Alexei Navalny

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Alexey Anatolievitch Navalny
Alexei Navalny
Nascimento 4 de junho de 1976 (44 anos)
Butyn, Rússia
Nacionalidade russo
Cônjuge Yulia Navalnaya
Filho(s) 2
Ocupação advogado, blogueiro e político
Alexei e sua esposa Yulia em foto de 2013

Alexei Anatolievitch Navalny (Língua russa: Алексе́й Анато́льевич Нава́льный; Butyn, no Distrito de Odintsovski, no Oblast de Moscovo, 4 de junho de 1976) é um advogado, ativista, blogueiro e político russo.[1] Navalny se formou em Direito na Peoples' Friendship University of Russia em 1998[2]. Ele ganhou popularidade com seu blog com denúncias de corrupção em empresas estatais russas.[3] Líder do partido Rússia Pelo Futuro e fundador da Fundação Anticorrupção (FBK). Foi bolsista do Yale World Fellows Program em 2010.[4]

Navalny é o líder da oposição na Rússia, tornando-se proeminente por organizar protestos anti-governo e concorrer a cargos públicos com a promessa de promover reformas anti-corrupção, em oposição ao presidente Vladimir Putin.[5]

Em 21 de agosto de 2020, Navalny foi internado num hospital em estado grave, após suspeita de envenenamento durante um voo de Tomsk para Moscou, em um ataque orquestrado pela agência russa FSB[6]. Seu voo foi desviado para Omsk, onde ele foi internado em coma e retido por dois dias até que as autoridades autorizassem sua remoção para Berlim [7][8][9][10][11].

O envenenamento por Novichok foi confirmado pelo governo alemão no início de setembro.[12] Após se recuperar, Navalny retornou a Moscou, onde ele foi imediatamente preso por supostamente ter violado as condições de sua condicional.[13]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Navalny ficou famoso como ativista anti-corrupção. Em seu projeto online RosPil.net,[14] ele denuncia desvio de dinheiro público em empresas estatais. Apelidou o partido governista Rússia Unida de "partido de bandidos e ladrões" e acusou Vladimir Putin de sugar o sangue da Rússia através de um Estado feudal, com concentração de poderes no Kremlin, num sistema de apadrinhamento que se assemelha à antiga Rússia czarista.[15]

Em 2011, ele foi detido e encarcerado por 15 dias após protestos contra suposta fraude eleitoral do partido Rússia Unida, de Putin, nas eleições parlamentares.[16]

Durante os protestos contra fraudes nas eleições parlamentares e presidenciais russas, Navalny participou sempre na linha de frente. Ele falou em comícios e atacou verbalmente o presidente Vladimir Putin. Alguns analistas o consideravam um possível nome para enfrentar Putin na próxima eleição.[17]

Em 18 de Julho 2013, foi condenado a cinco anos de detenção pelo tribunal de Kirov, pelo suposto desvio de 400 mil euros de uma empresa de exploração florestal.[18][19] No dia seguinte, o tribunal ordenou a sua libertação provisória, com pena suspensa. Navalny rejeitou todas as acusações, que considerou "tentativa de intimidação" dirigidas contra si e o seu irmão.[20]

Em 8 de Setembro de 2013, concorreu nas eleições para a prefeitura de Moscou[21], entra a sua campanha na denúncia dos migrantes, que descreve como "delinquentes"[22], obtendo 27% dos votos, com vitória de Sergei Sobianin[23], próximo ao presidente Vladimir Putin, que conquistou 51% dos votos, mas sob alegações de fraude na votação.

Em 19 de Dezembro de 2014, o procurador russo requereu dez anos de detenção num campo de trabalho para Navalny, que foi acusado de desvio de fundos em detrimento de uma filial da sociedade francesa Yves Rocher.[24] Em 30 de dezembro 2014, foi condenado a três anos e meio de prisão com pena suspensa pela prática de crimes econômicos.[25]

Em 27 de abril de 2017, Navalny foi atacado fora de seu escritório da Fundação Anti-Corrupção, ocasião em que foi pulverizado no seu rosto um antiséptíco verde, resultando em queimadura química no seu olho direito.[26]

Navalny tentou concorrer na eleição presidencial de 2018, mas foi impedido por causa da condenação de 2014 por fraude, em um caso que ele disse ter motivação política.[27]

Navalny também foi condenado a 30 dias de prisão em julho de 2019, após convocar protestos não autorizados.

