Alice de Battenberg

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Alice de Battenberg
Princesa André da Grécia e Dinamarca
Princesa de Battenberg
Princesa Alice de Battenberg
Governo
Consorte André da Grécia e Dinamarca
Casa Real Glücksburg
Vida
Nascimento 25 de Fevereiro de 1885
Castelo de Windsor,Berkshire Reino Unido Inglaterra
Morte 5 de dezembro de 1969 (84 anos)
Palácio de Buckingham, Londres Reino Unido Inglaterra
Sepultamento Igreja de Santa Maria Madalena, Jerusalém Israel Israel
Filhos Margarita
Teodora
Cecília
Sofia
Filipe
Pai Louis de Battenberg (1854-1921)
Mãe Vitória de Hesse (1863-1950)

Alice de Battenberg (Victoria Alice Elizabeth Julia Marie), mais conhecida como Princesa Alice de Battenberg (25 de fevereiro de 18855 de dezembro de 1969), foi a mãe do Duque de Edimburgo e sogra da rainha Isabel II do Reino Unido.

Portadora de surdez congênita, a princesa cresceu entre a Alemanha, a Inglaterra e o Mediterrâneo. Após o seu casamento com o príncipe André da Grécia e Dinamarca em 1903, viveu na Grécia até ao exílio da maioria da família real em 1917. Após regressar à Grécia alguns anos mais tarde, o seu marido foi culpado parcialmente pela derrota grega na Guerra Greco-Turca de 1919-1920, e a família foi novamente forçada a exilar-se até à restauração da monarquia grega em 1935.

Em 1930, foi-lhe diagnosticada esquizofrenia e enviada para um sanatório. A partir de então passou a viver separada do marido. Após a sua recuperação dedicou grande parte dos seus restantes anos de vida ao trabalho comunitário na Grécia. Ficou em Atenas durante a Segunda Guerra Mundial onde abrigou refugiados gregos. Por estas acções foi reconhecida como "Justa Entre as Nações" pelo Yad Vashem. Após a guerra ela permaneceu na Grécia e fundou a ordem ortodoxa de freiras conhecida por "Irmandade Cristã de Marta e Maria".

Após a queda do rei Constantino II da Grécia e a imposição de um governo militar na Grécia em 1967, ela foi convidada pelo seu filho e nora a viver no Palácio de Buckingham em Londres onde morreria dois anos depois.

Primeiros anos e família[editar | editar código-fonte]

A princesa Vitória Alice Isabel Julia Maria de Battenberg nasceu na Tapestry Room do Castelo de Windsor em Berkshire na presença da sua bisavó, a rainha Vitória. Era a filha mais velha do príncipe Louis de Battenberg e da sua esposa, a princesa Vitória de Hesse e do Reno. A sua mãe era a filha mais velha da princesa Alice, a segunda filha da rainha Vitória e do príncipe Alberto. O seu pai era o filho mais velho do príncipe Alexandre de Hesse e do Reno e da sua esposa morgnática, a Condessa Julia von Hauke. Os seus três irmãos mais novos, Luísa, Jorge e Luís, tornaram-se respectivamente na rainha da Suécia, Segundo Marquês de Milford Haven e Conde Mountbatten da Burma.

Ela foi baptizada em Darmstadt a 25 de abril de 1885 e teve seis padrinhos: os seus três avós sobreviventes de Hesse, o grão-duque Luís IV, o príncipe Alexandre de Hesse e do Reno e Julia, princesa de Battenberg; as suas tias Isabel Feodorovna e a princesa Maria de Erbach-Schönberg bem como a sua bisavó Vitória.

A princesa Alice passou a sua infância entre Darmstadt, Londres, Jugenheim e Malta (onde o seu pai, oficial da marinha, estava ocasionalmente estacionado). A sua mãe notou que ela se mostrava lenta enquanto aprendia a falar e ficou preocupado com a sua pronunciação indistinta. Eventualmente Alice foi diagnosticada com surdez congénita após a sua bisavó ter notado o problema e a levar até um especialista. Com o encorajamento da sua mãe, Alice aprendeu ao mesmo tempo a ler lábios e a falar Inglês e Alemão. Educada em privado, ela estudou francês e, mais tarde, após o seu noivado, aprendeu Grego.

