Alexandre Pétion

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Alexandre Pétion
Portrait du président Alexandre Pétion.jpg, Alexandre Petion président de la République d'Hayti BNF Gallica.jpg, Alexandre Sabés Pétion Portrait circa 1807-1818 JCB.jpg
Nascimento 2 de abril de 1770
Porto Príncipe
Morte 29 de março de 1818 (47 anos)
Porto Príncipe
Cidadania Haiti
Ocupação político, militar
Causa da morte febre amarela
Alexandre Pétion

Alexandre Pétion (Anne Alexandre Sabès, Porto Príncipe, 1770 - † id., 1818) Militar e político mulato haitiano. Em 1791, participou da revolta preta contra os colonizadores, mas, por desacordos com François Dominique Toussaint-Louverture, emigrou para a França, de onde regressou ao Haiti com a expedição de Charles-Victor-Emmanuel Leclerc (1801). Lutou contra Toussaint Louverture e Jean Jacques Dessalines, mas, em 1802, passou para o lado dos insurretos. Nomeado presidente em 1807, em 1816 obteve o cargo como perpétuo e promulgou uma constituição.

Nasceu em Porto Príncipe, filho de uma preta (a dama Ursula) e de um colono francês (Pascal Sabés). Foi enviado à França em 1788 para estudar na academia militar de Paris. Adotou o pseudônimo de Pétion em homenagem a Pétion de Villeneuve, que foi membro da convenção e da sociedade dos amigos dos pretos. De volta à sua ilha natal, participou da campanha de expulsão dos britânicos e dos espanhóis (1798-1799). Tomou partido de André Rigaud, líder das pessoas de cor livres, estando junto a François Dominique Toussaint-Louverture durante a guerra de los cuchillos que se deu em junho de 1799. Desde novembro, a facção mulato se encontrava encurralada no porto estrategicamente importante de Jacmel, na costa meridional. Pétion encabeçou a defesa, Jean Jacques Dessalines dirigiu o ataque. A queda de Jacmel en março de 1800 pôs fim à revolta e Pétion. junto com outros dirigentes mulatos, se exilou na França.

Em fevereiro de 1802, Pétion voltou a Santo Domingo com Jean-Pierre Boyer, Rigaud e uma armada de doze mil franceses sob as ordens de Charles-Victor-Emmanuel Leclerc, cunhado de Napoleão Bonaparte. Depois da traição de Toussaint levada a a cabo contra a França, Pétion se incorporou às forças nacionalistas em outubro de 1802 (tendo como motivo a conferência secreta de Arcahaie) e deu seu apoio a Dessalines. O general Clairveaux era o adjunto principal de Pétion nesses momentos. A força expedicionária foi derrotada em 17 de outubro de 1803 e o Haiti se converteu numa república independente em 1 de janeiro de 1804. Dessalines nomeou-se presidente vitalício e coroou-se imperador em 6 de outubro de 1804.

Pétion encontrava-se entre os que propuseram o assassinato do imperador em outubro de 1806 e, em seguida, reivindicou a democracia liberal contra Henri Christophe. Christophe, eleito presidente, rompeu com o senado controlado por Pétion e o Haiti se dividiu em dois estados. O senado, que não reconheceu Christophe como presidente, elegeu, como tal, a Pétion. Uma guerra se desenvolveu até 1810. Christophe controlou o norte (feudo tradicional das facções pretas radicais), enquanto Pétion ficou no sul (onde os mulatos tinham sua base).

Conhecendo a aspiração dos camponeses (antigos escravos) por converter-se em proprietários, Pétion decidiu repartir as plantações entre os antigos colonos e o povo. Esta ação provocou o reconhecimento do povo, que o batizou como papá bon-kè ("papai de bom coração"). A economia haitiana, baseada na exportação do açúcar e do café, estavaa ponto de converter-se numa autarquia e numa agricultura de mera subsistência.

Fundou o liceo Pétion em Porto do Príncipe. Em 1815, deu asilo a Simón Bolívar (expulso, à época, da Venezuela) e lhe proporcionou os materiais necessários para empreender, de novo, a campanha de libertação, pedindo somente que Bolívar impusesse a emancipação de todos os escravos liberados.

Em 1816, proclamou-se presidente vitalício e elaborou, para a república haitiana, uma constituição modelo, estabelecendo as bases para o reconhecimiento da independência do Haiti. Mas as constantes conspirações contra ele e contra o governo o obrigaram, em 1818, a dissolver o senado e a governar como ditador.

Pétion morreu de febre amarela en 1818. Sucedeu-o seu protegido Boyer.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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