Na eleição de 2019 para a Prefeitura de Moscou, Navalny apoiou candidatos independentes, a maior parte dos quais não foram permitidos de participarem das eleições, o que levou a protestos nas ruas. Em julho de 2019 Navalny foi preso. Em 28 de julho, ele foi hospitalizado com danos severos nos olhos e pele.[28]

Trabalho[editar | editar código-fonte]

Navalny é um acionista minoritário em diversas empresas estatais[29], o que lhe dá o direito de exigir a divulgação de informações dessas empresas. Assim, ingressou com diversas ações judiciais solicitando informações a respeito de corporações russas em que é acionista minoritário. Além disso, Navalny dirige suas críticas contra a polícia russa, como no caso de Sergei Magnitsky. A ocupação predominante de Navalny é o seu trabalho como um advogado em casos de desvio de fundos do Estado. Em 45 dos 75 casos que ele ajuizou até 2011, ele conseguiu o ressarcimento de quase 40 bilhões de rublos (cerca de um bilhão de euros) ao Tesouro do Estado. [30]

Envenenamento[editar | editar código-fonte]

Em 20 de agosto de 2020, Navalny sentiu-se mal durante um voo, quando regressava a Moscou, proveniente de Tomsk (Sibéria). O avião fez uma aterragem de emergência em Omsk, na Sibéria, onde ele foi hospitalizado por suspeita de envenenamento, colocado em coma induzido e ligado a um ventilador nos cuidados intensivos.[31]

Um avião foi enviado da Alemanha para tirar Navalny da Rússia para realizar tratamento no hospital Charité, em Berlim, depois que os médicos que o tratavam em Omsk declararam inicialmente que ele estava doente demais para ser transportado,[32] mas depois o liberaram para receber tratamento na Alemanha.[33][34]

Ele foi transferido para um hospital da Alemanha em 22 de agosto e o envenenamento por um agente químico nervoso do grupo Novichok foi confirmado pelo governo alemão no dia 02 de setembro . "O Governo Federal condena esse ataque nos termos mais veementes possíveis. O governo russo é chamado a se pronunciar urgentemente sobre o incidente", dizia a declaração oficial.[12]

Num segundo informe, a chanceler alemã Angela Merkel chamou o caso de "chocante" e disse que era "claro que Alexei Navalny era vítima de um crime, com o objetivo de silenciá-lo". Ela também disse que o governo alemão entraria em contato com o Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) em Haia.[35] A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) confirmou que Navalny foi envenenado com um agente nervoso do tipo Novichok[36].

Navalny publicou um vídeo em que, fingindo ser o assistente de um alto oficial de segurança russo, teria conseguido falar com um dos autores do atentado contra sua vida, Konstantin Kudryavtsev, o qual afirmou que o veneno foi colocado na sua cueca.[37][38]

Regresso à Rússia[editar | editar código-fonte]

Após o período de cinco meses de recuperação em Berlim, em 17 de janeiro de 2021 Navalny regressou à Rússia em voo que foi desviado do aeroporto de Vnukovo para Sheremetyevo, em que ele foi detido no controle por supostamente ter violado os termos da condicional de uma sentença de 2014 por fraude, o que gerou diversos protestos na Rússia. Ele foi acusado de ter sido lento em informar para os oficiais da condicional que estava em coma na Alemanha. A prisão de Navalny provocou protestos pela Rússia em que pelo menos 10.000 pessoas foram detidas.[39][40]

Navalny divulgou informações de que o presidente russo teria um palácio de R$ 7,2 bilhões na cidade de Gelendzhik, no Mar Negro, que teria sido construído com fundos ilícitos, e seria rodeado por 70 km² de terreno pertencentes ao Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB).[41][42][43][44]

