Almir Chediak

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Almir Chediak
Informação geral
Nome completo Almir Santana Chediak
Nascimento 21 de junho de 1950
Rio de Janeiro
 Brasil
Data de morte 25 de maio de 2003 (52 anos)
Petrópolis
 Brasil
Gênero(s) Bossa nova, música pop, samba, jazz
Instrumento(s) violão
Período em atividade 1967 - 2003
Página oficial Lumiar

Almir Santana Chediak (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1950 - Petrópolis, 25 de maio de 2003) foi um produtor musical, empresário, violonista, compositor, editor, professor, escritor, e pesquisador brasileiro.[1]

Criado em Minas Gerais, na cidade de Carmo da Cachoeira[2] , aos 13 anos Almir passou a morar no Rio de Janeiro onde começou a estudar violão com um dos maiores instrumentistas brasileiros de todos os tempos, Horondino Silva, mais conhecido como Dino 7 Cordas e harmonia, arranjo e solfejo com o professor Ian Guest. Com apenas 17 anos, Almir começou a lecionar e compor dando aulas de violão particulares e assinou a trilha sonora do filme O Vale do Canaã, dirigido por Jece Valadão[3] . Ainda jovem, gravou um compacto com a atriz e modelo belga radicada no Brasil Annik Malvil, a lançadora da moda do vestido tubinho nos anos 1960. Chediak foi professor de muitos instrumentistas e intérpretes da música popular, como Tim Maia, Gal Costa, Nara Leão, Carlos Lyra, Elba Ramalho, Marina, Cazuza, Ricardo Silveira, Toni Costa, e, inclusive, para uma das referências no instrumento no Brasil, o maranhense Turíbio Santos.

Em 1984, Almir lança seu primeiro livro, o Dicionário de Acordes Cifrados[4] publicado pela editora Irmãos Vitale[5] . O livro busca racionalizar e uniformizar a padronização do sistema de cifragem brasileiro.

Em 1986, Almir Chediak fundou a Lumiar Editora, [6] com o objetivo de editar suas obras e de outros autores na área da música popular. No mesmo ano, Almir lança seu segundo livro Harmonia e Improvisação[7] , em dois volumes, considerado por professores e arranjadores como fundamental no aprendizado da música, publicado pela sua própria editora.

Foi em 1988 que Almir Chediak criou a série Songbook da MPB[8] , trabalho que reproduz minuciosa e fielmente música e letra com as cifras e acordes revisados pelos próprios compositores, criando algo inovador que eternizara as obras de nomes da MPB. A primeira publicação foi inaugurada por Caetano Veloso. Foram 135 partituras e letras das músicas distribuídas em dois volumes, contendo ainda, fotos, textos biográficos, entrevistas com artistas e discografia.

Em 1989, foi publicado o Songbook da Bossa Nova, com 312 canções distribuídas em cinco volumes. Em 1990 vieram os de Tom Jobim em três volumes e os de Cazuza e Rita Lee, ambos com dois volumes cada. Em 1991, foi a vez de Noel Rosa, em três volumes. Durante a feitura deste, Almir teve a idéia de resgatar a obra de Noel também em disco, surgindo assim a Lumiar Discos[9] , criada especialmente para este tipo de projeto. Tal empreendimento teve a participação de 25 artistas e resultou em 22 faixas formadas nos formatos CD simples, disco e cassete duplo. Em reconhecimento por este trabalho, Almir recebeu dois importantes prêmios: APCA - Grande Prêmio da Crítica e o Prêmio Sharp da Música pelo melhor disco de MPB de 1991.

Em 1992, foi publicado o Songbook de Gilberto Gil, com 130 canções em dois volumes, além de três CDs em que aproximadamente 50 artistas da MPB e do Rock brasileiro interpretam 38 faixas. Em reconhecimento a este trabalho, Almir recebeu o Prêmio Fama conferido pela Fundação Roquete Pinto como a personalidade musical do ano. Em 1993, a Lumiar lançou o Songbook de Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi. O Songbook de Vinicius contém 180 músicas distribuídas em três volumes e em três CDs reunindo 50 faixas, com a interpretação de mais de 70 artistas da MPB. O de Caymmi, oferece praticamente a sua obra inteira: são mais de 80 artistas.

