Alpha Condé

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Alpha Condé
6Presidente da Guiné
Período 21 de dezembro de 2010
a atualidade
Antecessor Sékouba Konaté
Dados pessoais
Nascimento 4 de março de 1938 (80 anos)
Boké, França África Ocidental Francesa
Alma mater Universidade de Paris 1 Panteão-Sorbonne
Partido Rassemblement du peuple de Guinée (RPG)
Profissão Professor de Direito
Residência Conacri

Alpha Condé (Boké, 4 de março de 1938) é um político guineense, atual presidente do seu país desde 2010, líder do partido Rassemblement du peuple de Guinée (RPG) e vencedor das eleições presidenciais de 2010 na Guiné-Conacri. Pertence ao grupo étnico mandinga.[1]

Ex-professor de Ciência Política na Universidade de Paris, Condé passou décadas na oposição aos vários regimes da Guiné, concorrendo sem sucesso contra o Presidente Lansana Conté nas eleições de 1993 e 1998, ano em que foi preso por ordem de Conté, sob a acusação de "atentado à autoridade do Estado e à integridade do território nacional". Foi liberado em 2001.[2]

Ao concorrer novamente às eleições presidenciais de 2010 - consideradas como as primeiras realmente democráticas na história da Guiné, após 52 anos de ditaduras e regimes autoritários - Condé, aos 72 anos, obteve apenas 18% dos votos no primeiro turno da votação, realizado em junho, enquanto Cellou Dalein Diallo conseguiu 43% dos votos. Depois de dois adiamentos, em razão de tensões étnicas e de violência entre apoiadores dos dois candidatos,[3] realizou-se enfim o segundo turno, em 7 de novembro. Dessa vez, Condé saiu vencedor, com 52,5% dos sufrágios. Seu opositor, Cellou Dalein Diallo, registrou 47,5% dos votos. Os resultados, divulgados em 15 de novembro, mostram a divisão da população entre as etnias peul (fula), que apoiou Diallo, e malinke (mandinga), favorável a Condé.[4] Cerca de 4,2 milhões de eleitores votaram.[5][6] As comemorações da vitória de Alpha Condé foram marcadas por confrontos violentos entre os partidários do candidato derrotado, Cellou Dalein Diallo, e a polícia. Foram registrados pelo menos quatro mortos.[7]

Condé foi reeleito no primeiro turno das eleições presidenciais de 2015, com 58% dos votos.[8]

Atentado[editar | editar código-fonte]

Em 19 de julho de 2011,a residência privada de Alpha foi invadida por um grupo armado,que explodiu o portão com um lança-foguetes e danificou e destruiu partes da casa à tiros. O presidente saiu ileso por causa da intervenção dos guardas,alguns deles ficaram feridos e um morreu.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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