Almir Gabriel

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Almir Gabriel
Almir Gabriel
38.º Governador do Pará
Período 1 de janeiro de 1995
a 1 de janeiro de 2003
Antecessor(a) Carlos José Oliveira Santos
Sucessor(a) Simão Jatene
Senador pelo Pará
Período 1 de fevereiro de 1987
a 1 de janeiro de 1995
48.º Prefeito de Belém
Período 29 de agosto de 1983
a 1 de janeiro de 1986
Antecessor(a) Sahid Xerfan
Sucessor(a) Fernando Coutinho Jorge
Vida
Nascimento 18 de agosto de 1932
Belém, PA, Brasil
Morte 19 de fevereiro de 2013 (80 anos)
Belém, PA, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Dados pessoais
Partido ARENA, PDS, PMDB, PSDB, PTB.
Profissão Médico

Almir José de Oliveira Gabriel (Belém, 18 de agosto de 1932Belém, 19 de fevereiro de 2013)[1] foi um médico e político brasileiro.[2]

Vida política[editar | editar código-fonte]

Filho de Ignácio Koury Gabriel e Palmira de Oliveira Gabriel. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará, dirigiu o hospital Barros Barreto e também a Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária do Ministério da Saúde. Secretário de Saúde e depois Secretário de Segurança no segundo governo Alacid Nunes (1979-1983) aproximou-se do PMDB em 1982 quando a porção alacidista do PDS confrontou o senador Jarbas Passarinho e apoiou o nome de Jader Barbalho ao governo do estado levando o candidato Oziel Carneiro à derrota. Como parte do acordo político entre o novo governador e seu predecessor é nomeado prefeito de Belém (1983-1986) em substituição ao empresário Sahid Xerfan que fora defenestrado por Barbalho cinco meses após a posse.[3]

Consumada a coligação PMDB-PDS visando o pleito de 1986 o grupo de Alacid Nunes migrou para o PFL e a coligação já referida venceu as eleições por larga margem com Hélio Gueiros governador do Pará tendo Almir Gabriel[4] e Jarbas Passarinho[5] como senadores aptos a participar da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Brasileira de 1988. Após deixar o PMDB foi um dos fundadores do PSDB, às vésperas das eleições municipais de 1988.

Escolhido candidato a vice-presidente na chapa de Mário Covas nas eleições presidenciais de 1989 não passou do primeiro turno e em 1990 foi o terceiro colocado na disputa pelo governo do Pará, em um pleito no qual Jader Barbalho derrotou o petebista Sahid Xerfan em segundo turno.

Em 1994 foi eleito governador do Pará ao derrotar Jarbas Passarinho em segundo turno sendo reeleito em 1998 após derrotar Jader Barbalho nas mesmas condições.[6] Em 2002 Simão Jatene de seu partido foi eleito para sucede-lo.

Depois de quatro anos afastado da vida pública, voltou à cena política novamente como candidato ao governo do Pará nas eleições de 2006 tendo Valéria Pires Franco como candidata a vice-governadora[7] pela coligação "União pelo Pará".[8] Apurados os votos teve cerca de 44% dos sufrágios, porém o apoio de Jader Barbalho à então senadora Ana Júlia Carepa (PT), o apoio do então presidente Lula e dissidências na chapa governista foram determinantes para a sua derrota em segundo turno, passando a figurar na oposição ao novo governo.

Após crises internas com o partido que ajudou a fundar, Almir sai do PSDB em agosto de 2010.

Em 2010, apoiou a candidatura do então deputado estadual Domingos Juvenil (PMDB) ao governo do Estado do Pará. Juvenil ficou em terceiro lugar com 10,8% dos votos válidos. No segundo turno, apoiou a reeleição da candidata Ana Julia (PT), ao governo do estado. Mas, apesar do apoio do ex-governador, Ana Julia foi derrotada por Simão Jatene no pleito.

Em setembro de 2011, Almir Gabriel se filiou ao PTB, partido do então prefeito de Belém, Duciomar Costa.

Almir Gabriel chegou a declarar seu projeto para disputar a prefeitura de Belém no pleito de 2012, e seu nome foi cogitado pelo PTB como sucessor de Duciomar, que governou a capital paraense por dois mandatos consecutivos.

No entanto, Anivaldo Vale, vice-prefeito de Duciomar, acabou sendo escolhido para a disputa, e teve o apoio político de Almir, mas foi derrotado ainda no primeiro turno. [9]

Governo do estado[editar | editar código-fonte]

Seus dois mandatos à frente do governo do estado foram marcados pelo investimento em infra-estrutura, como o Tramoeste, o novo Estádio Olímpico, a Macrodrenagem, a Alça Viária, o porto de Vila do Conde, entre outros. Gabriel investiu também em obras turísticas. Reformulou a orla do Maçarico, em Salinópolis, e revitalizou diversos pontos turísticos da capital, Belém. Sob seu governo, foram reformados o Forte do Castelo de Belém, a Casa das Onze Janelas, a Catedral da Sé, a Igreja de Santo Alexandre e o Mangal das Garças. Ainda na área turística, o tucano investiu em revitalizações. Transformou o então presídio São José num pólo joalheiro, enviando os presos para penitenciárias do interior. Parte do antigo porto de Belém foi transformada no Estação das Docas, considerado por muitos o cartão postal da cidade.

Foi em seu período de governo que ocorreu o Massacre de Eldorado dos Carajás, ação policial que terminou com a morte de dezenove trabalhadores ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST).

Notas e referências

  1. «Ex-governador do Pará, Almir Gabriel morre em Belém». Globo. 19 de fevereiro de 2013. Consultado em 19 de fevereiro de 2013 
  2. «Perfil do Senador Almir Gabriel». Senado Federal. Consultado em 19 de fevereiro de 2013 
  3. Veja, 3 de agosto de 1983
  4. Eleito com 463.774 votos segundo o acervo online do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
  5. Eleito com 336.041 votos segundo a mesma fonte.
  6. No primeiro mandato o vice-governador era Hélio Gueiros Júnior e no segundo era Hildegardo Nunes, filho de Alacid Nunes.
  7. Valéria Pires Franco disputava a reeleição para o cargo.
  8. Formada por 15 partidos: PSDB, PFL, PTB, PSC, PL, PP, PAN, PRTB, PHS, PMN, PTC, PV, PRP, PRONA e PT do B
  9. «Ex-governador do Pará, Almir Gabriel morre em Belém». Pará. 19 de fevereiro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Sahid Xerfan
Prefeito de Belém
1983-1986
Sucedido por
Coutinho Jorge
Precedido por
Carlos Santos
Governador do Pará
1995-2003
Sucedido por
Simão Jatene