Em 1994, foi a vez de lançamentos dos Songbooks de Carlos Lyra e Edu Lobo. O livro de Carlos Lyra apresenta mais de 50 músicas em um único volume, além de um CD com 20 faixas interpretadas por mais de 30 artistas da MPB. O de Edu Lobo reúne 67 músicas em um volume, todas manuscritas pelo compositor, e um CD duplo reunindo 33 faixas na interpretação de 40 artistas da MPB.

Em 1995, foram lançados o Songbook de Ary Barroso e o Songbook Instrumental Antonio Carlos Jobim que foi apresentado somente em um CD duplo que reúne 32 faixas (16 músicas em cada CD) com a participação de mais de 100 instrumentistas [10] . Por este trabalho, o Songbook Instrumental de Antonio Carlos Jobim, Almir Chediak foi vencedor do Prêmio Sharp 1995 como o melhor disco instrumental.

Lançado em 1996, o Songbook Antonio Carlos Jobim, vem complementar o trabalho feito anteriormente em livro e reúne em cinco CDs, 77 faixas interpretadas por mais de 80 artistas. Com este trabalho Almir foi vencedor do Prêmio Sharp de 1996 como o melhor disco de MPB. Em 1997, foi lançado o Songbook Djavan em dois volumes que reúnem 98 canções e três CDs com 47 faixas interpretadas por mais de 60 artistas.

Em 1998, foi lançado o Songbook Marcos Valle em um volume reunindo 50 canções e dois CDs com 26 faixas intepretadas por 28 artistas. O maior trabalho de Almir Chediak dedicado a um único compositor nasceu em 1999, quando a obra de Chico Buarque foi revista em quatro volumes, totalizando 222 músicas <refhttp://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2012/04/entrevista-de-chico-buarque-com-almir.html</ref>. Já nos discos, mais de cem artistas participaram do projeto, gravando 119 músicas, divididas em oito CDs. A pesquisa para os livros foi feita pelo pesquisador e músico José Miguel Wisnik, que interpreta o clássico “Construção” com o seu parceiro Luiz Tatit. Já Jards Macalé dá sua versão para “Acorda, Amor”, enquanto Johnny Alf interpreta “A Rosa” e Arnaldo Antunes psicodeliza “Cotidiano”. Ainda em 1999, mesmo depois de ter encabeçado um projeto tão audacioso quanto o dedicado a Chico Buarque, chegou a vez de o músico e amigo João Donato ganhar seu songbook. No disco, diferentemente dos outros, o compositor participa das gravações como intérprete. É o caso de “Muito à Vontade”, em que Donato dividiu a interpretação com Ivan Lins. Já Chico Buarque interpretou “Brisa do Mar”, tema composto por João Donato e Abel Silva. No segundo volume, Elba Ramalho deu vida à canção “Terremoto”, autoria de João Donato e Paulo César Pinheiro.

Em 2002, Chediak liquidou uma dívida que tinha consigo desde o início dos anos 1990 com o lançamento do songbook de Braguinha. O resultado são dois livros contemplando 60 músicas de Braguinha e três discos com 43 canções. Enquanto Zé Renato e Yamandu Costa interpretaram “Mané Fogueteiro”, Nana Caymmi emprestou sua voz à canção “A Saudade Mata a Gente”. O último songbook encabeçado por Chediak foi o de João Bosco, que foi distribuído em três livros com 131 músicas e também em três álbuns que trouxeram 46 músicas do cantor e violonista mineiro. Representaram o álbum as canções “Bala com Bala”, interpretada por Edu Lobo, e “De Frente pro Crime”, com voz de Tunai e piano de Wagner Tiso.

Até o ano de sua precoce morte Almir se dedicou à eternizar a MPB em sua série Songbook [11] . Seu último trabalho foi uma biografia inacabada sobre o cantor Tim Maia.

Em 2003, aos 52 anos de idade, Almir Chediak é cruelmente assassinado por assaltantes em seu sítio em Araras, Petrópolis, no Rio de Janeiro.[12]

Almir Chediak deixou uma filha, a violoncelista Aleska Russo, nascida em 12 de outubro de 1991.

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Referências

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