Alfredo Eugênio de Almeida Maia

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Alfredo Maia
Escultura de Alfredo Maia, diante da Estação Júlio Prestes, obra de Amedeo Zani
Nome completo Alfredo Eugênio de Almeida Maia
Nascimento 12 de outubro de 1856
Cabo Frio
Morte 19 de março de 1915 (58 anos)
Montreux
Nacionalidade brasileira
Ocupação engenheiro civil e político


Alfredo Eugênio de Almeida Maia (Cabo Frio, 12 de outubro de 1856Montreux, 19 de março de 1915) foi um engenheiro civil e político brasileiro. Comandou o Ministério dos Transportes, entre 27 de janeiro de 1900 e 13 de dezembro de 1900, e também de 25 de fevereiro de 1901 a 8 de março de 1902, no governo de Campos Sales.

História[editar | editar código-fonte]

Formou-se em 1876 na Escola Central do Rio de Janeiro, da qual foi o primeiro aluno e obteve com distinção o diploma de bacharel em ciências físicas e naturais e matemática. Mudou-se, logo em seguida, para a Bélgica, onde cursou engenharia civil na Universidade de Gante. Voltando ao Brasil, em 1879, iniciou sua carreira na Estrada de Ferro Central do Brasil.

Em São Paulo, durante o governo de José Alves de Cerqueira César (1891-1892), foi Secretário da Agricultura, permanecendo no cargo no governo seguinte, de Bernardino de Campos (1892-1896).

Foi nomeado superintendente da Estrada de Ferro Sorocabana, pelo governo federal, entre 10 de janeiro de 1903 e 30 de junho de 1907, durante a intervenção federal, onde foi um dos responsáveis pelo prolongamento da ferrovia até o rio Paraná, possibilitando o progresso de regiões até então inóspitas.

Após deixar a direção da Sorocabana, se tornou representante das empresas Rio de Janeiro Tramway e São Paulo Tramway, Light and Power Company.

Morreu em Montreux aos 58 anos de idade, em virtude de uma Arteriosclerose, no dia 19 de março de 1915, sendo sepultado no cemitério do Montparnasse em Paris.[1]

Em sua homenagem as estradas de Ferro Sorocabana e Central do Brasil batizaram duas estações com seu nome:

  • Engenheiro Maia[2] , aberta em 1 de março de 1909, localizada no quilômetro 369 do então ramal de Itararé da Sorocabana, que Alfredo Maia retomou em sua administração.

Na capital paulista, uma estátua[4] em sua homenagem foi erguida na praça Júlio Prestes, em frente à estação de mesmo nome. Na placa do monumento está grafada uma frase atribuída ao engenheiro: "O homem passa, as conquistas do progresso ficam".

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ferrovia Paulista Sociedade Anônima; Dirigentes da Sorocabana e Fepasa; Gráfica Fepasa; Jundiaí; 1983

Referências

  1. «Vida Social: Dr. Alfredo Maia». O Paíz, Ano XXX, edição 11122, página 3/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 21 de março de 1915. Consultado em 26 de março de 2019 
  2. «Estação Engº Maia no site estações ferroviárias do Brasil». Consultado em 23 de novembro de 2008 
  3. «Estação Alfredo Maia no site estações ferroviárias do Brasil». Consultado em 23 de novembro de 2008 
  4. «Monumento a Alfredo Maia no site São Paulo Antiga». Consultado em 2 de dezembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Severino dos Santos Vieira
Ministro dos Transportes do Brasil
1900
Sucedido por
Epitácio Pessoa
Precedido por
Epitácio Pessoa
Ministro dos Transportes do Brasil
1901 — 1902
Sucedido por
Antônio Augusto da Silva
Precedido por
João José Pereira Junior
Dirigente da Estrada de Ferro Sorocabana
1903 — 1907
Sucedido por
Rudolf Oscar Kesselring


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