Foi sentenciado a pena de dois anos e oito meses numa colônia penal[45]. No tribunal, Navalny fez um discurso em que afirma ter ofendido Putin mortalmente ao sobreviver ao atentado ordenado por ele, referindo-se a Putin como "Vladimir, o envenenador de cuecas" e "um pequeno homem escondido num bunker" dotado do objetivo de aprisionar um homem para assustar milhões.[46]

A Corte Européia de Direitos Humanos (ECHR) requereu que a Rússia liberasse Navalny imediatamente.[47]

A Anistia Internacional retirou a designação de Alexei Navalny como um "prisioneiro de consciência" devido ao seu "discurso de ódio", após ter recebido diversas reclamações aparentemente coordenadas ressaltando comentários feitos por Navalny em um vídeo de quinze anos atrás em que ele supostamente compara imigrantes a baratas. No entanto, a Anistia Internacional continua a pedir pela sua libertação, alegando que ele está preso apenas pelo seu ativismo anti-Putin.[48][49]

O presidente americano Joe Biden disse que a prisão de Navalny tem motivação política. Ainda, quando questionado em entrevista à ABC News se Vladimir Putin é um assassino, ele respondeu que sim.[50] Os Estados Unidos e a União Européia impuseram sanções a altos funcionários russos pelo envenenamento e prisão de Navalny.[51][52]

Prisão[editar | editar código-fonte]

