Amália de Bourbon

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Amália Filipina
Infanta de Espanha
Princesa da Baviera
Retrato dos anos 1860.
Cônjuge Adalberto da Baviera
Descendência Luís Fernando
Afonso
Isabel
Elvira
Clara
Casa Bourbon (nascimento)
Wittelsbach (casamento)
Nome completo
Amalia Filipina del Pilar Blasa Bonisa Vita Rita Lutgarda Romana Judas Tadea Alberta Josefa Ana Joaquina Los Doce Apostólicos Bonifacia Domenica Bibiana Verónica
Nascimento 12 de outubro de 1834
  Palácio Real de Madri, Madri, Espanha
Morte 27 de agosto de 1905 (70 anos)
  Palácio Nymphenburg, Munique, Reino da Baviera
Enterro Igreja de São Miguel, Munique
Pai Francisco de Paula de Bourbon
Mãe Luísa Carlota das Duas Sicílias

Amália Filipina (Madrid, 12 de outubro de 1834Munique, 27 de agosto de 1905) foi uma infanta de Espanha, filha mais nova do infante Francisco de Paula de Bourbon. Seu irmão mais velho foi rei consorte de Espanha, como marido de sua prima, a rainha Isabel II. Amália foi a única de cinco irmãs a ter um consórcio real, tendo se casado em 1865 com o príncipe Adalberto da Baviera, filho do rei Luís I. Mesmo passando o resto de seus dias em Munique, ela permaneceu muito ligada à Espanha, sendo a principal responsável pelos arranjos de casamento entre seu filho, o príncipe Luís Fernando, e sua sobrinha, a infanta Maria da Paz de Espanha.

Infância[editar | editar código-fonte]

Amália nasceu no Palácio Real de Madri em 12 de outubro de 1834, sendo a décima primeira filha (sexta varoa) do infante Francisco de Paula de Bourbon – irmão mais novo do rei Fernando VII de Espanha – e da princesa Luísa Carlota das Duas Sicílias. Sua mãe vinha a ser sobrinha de seu pai, visto que sua avó materna, a infanta Maria Isabel da Espanha, era irmã mais velha de Francisco de Paula.

Batizada com os nomes de Amália Filipina del Pilar Blasa Bonisa Vita, ela nasceu no início do reinado de sua prima, a rainha Isabel II, sob a regência de sua tia materna, a rainha-mãe Maria Cristina. Entretanto, sua mãe rompeu relações com a regente sua irmã e, como consequência, a família foi expulsa da Espanha em 1838. Eles então exilaram-se na França, vivendo sob a proteção de seu tio, o rei Luís Filipe I. Quando Maria Cristina foi forçada a abandonar a regência, em outubro de 1840, a ambiciosa mãe de Amália retornou com sua família para a corte de Madri. Luísa Carlota morreu em janeiro de 1844, quando a infanta contava apenas oito anos de idade. Ela cresceu na corte espanhola e sua educação, compartilhada com sua irmã, a débil infanta Maria Cristina, foi bastante rudimentar.[1]

Vida adulta[editar | editar código-fonte]

Aos vinte anos de idade, Amália era uma jovem comum, baixa e atarracada. Mais nova de cinco imperceptíveis irmãs, ela foi quase esquecida pela corte. Ainda assim, Amália foi a única delas a ter um casamento real.[1]

Paisagem alemã pintada pela infanta Amália
Adalberto e Amália em trajes do século XVIII

Em 1856, o príncipe Adalberto da Baviera – filho mais novo do rei Luís I e de Teresa de Saxe-Hildburghausen – aproximou-se da corte espanhola em busca de uma esposa e Amália foi-lhe oferecida em casamento. Quando o príncipe chegou a Madri, a rainha Isabel II concedeu a ele um vultoso dote pela mão da cunhada. O casamento foi celebrado na capital espanhola em 25 de agosto 1856, dia festa de São Luís IX de França, antepassado de Amália e padroeiro de França e Baviera. A partir de então, ela tornou-se princesa da Baviera e herdeira presuntiva do trono da Grécia.[1]

O rei Luís I, grande admirador da beleza feminina, ficou desapontado ao conhecer sua nora, corpulenta e simplória, em sua chegada à Baviera.[1] A infanta também chocou a corte com seu hábito de fumar. Adalberto era tão robusto quanto ela, mas muito alto. Ele adorava beber e teve casos extraconjugais, mas seu casamento resistiu.[1] O casal teve cinco filhos:[2][3]

Embora tenha vivido o resto de sua vida em Munique, Amália permaneceu muito ligada ao seu país natal. Ela visitou a Espanha diversas vezes e seu filho mais velho, o príncipe Luís Fernando, nasceu no Palácio Real de Madrid.[1] Na Baviera, a família vivia na Münchner Residenz, deslocando-se para o Palácio Nymphenburg nos meses de verão.[1] Todos os seus cinco filhos falavam o espanhol fluentemente e foi Amália quem incentivou Luís Fernando a desposar sua sobrinha e afilhada, a infanta Maria da Paz de Espanha, em 1883.[1]

Amália sobreviveu trinta anos à morte do marido, vindo a falecer no Palácio Nymphenburg em 27 de agosto de 1905, aos 70 anos de idade.[2] Seu corpo foi sepultado na cripta da Igreja de São Miguel, em Munique.[4]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 12 de outubro de 1834 - 25 de agosto de 1856: "Sua Alteza Real a Infanta Amália de Espanha"
  • '25 de agosto de 1856 - 27 de agosto de 1905: "Sua Alteza Real a princesa Adalberto da Baviera"

Honrarias[editar | editar código-fonte]

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h Medrano, Ricardo Mateos Sainz de (abril de 2001). «The Unconventional Sisters of King Francisco de Asis of Spain». European Royal History Journal (XXII): 18-19 
  2. a b Montgomery-Massingberd, Hugh (1977). Burke's Royal Families of the World, Volume 1: Europe & Latin America. Londres: Burke's Peerage. pp. 155–156. ISBN 0-85011-023-8 
  3. Bouillet, Marie-Nicolas (1872). Atlas universel d'Histoire et de géographie contenant 1° la chronologie... 2° la généalogie... 3° la géographie,... Paris: Librairie Hachette et Cie. 665 páginas 
  4. van Dam, Marianne. «München - Michaelskirche». Royalty Guide. Consultado em 21 de Maio de 2015 
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