Alfeu Ribeiro Aboim

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Alfeu Ribeiro Aboim
Alfeu Ribeiro Aboim
19º Prefeito de Sobral
Período 1º de janeiro de 1933
até 25 de junho de 1933
Antecessor Paulo de Almeida Sanford
Sucessor Leocadio de Araujo Jr
6º Prefeito de Juazeiro do Norte
Período 1º de setembro de 1929
até 17 de outubro de 1930
Antecessor José Eleutério de Figueiredo
Sucessor José Geraldo da Cruz
17º Prefeito de Quixadá
Período 20 de março de 1915
até 12 de julho de 1915[1]
Antecessor João Batista de Queiroz
Sucessor Otaviano Lopes Sá Benevides
Dados pessoais
Nascimento 9 de fevereiro de 1879 (141 anos)
Sergipe, Brasil
Morte 13 de maio de 1962 (58 anos)
Fortaleza, Ceará, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Adelaide Josefina da Mota Aboim
Pai: Gabriel Florentino da Mota Aboim
Esposa Maria Faria de Aboim (Maroca)[1]
Partido PRC e depois Aliança Liberal
Religião Espírita[1]
Profissão jornalista e político
linkWP:PPO#Brasil

Alfeu Ribeiro Aboim, foi um de jornalista, funcionário público e político do Ceará.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alfeu Ribeiro Aboim nasceu em Sergipe, no dia 09.02.1879, filho de Gabriel Florentino da Mota Aboim e de Adelaide Josefina da Mota Aboim. Em 1893, aos 14 anos, seguiu para o Rio de Janeiro a fim de cursar a Escola Militar ali existente, transferindo-se depois para Fortaleza, onde continuou os seus estudos no Colégio Militar do Ceará, até o ano de 1897. Nesse mesmo ano abandonou o curso para se alistar como voluntário na 4ª. Expedição de Canudos, contra Antônio Conselheiro, na qual lutou até o final. Posteriormente, no Ceará, ocupou inúmeros cargos públicos, trabalhando em diversas cidades interioranas. Foi funcionário da Secretaria da Fazenda Estadual, destacou-se como jornalista escrevendo nos principais periódicos da capital.[1]

Como jornalista também foi proprietário de um tradicional jornal cearense: O Estado. Fundado sob os auspícios do Partido Progressista, foi durante alguns anos editorado pelo Dr. José Martins Rodrigues. O Estado foi mais tarde vendido aos jornalistas Alfeu Ribeiro Aboim e Valter de Sá Cavalcante. Em 1945, com a fundação do Partido Social Democrático (PSD), Alfeu Aboim transferiu sua parte na empresa ao banqueiro Antonio Gentil, ficando o apreciado periódico sob a direção do jornalista Valter de Sá Cavalcante, defendendo os interesses desse partido. Quando trabalhou em Camocim, foi representante da Folha do Litoral.

Casado com Maria Faria de Aboim (Maroca) (1882-1957), geraram nove filhos, dos quais apenas quatro sobreviveram, na seguinte ordem: Branca, Eliseu, Iracema e Leonor.

Alfeu Aboim conheceu, ainda muito cedo, a doutrina espírita, provavelmente quando estudava no Colégio Militar do Ceará. Foi, provavelmente, um dos lídimos pioneiros espíritas no Estado. Foi, no biênio 1921-1922, primeiro secretário do Centro Espírita Cearense, na gestão do comerciante Gervásio de Castro e Silva, da qual também fizeram parte Manuel Ricardo de Melo (um dos fundadores do Centro) e João Carlos da Silva Jatahy, o grande abolicionista. Nos anos 30 escreveu artigos de cunho espiritista nas principais folhas de Fortaleza, especialmente no jornal O Povo, fundado por seu amigo Demócrito Rocha. Alfeu Aboim foi maçom emérito, orador oficial da sua loja e ocupou o grau 31 no Grande Oriente do Brasil. Faleceu em Fortaleza no dia 13.05.1962, aos 83 anos.[1]

Vida Política[editar | editar código-fonte]

Dedicou-se também à política e exerceu o cargo de prefeito nas cidades de Quixadá (de 20.03.1915 a 12.07.1915), Aracati, Sobral e Juazeiro do Norte, tendo sido por muitos anos amigo pessoal do Padre Cícero Romão Baptista, embora se diga que politicamente ocupavam posições antagônicas. Quando da sucessão municipal de José Eleutério de Figueiredo, em 1929, na Prefeitura de Juazeiro do Norte, Padre Cícero apresentou Alfeu Aboim como seu candidato. Elegeu-se com 699 votos, pelo Partido Republicano Conservador, contra João Bezerra de Menezes, com 20 votos, pelo Partido Democrata. Cumpriu mandato de 01.09.1929 a 17.10.1930. Getulista declarado, sofreu, por esta razão, perseguições políticas movidas pelo então presidente (governador) José Carlos de Matos Peixoto que, em 1929, articulou sua deposição da prefeitura de Juazeiro do Norte, deposição que não aconteceu, graças ao prestígio político e social de que desfrutava. Com a Revolução de 30, foi deposto e a administração do município foi entregue, pela Interventoria de Fernandes Távora a José Geraldo da Cruz, que ficou como interventor municipal, de 17.10.1930 até 28.07.1933.[1]

Legado[editar | editar código-fonte]

Foi homenageado com o nome de uma rua no bairro Papicu, de Fortaleza-CE.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f Renato Casimiro. «Alfeu Aboim - por Renato Casimiro». Daniel Walker. Consultado em 21 de novembro de 2020 
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