Alfa Romeo na Fórmula 1

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Suíça Alfa Romeo-Ferrari
Logotipo da Alfa Romeo F1.png
Nome completo Alfa Romeo F1 Team Orlen
Sede Hinwil, Suíça
Chefe de equipe Frédéric Vasseur
(CEO e chefe da equipe)
Diretor de operações Axel Kruse
Diretor técnico Jan Monchaux[1]
Site oficial alfaromeo.com/alfa-romeo-racing
sauber-group.com/motorsport/formula-1
Nome anterior Sauber F1 Team
Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2022
Pilotos 24. China Guanyu Zhou[2]
77. Finlândia Valtteri Bottas[3]
Pilotos de teste 88. Polónia Robert Kubica[4]
Chassis C42[5]
Motor Ferrari[6]
Pneus Pirelli
Combustível Shell V-Power
Histórico na Fórmula 1
Estreia GP da Grã-Bretanha de 1950
Último GP GP da Itália de 2022
Grandes Prêmios 186[7]
Campeã de construtores 0 (6º em 1983)
Campeã de pilotos 2 (1950, 1951)
Vitórias 10[7]
Pódios 26[7]
Pole Position 12[7]
Voltas rápidas 14[7]
Pontos 180[7]
Posição no último campeonato
(2021)
9º (13 pontos)

A Alfa Romeo está atualmente envolvida na Fórmula 1 como equipe e construtor sob o nome Alfa Romeo F1 Team Orlen[6] A equipe que compete sob uma licença suíça está sediada em Hinwil, Suíça e é operada pela Sauber Motorsport AG.[8][9] A marca competiu nas corridas de automóveis como construtor e fornecedor de motores esporadicamente entre 1950 e 1987, e posteriormente como parceira comercial a partir de 2015. Os pilotos da empresa conquistaram os dois primeiros Campeonatos Mundiais de Pilotos: Giuseppe Farina em 1950; e Juan Manuel Fangio em 1951. Após estes sucessos, a Alfa Romeo se retirou da Fórmula 1.

A marca Alfa Romeo retornou para a Fórmula 1 na temporada de 2018 como patrocinador título da equipe Sauber.[10] Em 1 de fevereiro de 2019, a Sauber mudou seu nome de construtor para Alfa Romeo Racing, porém, a propriedade e a administração da equipe permaneceram inalteradas e independentes.[11][12]

História[editar | editar código-fonte]

1950–1951: títulos[editar | editar código-fonte]

O carro de Fórmula 1 Alfa Romeo 159

Em 1950, Giuseppe Farina foi campeão da Fórmula 1 no 158 com compressor, em 1951 Juan Manuel Fangio foi campeão com um Alfetta 159 (uma evolução do 158 com duas etapas de compressor). Na temporada de 1952, a equipe se retira da Fórmula 1 por um tempo.

1961–1979, 1983–1988: fornecedora de motor[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Motores Alfa Romeo na Fórmula 1
O radical Brabham BT46B-Alfa Romeo de 1978, que ficou conhecido como "Fan Car" devido ao seu grande ventilador, era movido por um motor Alfa Romeo.

Em 1961 forneceu motores para a equipe De Tomaso, porém não obteve sucesso e a equipe não marcou um ponto sequer. Entre 1962 e 1972, foi fornecedora de motores para equipes: Cooper, LDS, McLaren e March. Durante esses anos o motor Alfa Romeo não se mostrava competitivo, e só voltou a fornecer motores em 1976, desta vez para a equipe Brabham.

Alfa Romeo Special de Peter de Klerk, utilizada em 1963 e 1965.

Em 1978, na Brabham conseguiu desenvolver um bom motor, o que levou a equipe para um belo 3.º lugar no campeonato de construtores e o 4.º no de pilotos com Niki Lauda (as melhores colocações como fornecedora). Em 1979 resolve voltar à Fórmula 1 como equipe, mas fornece apenas para a Brabham, encerrando esse ciclo. Voltou a fornecer de 1983 a 1987 e a escolhida é a pequena equipe Osella. No GP de Dallas de 1984, Piercarlo Ghinzani termina em 5.º lugar marcando 2 pontos e no GP da Itália, em Monza, marcaria novamente 2 pontos se o austríaco Jo Gartner estivesse elegível para a temporada na Osella.[13] Na temporada de 1988, os motores Alfa Romeo foram rebatizados com o nome da própria Osella, que os desenvolve sozinha. Apenas três provas terminadas, sete abandonos, quatro não qualificações para o grid de largada e também nenhum ponto marcado como nas temporadas anteriores: 1985, 1986 e 1987. Um grande fracasso nessa tentativa de desenvolvimento da própria Osella, que fez a Alfa Romeo deixar a categoria máxima da velocidade.[14]

