rudolph R. von Abele, Alexander H. Stephens: A Biography (1946)
  6. Schott, Thomas E. Alexander H. Stephens of Georgia: A Biography. 1996.
  7. Allan Nevins, The Improvised War, 1861–1862 (New York: Charles Scribner's Sons, 1959).
  8. Schott, Thomas E. (1988). Alexander H. Stephens of Georgia [S.l.: s.n.] p. 357. 

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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