Navalny foi transferido da prisão de Kolchugino, mas seus advogados não foram informados para onde ele tinha sido levado. Posteriormente, ele afirmou ter sido preso em um "campo de concentração" a 100 km de Moscou, na colônia corretiva nº 2 na cidade de Pokrov, na região Vladimir. Navalny expõe que teve o cabelo raspado e que na prisão é acordado oito vezes por noite pelos guardas anunciando para uma câmera gravando que ele ainda está na cela.[53][54] Navalny relata sentir dor severa nas costas e dormência nas pernas, além da privação de sono.[55][56] O serviço penitenciário disse que a saúde do prisioneiro estava estável e satisfatória, porém o ativista russo anunciou uma greve de fome para demandar tratamento médico adequado para sua enfermidade.[57] O opositor foi transferido para a enfermaria após apresentar sintomas de doença respiratória, incluindo febre e tosse.[58]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. dw.de - 16135465
  2. «Alexei Navalny: Russia's vociferous Putin critic». BBC News (em inglês). 4 de fevereiro de 2021. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  3. «Алексей Навальный». Алексей Навальный. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  4. «Yale World Fellows Statement on Alexey Navalny». Maurice R. Greenberg World Fellows Program (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  5. «His imprisonment saw tens of thousands protest in the streets. Here's what we know about Kremlin critic Alexei Navalny». www.abc.net.au (em inglês). 24 de janeiro de 2021. Consultado em 21 de fevereiro de 2021 
  6. Yusuf, Presented by Rachel Humphreys with Andrew Roth Produced by Courtney; Jackson, Axel Kacoutié Executive producers are Nicole; Rao, Mythili; Koning, Phil Maynard Additional production by Joe (15 de fevereiro de 2021). «Alexei Navalny: how Vladimir Putin put his opponent behind bars». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  7. Gessen, Masha. «Alexey Navalny's Fearless Return to Russia». The New Yorker (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  8. «Outspoken Putin critic Alexey Navalny hospitalized after suspected poisoning – CNN Video». CNN. 20 de agosto de 2020. Consultado em 20 de agosto de 2020 
  9. «Alexei Navalny: Putin critic arrives in Germany for medical treatment». BBC News. 22 de agosto de 2020. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  10. «Alexei Navalny: Putin critic 'poisoned' after drinking cup of tea arrives in Germany for treatment». Sky News. 22 de agosto de 2020. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  11. «Arma antiga na Rússia: o caso Navalny». VEJA. Consultado em 24 de março de 2021 
  12. a b «Statement by the Federal Government on the Navalny case». Home Page (em inglês). Consultado em 3 de setembro de 2020 
  13. «Russia's opposition leader Alexei Navalny has been jailed - here's why». www.scotsman.com (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2021 
  14. http://rospil.info/
  15. «Alexei Navalny: Russia's vociferous Putin critic». BBC News (em inglês). 4 de fevereiro de 2021. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  16. «Alexei Navalny: quem é o líder opositor russo hospitalizado por suspeita de envenenamento». G1. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  17. Welle (www.dw.com), Deutsche. «Blogueiro oposicionista é o novo alvo da Justiça da Rússia | DW | 01.08.2012». DW.COM. Consultado em 24 de janeiro de 2021 
  18. Welle (www.dw.com), Deutsche. «Condenação de líder opositor russo desencadeia série de críticas | DW | 18.07.2013». DW.COM. Consultado em 24 de janeiro de 2021 
  19. «Notícias do Mundo». Gazeta do Povo. Consultado em 24 de janeiro de 2021 
  20. dw.de - 6964333
  21. Welle (www.dw.com), Deutsche. «Rival de Putin decide futuro político em eleição à prefeitura de Moscou | DW | 07.09.2013». DW.COM. Consultado em 24 de janeiro de 2021 
  22. https://www.humanite.fr/navalny-un-nationaliste-russe-633975
  23. dw.de - 17075305
  24. dnoticias.pt
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  26. Times, The Moscow (2 de maio de 2017). «Navalny Sues Police, Loses Vision in One Eye, and Launches New Manhunt». The Moscow Times (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  27. «Alexei Navalny: quem é o líder opositor russo hospitalizado por suspeita de envenenamento». G1. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  28. «Alexei Navalny discharged from hospital against wishes of doctor». the Guardian (em inglês). 29 de julho de 2019. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  29. http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/994/noticias/o-assange-da-russia
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  31. «Principal opositor de Putin, Alexei Navalny, em coma e ligado a ventilador por suspeitas de envenenamento» 
  32. «Alexei Navalny doctors refuse to let Putin critic leave Russia – aide». The Guardian. 21 de agosto de 2020 
  33. «Alexei Navalny: Russian doctors agree to let Putin critic go to Germany». BBC News. 21 de agosto de 2020 
  34. «Alexei Navalny arrives in Germany for treatment». 22 de agosto de 2020. Consultado em 22 de agosto de 2020 – via www.bbc.com 
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  37. Gessen, Masha. «Alexey Navalny's Fearless Return to Russia». The New Yorker (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  38. «"If it Hadn't Been for the Prompt Work of the Medics": FSB Officer Inadvertently Confesses Murder Plot to Navalny». bellingcat (em inglês). 21 de dezembro de 2020. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
  39. «Mais de 10.000 presos na Rússia desde início de protestos pró-Navalny». VEJA. Consultado em 24 de março de 2021 
  40. Moscow, Agence France-Presse in (14 de fevereiro de 2021). «Women form human chains in Russia in support of Navalny's wife». the Guardian (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2021 
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  48. Antonova, Natalia. «Dissidents Aren't Saints». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 24 de março de 2021 
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  52. Subramanian, Courtney. «Poisoning nearly killed Alexei Navalny. Now, Biden is sanctioning Putin allies in Russia». USA TODAY (em inglês). Consultado em 24 de março de 2021 
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  54. «Opositor russo Alexei Navalny diz estar preso em 'campo de concentração'». VEJA. Consultado em 24 de março de 2021 
  55. «Alexei Navalny says health has sharply deteriorated in jail». the Guardian (em inglês). 24 de março de 2021. Consultado em 6 de abril de 2021 
  56. Welle (www.dw.com), Deutsche. «Alexei Navalny says he is being 'tortured' in prison | DW | 25.03.2021». DW.COM (em inglês). Consultado em 6 de abril de 2021 
  57. «Putin critic Navalny on hunger strike over Russian prison treatment». BBC News (em inglês). 31 de março de 2021. Consultado em 6 de abril de 2021 
  58. «Navalny says continuing hunger strike despite cough, fever». www.aljazeera.com (em inglês). Consultado em 6 de abril de 2021 

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