1979–1985: retorno como equipe[editar | editar código-fonte]

A temporada de 1979 marca o retorno da Alfa Romeo como equipe, mas não consegue pontuar. Passou mais seis temporadas não conseguindo repetir o sucesso do início da década de 1950, quando conseguiu dois títulos mundiais. O melhor resultado em sua volta, foi um sexto lugar na temporada de 1983 com dezoito pontos e dois pódios: segundo lugar nos GPs: Alemanha e África do Sul conseguidos por Andrea de Cesaris. Em 1984 obteve o único (último) pódio com o terceiro lugar no GP da Itália, Monza, conduzido por Riccardo Patrese. Essa temporada, assim como a de 1985, ela teve o patrocínio da marca Benetton, que viria a ser uma equipe em 1986.

A temporada de 1985 foi um desastre, porque com o chassi 185T, os carros não terminaram as quatro provas inicias no campeonato. No meio da temporada, "desenterraram" o modelo 184T modificando para 184TB, mas os resultados foram péssimos: não pontuaram e raramente acabavam corridas, devido à pobre fiabilidade do motor e as restrições de gasolina ao qual os motores Turbo estavam sujeitos. No final da época, dadas as dificuldades que a marca passava, a retirada da Formula 1 foi inevitável. Em uma entrevista que deu em 2000, Riccardo Patrese descreveu o 185T como "o pior carro que já dirigi".

A Benetton patrocinou o Alfa Romeo 185T em 1985

A Alfa Romeo saiu da Fórmula 1 como construtora após a corrida final da temporada de 1985 na Austrália.[15]

2018: Parceria com a Sauber[editar | editar código-fonte]

Charles Leclerc dirigindo o Sauber C37 da Alfa Romeo Sauber F1 Team durante o Grande Prêmio da Áustria de 2018.

Para a temporada de 2018, a Alfa Romeo firmou uma parceria técnica e comercial com a equipe Sauber, que utiliza motores Ferrari, e em 29 de novembro de 2017, foi anunciado que a Alfa Romeo seria o patrocinador título da equipe a partir da temporada de 2018, em um "contrato de parceria técnica e comercial de vários anos",[10] com a equipe suíça passando a se denominar Alfa Romeo Sauber F1 Team.[16] No dia 2 de dezembro de 2017, uma conferência de imprensa foi realizada no Museu Alfa Romeo em Arese (Milão), ilustrando os termos do acordo entre o Grupo FCA e a equipe Sauber, seguida de uma cerimônia de apresentação da pintura e da dupla de pilotos composta por Charles Leclerc e Marcus Ericsson.[17]

No dia 11 de setembro de 2018, foi anunciada a contratação de Kimi Räikkönen pela equipe, em troca com Charles Leclerc, que foi para a Ferrari.

2019–2023: Novo retorno da Alfa Romeo como equipe[editar | editar código-fonte]

Antonio Giovinazzi, testando o Alfa Romeo Racing C38 em Montmeló em 2019.

Para a temporada de 2019, a Alfa Romeo volta como equipe após a Sauber ser rebatizada para "Alfa Romeo Racing". Mas, diferentemente da BMW Sauber, dessa vez foi alterado apenas o nome de construtor da equipe suíça, com a estrutura de propriedade e gestão permanecendo inalteradas. Esta foi a primeira vez desde 1985 que uma equipe competiu sob o nome Alfa Romeo na Fórmula 1.[11][12]

No início de 2020, a equipe anunciou que havia assinado um contrato de múltiplos anos com a empresa petrolífera polonesa PKN Orlen como seu patrocinador título, com isso a Alfa Romeo alterou seu nome de equipe para "Alfa Romeo Racing Orlen".[18] A equipe permaneceu competindo sob esta designação até o final de 2021, quando a equipe removeu o nome "Racing" da nomenclatura de seu chassi e passou a competir a partir da temporada de 2022 sob o nome "Alfa Romeo F1 Team Orlen".[6]

O acordo entre Sauber e Alfa Romeo era inicialmente válido por dois anos,[19] porém, em 29 de outubro de 2020, as partes anunciaram que o acordo havia sido estendido para até o final de 2021.[20] Em 14 de julho de 2021, a montadora italiana anunciou a renovação da parceria com a Sauber em um acordo de múltiplos anos,[21] mas com essa parceria de longo prazo com a Sauber sendo revisada de forma anual.[22] Em 30 de julho de 2022, a Alfa Romeo confirmou que o acordo com a equipe suíça havia sido renovado por mais um ano, até o fim da temporada de 2023.[23] Porém, em meio a rumores de uma possível compra da Sauber pela Audi, alguns dias depois a Alfa Romeo anunciou o fim da parceria com a equipe suíça após o fim de 2023.[24]

Pilotos[editar | editar código-fonte]

Nota: O campeonato de construtores só passou a ser disputado em 1958.

