Alho-porro-bravo
Alho-porro-bravo
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Allium ampeloprasum Linnaeus | |||||||||||||||

O Allium ampeloprasum, comummente conhecido como alho-porro-bravo[1] ou simplesmente alho-bravo,[2] é a espécie que, segundo alguns botânicos, terá dado origem ao alho-porro (Allium porrum, ou Allium ampeloprasum porrum, se considerarmos este último apenas como uma variante do alho-porro-bravo). Aliás, o seu nome vulgar, alho-porro-bravo denota essa mesma interpretação. Pertence à família das Aliáceas e ao tipo fisionómico dos geófitos.[3]
Nomes comuns
[editar | editar código]Além de «alho-porro-bravo» e «alho-bravo», esta espécie é ainda conhecida como alho-de-verão[3][2][1] e alho-inglês.[3]
Descrição
[editar | editar código]Trata-se de uma planta robusta, capaz de alcançar entre 60 a 120 centímetros, apresentando um odor aliáceo, como sucede com outras espécies de alhos.[4]
O bolbo é constituído por numerosos bolbilhos de pequenas dimensões.[4] As flores estão dispostas numa umbela mais ou menos grande, subglobosa ou hemisférica,[4] com uma espata caduca na base. As tépalas são ásperas junto à quilha.[4]
Os estames aparecem com filetes laterais sem antera e o do meio, com antera e mais curto.[4]
Distribuição
[editar | editar código]Encontra-se no Sul e Oeste do continente europeu, no Cáucaso, no Próximo Oriente e no Norte de África.[2]
Portugal
[editar | editar código]Esta espécie marca presença, em praticamente todo o território de Portugal Continental, de Norte a Sul,[3] salvo nas zonas do Noroeste montanhoso, do Nordeste ultrabásico e do Nordeste leonês.[3]
Ecologia
[editar | editar código]O alho-bravo é uma espécie com grande flexibilidade, no que toca a habitats,[3] podendo medrar tanto em courelas agricultadas, como em charnecas sáfaras,[2] ou ainda, nas bermas de caminhos e valas.[4]
Com efeito, o alho-bravo tende a preferir, ainda assim, solos pedregosos e um tanto secos.[3] Pode encontrado-se entre dunas, em arribas litorais, afloramentos rochosos, prados secos, pousios, bermas de caminhos, bem como, ainda, em clareiras de bosques e matos.[3]
Referências
- ↑ a b Carapeto, André (2021). Guia da Flora de Portugal Continental, tomo IV. Lisboa: Imprensa Nacional. p. 409. 455 páginas. ISBN 9789722728805
- ↑ a b c d UTAD, Jardim Botanico. «Jardim Botânico UTAD | Espécie Allium ampeloprasum». Jardim Botânico UTAD. Consultado em 29 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 12 de junho de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Allium ampeloprasum |Flora-On | Flora de Portugal». flora-on.pt. Consultado em 29 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f Pereira Coutinho, António Xavier (1913). Flora de Portugal (Plantas Vasculares): Disposta em Chaves Dicotómicas. Lisboa: Aliud. p. 129. 766 páginas
