Alfred Louis Kroeber

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Alfred Louis Kroeber
Kroeber (esquerda) com Ishi, considerado o último membro da tribo dos Yahi, da Califórnia, em 1911.
Nome nativo Alfred Louis Kroeber
Nascimento 11 de junho de 1876
Hoboken
Morte 5 de outubro de 1960 (84 anos)
Paris
Cidadania Estados Unidos
Filho(s) Ursula K. Le Guin, Karl Kroeber
Alma mater Universidade Columbia
Ocupação antropólogo, arqueólogo, sociólogo
Empregador Universidade da Califórnia em Berkeley

Alfred Louis Kroeber (Hoboken, 11 de junho de 1876Paris, 5 de outubro de 1960) foi um antropólogo estadunidense.

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Após formar-se em inglês pela Universidade de Columbia, em 1897, estudou antropologia com Franz Boas e em 1901 apresentou tese sobre o simbolismo decorativo dos Arahapo, tribo indígena de Montana. No mesmo ano fundou o Departamento de Antropologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, ao qual ficou ligado até aposentar-se, em 1946. Foi depois professor visitante em diversas Universidades norte-americanas (Chicago, Columbia, Harvard e Yale).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Kroeber tinha um campo de pesquisa amplo, incluindo desde os índios da Califórnia, até estudos sobre índios das planícies e do povo primitivo zuñi. Seus interesses e competência eram mais abrangentes que os de qualquer outro antropólogo norte-americano de sua época. Kroeber deu importantes contribuições não somente à arqueologia da Califórnia, do vale do México e do Peru, como também aos estudos de lingüística, folclore e estrutura social.

Sua obra teve grande interesse teórico, especialmente por sintetizar e relacionar vários campos da Antropologia. Citado como um dos maiores representantes da orientação culturalista na antropologia norte-americana, deve esta fama a um artigo publicado em 1917, sob o título de O Superorgânico, onde procura mostrar a cultura como um sistema independente da natureza. Muito criticado por este trabalho, Kroeber teve o mérito de lançar ao debate algumas idéias que apareciam de modo implícito em muitos dos trabalhos de antropologia de seu país.

Sua obra caracterizou-se pela profundidade teórica e amplitude dos temas tratados, que abrangiam desde os sistemas classificatórios de parentesco, categorias lingüísticas, estilos de arte, mudança cultural, linguagem por sinais, contos épicos e até mesmo moda feminina. Teve enorme influência sobre os investigadores do seu tempo e deixou alguns ensaios de grande importância, grande parte reunida em seu livro Natureza da cultura.

Kroeber foi um dos fundadores da Associação Antropológica Americana e seu presidente em 1917. Antes, em 1906, já havia presidido a Sociedade de Folclore Americano e depois, em 1940, veio a presidir a Sociedade Lingüística da América.