Alexandre Gomes de Argolo Ferrão Filho

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General do Exército Brasileiro Coat of arms of the Brazilian Army.svg
O Visconde de Itaparica
IOR IONSJC
Dados pessoais
Nascimento 8 de agosto de 1821 Brasil Bahia
Morte 23 de junho de 1870 Brasil Bahia
Nacionalidade Brasileiro
Vida militar


Alexandre Gomes de Argolo Ferrão Filho, 1º visconde de Itaparica, (Bahia, 8 de agosto de 1821 — Bahia, 23 de junho de 1870) foi um militar brasileiro. Filho fora do casamento de Alexandre Gomes de Argollo Ferrão, 1º barão de Cajaíba. Comandante geral da Guarda Nacional da Bahia (1854 - 1855). Tenente-coronel estava em Cuiabá em 1859.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Argolo lutou na Guerra do Paraguai, onde foi comandante do 2° Corpo de Exército, e após conquistar uma das vitórias mais importantes durante a guerra foi presenteado por Dom Pedro II com um título de nobreza e uma quantidade significativa de regalias em forma de ouro que permaneceram em sua família por mais de 100 anos. Foi designado por Caxias para construir a estrada do Grão-Chaco, permitindo que as forças brasileiras executassem a célebre marcha de flanco através do chaco paraguaio. É famosa sua frase ao ser questionado por Caxias sobre a viabilidade da empreitada: "Marechal! Se for possível, está feita! Se for impossível, vamos fazê-la!".

Participou da Batalha de Tuiuti e Batalha de Itororó, onde foi ferido, falecendo vítima deste ferimentos.

Seu pai, Alexandre Gomes de Argolo Ferrão, foi o  Barão de Cajaíba.

Espelhando-se em seu progenitor, assentou praça, aos dezesseis anos  de idade, como 1º cadete no 1º Batalhão de Artilharia. Aos  dezessete, foi promovido a 2º tenente. Em 1840, em gozo de licença, na Bahia, apresentou-se  para participar da expedição que se destinava à província do Maranhão para lutar contra a "Balaiada". O principal líder desta revolta, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, tinha o apelido de "Balaio". Fabricava balaios e se revoltou depois que uma de suas filhas foi violentada por um policial. Procurando vingar-se, se tornou sanguinário e feroz, liderando um grupo que devastou o interior do Maranhão, matando, violentando e arrasando os locais por onde passava. O jovem Alexandre fez toda a campanha naquela província.

General Argollo.

Regressando à Bahia, um ano depois, expedicionou para as províncias de São Paulo e Minas Gerais. Em 1844, foi promovido a capitão. Em 1847, foi agraciado com a comenda da Imperial Ordem da Rosa, no grau de cavaleiro. Em 1849, foi distinguido com a comenda da Ordem de Cristo. Em 1852, foi promovido ao posto de major, A partir de então sua vida foi toda ela dedicada ao servido da pátria. Em 1868, assumiu o comando da 1ª divisão de infantaria do 2º corpo do exército. Nomeado conselheiro, foi  agraciado com o título de Visconde de Itaparica.

Na Guerra do Paraguai comandou o 2º corpo de exército, e após ter conquistado uma das vitórias mais importantes foi presenteado por Dom Pedro II com um título de nobreza.  Designado por Caxias para construir a estrada do Grão-Chaco, que permitiu que as forças brasileiras executassem a famosa marcha de flanco através do chaco paraguaio. Conta-se que antes de iniciar a construção, Caxias indagou se ele achava viável a construção. O Visconde, sem pestanejar, respondeu: “Marechal ! Se for possível, está feita! Se for impossível, vamos fazê-la!” O Visconde participou da Batalha de Tuiuti e da Batalha de Itororó, onde foi ferido. Antônio Loureiro de Souza, referindo-se a bravura do Visconde, afirmou: “O grande Caxias, com quem serviu, tinha-o em alta conta, não se cansando de elogiá-lo em várias ordens do dia. Soube ser, assim, um grande patriota, desses que pela impavidez e pelo patriotismo, se inscreveram na história nacional.

Em 1869, deixou o Paraguai e, um ano depois, no dia 23 de junho, faleceu em consequência do ferimento de que foi vítima durante a Batalha de Itororó. Hoje existe na cidade de Barreiras na Bahia um Batalhão de Engenharia com seu nome em sua homenagem.

Alexande Gomes de Argolo Ferrão Filho, deixou como seus descendentes o neto Delfim Argolo Ferrão ( 3º Visconde de Itaparica) e o neto Edgard Gonçalves Ferrão ( 4º da linha sucessória de Visconde de Itaparica), nascido em 07 de maio de 1916, conhecido como um dos "playboys" sociedade carioca, que no período de 1940 - 1950, promoveu e participou de grandes festas nacionais , Edgard Gonçalves Ferrão casou-se com a filha de Italianos Abbadia Caparelli, ex- miss Minas Gerais, Museóloga, Mestre e Doutora em História Antiga e Medieval, deixando como herdeiros o médico Marcos Aurélio Caparelli Ferrão e a Historiadora Viviane Caparelli Ferrão.

Fontes de referência[editar | editar código-fonte]

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