Alexandre da Etólia

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Alexandre
Nascimento c. 315 a.C.
Pleuron, Etólia
Nacionalidade grego
Ocupação poeta, gramático

Alexandre da Etólia (em grego antigo Ἀλέξανδρος ὁ Αἰτωλός, Alexandre Aetolus) (nascido em Pleuron, c. 315 a.C.) foi um poeta e gramático grego, o único representante conhecido da poesia da Etólia.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alexandre era filho de Sátiro e Estratocleia, e era nativo de Pleuron na Etólia, embora tivesse passado a maior parte de sua vida em Alexandria, onde foi reconhecido como um dos sete poetas trágicos que constituíam a Plêiade alexandrina.[2][3][4][5] Viveu por volta de 280 a.C., no reinado de Ptolemeu II Filadelfo.

Tinha um cargo na Biblioteca de Alexandria, e foi contratado por Ptolemeu para fazer um levantamento de todas as tragédias e dramas satíricos existentes. Passou algum tempo, juntamente com Antágoras e Arato, na corte de Antígono II Gônatas.[6] Não obstante a distinção que gozava como poeta trágico, parece ter tido maior mérito como escritor de poemas épicos, elegias, e epigramas. Entre os seus poemas épicos, estão preservados os títulos e alguns fragmentos de três peças: o Pescador,[7] Kirka ou Krika,[8] obra que, entretanto, é designada por Ateneu como duvidosa, e Helena.[9] De suas elegias, alguns fragmentos maravilhosos ainda existem.[10][11][12][13][14] Seus Cynaedi, ou poemas iônicos (Ἰωνικὰ ποιήματα), são mencionados por Estrabão[15] e Ateneu.[16] Alguns versos anapésticos em louvor a Eurípedes estão preservados em Gélio.[17]

Notas

  1. Schmitz, Leonhard (1867). «Alexander». In: William Smith. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. 1. Boston: Little, Brown and Company. 111 páginas 
  2. Suda online, Suda, localização: Alpha 1127 Alexandre da Etólia (Ἀλέξανδρος Αἰτωλός) numeração Ada Adler.
  3. Eudoc. p. 62
  4. Pausânias, Description of Greece ii. 22. § 7
  5. Escólio, ad Homero Ilíada xvi. 233
  6. Arato, Phaenomena et Diosem. ii. pp. 431, 443, &c. 446, ed. Buhle
  7. ἁλιεὺς, Ateneu, vii. p. 296
  8. Ateneu, vii. p. 283
  9. August Immanuel Bekker, Anecdota Graeca p. 96
  10. Ateneu, iv. p. 170, xi. p. 496, xv. p. 899
  11. Estrabão, xii. p. 556, xiv. p. 681
  12. Parthen. Erot. 4
  13. João Tzetzes, sobre Licofrão 266.
  14. Escólio e Eustáquio, ad Il. iii. 314
  15. Estrabão, xiv. p. 648
  16. Ateneu, xiv. p. 620
  17. Aulo Gélio, xv. 20

Referências

Este artigo contém texto do Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology (em domínio público), de William Smith (1870).

Outras fontes[editar | editar código-fonte]

  • Augustus Meineke, Analecta Alexandrina (1843)
  • Theodor Bergk, Poetae Lyrici Graeci
  • Auguste Couat, La Poésie alexandrine (1882).