Ali Kamel

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Ali Ahamad Kamel Ali Harfouche
Nascimento 1 de janeiro de 1961 (58 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Patrícia Kogut
Ocupação Jornalista, sociólogo

Ali Kamel (Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1961) é um jornalista, sociólogo, atual Diretor Geral de Jornalismo e Esportes da Rede Globo. É casado com a jornalista Patrícia Kogut, colunista do jornal O Globo. Nasceu no Rio de Janeiro numa família de imigrantes sírios. O avô materno, Mamede Ali, casou-se na Bahia com Maria José Alves Ali, com quem teve dois filhos, Luiz e Zeny. Os avós vieram para o Rio de Janeiro dez anos depois. No Rio de Janeiro, Zeny casou-se com sírio Ahmad Kamel, com quem teve quatro filhos, Mamede, Leila, Samira e Ali, os dois últimos gêmeos (o pai e o avô materno de Ali Kamel são muçulmanos, a mãe e a avó materna, cristãs).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formou-se, em 1983, em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em 1984, em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Fez estágio de um ano no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, onde ingressou por concurso. Em 1982, também como estagiário, começou a trabalhar como jornalista na Rádio Jornal do Brasil, onde foi contratado.[1] Saiu de lá como redator em 1985. Ingressou no mesmo ano na revista Afinal, como repórter.

Tornado chefe da pequena sucursal da revista no Rio de Janeiro, saiu de lá em fevereiro de 1986 para ser editor-assistente da Revista Veja, onde permaneceu até 1989 na condição de subchefe da sucursal carioca.[2] Em maio do mesmo ano, ingressou no jornal O Globo a convite de Henrique Caban, então superintendente de redação do jornal, como chefe de reportagem dos jornais de bairro. Um ano depois, Evandro Carlos de Andrade, diretor de redação do jornal, convidou-o para a chefia de reportagem da editoria Rio.

Em 1990, foi promovido a editor do Segundo Caderno. Em 1991, foi para Brasília como diretor da sucursal, onde permaneceu até 1993, quando retornou ao Rio de Janeiro como editor-chefe adjunto do jornal, sempre por iniciativa de Evandro Carlos de Andrade. Em 1995, Evandro assumiu a direção da Central Globo de Jornalismo da Rede Globo, e Merval Pereira assumiu a direção de redação do jornal O Globo.[2] Merval promoveu então Ali Kamel a editor-chefe do jornal, cargo que ocupou até 2001, quando se tornou diretor-executivo. Em junho de 2001, Evandro Carlos de Andrade morreu e foi substituído por Carlos Henrique Schroder. Kamel foi então convidado para ser o diretor-executivo de jornalismo da central dirigida por Schroder. Em maio de 2003, passou a escrever uma coluna quinzenal na página de Opinião do jornal O Globo. Uma de suas maiores polêmicas como colunista foi sobre livros didáticos. Criticou com contundência o livro Nova História Crítica, de Mario Schmidt, afirmando que o livro contém ideologias marxistas entre outros aspectos.

No início do mês de julho de 2009, foi promovido ao cargo de diretor da Central Globo de Jornalismo (CGJ), cargo antes ocupado por Carlos Schroder, que assumiu a Direção Geral de Jornalismo e Esporte (DGJE), criada pela Rede Globo. A Central Globo de Jornalismo torna-se então subordinada à DGJE.[carece de fontes?]

Em 19 de setembro de 2012, assumiu a Direção Geral de Jornalismo e Esportes.[3]

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2006, lançou o livro "Não somos racistas" (Nova Fronteira, 144 páginas), em que critica a adoção de cotas raciais, sustentando a tese de que, ao contrário de combater o racismo, elas podem dar origem ao ódio racial, segundo ele, até aqui inexistente no Brasil.[carece de fontes?]

No livro, o autor sustenta que o Brasil não é uma nação estruturalmente racista, embora admita que o racismo exista no país como em todas as sociedades humanas. O autor se dedica a analisar as estatísticas que dão conta da desigualdade entre negros e brancos e declara que nada nelas permite afirmar que a desigualdade é fruto do racismo. Para ele, o abismo que separa negros e brancos nos indicadores sociais decorre fundamentalmente da pobreza, o que o leva a defender investimentos realmente expressivos em educação. Além disso, o autor discute como a questão do negro foi tratada pela academia, dos anos trinta aos nossos dias.[carece de fontes?]

Em 2007, lançou Sobre o Islã – A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo, também editado pela Nova Fronteira.[carece de fontes?]

Em agosto de 2009, lançou "Dicionário Lula, um presidente exposto por suas próprias palavras", também pela Nova Fronteira. No livro, Kamel analisa todos os discursos de improviso de Lula, todas as suas entrevistas e todos os programas radiofônicos "Café com o Presidente", num total de 1554 textos, material suficiente para a publicação de um artigo diário, de domingo a domingo, por treze anos e meio. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Kamel analisa o perfil do presidente a partir de suas palavras. Na segunda, está um dicionário, com 347 verbetes: com a ajuda de programas de computador, Kamel selecionou as palavras mais usadas por Lula e deu definições a elas, para isso usando as próprias palavras do presidente.

Em dezembro de 2006, a Revista Veja, da Editora Abril relacionou "Não somos racistas" como um dos dez livros mais importantes do ano.[carece de fontes?]

Em 2008, a revista Superinteressante da Editora Abril lançou uma edição especial com os 122 livros que considerava fundamentais para entender o mundo. "Se você ainda não os leu, explicamos aqui por que eles são essenciais", dizia a capa da revista. Na lista, dois livros de Ali Kamel: "Não somos racistas", na página 16 e "Sobre o Islã", na página 42.

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.[4][5][6][7][8][9]

Referências

  1. http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/ali-kamel.htm
  2. a b https://www.portaldosjornalistas.com.br/jornalista/ali-kamel/
  3. «Anúncio da mudança de cargo». G1. Globo. Consultado em 19 de setembro de 2012 
  4. «10 livros para explicar o mundo» (PDF). www.alikamel.com.br. Consultado em 22 de setembro de 2013 
  5. «Superinteressante, os 122 livros para entender o mundo». www.scribd.com/mobile. Consultado em 22 de setembro de 2013 
  6. «Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009». Época. Globo.com. Consultado em 20 de dezembro de 2009 
  7. «Perfil site Memória Globo». Memoria Globo. Globo.com. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  8. «Perfil de Ali Kamel feito pelos estagiários de O Globo». www.oglobo.com.br. Consultado em 7 de junho de 2010 
  9. «Perfil de Ali Kamel na Amazon». www.amazon.com. Consultado em 11 de maio de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Carlos Henrique Schroder
Diretor Responsável da Central Globo de Jornalismo
20092012
Sucedido por
Silvia Faria
Precedido por
Carlos Henrique Schroder
Diretor Geral da Área de Jornalismo e Esporte da Rede Globo
2013Atualidade
Sucedido por