Alexandre Garcia
| Alexandre Garcia | |
|---|---|
| Porta-voz da Presidência da República do Brasil |
|
| Período | 1978 a 1980 |
| Presidente | João Batista Figueiredo |
| Vida | |
| Nascimento | 11 de novembro de 1940 (76 anos) Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul |
| Dados pessoais | |
| Progenitores | Mãe: Talita Eggers Pai: Óscar Chaves García |
| Prole | Gustavo Nunes Garcia (1987-2014) [2] |
| Alma mater | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) |
| Cônjuge | Magda Pereira [1] |
| Partido | ARENA |
| Profissão | jornalista |
Alexandre Eggers Garcia (Cachoeira do Sul, 11 de novembro de 1940) é um jornalista, apresentador e colunista político brasileiro.[3] Foi porta-voz do último ditador do Brasil, general João Batista Figueiredo. Atuou no Jornal do Brasil, no Fantástico e na extinta TV Manchete.[3] Atualmente é comentarista político do Bom Dia Brasil.
Biografia[editar | editar código-fonte]
Já atuou no Jornal do Brasil e na extinta TV Manchete. Por 18 meses, entre os anos de 1979 e 1980, foi porta-voz oficial da Presidência da República, no governo de João Batista Figueiredo.
Aos sete anos de idade, já atuava como ator infantil na rádio em que seu pai, o uruguaio Óscar Chaves García, era radialista. Com quinze anos, era locutor da pequena Rádio Independente de Lajeado. Formou-se em Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Seu primeiro emprego no jornalismo foi um estágio na sucursal do Jornal do Brasil, em Porto Alegre. Começou a escrever na editoria de economia e se especializou em Bolsa de Valores. Nessa época, conciliava um emprego no Banco do Brasil com o do jornal. Pouco tempo depois, foi contratado pelo JB e largou o trabalho no banco.[4]
Depois da posse do presidente militar João Baptista Figueiredo, Alexandre Garcia trabalhou como secretário de imprensa (porta-voz) do governo,[4] porém acabou sendo exonerado devido à repercussão da entrevista "O Porta-Voz da Abertura" [5] concedida à revista masculina "Ele & Ela", na qual o jornalista se apresentava deitado em uma cama, de cueca, recoberto por uma felpuda toalha e revelava que era ali que ele "abatia suas lebres".[6][7]
Nesse início na TV Globo, o jornalista apresentava um quadro de crônicas com o seu nome no Fantástico. No programa, mostrava políticos em situações engraçadas ou cometendo gafes. É desse período o apelido "Alexandre Gracinha". Nessa época, Alexandre Garcia era também repórter especial do Jornal Nacional, do Jornal Hoje e do Jornal da Globo. Participou de coberturas como promulgação da Constituição de 1988 e as eleições presidenciais de 1989. Ao lado de Joelmir Betting, apresentou o programa Palanque Eletrônico, no qual entrevistou todos os candidatos à Presidência. Foi também um dos mediadores nos dois debates entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, no segundo turno das eleições.[4] Em 1990, dos estúdios da emissora, junto com Joelmir Betting, Paulo Henrique Amorim e Lilian Witte Fibe, tentou esclarecer as dúvidas dos telespectadores com relação ao plano econômico do governo.
De 1990 a 1995, Alexandre Garcia foi diretor de jornalismo da TV Globo Brasília. Neste período a sucursal cobriu a posse de Fernando Collor na presidência e a decretação do Plano Brasil Novo. O jornalista também cobriu a ECO-92, o Riocentro, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, a implementação do Plano Real e as eleições de Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998.[4]
Enquanto atuava como porta-voz do presidente João Figueiredo, viveu uma situação inusitada durante uma viagem oficial entre Brasília e Pindamonhangaba. Um cano do sistema hidráulico do avião da Força Aérea Brasileira estourou e molhou as calças do Presidente da República. Figueiredo disse: "É perigoso tirar as calças na sua frente!" e ficou completamente nu diante de Alexandre Garcia (fevereiro/1980).[8]
Em 1993, estreou no Jornal da Globo como comentarista político. De 2000 a 2011 apresentou e foi o editor-chefe do telejornal local DFTV - 1ª Edição. Também realizou a cobertura especial das eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010. É autor do livro Nos Bastidores da Notícia, lançado pela Editora Globo em 1990. Além disso, assina artigos para jornais do país e faz comentários políticos para 80 emissoras de rádio.[4]
Atualmente, além do programa na Globo News, é comentarista de política e segurança pública do Bom Dia Brasil e do DFTV. Diariamente atua como colunista político dentro da coluna "Bastidores" do Jornal da Cidade, comandado pelo jornalista José Carlos Magdalena e transmitido pela Rádio Morada do Sol AM/FM e pela TVAra, emissoras sediadas em Araraquara, interior de São Paulo. Também é comentarista da Rádio Metrópole, comandada por Mário Kertész em Salvador, Bahia.
Em 2015 Alexandre tornou-se comentarista da Rádio Clube FM de Vitória da Conquista (Bahia) no Jornal Vespertino Resenha Geral.
Polêmicas[editar | editar código-fonte]
Em comentário na Rádio CBN, afirmou que o Ministério da Saúde do Brasil estaria fazendo "uma maluquice" ao estimular a gravidez de mulheres portadoras do vírus HIV. Sua declaração gerou forte protesto dos ativistas de movimentos sociais, que repudiaram publicamente seu comentário (maio/2010).[9]
Em 2 de fevereiro de 2017 o apresentador causou polêmica e manifestações on-line ao publicar em sua conta no Twitter que "'Feminicídio' é invenção de quem pensa que homicídio é matar "hômi" mesmo tendo recebido a explicação do que configura feminicídio o apresentador respondeu que "então o assassinato de homem vulnerável seria "androcídio"?" e "Mas homicídio não é matar primata do gênero humano, da espécie homo sapiens -não importa o sexo? Ou a Biologia já sanciona "mulher sapiens"?".[10][11]
Referências
- ↑ http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=43614&blog=202&coldir=1&topo=3994.dwt
- ↑ http://br.noticias.com/sucessos/causas-da-morte-do-filho-de-alexandre-garcia.html
- ↑ a b «ALEXANDRE GARCIA - TRAJETÓRIA». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 3 de fevereiro de 2017
- ↑ a b c d e «Ibid». Globo.com. Memoriaglobo.globo.com. Consultado em 8 de outubro de 2016
- ↑ «Ibid». TioLucena[ligação inativa]
- ↑ «Quem é Alexandre Garcia - O Moralista?». www.ocachete.org. Consultado em 6 de dezembro de 2016
- ↑ Maior, Carta. . "De capacho da ditadura a racista da Globo". Carta Maior.
- ↑ «Revista Brasília Em Dia». Entrevista: Alexandre Garcia. Brasiliaemdia.com.br[ligação inativa]
- ↑ «Portal Impresa». Declaração de Alexandre Garcia sobre mães com HIV gera protestos na web. Portalimprensa.uol.com.br
- ↑ Alexandre Garcia provoca polêmica com tuíte sobre feminicídio, Veja São Paulo, 2/2/2017
- ↑ Alexandre Garcia ironiza o feminicídio e é criticado na internet, Metrópoles.com, 2/2/2017