Campeões mundiais[editar | editar código-fonte]

Campeonatos Pilotos Temporadas
2 Itália Giuseppe Farina 1950
Argentina Juan Manuel Fangio 1951

Vitórias por piloto[editar | editar código-fonte]

Fangio: 6

Farina: 4

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Diretor-técnico deixa Alfa Romeo e retorna à Ferrari por foco em projeto para 2021». Grande Prêmio. 17 de julho de 2019. Consultado em 17 de julho de 2019 
  2. «Alfa Romeo anuncia primeiro piloto chinês da história da Fórmula 1 para 2022». cnnbrasil.com.br. 16 de novembro de 2021. Consultado em 16 de novembro de 2021 
  3. «Alfa Romeo announce Valtteri Bottas to join the team in 2022 on multi-year deal». Formula1.com (em inglês). 6 de setembro de 2021. Consultado em 6 de setembro de 2021 
  4. «F1: Kubica segue como piloto reserva da Alfa Romeo em 2022». motorsport.uol.com.br. 24 de novembro de 2021. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  5. «F1: Alfa Romeo anuncia nome e data de lançamento do carro de 2022». motorsport.uol.com.br. 2 de fevereiro de 2022. Consultado em 2 de fevereiro de 2022 
  6. a b c «2022 FIA Formula One World Championship – Entry List». Fédération Internationale de l'Automobile. 7 de dezembro de 2021. Consultado em 26 de dezembro de 2021 
  7. a b c d e f «Alfa Romeo». STATS F1. Consultado em 29 de agosto de 2022 
  8. «2019 FIA Formula One World Championship Entry List». Federation Internationale de l'Automobile (em inglês). Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  9. «Provisional 2021 F1 entry list published by FIA». Motorsport Week. 12 de dezembro de 2020. Consultado em 26 de dezembro de 2020 
  10. a b «The Sauber F1 Team enters a multi-year partnership agreement with Alfa Romeo». Sauber F1 Team. Consultado em 29 de novembro de 2017. Arquivado do original em 1 de janeiro de 2018 
  11. a b «Sauber become Alfa Romeo Racing for 2019 F1 season». formula1.com. Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  12. a b «Sauber muda de nome e será a Alfa Romeo Racing na F1 2019». Terra. Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  13. «1984 FIA Formula One World Championship» (em inglês). Formula 1 
  14. «Osella Squadra Corse: Allegro ma non troppo». AutoSport 
  15. «Os Gloriosos Fracassos - Alfa Romeo 1979-1985 (2ª parte)». AutoSport. Consultado em 27 de novembro de 2014. Arquivado do original em 4 de dezembro de 2014 
  16. FAZIO, VITOR. «Alfa Romeo fecha parceria técnica com Sauber, rebatiza motores e volta ao grid da F1 após 33 anos». Grande Prêmio. Consultado em 29 de novembro de 2017 
  17. «Sauber confirm Leclerc & Ericsson, as Alfa Romeo livery revealed». Formula 1® - The Official F1® Website (em inglês). Consultado em 2 de dezembro de 2017 
  18. «Kubica assina como terceiro piloto da Alfa Romeo e time muda de nome; entenda». motorsport.uol.com.br. 1 de janeiro de 2020. Consultado em 1 de janeiro de 2020 
  19. «F1 – Vasseur confia que a Alfa Romeo vai renovar acordo». autoracing.com.br. 29 de fevereiro de 2020. Consultado em 29 de fevereiro de 2020 
  20. «F1: Sauber estende acordo com Alfa Romeo até final de 2021». motorsport.uol.com.br. 29 de outubro de 2020. Consultado em 29 de outubro de 2020 
  21. «F1: Alfa Romeo anuncia renovação da parceria com a Sauber». motorsport.uol.com.br. 14 de julho de 2021. Consultado em 14 de julho de 2021 
  22. «Audi oficializa entrada na F1 em 2026, mas confirmação de equipe parceira sairá até o fim do ano». motorsport.uol.com.br. 26 de agosto de 2022. Consultado em 26 de agosto de 2022 
  23. «Em meio ao interesse da Audi, CEO da Alfa Romeo confirma manutenção da parceria com Sauber para 2023». motorsport.uol.com.br. 30 de julho de 2022. Consultado em 26 de agosto de 2022 
  24. «F1: Alfa Romeo confirma fim da parceria com a Sauber após a temporada 2023». motorsport.uol.com.br. 26 de agosto de 2022. Consultado em 26 de agosto de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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