Os seus primeiros anos foram passados na companhia dos seus parentes reais e ela foi dama-de-honra no casamento do seu primo Jorge, Duque de York (mais tarde rei Jorge V) com a princesa Maria de Teck em 1893. Algumas semanas antes do seu 16º aniversário, ela participou no funeral da rainha Vitória na Capela de St. George no Castelo de Windsor, sendo pouco depois confirmada na fé anglicana.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

A princesa Alice conheceu e apaixonou-se pelo príncipe André da Grécia e Dinamarca (conhecido por Andreas dentro da família), o quarto filho do rei Jorge I da Grécia e da rainha Olga, na coroação do seu tio-avô, o rei Eduardo VII, em 1902. Casaram-se pelo civil a 6 de outubro de 1903 em Darmstadt. No dia seguinte tiveram duas cerimónias religiosas, uma luterana, na igreja evangélica do castelo, e outra ortodoxa, na capela russa de Mathildenhöhe. A partir de então, Alice passou a ser conhecida pelos falantes de inglês por "Princesa André". As damas-de-honra e padrinhos eram parentes próximos das casas reais da Grã-Betranha, Prússia/Alemanha, Rússia, Dinamarca, Grécia, Hesse e Schleswig-Holstein. O casamento foi uma das maiores reuniões de descentes da rainha Vitória e do rei Cristiano IX da Dinamarca.

O príncipe e a princesa tiveram cinco filhos:

Nome Nascimento Morte Observações
Margarida da Grécia e Dinamarca 18 de abril de 1905 24 de abril de 1981 Casou-se em 1931 com Godofredo de Hohenlohe-Langenburg.
Teodora da Grécia e Dinamarca 13 de maio de 1906 16 de outubro de 1969 Casou-se em 1931 com Bertolo, Marquês de Baden.
Cecília da Grécia e Dinamarca 22 de junho de 1911 16 de novembro de 1937 Casou-se em 1931 com Jorge Donatus.
Sofia da Grécia e Dinamarca 26 de junho de 1914 3 de novembro de 2001 Casou-se primeiramente em 1930 com o príncipe Cristóvão de Hesse-Cassel. Casou-se pela segunda vez em 1946 com o príncipe Jorge Guilherme de Hanôver.
Filipe, Duque de Edimburgo 10 de junho de 1921 Casou-se em 1947 com a rainha Isabel II do Reino Unido. Foi titulado mais tarde Duque de Edimburgo.

Após o casamento, o príncipe André continuou com a sua carreira militar e a princesa envolveu-se em trabalho comunitário. Em 1908 ela visitou a Rússia para o casamento da grã-duquesa Pavlovna com o príncipe Guilherme da Suécia. Enquanto estava lá, falou com a sua tia, a grã-duquesa Isabel Feodorovna, que estava a formular planos para a fundação da sua ordem de freiras. Alice esteve presente na cerimónia onde foi colocada a primeira pedra para a nova Igreja da sua tia. Mais tarde nesse ano a grã-duquesa começou a distribuir as suas possessões em preparação para a sua vida mais espiritual. No seu regresso à Grécia, o príncipe e a princesa André encontraram uma situação política que piorava a cada dia à medida que o governo de Atenas se recusava a apoiar o parlamento de Creta que tinha pedido a sua união à Grécia (na altura Creta ainda pertencia ao Império Otomano). Um grupo de oficiais descontentes formaram uma liga militar nacionalista que eventualmente levou à demissão de André do exercito e a subida ao poder de Eleftherios Venizelos.

