Alexandre Schwartsman

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Alexandre Schwartsman
Nascimento 7 de fevereiro de 1963 (57 anos)[1]
São Paulo,SP
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação economista e administrador

Alexandre Schwartsman é um economista brasileiro. Foi Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil de 2003 a 2006.[1]

Vida acadêmica[editar | editar código-fonte]

Schwartsman graduou-se em Administração pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), possui mestrado em Economia pela USP, e obteve um doutorado em Economia pela Universidade da Califórnia em Berkeley.[1]

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Entre 1999 e 2001 Schwartsman foi economista-chefe no Indosuez, e de 2001 a 2002 na BBA Corretora.[1] Em 2003, Schwartsman sucedeu a Beny Parnes na Diretoria de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil, onde permaneceu até 2006. Entre 2006 e 2008, foi economista-chefe para a América Latina do ABN Amro Bank, e de 2008 a 2011 ocupou o mesmo cargo no Grupo Santander Brasil. Trabalhou ainda como analista do Unibanco e do Pão de Açúcar [2] e escrevia a coluna semanal Opinião Econômica para a Folha de S.Paulo e uma coluna mensal para o Valor Econômico.[3][4] Atualmente, é sócio-diretor da Schwartsman & Associados Consultoria Econômica e escreve colunas periodicamente para o portal de investimentos InfoMoney e para o Instituto Millenium.[5][6] Seu primo, Hélio Schwartsman, também é colunista na Folha.[7]

Schwartsman é conhecido por suas críticas ácidas sobre a condução da política econômica do governo brasileiro. Sua demissão do Santander em 2011 foi atribuída justamente ao seu estilo, que alguns na instituição financeira consideravam como sendo "agressivo" e "arrogante". Oficialmente, o Santander informou que as mudanças na gestão econômica tinham por objetivo "fazer o banco continuar a crescer".[8] Schwartsman defendeu-se das acusações, negando que fosse o autor de críticas contundentes ao governo brasileiro, publicadas em seu próprio blog por um suposto colaborador identificado como "O Anônimo".[9]

Em março de 2013 Schwartsman emitiu outra opinião, afirmando que um suposto descontrole sobre a inflação por parte do governo brasileiro poderia ser resolvido por um corte nos gastos públicos, porém que isso não seria feito pelo governo Dilma e que o ajuste então deveria ser feito por política monetária, através do aumento da taxa de juros, mesmo que isso implicasse em demissões. Isso num momento em que a taxa de desemprego no Brasil chegou a um de seus menores níveis históricos (5,4% em janeiro de 2013, segundo dados do IBGE),[10] e com a inflação batendo no limite superior da meta de inflação estabelecida pelo governo.[11]

Em 2014 o IPCA acumulou 6,4%, já batendo no teto do limite superior. Em 2015 o IPCA acumulou 10,67%, ficando acima do limite máximo estabelecido pelo governo. Somente com a saída de Dilma do governo e com um plano de restrição orçamentário, limitando os gastos do governos, é que, em 2016, o IPCA voltou a cair, atingindo 6,28%[13], dentro da banda de aceitação da meta de inflação, mas ainda acima do centro.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Coluna na Folha de S.Paulo[editar | editar código-fonte]

Em 2015 foi alvo de uma nota de repúdio por parte de 154 professores e intelectuais por publicar um texto satírico na Folha intitulado O porco e o cordeiro, onde fez alusões consideradas ofensivas a alguns economistas de matriz heterodoxa e membros do governo. Entre elas estavam "Porco", "jumentinho italiano", "Leitoa" e "Dona Anta" para se referirem a Luiz Gonzaga Belluzzo, Guido Mantega, Leda Paulani e Dilma Rousseff, respectivamente.[14]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Senado Federal do Brasil, ed. (23 de setembro de 2003). «Mensagem n. 199 de 2003». Consultado em 24 de novembro de 2013. Arquivado do original (pdf) em 3 de dezembro de 2013 
  2. «Alexandre Schwartsman | Valor Econômico». www.valor.com.br. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  3. Valor Econômico (ed.). «Alexandre Schwartsman». Consultado em 24 de novembro de 2013 
  4. Folha de S.Paulo (ed.). «Alexandre Schwartsman». Consultado em 24 de novembro de 2013. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2013 
  5. «Schwartsman & Associados» 
  6. «Alexandre Schwartsman Archives». InfoMoney. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  7. Folha de S.Paulo (ed.). «Oriente e Ocidente». Consultado em 4 de fevereiro de 2015 
  8. Raquel Salgado (4 de março de 2011). Época Negócios, ed. «Os bastidores da saída do economista-chefe do Santander». Consultado em 24 de novembro de 2013 
  9. Alexandre Teixeira (11 de março de 2011). Época Negócios, ed. «"Não vou aceitar que falsidades sejam usadas para disfarçar os motivos da demissão"». Consultado em 24 de novembro de 2013 
  10. Brasil Econômico, ed. (26 de fevereiro de 2013). «Taxa de desemprego fica em 5,4% em janeiro, diz IBGE». Consultado em 24 de novembro de 2013. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013 
  11. Estado de Minas, ed. (10 de janeiro de 2014). «Inflação oficial fecha em 5,91% em 2013 e fica dentro do teto da meta». Consultado em 7 de setembro de 2014 
  12. «Saída para reduzir a inflação é aumentar o desemprego?». GaúchaZH 
  13. «IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo - Calculador.com.br». www.calculador.com.br. Consultado em 2 de junho de 2017 
  14. «Professores e intelectuais protestam contra Alexandre Schwartsman». Folha de S.Paulo 
  15. «Schwartsman & Associados»