Alfredo Cunha

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Alfredo Cunha
Alfredo Cunha no Aeroporto de Bissau em novembro de 2017.
Nascimento 1953 (66 anos)
Celorico da Beira
Cidadania Portugal
Ocupação fotojornalista
Prêmios Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique

Alfredo de Almeida Coelho da Cunha (Celorico da Beira, 1953) é um fotógrafo português. É um dos mais conceituados fotojornalistas portugueses.

Carreira[editar | editar código-fonte]

A sua carreira profissional principiou em 1970, ligada inicialmente à publicidade e fotografia comercial. Foi colaborador do jornal Notícias da Amadora (1971), integrando depois os quadros do jornal O Século e da sua revista O Século Ilustrado, de Lisboa, em 1972. Destacou-se como fotógrafo da revolução de 25 de Abril de 1974, captando algumas das imagens mais memoráveis do acontecimento. Também documentaria imagens da Descolonização, com a chegada dos "retornados" a Lisboa, em 1975.[1] Trabalhou depois para a Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP), a partir de 1977, a Notícias de Portugal, a partir de 1982, e para a Agência LUSA, resultante da fusão das anteriores, desde 1987. Foi também o fotógrafo oficial do Presidente da República, general António Ramalho Eanes, de 1976 a 1978, como seria depois do seu sucessor, Mário Soares, de 1986 a 1996.

Trabalhou também como editor de fotografia no diário Público, de Lisboa, de 1990 a 1997, e do Grupo Edipresse, a partir de 1997. Foi depois editor do Jornal de Notícias, do Porto, de 2003 a 2012, e director de fotografia da Global Imagens. Passou a ser freelancer em 2012. Durante a sua carreira, documentou acontecimentos internacionais como a queda do regime comunista na Roménia, em 1989, e a Guerra do Iraque, em 2003.

Recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995.

A maior exposição da sua obra foi realizada com o título de Tempo Depois do Tempo. Fotografias de Alfredo Cunha, 1970-2017, reunindo 480 fotografias de toda a sua carreira na Galeria Municipal da Cordoaria Nacional de Lisboa, em Março-Abril de 2017.[2][3]. Está representado no Centro Português de Fotografia do Porto e no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, com 500 fotografias em papel e mais de 5000 digitalizadas, todas a preto e branco. Por opção pessoal, cultivou sempre a fotografia a preto e branco, em detrimento da fotografia a cores.

Obras[editar | editar código-fonte]

Autor e ilustrador de vários livros, dos quais se destacam[4]:

  • Raízes da Nossa Força (1972), textos de Maria Helena Augusto das Neves Gorjão;
  • Vidas Alheias (1974);
  • Disparos (1976), com poemas de Manuel Alegre;
  • Sá Carneiro (1981, fotobiografia);
  • Grandes Museus de Portugal (1992), coordenação de Jorge Cabello;
  • Naquele Tempo (1995);
  • O Melhor Café (1996, texto de Pedro Rosa Mendes);
  • Porto de Mar (1997);
  • A Norte (1998);
  • O Dia 25 de Abril de 1974: 76 Fotografias e Um Retrato (1999), com texto de Adelino Gomes;
  • A Cidade das Pontes (2001), texto de David Pontes;
  • Cuidado com as Crianças (2003);
  • O Homem na Catedral (2003), de Eduardo Melo Peixoto;
  • A Cortina dos Dias (2012);
  • Os Rapazes dos Tanques (2014), texto de Adelino Gomes;
  • Toda a Esperança do Mundo (2015);
  • Felicidade (2016);
  • Fátima - Enquanto Houver Portugueses (2017);
  • Mário Soares (2017, fotobiografia);
  • Retratos, 1970-2018 (2018), antologia.
  • 25 de Abril, 45 Anos (2019).

Prémios e distinções[editar | editar código-fonte]

  • Prémio Pereira da Rosa e Benoliel (1973);
  • Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 13 de Fevereiro de 1995;
  • Prémio Fuji;
  • Prémio Visão;
  • Prémio Fotojornalismo Visão/BES (2007, 2008).

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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