Alpha Condé

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Alpha Condé
6Presidente da Guiné
Período 21 de dezembro de 2010
a 5 de setembro de 2021
Antecessor(a) Sékouba Konaté
Sucessor(a) Mamady Doumbouya[1]
Dados pessoais
Nascimento 4 de março de 1938 (83 anos)
Boké, França África Ocidental Francesa
Alma mater Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne
Partido Rassemblement du peuple de Guinée (RPG)
Profissão Professor de Direito
Residência Conacri

Alpha Condé (Boké, 4 de março de 1938) é um político guineense, presidente do seu país entre 2010 e 2021, líder do partido Rassemblement du peuple de Guinée (RPG) e vencedor das eleições presidenciais de 2010 na Guiné-Conacri. Pertence ao grupo étnico mandinga.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ex-professor de ciência política na Universidade de Paris, Condé passou décadas na oposição aos vários regimes da Guiné, concorrendo sem sucesso contra o Presidente Lansana Conté nas eleições de 1993 e 1998, ano em que foi preso por ordem de Conté, sob a acusação de "atentado à autoridade do Estado e à integridade do território nacional". Foi liberado em 2001.[3]

Ao concorrer novamente às eleições presidenciais de 2010 - consideradas como as primeiras realmente democráticas na história da Guiné, após 52 anos de ditaduras e regimes autoritários - Condé, aos 72 anos, obteve apenas 18% dos votos no primeiro turno da votação, realizado em junho, enquanto Cellou Dalein Diallo conseguiu 43% dos votos. Depois de dois adiamentos, em razão de tensões étnicas e de violência entre apoiadores dos dois candidatos,[4] realizou-se enfim o segundo turno, em 7 de novembro. Dessa vez, Condé saiu vencedor, com 52,5% dos sufrágios. Seu opositor, Cellou Dalein Diallo, registrou 47,5% dos votos. Os resultados, divulgados em 15 de novembro, mostram a divisão da população entre as etnias peul (fula), que apoiou Diallo, e malinke (mandinga), favorável a Condé.[5] Cerca de 4,2 milhões de eleitores votaram.[6][7] As comemorações da vitória de Alpha Condé foram marcadas por confrontos violentos entre os partidários do candidato derrotado, Cellou Dalein Diallo, e a polícia. Foram registrados pelo menos quatro mortos.[8]

Condé foi reeleito no primeiro turno das eleições presidenciais de 2015, com 58% dos votos.[9]

Foi reeleito para um terceiro mandato em outubro de 2020, após uma eleição violenta com dezenas de mortes em confrontos entre cidadãos e as forças policiais. A Constituição guineense estabelecia dois mandatos como limite, mas Condé promoveu uma reforma constitucional, permitindo-lhe candidatar-se.[10]

Atentado de 2011[editar | editar código-fonte]

Em 19 de julho de 2011, a residência privada de Alpha foi invadida por um grupo armado, que explodiu o portão com um lança-foguetes e danificou e destruiu partes da casa a tiro. O presidente saiu ileso por causa da intervenção dos guardas, alguns deles ficaram feridos e um morreu.

Golpe de estado de 2021[editar | editar código-fonte]

No dia 5 de setembro de 2021, um grupo de militares liderados pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, chefe das Forças Especiais do Exército de Guiné, realizou uma tentativa de golpe de Estado no país, com intensos tiroteios na capital, Conakry, alegando que capturaram e prenderam o então presidente Alpha Condé.[11]


Referências

  1. https://twitter.com/AfricaElect/status/1434515658772000771 Guinea: President Alpha Condé (RPG, centre-left) has reportedly been arrested by a junta led by Colonel Mamady Doumbouya (*). Doumbouya has announced the suspension of the constitution.
  2. «Opositor Alpha Condé vence eleição presidencial na Guiné» 
  3. Guinée : Alpha Condé nargue ses juges, por Christophe Schmidt. Afrik.com, 1º de junho de 2000.
  4. Guiné realiza primeira eleição livre em mais de 50 anos, por Ricardo Noblat, 8 de novembro de 2010.
  5. Violência diminui na Guiné após eleição polêmica. Estadão, 16 de novembro de 2010.
  6. Ex-preso político chega ao poder: Alpha Condé foi considerado Presidente eleito da República da Guiné Arquivado em 19 de novembro de 2010, no Wayback Machine.. Público, 16 de novembro de 2010.
  7. Guiné elege seu presidente pela primeira vez na História. AFP, 7 de novembro de 2010.
  8. Violência na Guiné-Conacri após vitória histórica de Alpha Condé[ligação inativa]. Diário de Notícias, 17 de novembro de 2010.
  9. «Presidente da Guiné é reeleito com 58 por cento dos votos, segundo resultado oficial - Notícias - R7 Internacional». noticias.r7.com. Consultado em 19 de outubro de 2015 
  10. Naranjo, José (5 de setembro de 2021). «Grupo de militares protagoniza golpe de Estado na Guiné e detém o presidente». EL PAÍS. Consultado em 6 de setembro de 2021 
  11. «Rebeldes de Guiné afirmam que presidente Alpha Condé está ileso e seu bem-estar será garantido». br.sputniknews.com. Consultado em 6 de setembro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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