Crises de vida sucessivas[editar | editar código-fonte]

Alice no dia de casamento

Com o advento das Guerras dos Balcãs, o príncipe André foi novamente aceite no exército e a sua esposa tornou-se enfermeira, assistindo a operações e preparando hospitais de campo, trabalho pelo qual recebeu a Cruz Vermelha Real do seu primo Jorge V do Reino Unido em 1913.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o seu cunhado Constantino I da Grécia, enverdou por uma política de neutralidade apesar do governo eleito de Venizelos apoiar os Aliados. Alice e os seus filhos foram forçados a abrigar-se nas caves do palácio durante o bombardeamento francês de Atenas a 1 de dezembro de 1916. Em Junho de 1917, a política de neutralidade do rei tinha-se tornado tão insuportável que Alice e outros membros da família real grega foram forçados a ir para o exílio quando Constantino abdicou. Na maioria dos anos que se seguiram, grande parte da realeza grega viveu na Suíça.

A guerra mundial acabou efetivamente com grande parte do poder político das dinastias europeias. A carreira naval do seu pai Luís de Battenberg, tinha colapsado com o inicio da guerra devido ao sentimento antigermânico que varreu o Reino Unido. A pedido do Rei Jorge V, a 14 de julho de 1917, ele perdeu o título de Príncipe de Battenberg no Grão-ducado de Hesse assim como o estilo de Alteza Sereníssima e anglequenizou o apelido da família para Mountbatten. No dia seguinte, o rei fez dele Marquês de Milford Haven. No ano seguinte, duas das tias de Alice, Alexandra Feodorovna e Isabel Feodorovna, foram assassinadas após a [[Revolução Russa]u]. No final da guerra, os Impérios da Rússia, Alemanha e Austro-Hungria tinham caído e o seu tio Ernesto Luís de Hesse, foi deposto.

Após a restauração do rei Constantino em 1920, eles regressaram brevemente à Grécia, residindo em Mon Repos, Corfu. Mas após a derrota do exército grego na Guerra Greco-Turca, um comité revolucionário sob o comando dos coroneis Nikolaos Plastiras e Stylianos Gonatas, tomou o poder e forçou o rei Constantino a exilar-se novamente. O príncipe André, que tinha sido comandante durante a guerra, foi preso. Vários antigos ministros e generais foram fuzilados na mesma altura e os diplomatas britânicos assumiram que também André se encontrava em perigo mortal. Após um julgamento-espetáculo, ele foi condenado ao banimento. Juntamente com a sua esposa e filhos, ele fugiu da Grécia a bordo do navio britânico HMS Calypso sob a protecção do comandante Gerald Talbot.

A família passou a viver numa pequena casa que lhes foi emprestada pela princesa Marie Bonaparte em Saint-Cloud, nos arredores de Paris onde o príncipe André passou a ajudar uma loja de caridade para refugiados gregos. Alice tornou-se profundamente religiosa e, a 20 de outubro de 1928, converteu-se à Igreja Ortodoxa Grega. Nesse Inverno traduziu o texto de defesa do seu marido em relação à Guerra Greco-Turca para inglês. Pouco depois, ela começou a afirmar receber mensagens divinas e ter poderes de cura. Em 1930, após sofrer um esgotamento nervoso, foi-lhe diagnosticada esquizofrenia paranóide no senatório do Doutor Ernst Simmel em Tegel, Berlim. Foi então retirada à força da sua família e colocada no senatório do Doutor Ludwig Binswanger em Kreuzlingen, na Suíça. Era uma instituação famosa e respeitada com vários pacientes célebres, incluindo Vaslav Nijinsky, o dançarino de ballet e coreógrafo que esteve internado ao mesmo tenpo que ela.

Durante a longa convalescencia de Alice, ela e André afastaram-se, as suas filhas casaram-se com príncipes alemães em 1930 e 1931 (ela não esteve presente em nenhum dos casamentos) e o príncipe Filipe foi enviado para a Inglaterra para ficar com os seus tios Luís e Jorge e a sua avó Vitória.

Alice ficou em Kreuzlingen por dois anos, mas após uma breve estadia numa clinica em Meran, foi-lhe dada alta e então iniciou uma existência itenerante e incógnita na Europa Central. Manteve contacto com a mãe, mas quebrou todos os restantes laços familiares até ao final de 1936. Em 1937, a sua filha Cecília, o seu genro e dois dos seus netos foram mortos num acidente aéreo em Ostend, na Bélgica. Ela e o seu marido André encontraram-se pela primeira vez em seis anos no funeral (o príncipe Filipe, Luís Mountbatten e Hermann Göring também participaram). A partir de então ela retomou o contacto com a família e regressou a Atenas sozinha para trabalhar com os pobres em 1938, vivendo num apartamento de dois quartos perto do Museu Benaki. Tentou reaproximar-se do seu filho adolescente Filipe, recebendo-o em Atenas. Tentou convencer o seu irmão Luís de que o seu filho deveria voltar a viver na Grécia, esquecendo-se de que ele fazia agora parte da família real britânica e estava a ser preparado para um futuro na marinha britânica.

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Alice em 1907

Durante a Segunda Guerra Mundial, Alice estava na situação difícil de ter genros a lutar do lado alemão e um filho na Marinha Real Britânica. O seu primo, o Príncipe Vitór zu Erbach-Schönberg era o embaixador da Alemanha na Grécia até à ocupação de Atenas pelas forças do Eixo em Abril de 1941. Ela e a cunhada, a princesa Elena (a mãe da princesa Marina, Duquesa de Kent), viveram em Atenas por toda a duração da guerra, enquanto que a maioria da família real grega permaneceu em exílio na África do Sul. Ela mudou-se do seu pequeno apartamento para a casa de três andares do seu cunhado príncipe Jorge no centro de Atenas. Trabalhou para a organização da Cruz Vermelha, ajudou a organizar cozinhas de sopa para a população que morria de fome e foi até à Suécia para trazer medicamentos, utilizando a desculpa de que ia visitar a sua irmã Luísa, a rainha do país. Organizou dois abrigos para os órfãos e um circuito de cuidados para os bairros mais pobres.

As forças ocupantes aparente presumiam que Alice era pró-germânica, uma vez que um dos seus genros, o príncipe Cristóvão de Hesse, era um membro do NSDAP e do Waffen-SS, e outro, Bertolo de Baden, tinha ficado inválido após um ferimento grave contraído em França em serviço do exército alemão. Mesmo assim, quando foi visitada por um general alemão que lhe perguntou: "Posso fazer alguma coisa por si?", ela respondeu prontamente: "Pode pegar nas suas tropas e sair do meu país."

Após a queda do ditador italiano Benito Mussolini em Setembro de 1943, o exército alemão ocupou Atenas, onde uma minoria de judeus gregos se tinha refugiado. A maioria (cerca de 60,000 numa população de 75,000) foram deportados para campos de concentração nazis, onde cerca de 2000 morreram. Durante este período, Alice escondeu a viúva judia Rachel Chen e dois dos seus cinco filhos que procuravam esconder-se da Gestapo e da deportação para os campos da morte. O marido de Rachel, Haimaki Cohen, tinha ajudado o rei Jorge I da Grécia em 1913. Em troca, Jorge tinha-lhe oferecido qualquer serviço que ele pudesse executar se Cohen alguma vez precisasse. O filho de Cohen lembrou-se desta promessa durante a ameaça Nazi e apelou a Alice que, juntamente com a princesa Elena, era a única da família real que continuava na Grécia. Ela honrou a promessa e salvou a família Cohen.

Quando Atenas foi libertada a Outubro de 1944, Harold Macmillan visitou a princesa André e descreveu-a como "vivendo em humildes, para não dizer algo escassas condições". Numa carta para o seu filho, ela admitiu que na última semana antes da libertação não tinha comida que não fosse pão e manteiga e não teve carne durante vários meses. No inicio de Dezembro, a situação em Atenas praticamente não tinha melhorado. Guerrilhas comunistas (ELAS) estavam a lutar contra os britânicos pelo controlo da capital. Enquanto as lutas continuavam, Alice foi informada de que o seu marido tinha morrido, exactamente no momento em que a esperança para uma reunião do casal depois da guerra estava a surgir.Eles não se viam desde 1939. Durante a luta, para o desespero dos britânicos, ela insistia em caminhar pelas ruas para distribuir rações aos polícias e crianças contra as ordens que tinha recebido. Quando lhe disseram que podia ter sido atingida por uma bala perdida, ela respondeu: "disseram-me que uma pessoa não ouve o tiro que a mata e, em qualquer caso, eu sou surda. Portanto, para que me vou preocupar com isso?".

Viúva[editar | editar código-fonte]

Alice regressou à Grã-bretanha em abril de 1947 para participar no casamento do seu filho Filipe com a princesa Isabel, filha mais velha e herdeira do rei Jorge VI que se realizou no mês de novembro. Ela ordenou que algumas das suas últimas jóias fossem usadas no anel de noivado de Isabel. Na cerimónia de casamento, ela sentou-se à cabeceira da sua família, no lado norte da abadia de Westminster, ao lado do rei, da rainha Isabel e da rainha Maria. Foi decidido que não se convidariam as irmãs do príncipe Filipe devido aos seus casamentos com alemães.

Em janeiro de 1949, a princesa fundou uma ordem de freiras da Igreja Ortodoxa Grega, a Irmandade Cristã de Marta e Maria, inspirada no convento que a sua tia Isabel Feodorovna tinha fundado na Rússia em 1909. Treinou nas ilhas gregas de Tinos, estabeleceu uma casa para a ordem a norte de Atenas e realizou duas digressões aos Estados Unidos em 1950 e 1952 num esforço para reunir fundos. A sua mãe ficou furiosa com as suas acções. "O que se pode dizer de uma freira que fuma e joga canastra?", disse ela. Após a sua nora herdar o trono, Alice participou na coroação que a tornou na rainha Isabel II em Junho de 1953. Para a cerimónia usou um longo vestido cinzento e um hábito floreado de freira.

Em 1960 visitou a Índia, convidada por Rajkumari Amrit Kaur, que tinha ficado impressionado com o interesse de Alice no pensamento religioso indiano e pela sua própria missão espiritual. A viagem foi reduzida quando ela ficou inesperadamente doente. Foi a sua cunhada Edwina Mountbatten que estava também na Índia na altura, que teve de acalmar os anfitriões indianos que ficaram enraivecidos com a mudança de planos súbita de Alice. Mais tarde ela afirmou que tinha tido uma experiência "fora do corpo". Edwina prosseguiu a sua digressão e morreu um mês depois.

Cada vez mais surda e com a saúde a falhar devido ao grande número de cigarros que fumava, Alice viu a Grécia pela última vez após o Golpe dos Coronéis de 21 de abril de 1967. Isabel II e Filipe convidaram-na a viver no Palácio de Buckingham. Constantino II e a rainha Ana Maria foram para o exílio nesse Dezembro após um golpe de monárquicos falhado.

Morte e enterro[editar | editar código-fonte]

Apesar de sugestões de senilidade durante os seus últimos anos, Alice permaneceu lúcida, mas fisicamente frágil. Morreu no Palácio de Buckingham a 5 de dezembro de 1969. Não deixou nenhum bem, tendo dando tudo durante a sua vida. Inicialmente os seus restos mortais foram colocados na cripta real da Capela de St. George no Castelo de Windsor, mas antes de morrer ela tinha expressado o desejo de ser enterrada no Convento de Santa Maria Madalena em Getsêmani, no Monte das Oliveiras em Jerusalém (perto da sua tia Isabel Feodorovna). Quando a sua filha, a princesa Sofia, se queixou que seria demasiado longe para que a família pudesse visitar a sua campa, Alice respondeu, "Que disparate! Há um serviço de autocarros perfeitamente bom!" O seu desejo final foi finalmente realizado a 3 de agosto de 1988 quando os seus restos mortais foram transferidos para o seu último local de descanso na cripta por baixo da igreja.[1]

A 31 de outubro de 1994, os dois filhos sobreviventes de Alice, Filipe e Sofia, foram ao Yad Vashem (o Memorial do Holocausto) em Jerusalém para assistir à cerimónia que honrou a mãe como "Justa entre as Nações" por ter escondido os Cohen na sua casa em Atenas durante a Segunda Guerra Mundial. O príncipe Filipe disse sobre as acções da sua mãe: "Suspeito que nunca lhe ocorreu de que a sua acção foi de alguma forma especial. Ela era uma pessoa com uma fé religiosa profunda, e teria considerado que era uma acção natural humana proteger seres em desespero."

Referências